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Ana Carolina Garcia

Ana Carolina Garcia

CINEMA. Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



27/10/2016 23h55

Dica: 'Star Wars - O Despertar da Força' na TV
Ana Carolina Garcia

Responsável por uma das maiores bilheterias dos últimos anos, mais de US$ 2 bilhões em todo o mundo, "Star Wars - O Despertar da Força" (Star Wars - The Force Awakens - 2015) invade a telinha a partir do próximo sábado, dia 29, às 22h, na sessão "Superestreia" do Telecine Premium.

Foto: Divulgação 

Dirigido, produzido e roteirizado por J.J. Abrams, o longa é um belo resgate da trilogia original e, por este motivo, permite aos fãs uma inestimável experiência cinematográfica que mescla nostalgia e inovação nas doses exatas, provando que a Força, outrora enfraquecida pela segunda trilogia, que mostra a história pregressa de Anakin Skywalker / Darth Vader, despertou de fato.

Protagonizado por John Boyega (Finn) e Daisy Ridley (Rey), totalmente à vontade em seus respectivos personagens e com o valioso respaldo de veteranos como Harrison Ford (Han Solo), Mark Hamill (Luke Skywalker) e Carrie Fisher (Leia), o longa tem um roteiro coeso, ágil, repleto de bons diálogos e com doses exatas de drama, ação e comédia, explorando com muita dignidade o universo criado por George Lucas.

Com cenas de ação realizadas com muito esmero, capazes de deixar a plateia extasiada, o longa ainda chama a atenção pelo belo trabalho dos departamentos técnicos, desde os efeitos visuais e sonoros até a fotografia, passando pelos figurinos, maquiagem, direção de arte, montagem e a memorável trilha sonora de John Williams.

"Star Wars - O Despertar da Força" será reprisado pelo Telecine Pipoca no domingo, dia 30, às 20h. Lembrando que após a estreia no Telecine Premium, a produção também será disponibilizada pelo Telecine Play.



27/10/2016 23h51

Rio Fantastik Festival começa na próxima semana
Ana Carolina Garcia

A partir da próxima segunda-feira, dia 31, o Cine Joia, filiais de Copacabana e Jacarepaguá, se tornará a casa do Rio Fantastik Festival - Festival Internacional de Filme Fantástico do Rio de Janeiro. Até o dia 06 de novembro, sempre às 20h, o evento exibirá curtas e longas-metragens nacionais inéditos.

Foto: Divulgação 

Oferecendo uma programação variada a preço popular (o ingresso custa R$ 5), composta por curtas e longas-metragens, o evento selecionou trabalhos de cineastas de todo o país, ampliando os limites para além do eixo Rio-São Paulo, com a intenção de mostrar ao público a qualidade das produções nacionais, que concorrem ao Troféu Cramulhão, um diferencial deste evento e que será entregue na sessão de encerramento, no dia 6 de novembro, às 20h, no Cine Joia Copacabana.

Nesta primeira edição, a escolha dos vencedores do Troféu Cramulhão ficará a cargo de um júri formado pelo cineasta Vicente Amorim, pelo colunista do Jornal O Globo Arnaldo Branco e pelo jornalista e crítico de cinema Rodrigo Fonseca.

O Rio Fantastik Festival 2016 tem como grande homenageado o cineasta Rodrigo Aragão, um dos grandes nomes do gênero no cinema nacional. Como parte da homenagem, dois de seus primeiros trabalhos serão exibidos numa sessão especial no dia 5 de novembro (sábado): o longa "Mar Negro" e o curta "Revelações de um Cineasta Canibal".

Um dos cinco longas-metragens selecionados é "Através da Sombra", dirigido por Walter Lima Jr. e com elenco composto por Virginia Cavendish, Ana Lúcia Torre e Domingos Montagner, morto no dia 15 de setembro no Rio São Francisco, numa folga das gravações da novela "Velho Chico". Os outros longas selecionados são: "Mar Inquieto", "Intruso", "Clarissa ou Alguma Coisa de Nós Dois" e "Repartição do Tempo". E os curtas selecionados desta edição são: "O Experimento", "Inferno", "Judas", "Embaraço", "O Despertar de Selma" e "Sexta-feira da Paixão".

Além das produções nacionais, a primeira edição do Rio Fantastik Festival conta com a exibição do terror "Satânico", de Jeffrey G.Hunt. Uma das estreias desta quinta-feira, dia 27, no circuito, o longa encerra o evento no dia 6.

Realizado em parceria com o Cine Joia, o Rio Fantastik Festival chega para colocar a cidade no calendário dos grandes festivais de cinema dedicados ao gênero, que engloba os mais variados gêneros, como ficção-científica, aventura, horror, comédia, suspense, entre outros, e há muito chama a atenção de cinéfilos em todo o mundo, tendo como grandes vitrines eventos como o português Fantasporto e os americanos The Ithaca Fantastik (Nova York) e Fantastic Fest (Austin, Texas).

Serviço:
- Segunda-feira (31/10): "O Experimento" + "Mar Inquieto";
- Terça-feira (01/11): "Inferno" + "Intruso";
- Quarta-Feira (02/11): "Judas" + "Clarissa ou Alguma Coisa de Nós Dois";
- Quinta-Feira (03/11): "Embaraço" + "Através da Sombra";
- Sexta-feira (04/11): "O Despertar de Selma" + "Sexta-feira da Paixão" + "Repartição do Tempo";
- Sábado (05/11): Homenagem a Rodrigo Aragão com exibição do curta "Revelações de um Cineasta Canibal" e do longa "Mar Negro";
- Domingo (06/11): Premiação do Festival (20 h) e "Satânico" (20h30).
- Endereços:
Cine Joia Copacabana: Avenida Nossa Senhora de Copacabana 680 - Subsolo - Copacabana - Rio de Janeiro;
Cine Joia Rio Shopping: Estrada do Gabinal 313 - Freguesia - Jacarepaguá;
- Preço por sessão: R$ 5;
- Telefone de contato: (21) 2236-5624.



25/10/2016 22h23

'Trolls': mensagem politicamente correta em trama de fácil compreensão
Ana Carolina Garcia

Na próxima quinta-feira, dia 27, entra em cartaz nos cinemas brasileiros a nova animação da DreamWorks: "Trolls" (Idem - 2016), de Mike Mitchell e Walt Dohrn, que colaboraram com a franquia "Shrek" (Idem), iniciada há 15 anos e que teve seu quinto longa-metragem confirmado há alguns dias.

Foto: Divulgação

Maior rival do estúdio de Mickey Mouse, a DreamWorks Animation é conhecida pelo sarcasmo de suas produções, muitas delas voltadas para o público adulto, conquistando a criançada através de suas imagens magníficas. Em "Trolls" esta fórmula de sucesso instituída com o ogro Shrek não se aplica (apesar de utilizar outros elementos da franquia), pois a história é prioritariamente voltada ao público infantil, apostando na mensagem bonitinha e incentivadora de que a "felicidade está dentro de cada um de nós".

Entretanto, a diversão dos adultos está garantida pela trilha sonora impecável assinada por Justin Timberlake, inserida com precisão cirúrgica pela montagem competente. As canções selecionadas pelo músico e ator, que despontou para o sucesso na segunda metade dos anos de 1990 com a boy-band N'Sync, passeiam por sucessos da atualidade, como "Only Girl (In The World)" (Rihanna), "Safe and Sound" (Capital Cities) e "Firework" (Kary Perry), que integra a trilha de outro sucesso do estúdio, "Madagascar 3: Os Procurados" (Madagascar 3: Europe's Most Wanted - 2012), até clássicos como "Walk This Way" (Aerosmith), "Break On Through" (The Doors), "Back In Black" (AC/DC), "September" (Earth Wind & Fire), entre outros.

Misturando elementos do já citado "Shrek" com "Smurfs" (Idem - 1981) e "Cinderela" (Cinderella - 1950), clássico da animação tradicional da Disney, o longa conta a história de terror imposta pelos Bergens aos Trolls, criaturas felizes por natureza e que cultivam os pequenos prazeres da vida. Numa dinâmica que em muito nos remete à de Smurfs versus Gargamel, os Bergens acreditam que os Trolls equivalem à pílula da felicidade, mesmo que momentânea, amenizando a mesmice em que vivem. Assim, aprisionam a árvore habitada pelas criaturinhas coloridas para, uma vez ao ano, realizarem o "trollstício", dia de alegria garantida em que os pequeninos são servidos como prato principal. Com medo, o Rei Peppy (voz de Jeffrey Tambor) planeja uma fuga e consegue manter a todos em segurança por 20 anos, quando, durante uma festa de arromba, são descobertos e levados de volta à cozinha da temida cidade Bergen.

Foto: Divulgação

"Trolls" trabalha muito bem as cores de acordo com a emoção e personalidade de cada personagem, como o Troll Tronco (voz de Justin Timberlake), o único em tons sóbrios que transmitem sua tristeza e temor, escondidos em suas rugas e expressões carrancudas, com uma sensibilidade impressionante, contrastando com a alegria ilimitada da Princesa Poppy (voz de Anna Kendrick), representada não apenas por diálogos positivos, mas também num cor de rosa vibrante.

Com um 3D dispensável e incondizente com a qualidade técnica da DreamWorks Animation, "Trolls" encanta pela simplicidade com a qual transmite a sua mensagem, mostrando às crianças, especialmente as que sofrem com baixa auto-estima, que nada é impossível.

Assista ao trailer oficial:



17/10/2016 16h18

Festival do Rio 2016: 'Fala Comigo' é o grande vencedor
Ana Carolina Garcia

Na noite do último domingo, dia 16, foi realizada no Espaço BNDES, no Centro do Rio de Janeiro, a cerimônia de encerramento da 18a edição do Festival do Rio. E o grande vencedor foi "Fala Comigo" (2016), dirigido e roteirizado por Felipe Sholl. O longa também recebeu o Troféu Redentor de melhor atriz para Karine Telles.

Foto: Divulgação

De acordo com a organização do Festival, a estimativa de público desta edição é de 180 mil espectadores, divididos entre 10 dias de evento e suas mais variadas mostras. No entanto, este número deve aumentar nos próximos dias por causa da chamada "repescagem".

Enquanto o público carioca corre atrás de sessões perdidas na repescagem, o Telecine disponibiliza três longas no Telecine On.Demand: um documentário da Mostra Expectativa 2016, "O Grande Dia" (Le grand jour - 2015), e dois dramas da Mostra Panorama do Cinema Mundial, "O Medo" (Le peur - 2015) e "Ma Ma" (Idem - 2016).

Confira a lista completa de vencedores do Festival do Rio 2016:
Première Brasil:
- Melhor longa de ficção: "Fala Comigo", de Felipe Sholl;
- Melhor longa - documentário: "A Luta do Século", de Sérgio Machado;
- Melhor curta: "O Estacionamento", de William Biagioli;
- Menção Honrosa (curta-metragem): "Demônia, um Melodrama em 3 atos", de Fernanda Chicollet e Cainan Baladez;
- Melhor direção (ficção): Cristiane Oliveira, "Mulher do Pai";
- Melhor direção (documentário): Sérgio Oliveira, "Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos";
- Menção Honrosa (direção de documentário): Marcos Prado, por "Curumim";
- Melhor atriz: Karine Teles, "Fala Comigo";
- Melhor ator: Nelson Xavier, "Comeback", e Júlio Andrade, "Redemoinho" e "Sob Pressão";
- Melhor atriz coadjuvante: Verónica Perrotta, "Mulher do Pai";
- Melhor ator coadjuvante: Stepan Nercessian, "Sob Pressão";
- Melhor fotografia: Fernando Lockett, "Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos", e Heloisa Passos, "Mulher do Pai";
- Melhor montagem: Marcio Hashimoto, "Era o Hotel Cambridge";
- Melhor roteiro: Martha Nowill e Charly Braun, "Vermelho Russo";
- Prêmio Especial do Júri: "Redemoinho", de José Luiz Villamarim.

Novos Rumos:
- Melhor filme: "Então Morri", de Bia Lessa e Dany Roland;
- Melhor curta: "Não Me Prometa Nada", de Eva Randolph;
- Prêmio Especial do Júri: "Deixa na Régua", de Emílio Domingos.

Voto Popular:
- Melhor longa de ficção: "Era o Hotel Cambridge", de Eliane Caffé;
- Melhor longa de documentário: "Divinas Divas", de Leandra Leal;
- Melhor curta: "Demônia, um Melodrama em 3 atos".

Prêmio da Crítica - FIPRESCI:
- "Viejo Calavera", de Kiro Russo;
- "Era o Hotel Cambridge".

Prêmio Félix:
- Melhor longa de ficção: "Rara (Estranha)", de Pepa San Martin;
- Melhor longa de documentário: "Divinas Divas";
- Prêmio Especial do Júri: "Love Snaps", de Daniel Ribeiro e Rafael Lessa.
- Prêmio Suzy Capó Personalidade Félix de 2016: Lea T.

Mostra Geração - Júri Popular:
- "Bruxarias", de Virginia Curiá.



13/10/2016 00h57

Festival do Rio 2016: 'Drácula'
Ana Carolina Garcia

Um dos grandes acertos do Festival do Rio deste ano é a Mostra Monstros da Universal, que concede ao público uma deliciosa viagem à Hollywood clássica e seus icônicos personagens de horror que definiram uma linguagem para este gênero, inspirado no cinema Expressionista Alemão, principalmente em "Nosferatu" (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens - 1922), de F.W. Murnau. Um dos selecionados para esta Mostra especialíssima é "Drácula" (Dracula - 1931), que celebra o 85o aniversário de seu lançamento.

Foto: Divulgação

Se em "Nosferatu" o vampiro tem aparência bestial, em "Drácula" o protagonista surge com refinamento aristocrático sem nunca mostrar suas presas, uma vez que a violência dos ataques é suprimida por sequências subentendidas. Uma opção do estúdio para tentar atingir o número maior de pessoas numa época em que o horror ainda não era um gênero forte da cinematografia americana.

Foto: DivulgaçãoCom direção de Tod Browning, baseado na obra de Bram Stoker, o longa mostra a chegada de um advogado ao castelo do Conde Drácula (Bela Lugosi) na Transilvânia, mesmo após ter sido alertado por camponeses para não ir até o local. Lá, acaba sob o domínio do vampiro, que está de mudança para Londres, cidade que passa a aterrorizar, sem imaginar que conheceria um cientista holandês especialista em vampiros, Van Helsing (Edward Van Sloan).

Com grandiosos cenários cuja beleza foi explorada magistralmente pela fotografia de Karl Freund, este longa se tornou um grande sucesso e possibilitou a produção de outros filmes do gênero na Universal Pictures, ainda hoje chamada de "casa dos monstros". Mais do que isso, imortalizou Bela Lugosi como Drácula, pois sua interpretação precisa é a principal referência do personagem no cinema.

Produzido poucos anos após o advento do som e da fala no cinema, o filme foi lançado em duas versões, sonora e muda, para atender também ao público de salas que não disponibilizavam tecnologia para o cinema sonoro. Sem dúvida alguma, "Drácula" é uma das grandes obras-primas produzidas pela indústria hollywoodiana, essencial para cinéfilos e profissionais da área.



12/10/2016 01h57

Festival do Rio 2016: Masterclass de James Schamus
Ana Carolina Garcia

Na próxima quinta-feira, dia 13, às 15:30, será realizada na Academia Internacional de Cinema, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, a Masterclass de James Schamus, mediana pelo produtor Rodrigo Teixeira.

Com 26 anos de carreira no cinema, Schamus tem em seu currículo trabalhos em funções variadas, produção, trilha sonora, roteiro e atuação, esta última somente no curta-metragem "Keep It for Yourself" (Idem - 1991). Este ano, o veterano faz sua estreia na direção de longas-metragens com "Indignação" (Indignation - 2016), longa produzido por Teixeira e selecionado para a Mostra Panorama do Cinema Mundial - ressaltando que Teixeira ainda tem mais dois filmes no Festival: "De Palma" (Idem - 2016) e "O Filho Eterno" (2016).

James Schamus é um antigo parceiro de Ang Lee, com quem trabalhou em vários títulos, como "O Tigre e o Dragão" (Wo hu cang long - 2000) e "O Segredo de Brokeback Mountain" (Brokeback Mountain - 2005), filmes pelos quais recebeu indicações ao Oscar.

Serviço:
- Data: 13/10;
- Hora: 15h30;
- Local: Academia Internacional de Cinema, Rua Martins Ferreira, 77 - Botafogo;
- Contato: 2537-8183;
- Distribuição de senhas para o público a partir das 14h30.



11/10/2016 23h23

'Inferno' mantém o nível de seus antecessores
Ana Carolina Garcia

Adaptação do best-seller homônimo de Dan Brown, "Inferno" (Idem - 2016) chega às telas na próxima quinta-feira, dia 13, após ter sua estreia adiada por 10 meses para não competir com "Star Wars - O Despertar da Força" (Star Wars - The Force Awakens - 2015).

Foto: Divulgação

Sob a direção competente de Ron Howard, o longa começa com Robert Langdon (Tom Hanks) tendo alucinações num hospital de Florença (Itália) por causa de um traumatismo craniano que ainda lhe causou perda de memória. Perseguido por um grupo de mercenários e procurado por agentes da Organização Mundial de Saúde (OMS), ele foge com a ajuda de sua médica, Sienna Brooks (Felicity Jones), para tentar desvendar o plano de um bilionário insano, cujas pistas iniciais estão numa versão modificada do mapa do inferno de Botticelli.

Com uma narrativa ágil e vários clichês, o roteiro de David Koepp utiliza a perda de memória do protagonista como fio condutor de sua trama, assumindo tom crítico em relação à ameaça e comercialização clandestina de armas biológicas de destruição em massa, com capacidade de vitimar ao menos metade da população mundial num curto espaço de tempo.

"Inferno" mantém o nível de qualidade de seus antecessores, "O Código Da Vinci" (The Da Vinci Code - 2006) e "Anjos e Demônios" (Angels & Demons - 2009), tanto em narrativa quanto em quesitos técnicos, como montagem, trilha sonora e fotografia, em mais um competente trabalho de Salvatore Totino, que destaca toda a beleza e grandiosidade de suas locações.

Foto: Divulgação

Com Howard e Brian Grazer entre os produtores, o filme conta com mais uma boa atuação de Tom Hanks, cada vez mais à vontade no papel. Contudo, o vencedor do Oscar de melhor ator por "Filadélfia" (Philadelphia - 1993) e "Forrest Gump - O Contador de Histórias" (Forrest Gump - 1994), não é o único a se destacar, pois o elenco conta ainda com dois coadjuvantes em perfeita sintonia com a trama: Omar Sy (Christoph Bruder), como um misterioso agente da OMS, e Irrfan Khan (Harry Sims), como um homem inescrupuloso que surge em cena com um humor refinado que se torna um alívio cômico num filme de constante tensão - lembrando que Sy e Khan trabalharam juntos no blockbuster "Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros" (Jurassic World - 2015).

"Inferno" é uma produção bem acabada e que faz jus à série que a originou, apresentando sua trama de forma quase didática para a melhor compreensão do espectador, especialmente o que não leu o livro de Brown.

Assista ao trailer oficial:



10/10/2016 16h58

Festival do Rio 2016: 'Cinema Novo' e 'Pitanga' na Première Brasil
Ana Carolina Garcia

A 18a edição do Festival do Rio selecionou dois longas de peso para a Mostra Première Brasil: Hors Concours Longa Documentário, "Pitanga" (2016) e "Cinema Novo" (2016), cuja estreia mundial foi em grande estilo no Festival de Cannes deste ano.

Com direção de Beto Brant e Camila Pitanga, "Pitanga" homenageia Antônio Pitanga, ator que se destacou no período do Cinema Novo e que tem mais de 60 títulos em sua filmografia, abordando a sua importância para a arte brasileira. Para isso, o documentário revisita suas obras e apresenta encontros e reencontros de Pitanga com familiares, amigos, ex-namoradas, cineastas e tantas outras pessoas de relevância na vida pessoal e profissional do ator que já foi dirigido por Cacá Diegues, Walter Lima Jr. e Glauber Rocha.

Foto: Divulgação

Por falar em Glauber Rocha, seu filho, Eryk, participa do Festival do Rio com um longa-metragem que tem feito sucesso em diversos festivais internacionais, não apenas em Cannes, onde recebeu o prêmio L'?il d'or (Olho de Ouro) de Melhor Documentário: "Cinema Novo", que mergulha na criação de uma geração de cineastas que inventou, logo no início da década de 1960, uma nova forma de fazer cinema no Brasil - a partir de uma atitude política que juntava arte e revolução.

"Acredito que a grande paixão que me moveu em 'Cinema Novo', foi a necessidade e vontade de pensar o Brasil hoje, pensar o meu povo, e claro, sonhar o cinema. O cinema-novista Paulo César Sarraceni dizia que 'queria fazer um cinema político que fosse a melhor poesia'. Creio que precisamos com urgência de novos projetos de imaginação, política e poesia. Neste sentido o filme deseja debater o Cinema Novo como 'movimento do pensamento' e a memória como uma 'construção do futuro', inseparável de um projeto coletivo brasileiro e latino-americano", diz Eryk Rocha.

Com previsão de lançamento para 03 de novembro, "Cinema Novo" participou também de outros festivais internacionais, como: Filmfest Munchen; French National Audiovisual Institute; 20º Festival de Cine de Lima; e Split Film Festival.



09/10/2016 22h41

Festival do Rio 2016: 'Ma Ma'
Ana Carolina Garcia

Um dos títulos selecionados para a Mostra Panorama do Cinema Mundial do Festival do Rio 2016, "Ma Ma" (Idem - 2015) segue a fórmula clássica do melodrama através de um roteiro irregular, previsível e um tanto piegas.

Foto: Divulgação

Dirigido e roteirizado por Julio Medem, o longa conta a história de Magda (Penélope Cruz), uma mulher desempregada e recém-separada que é diagnosticada com câncer no estágio 3. Após a consulta, decide assistir a um jogo de futebol do filho, onde conhece Arturo (Luis Tosar), olheiro do Real Madrid que fica devastado ao ser informado sobre uma tragédia familiar que vitima sua esposa e filha. No intuito de apoiar um ao outro, Magda e Arturo acabam iniciando um relacionamento que culmina com uma gravidez inesperada na mesma época em que ela descobre o avanço da doença.

Utilizando sua trilha sonora melosa de forma incessante para intensificar o melodrama, o que pode causar certo incômodo na plateia, principalmente na fatia que não tem muita paciência para este gênero, "Ma Ma" nos remete em algumas sequências à "Minha Vida" (My Life - 1993), de Bruce Joel Rubin, principalmente no que tange à força de sua protagonista que, assim como o drama americano, sonha em poder ver o crescimento da filha e chega a gravar um depoimento para ela.

Foto: Divulgação

Mais do que isso, o filme apresenta um erro que pode passar despercebido para o espectador mais desatento. Em determinada sequência na praia, Penélope Cruz aparece em cena de cabelos curtos, porém, na cena seguinte, já no mar, é possível observarmos seus cabelos longos. Obviamente, não compromete o resultado como um todo, mas evidencia certo descuido da equipe.

Apesar dos problemas, esta produção agrada pela interação de seu elenco, especialmente entre o trio formado por Teo Planell (Dani), Tosar e Cruz, que leva este filme nas costas com uma atuação sensível capaz de amenizar um pouco o sofrimento da personagem e a preguiça do roteiro.

"Ma Ma" é um drama de narrativa lenta que aposta numa fórmula batida sem se arriscar, em nenhum momento, fora da zona de conforto instituída por este que é um dos mais populares gêneros cinematográficos.



09/10/2016 01h05

Festival do Rio 2016: 'De Palma'
Ana Carolina Garcia

Foto: DivulgaçãoUm cineasta diversas vezes incompreendido por executivos de estúdio, crítica especializada e público, responsável por grandes clássicos da cinematografia como "Carrie, a Estranha" (Carrie - 1976), "Scarface" (Idem - 1983) e "Os Intocáveis" (The Untouchables - 1987), Brian De Palme é um gênio que passeia com muita honestidade por sua filmografia em "De Palma" (Idem - 2015), documentário selecionado para a Mostra Filme Doc do Festival do Rio 2016.

Dirigido por Noah Baumbach e Jake Paltrow, o longa é uma verdadeira aula de cinema, não apenas da história propriamente dita, mas também sobre técnica e linguagem. Mais do que isso, uma produção que mostra De Palma de forma leve e descontraída, mas sem perder o tom crítico às suas obras e ao sistema hollywoodiano que, segundo ele, impede a produção de projetos originais ao cercear a liberdade criativa de seus profissionais.

Diretamente influenciado pela obra de Alfred Hitchcock, Brian De Palma não se atém somente às críticas ao modus operandi da indústria. Assumindo um tom divertido, capaz de arrancar gargalhadas da plateia, o cineasta também critica os resultados de novas versões de "Carrie, a Estranha", inclusive o remake dirigido por Kimberly Peirce em 2013, estrelado por Chloë Grace Moretz. Para ele, essas produções estão repletas de erros que ele evitou no passado, o que influenciou seus resultados negativamente.

Foto: Divulgação

No documentário, Brian De Palma conta ainda como surgiu o convite para dirigir "Missão Impossível" (Mission: Impossible - 1996), após alguns fracassos, e o poder de Tom Cruise junto aos estúdios de Hollywood. Um dos produtores do longa, Cruise exerceu poder absoluto no primeiro filme da franquia, demitindo roteirista, mas aceitando as mudanças propostas pelo cineasta, especialmente na sequência final.

Um dos nomes mais importantes da revolução do cinema americano na década de 1970, ao lado de Steven Spielberg, George Lucas, Martin Scorsese e Francis Ford Coppola, Brian De Palma aborda assuntos profissionais e pessoais sem fazer nenhum tipo de concessão, surpreendendo a plateia por apresentar o homem por trás do gênio em "De Palma", documentário imperdível e essencial para qualquer cinéfilo ou profissional da área.



07/10/2016 23h29

Festival do Rio 2016: 'Dominion'
Ana Carolina Garcia

Idolatrado pela Geração Beat, o poeta galês Dylan Thomas teve momentos dignos de um rock star devido à comoção causada em seus fãs durante suas turnês pelos Estados Unidos. Mais do que isso, testou os limites da própria saúde com excessivas doses de bebida alcóolica, causa atribuída à sua morte prematura em 1953, quando, reza a lenda, consumiu 18 doses duplas de uísque na taverna White Horse, em Nova York, antes de entrar em coma. E as horas passadas na taverna são o ponto de partida de "Dominion" (Idem - 2016), um dos longas-metragens selecionados para a Mostra Panorama do Cinema Mundial do Festival do Rio 2016.

Foto: Divulgação

Com direção e roteiro de Steven Bernstein, este drama prima por sua montagem, direção de arte e fotografia, que mescla, com muita perspicácia, imagens coloridas com tantas outras em preto-e-branco, estas, mostrando o lado sombrio e autodestrutivo de um homem talentoso que desperdiçou sua vida em copos de bebida.

"Dominion" é dramaticamente intenso e de difícil digestão, sobretudo pela belíssima atuação de Rhys Ifans (Dylan Thomas). Popularmente conhecido como o Spike da comédia-romântica "Um Lugar Chamado Notting Hill" (Notting Hill - 1999), o ator brinda o público com o melhor trabalho de composição de sua carreira. Com uma força impressionante em cena, Ifans faz um retrato doloroso de um homem que parecia não se importar em amargar o fundo do poço.

Foto: Divulgação

Contudo, Ifans dá bastante espaço aos seus coadjuvantes, permitindo-lhes brilhar em cena através de uma troca constante entre um elenco em perfeita sintonia. E quando se fala em coadjuvantes, fala-se especialmente em John Malkovich (Dr. Felton), como um médico excêntrico, e Rodrigo Santoro (Carlos), como um barman que ganha espaço e importância aos poucos na trama, mostrando sua verdadeira personalidade cena a cena, encerrando sua participação numa dura sequência com Ifans.

"Dominion" não é um filme de narrativa ágil e, por esta razão, dificilmente agradará ao grande público, mas é uma grata surpresa desta edição do Festival do Rio.



06/10/2016 19h54

Festival do Rio 2016: 'Marias' será exibido no Boulevard Olímpico
Ana Carolina Garcia

Foto: DivulgaçãoPrimeiro longa-metragem da diretora Joana Mariani, "Marias" (2016) integra a programação oficial do Festival do Rio 2016 e será exibido em sessão gratuita no próximo domingo, dia 09, às 18h, no Boulevard Olímpico, na revitalizada Praça Mauá.

"O filme surgiu de uma constatação: temos 24 países na América Latina, e todos eles têm como padroeira Maria. 'Marias' se propõe a dar várias respostas, abrindo assim a conversa sobre os valores femininos e a valorização deles nos tempos atuais. Nossa Senhora é adorada e importante para a América Latina porque representa estes valores. O acolhimento, a compreensão, o cuidado, a crença. Em tempos de agressividade, os braços sempre abertos de Maria trazem alento", afirma a diretora, que reuniu depoimentos de pessoas que têm Maria na vida e em seus nomes, buscando respostas para o questionamento: Por que para tantas pessoas, Maria tem tanta importância?

Rodado entre 2009 e 2013 em viagens pelo Brasil, Peru, Nicarágua, Cuba e México, o documentário faz um retrato destes países, que uniram suas raízes locais às influências dos colonizadores europeus e dos escravos africanos, em um sincretismo não só religioso, mas também cultural e social. A força do feminino, desde sua capacidade de renovação, de proteção, até sua alegria, se revela em cada um dos relatos das mulheres e homens que levam Maria consigo até no nome.

A exibição está marcada para a semana em que o país celebra o dia de sua padroeira, 12 de outubro, Nossa Senhora de Aparecida, mas a estreia em circuito será somente em 17 de novembro.

Assista ao trailer oficial:



30/09/2016 03h16

Dica: 'Spotlight - Segredos Revelados' na TV
Ana Carolina Garcia

Vencedor do Oscar de melhor filme deste ano, "Spotlight - Segredos Revelados" (Spotlight - 2015) é um dos destaques da programação da HBO do próximo sábado, dia 1o, quando será exibido às 22h.

Foto: Divulgação

Baseado em fatos reais, este longa dirigido por Tom McCarthy mostra como uma equipe do Boston Globe, a Spotlight, desafiou o poder da Igreja Católica em Boston, denunciando padres que praticaram violência sexual contra crianças ao longo de vários anos. Como o intuito é mostrar a investigação propriamente dita, não há cenas de abusos, mas descrições detalhadas de todo o horror praticado por alguns clérigos, não apenas em Boston, mas em várias outras cidades, dentro e fora dos Estados Unidos.

Com o roteiro coerente de McCarthy e Josh Singer, premiado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood (Academy of Motion Picture Arts and Sciences - AMPAS) na categoria de melhor roteiro original, "Spotlight - Segredos Revelados" chama bastante atenção por causa da excelência e entrosamento de seu elenco, composto por Michael Keaton (Walter 'Robby' Robinson), Mark Ruffalo (Mike Rezendes), Rachel McAdams (Sacha Pfeiffer), Brian d'Arcy James (Matt Carroll), Liev Schreiber (Marty Baron), John Slaterry (Ben Bradley Jr.) e Stanley Tucci (Mitchell Garabedian). São atuações primorosas em que todos brilham em cena. No entanto, Keaton e Ruffalo se destacam, pois representam a razão e a emoção da Spotlight, respectivamente.

Um dos títulos favoritos da última temporada de premiação, "Spotlight - Segredos Revelados" venceu as já citadas estatuetas de melhor filme e roteiro original, mas perdeu as outras às quais concorria, direção, montagem, ator coadjuvante para Ruffalo e atriz coadjuvante para McAdams.

Para quem não puder assisti-lo no sábado, a HBO tem reprises programadas ao longo da próxima semana, inclusive no canal HBO 2.

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30/09/2016 02h21

Telecine Cult comemora o 81o aniversário de Julie Andrews
Ana Carolina Garcia

No próximo sábado, dia 1o, Julie Andrews completa 81 anos de idade. Uma das personalidades mais queridas do cinema mundial, a atriz será homenageada pelo Telecine Cult com o "Especial Parabéns, Julie Andrews", que vai exibir dois clássicos em sequência, a partir das 16h30.

Foto: Divulgação

O primeiro filme a ser exibido é o suspense "Cortina Rasgada" (Torn Curtain - 1966), dirigido por Alfred Hitchcock e protagonizado por Andrews e Paul Newman - também disponível para os assinantes no Telecine Play. Já o segundo, às 18h50, é nada menos que o seu trabalho mais conhecido pelo público: "A Noviça Rebelde" (The Sound of Music - 1965), de Robert Wise. Baseado em fatos reais e no livro "The Story of the Trapp Family Singers", este musical que eternizou Julie Andrews como a noviça, venceu cinco das 10 estatuetas do Oscar a que concorreu, nas categorias de melhor filme, direção, edição, trilha sonora e som - perdendo as de atriz para Andrews, atriz coadjuvante para Peggy Wood (Madre Abbess), fotografia colorida, direção de arte colorida e figurino colorido.

O "Especial Parabéns, Julie Andrews" é uma oportunidade para o público conferir a versatilidade de Andrews e será exibido no mesmo dia em que o canal começa um outro especial que merece atenção: o "Especial Festival do Rio", que será exibido todos os sábados do mês de outubro, sempre às 22h.

O "Especial Festival do Rio" conta com cinco longas-metragens que participaram de edições anteriores do festival de cinema. São eles: "Cinco Graças" (Mustang - 2015), de Deniz Gamze Ergüven, no dia 1o; "Mia Madre" (Idem - 2015), de Nanni Moretti, no dia 08; "Zoom" (Idem- 2015), de Pedro Morelli, no dia 15; "O Clã" (El Clan - 2015), de Pablo Trapero, no dia 22; e "Os Nossos Meninos" (I Nostri Ragazzi - 2014), de Ivano De Matteo, no dia 29, também disponível do Telecine Play.



29/09/2016 02h18

'O Lar das Crianças Peculiares' é um belo exemplar do cinema de aventura e fantasia
Ana Carolina Garcia

Poucos cineastas dominam o gênero da fantasia como Tim Burton, vide os clássicos "Edward Mãos de Tesoura" (Edward Scissorhands - 1990) e "Os Fantasmas se Divertem" (Beetlejuice - 1988), cuja continuação já está confirmada. Nesta quinta-feira, dia 29, seu novo longa chega aos cinemas brasileiros: "O Lar das Crianças Peculiares" (Miss Peregrine's Home For Peculiar Children - 2016), classificado também como aventura.

Foto: Divulgação

Baseado na obra "Miss Peregrine's Home For Peculiar Children", de Ransom Riggs, o longa conta a história do jovem Jake (Asa Butterfield), que decide se aventurar numa pequena cidade do País de Gales após a misteriosa morte do avô, na tentativa de descobrir se há alguma verdade nas histórias que ouvia quando criança. Seguindo a pista deixada pelo avô, Jake descobre as ruínas do orfanato, bombardeado pelos nazistas em 03 de setembro de 1943, e é levado a uma fenda de tempo, onde crianças com poderes especiais, chamadas de peculiares, vivem sob a responsabilidade de Miss Peregrine (Eva Greene), que os protege dos temidos hollows e etéreos.

O roteiro assinado por Jane Goldman é redondinho, bem estruturado e permite que a trama se desenvolva sem pressa para apresentar melhor a essência de cada personagem e transmitir a mensagem sobre a importância da união frente às adversidades. No entanto, sua narrativa se arrasta em alguns momentos, o que não compromete o seu resultado final, mas pode incomodar alguns espectadores, principalmente crianças.

Foto: Divulgação

"O Lar das Crianças Peculiares" chama muita atenção nos quesitos técnicos como fotografia, direção de arte, figurino e maquiagem, mantendo o padrão de qualidade instituído por Burton a filmes de fantasia anos atrás. Não é exagero algum afirmar que este longa é esteticamente primoroso, inclusive em seus efeitos visuais potencializados pelo 3D eficiente, tanto em objetos saltando da tela quanto em profundidade de campo, fazendo jus ao ingresso mais caro.

Outro ponto alto do longa é o seu elenco afinadíssimo que transmite uma atmosfera um tanto nostálgica de produções de aventura e fantasia destinadas ao público infanto-juvenil nos anos de 1980, no que tange à dinâmica entre os personagens. Dentre os atores, os destaques são Butterfield, numa composição que equilibra fragilidade com a força oriunda da responsabilidade de assumir um lugar de peso no grupo das crianças; Green, que acerta o tom misterioso da personagem sem cair na armadilha da mesmice; e Samuel L. Jackson (Barron), numa atuação divertidamente insana. Porém, é necessário ressaltar a rápida aparição de seu realizador numa das melhores sequências do filme, já no terceiro ato, capaz de fazer a alegria de seus fãs mais atentos.

Apesar de se arrastar um pouquinho, como citado anteriormente, "O Lar das Crianças Peculiares" é um belo exemplar do cinema de aventura e fantasia, capaz de envolver espectadores de todas as idades com o que é apresentado na tela.

Assista ao trailer oficial: