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Ednei Mariano

Ednei Mariano

CARNAVAL/SP. Natural de São Paulo, nasceu no bairro de Vila Mariana, Zona Sul. É pesquisador, escritor, dançarino, carnavalesco e professor. Foi o primeiro passista da escola de samba Vai-Vai. Como mestre-sala, defendeu durante 34 anos de carreira os pavilhões da Barroca Zona Sul, Tucuruvi, Vai-Vai (de Honra), Rosas de Ouro e Unidos de São Lucas.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



06/10/2016 10h33

As dinastias da dança em São Paulo
Ednei Mariano

Dinastias!

Vamos conhecer, em pílulas, famílias que dedicam grande parte de sua vida em favor da arte e da cultura popular. São gerações e gerações que bebem desta água sagrada, água que verte da nossa dança!

Hoje a responsabilidade é grande, mas não maior que orgulho de ser o personagem que protege e que defende o manto sagrado das nossas agremiações. Vamos para a segunda parte desta série!

"Família Moreira"

Maria Auxiliadora Raquel, conhecida no meio por Dora, é a primeira de três gerações de porta-bandeiras.

Começou a dançar em 1979 na Unidos do Taboão e levou seu talento para a Vila Alice, em Diadema. Sempre altiva e delicada no trato ao pavilhão trouxe a matriarca da família Moreira para bailar como convidada em 2005 e 2006 na Águia de Ouro, com o grande dançarino Sidnei Herculano.

A filha herdou a raça, a perseverança e a atitude da mãe, e assim se fez uma das mais respeitáveis do nosso segmento: Lais Moreira.

Muito já falamos aqui de suas conquistas, de sua performance, de seus objetivos e de sua generosidade em dança. Continua nos encantando com seus pares, inovando, buscando novos elementos, mas nunca fugindo da tradição.

Lais tem passado tudo isso para sua filha Larissa, hoje no quadro mirim da Unidos de Vila Maria. Ela acompanha as aulas da mãe e amiga no projeto instituído pela agremiação para a formação de jovens talentos para a nossa dança. Assim caminham estas gerações vitoriosas da familia Moreira.

"Família Martins"

Jocimar Martins, hoje um dos grandes nome da nossa dança, em sua caminhada momento de grande efusão.

1997 ingressa no Camisa Verde e Branco, o então garoto da Vila Carolina, se joga na nossa dança, bem orientado pelo nosso "Mestre dos Mestres", Gabriel Martins. Gabi ensinou o garoto a riscar o chão e dar proteção para sua dama, e ele executou as ordens do mestre.

A presteza o levou a ser o primeiro na Imperador do Ipiranga de 2002 a 2005, e em 2006, teve a honra de ser o defensor do pavilhão oficial da Unidos do Peruche no ano do cinquentenário desta agremiação.

Em 2007 seu coração se encheu de alegria ao ingressar no quadro de casais da Mocidade Alegre.

Guilherme Augusto, desde pequenino acompanhava os movimentos de dança do pai. Teve como herança, e bem aproveitada, a ligeireza das salas da Amespbeesp. Já esta no quadro adolescente da Mocidade mostrando empenho e desenvolvimento daqueles que querem muito mais na nossa dança.

Vendo o pai e o irmão nesta apaixonante arte, na área de dança como bailarina clássica, se encontra em curso na Amespbeesp, com muito destaque, Bianca Maia, que faz nosso mestre se derreter de felicidade em ver dois, de seus três filhos, seguindo seus passos.

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21/09/2016 13h21

Mesmo sem apoio, o chão tremeu!
Ednei Mariano

Não era uma festa na Câmara Municipal, nem na Assembleia Legislativa, não era uma festa patrocinada. Mas a noite estava cheia de glamour e ornada por muitas estrelas.

Era 17 de setembro de 2016. Presentes os casais de mestre-sala e porta-bandeira e as porta-estandartes, na sua maioria da capital, mas também gente do interior e litoral.

Premiação da Amesbeesp. Foto: Cassia Maggi

Poucos foram os dirigentes das nossas entidades presentes, embora todos tivéssem sido convidados, mas a terra tremeu no solo da Faculdade do Samba Barroca da Zona Sul para receber os cinquenta e seis pavilhões, as estrelas maiores desta festa, e a noite foi de gala.

Ali se reuniram os famosos das nossas pistas com aqueles que estão chegando agora, ídolos e fãs, lado a lado, em uma confraternização que só a nossa dança pode promover. Meus olhos viram a felicidade num espaço de seis horas de ação, e no convívio daqueles que vieram festejar a noite da igualdade.

Meus olhos viram o melhor de cada um em suas vestimentas preparadas com carinho para este momento especial, constataram a alegria ao serem chamados pelo nome e louvados pelo feito: a nota máxima no Carnaval 2016.

Meus olhos viram gente poderosa da nossa dança lá, em prestígio com este momento mágico da nossa arte, sem relação com o valor financeiro do prêmio, uma lembrança de vidro, mas sim, pelo valor moral de estar ali, ao lado de poucos, de um grupo que desfilou e conquistou a perfeição, segundo os jurados.

Deu para sentir a vibração de estarem lado a lado na grande roda que se formou no alto da madrugada. Deu para sentir a alegria do jovem presidente da Barroca, Ewerton Cebolinha, ao receber tantos casais, das diversas regiões na nossa cidade e de outros recantos de sambistas. Emoção com a mais antiga entidade, a Lavapés, traduzida na emoção da presidente Rose.

É para vibrar e se fortalecer neste caminho de entrega. Assim foi a noite de gala, e mais um ano de conquistas para o nosso povo que dança através da Amespbeesp, eles fizeram a festa e, na marcação do surdo forte a bateria da Barroca e sua ala musical, dezenas de casais mostraram seus valor e com orgulho apresentaram em dança magistral a sua arte, num encontro onde todos são iguais. Axé!

Premiação da Amesbeesp. Foto: Cassia Maggi

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13/09/2016 12h19

As dinastias da dança em São Paulo
Ednei Mariano

Dinastias!

Vamos conhecer, em pílulas, famílias que dedicam grande parte de sua vida em favor da arte e da cultura popular.

São gerações e gerações que bebem desta água sagrada, água que verte da nossa dança!

Hoje a responsabilidade é grande, mas não maior que orgulho de ser o personagem que protege, que defende o manto sagrado das nossas agremiações.

"Família Guedes"

Pai e filhos em um caminhar brilhante na nossa dança.

Arnaldo Guedes foi mestre-sala na extinta Primeira do Itaim Paulista, nos anos 70 e 80. Deu o norte para seus filhos que seguiram seus passos pelas quadras e pistas do nosso samba.

Paulinho Guedes começou bem jovem na trilha do pai em um momento de afirmação da dança dos paulistanos que caminhava largamente para o destaque, teve a honra de conduzir a bela Eneidir Gomes, na Vai-Vai, unindo sua juventude com a experiência de pista desta dama. Logo se destacou.

Assim foi também em sua parceria com Sonia Moreira, na Mocidade, e Lidia Oliveira, na Unidos do Peruche, colecionando belas notas e prêmios. Com estes desafios vencidos trouxe ainda mais experiência em dança, que pôde ser comprovada até este Carnaval, pela Leandro de Itaquera, na condução da excelente Karin Darling.

Já o caçula da dinastia Guedes encanta pela sua dança leve em movimentos, firmes e constantes, com um sorriso leve. Assim foi André, de menino na Rosas de Ouro, onde voltaria em 2015, na sagração do manto azul e rosa.

André Guedes, sempre defendendo os princípios básicos de nossa dança, levou seu talento para a X-9 Palistana, Pérola Negra, e Nenê de Vila Matilde. O reconhecimento e as notas máximas vieram naturalmente, com certeza um dançarino que faz falta para a riqueza da cultura paulistana.

"Família Antônio"

Determinação e amor ao pavilhão da Unidos de Vila Maria, onde nasceu e se criou: essa é a negra altiva, Marina Oliveira Antônio.

Já porta-bandeira deu a incumbência da dança ao seu filho Rodrigo Antônio, aos 13 anos de idade, e fez dele seu parceiro por longos anos, foi professora do rebento e hoje o conduz com maestria, vista em poucos, o amor flui no bailar de mãe e filho. Assim os anos foram se passando, o jovem tornou-se homem, aí veio a grande oportunidade e o sonho de mãe virou realidade.

Receberam por méritos o pavilhão oficial da entidade, por seis anos explodiram para a dança e trouxeram grandes resultados no quesito. Se estabeleceram pela arte como um casal referência em nossas pistas. Hoje estas duas gerações estão buscando novos horizontes e passando para as que estão chegando um bojo de conhecimento adquirido por esta brilhante trajetória. Honra para este casal, e o amor de mãe para filho, de filho para mãe, fez com que eles não parassem de dançar. Marina e Rodrigo, é espetáculo garantido.

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24/08/2016 13h11

'Caminhando e celebrando'
Redação SP

Caminhando e celebrando!

São as palavras certas para o que aconteceu nos dias 20 e 21 de agosto em nossa cidade.

Este amor que envolve, que abraça, que agasalha a nossa arte, vem de vários lados, na forma de diversas iniciativas. Precisamos insistir nisso.

Não precisa ser dirigente para buscar este espírito e levantar esta bandeira: que o aprendizado é necessário, as trocas acrescentam e enriquecem. Conceitos levantados, conceitos defendidos, discutidos, é assim que se busca a luz, a cada encontro deste, escrevemos uma página da nossa história, e todos ganham.

São horas de conhecimento, de vivência, colocados num espaço democrático, onde cada um expõe seus pensamentos, faz a defesa de sua tese para estes ouvintes, em sua grande maioria, gente que está chegando, dando seus primeiros passos na nossa arte ou tendo a oportunidade de defender o primeiro pavilhão de suas entidades.

Mais de cem pessoas, entre organizadores e aqueles que vieram beber desta água da sabedoria, estiveram presentes no II Encontro Rio-Sampa de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, que foi organizado por estes jovens que se esmeraram e encheram meu velho coração de alegria, vi a felicidade e a descontração daqueles que participaram, o brilho nos olhos dos palestrantes, em sintonia perfeita com a massa.

II Encontro Rio-Sampa de Mestre-Sala e Porta-Bandeira. Foto: Divulgação

Destaque também para a tranquilidade e satisfação da harmonia da Mancha Verde, que cedeu toda estrutura, desde a cozinha, passando pelo terreiro de samba, até a acomodação dos carros dos participantes em seu espaço. Foi bonito ver a alegria nas palavras do comandante, presidente Serdan.

É motivo de orgulho ver jovens como Hugo Passos, Adriana Gomes, Marcelo Luis, Conceição Pereira e Nena Cazita lutando pela nossa cultura.

Esta gente paulistana se uniu ao dançarino João Michel, do Rio de Janeiro, e nesta união sem recursos públicos ou privados, trabalharam meses para a realização deste evento, é isso que me dá felicidade e força para colocar aqui para milhares de que: quem quer fazer, corre e consegue. Foram dois dias de muitas atividades e discussões sobre caminhos e movimentos plásticos dentro da nossa dança.

II Encontro Rio-Sampa de Mestre-Sala e Porta-Bandeira. Foto: Divulgação

Ali, pessoas que estudam e vivenciam passo a passo essa realidade. Muito podem nos dar como ensinamento. Dentre eles, Fernando Penteado, contando a história do nosso samba, Jairo e Simone, falando da trajetória de vinte e dois anos de dança, momento rico, resenha forte. Foi tempo também de conhecer a escalada meteórica do casal da União da Ilha, Felipe Lemos e Dandara Ventapane.

Momento de atenção quando a presidenta Zelia Oliveira, da Amespbeesp, e Bene Egidio, do Projeto Cisne do Amanhã, dissertaram sobre o difícil, mas conclusivo trabalho de formação em Sampa. A mesma atenção para as palestras de João Paulo Machado e Flavio Coutinho, sobre a preparação tecnica e fisiológica dos casais do Rio.

Na noite de sábado todos os presentes tiveram horas de diversão e confraternização com a roda de pavilhões, ao som da bateria da Mancha Verde, com a ala musical comandada por Fredy Vianna, delírio total quando se cantou o hino ao mestre-sala e porta-bandeira e porta-estandarte, a troca de pares, momento raro nestes encontros, e o desfile de brilhos nos trajes de nossas damas, enquanto os mestres com seus ternos bem impecáveis e sapatos reluzentes davam o seu recado dentro da mais nobre das danças!

Assim terminou o primeiro dia deste encontro memorável, na mente a recordação da fala de dois dos magos das fantasias que permearam a nossa dança como mestres: Bruno Oliveira e Fernando Magalhães.

O segundo dia foi aberto com a palestra de João Michel sobre seu projeto de formação no Rio, colocou seu conceito de formação, seguido com a roda dos Baluartes de Sampa, assim denominado pelos organizadores, onde os presentes poderiam tirar suas dúvidas, conhecer histórias de antigos desfiles e o comportamento dos antigos casais.

II Encontro Rio-Sampa de Mestre-Sala e Porta-Bandeira. Foto: Divulgação

A roda foi formada pelo mestre dos mestres, Gabi, por uma de nossas divas, Lidia Oliveira, pela presidenta Zelia Oliveira, e por este blogueiro, que no sábado pôde contar em versos e muita prosa a história da nossa dança e as vertentes que fazem dela a mais admirada dentro de um desfile. Abriu-se uma porta, é preciso abrir o portal, mas isso só será possivel com a participação e colaboração dos que hoje defendem e ostentam nossos pavilhões oficiais, nossa classe só terá mais união, só teremos força de decisão, inclusive para manter a tradição, se nos fortalecermos com estes encontros, se apoiarmos estas iniciativas, não podemos nos omitir.

Hoje eu não sou da comissão que organiza, não sou convidado para palestrar, mas não é enfiando nossa cabeça no umbigo que irão nos descobrir, é preciso participar, é preciso estar presente, caminhar juntos, celebrar juntos, construir uma fortaleza que fará com que a nossa função continue digna, seje respeitada, e é nestes encontros que discutimos nossos deveres, nos direitos, é nestes encontros que colocamos a candeia em evidência e somente ela nos conduzirá a um caminho de igualdade, e com estas participações, saímos do anonimato e nos fortalecemos. Valeu rapaziada! 

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05/08/2016 12h00

O sucesso e o fracasso no Carnaval
Redação SP

Tudo nesta vida tem um motivo, o acaso não existe para nós da dança, ou pelo menos, não deveria existir. Devemos estar atentos aos movimentos e encontrar o momento certo, porque é este espaço de tempo que nos levará ao sucesso ou ao fracasso.

Em caso de triunfo, vamos festejar, ser ovacionado, elogiado, nos colocarão em um pedestal de santo, mas para isso, tudo tem que sair melhor do que foi planejado.

Nossa dança é representativa, é ação, é interpretação, jogamos o nosso encanto para a platéia e para os jurados ou avaliadores como queiramos chamar os senhores da nota, aqueles que estão lá para ver se chegamos a perfeição, mas isso só acontecerá, quando a dança flui, quando a fantasia se ajusta e seu volume transcende e se ilumina com o clarão da pista.

A nota veio, os prêmios chegaram, a equipe de trabalho foi coesa, apresentadores e apoios atentos cumpriram suas missões. Vencida a grande batalha de dois, tudo sereno para o ano seguinte, teremos como aliado a serenidade, melhores recursos, todos os envolvidos compensados, a felicidade é um estado vigente nos próximos seis meses, é tempo de gloria, quando tudo acaba bem.

O outro lado da moeda, é sem ouro, sem bajulações, sem o burburinho, é o apontar de dedo, é escutar a palavra: "eu te falei", sem nunca ter dito, é a entrada para um labirinto de dor, de tristeza em dias e noites longas.

Fracasso. Foto: Reprodução

Explicações a toda hora, surgimento de várias dúvidas, contestação da sua dança, sua vida pessoal será vasculhada para encontrarem um punhal contra ti, é momento de junto com toda a equipe buscar com consciência onde foi o erro, não sair apontando, atirando para todos os lados ou se isolando em um vale de lágrimas.

É ter a tranquilidade para achar aonde foi que errou, porque em algum lugar esquecemos de algo que faltou, que falhou no momento que não podia, levando nosso trabalho a ter uma avaliação baixa, um resultado tímido.

Se estamos começando na dança, nosso caminho será longo, mas se mantermos o equilíbrio necessário para reconhecer nossos erros e não querer transferir para outro, isso nos levará a reparação para momentos mais favoráveis.

Se formos já veteranos na dança, será mais difícil aceitar, então busquemos dentro do nosso eu a humildade para reconhecer que somos falíveis, aí teremos forças para passar por este turbilhão de dor, muitos poderão nos deixar pelo fracasso deste ano, mas não estaremos só, porque a nossa humildade em reconhecer nossa inferioridade momentânea vai atrair para nós gente forte que nos ajudará no caminho para o sol.

O samba é tão democrático que nos da a oportunidade de a cada ano escrever uma nova história, se foi pobre neste ano, a serenidade nos ajudará a reverter e fazê-la rica no próximo tríduo momístico, mas isso está em nós, na nossa dignidade em tratar estes momentos, sejam bons ou ruins, é muito fácil imputar ao próximo a nossa incapacidade ou nosso erro.

Sabemos que a cada dia a vida nos dá a oportunidade de sermos melhores do que fomos ontem, sabemos da generosidade da nossa dança, e ela nos permite do fracasso de hoje ir rumo à redenção de amanhã, mas a chave disso é a serenidade sempre, eu acredito nisso. Axé.

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13/07/2016 12h11

'Tributo aos Deuses da Passarela'
Ednei Mariano

Chegamos ao século XXI, alguns anunciaram o fim do mundo, outros, que os computadores entrariam em pane total!

Nossos sambistas apreensivos com um Grupo Especial com quatorze escolas em dois dias de desfiles, mas a ousadia maior, era fazer um desfile em plena sexta-feira na cidade que mais trabalha no país. Com todas estas incertezas, deu-se mais uma grande ceia, com resultado favorável.

Dança. Foto: Reprodução

Nós caminhavamos confiantes, a árvore chamada Amespbeesp, começava a dar bons frutos, prontos para um novo marco, pronto para ser tão grandioso como se anunciava a nova fase do nosso Carnaval.

O desfile caminhava para entrar pela tela e ser visto por todo o mundo, e neste turbilhão de luzes, nossos casais firmando os passos em compasso se fazem gigantes e nossa dança próspera.

Assim foi com os irmãos Renatinho e Fabíola Trindade, que assumiram a condição de primeiros na Saracura, driblaram toda a adversidade e conquistaram as notas mais altas do quesito, durante oito anos seguidos.

Fabíola e Renatinho. Foto: Divulgação

Acrescentando à bela dança da dupla, e os títulos na alvinegra, a passagem pela Império, onde fizeram história, sempre com muita dignidade, talento de poucos em nossa arte. Com a saida dos irmãos, a Vai-Vai, aposta em Reginaldo Pingo, excelente dançarino, ao lado de Paula Penteado, nascida praticamente com o pavilhão nas mãos!

Enquanto isso, Ivan Ribeiro, na estrada da fama, percorre as agremiações Camisa Verde e Branco e Unidos do Peruche, e foi ser primeiro na sua Prova de Fogo. Na Zona Sul, fluia em doce encanto a dança do mestre Fabinho Queiroz com Edna Loloca, invocando muitas notas dez e prêmios pela Imperador do Ipiranga, que teve também nesta década o brilho em dança de Jocimar Martins e José Roberto.

A Mancha Verde se engrandece com a valoroza dança de Fubá e Silvéria, depois Fabiano Dourado e Jéssica Gioz, fazem um caminhar lindo e límpido na defesa do pavilhão verde e branco, crescendo com a entidade em talento e prestígio. Na Barra Funda, sucede o casal "Soberano", o jovem Marcelo Luiz, que deslisa magistralmente e faz bonito ao lado de Rose Oliveira.

Marcelo continua sua rica trajetória ao lado de Julia Silva, terminando sua missão no Camisa Verde e Branco ao lado do talento em vida de Rosangela Francisco, uma das grandes damas da nossa dança. Marcelo segue seu caminhar de defensor na Barroca Zona Sul e ao lado de Miriam Acedo, a dama de Bragança, trilham anos de felicidades e notas altas para a nação verde e rosa, que teve anos antes o talento de Robson e Rosana.

Na Vila Matilde, depois de três décadas de pura magia, pelas mãos de Maria Inês, surge e se faz grandiosa Rúbia Maravilha, que traria muitas felicidades por mais de uma década para o povo da Nenê, ao lado de Nelsinho, faz história e honra o manto azul e branco da Leste.

O brilho de nossos dançarinos ia além das bandeiras!

Tivemos belas porta-estandartes que hoje são bem sucedidas porta-bandeiras, como é o caso de Carla Contrufo, Suzana Nascimento e Daniela Mota, meninas mulheres de fibra e com muito amor à nossa arte.

Nossa pista se iluminava de tanta beleza através do bailado de Ana Reis, que em 2001, assume pelas mãos da nossa diva maior, Maria Gilsa, o pavilhão principal da Rosas de Ouro, de lá para cá, só sucesso nas mãos desta bela, assim foi nos quatros anos ao lado de Pascoal. Na X-9, dois anos de notas máximas e prêmios de melhores da pista.

A Freguesia do Ó recebe também os bons frutos, que são Luizinho Botinhão e Sueli Riça, anos de dança, anos de glórias através do talento de ambos em favor da nação azul e rosa.

Desfiles. Foto: SRZD - Cláudio L. Costa

Das mãos dignas de Sonia Maria, Adriana Gomes aparece para o samba como grande na defesa do pavilhão da Mocidade Alegre, com seu parceiro Rubens de Castro, juntos, vários anos de notas máximas. Adriana termina sua estada na Mocidade ao lado de Emerson Ramires, dono de uma elegância e postura ímpar em nossa dança.

Emerson e Adriana. Foto: Divulgação

Na Cantareira nasce um casal de muito brilho, e uma sequência de belas notas em desfiles memoráveis. Assim foram Naldinho Tavares e Thais Paraguassu, pela Acadêmicos do Tucuruvi. Ela seguiu sua carreira com os mestres Emerson Nunes, Fabiano Dourado e Robson Silva, com este, belas notas.

A escola do Sumaré nos deu um casal que é sem duvida excelência em dança, marido e mulher na vida social, sempre enamorados nas pistas, eletrizando e encantando, assim são Jairo e Simone Gomes.

Jairo e Simone. Foto: SRZD

Muita garra na passagem por nossas pistas de Everson e Cintia, pela Vila Maria. Anos antes o explendor de outra bela dama, Edilaine Campos, pela Unidos do Peruche. Na primeira década do novo século, muita coisa muda na vida de nossos casais, a começar pela postura e pelo investimento que se faz obrigatório pelas nossas escolas, assim se fez na Pompéia com o casal João Carlos Camargo e Lais Moreira.

Assimilaram e se tornaram uma das duplas mais importantes da nossa dança: arrojo, simpatia e talento brotaram deste investimento, o resultado? Belas notas e assim também foi pela passagem de ambos na Império de Casa Verde.

Lais e João Carlos. Foto: SRZD

A árvore vai se tornado gigante e doce para a nossa arte! São seus frutos, assim caminhamos sem retrocesso, mas sempre vigilantes, para não perder a tradição e herança daqueles que nos anos 60, 70, 80 e 90, nos legaram tempo romântico, aliado à nova tecnologia com compreensão de que somos representantes de um povo, de uma nação!

Isso em mente, só fará nossos casais cada dia mais talentosos, e esta árvore jamais vai parar de dar bons frutos, é meu desejo, e para isso, eu trabalho e não me canso nunca, porque é feito com prazer! Tributo à vocês, nobres casais. Axé! 

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29/06/2016 10h43

'Um meteoro em nossa dança'
Ednei Mariano

Lenita Magrini vai para o terceiro ano como porta-bandeira oficial, um meteoro, que conseguiu em um curto espaço de tempo o que poucas garotas conseguem: chegar no patamar das grandes damas das escola de samba.

Esta sagitariana de 21 anos vem de berço de sambistas, gente de São Caetano do Sul, que faz samba com muito amor, e tem nossa arte como cultura. Assim é seu pai Rogerio Magrini, é o "faz tudo" em um barracão de alegorias: decoração, serralheria e em marcenaria em diversas escolas do ABC paulista.

Nossa princesa das pistas começou bem cedo na dança, aos 7 anos já estava na Escola Municipal de Bailado Laura Tomé, na sua cidade natal, sob a tutela da professora Sandra Amaral. Por 8 anos participou de várias competições de dança, em diversos locais, inclusive na TV.

Lenita Magrini. Foto: Acervo pessoal

Depois de concluída a dolorida série imposta aos dançarinhos, continuou seu aperfeiçoamento, que lhe valeu uma bolsa internacional no Canadá, para onde foi em 2013. Mas antes disso se deslumbrou pela dança da porta-bandeira e, em 2012, foi nas fileiras da Amespbeesp buscar o conteúdo histórico e prático desta nobre arte.

Em pouco tempo lá estava nossa garota empunhando pavilhões, se desdobrando para fazer o melhor como dama nesta área. Ao mesmo tempo em que atuava como dançarina, agora profissional, dividia-se dando aulas e fazendo viagens internacionais com grupos de dança.

Em 2014, conquistou o posto máximo em uma das mais tradicionais escolas paulistanas: a Barroca Zona Sul, sempre acompanhada pela mãe e amiga Ivane Pereira, baiana da Sociedade Rosas de Ouro. Mais este desafio foi vencido e a nossa personagem ajuda a escola criada por Pé Rachado a voltar ao Grupo de Acesso em 2016, com nota máxima, que lhe valeu a continuidade no cargo de primeira dama da verde e rosa.

Com seu jeito meigo, mas atrevido em dança, conquistou a comunidade. e a comunidade a conquistou, assim, foi para seu segundo ano no Anhembi, firme com o apoio dos irmãos Juliano e Iago Magrini, sambistas da área do ritimo. Lenita mais uma vez encantou na Avenida conseguindo boas notas para sua agremiação.

Lenita e Cley. Foto: Independente

Nestes poucos anos dentro de uma escola de samba, este meteoro em forma de menina mulher, linda e talentosa, já desfilou em comissão de frente e foi destaque de chão.

Nestes tempos de porta-bandeira, quando termina os ensaios, vai para a frente da bateria, e com muito samba no pé, vira uma verdade atração junto aos fãs.

A dança corre nas veias desta que ora é "ruivinha", ora é "loirinha", cheia de talento e versatilidade, que a levou neste momento para mais uma turnê internacional, desta vez em Seul, na Coreia do Sul.

Ela chega em agosto com dupla responsabilidade para 2017, ajudar a Barroca na luta pelo título do Grupo 1 da Uesp, e na Independente Tricolor, que se encantou por sua dança e atitude fazendo-a dama primeira ao lado do companheiro e amigo Cley Ferreira, ambos com a incumbência de conquistar a nota 10 para esta entidade emergente.

Se depender da perseverança, atitude e ensaios, as notas virão, em um belo espetáculo, porque a seriedade que levou esta jovem ao sucesso, é meta de trabalho, e todos nós ganhamos com esta geração que se esmera, dando o melhor de si, mantendo as tradições com uma pitada de atrevimento, que está no volume e graciosidade colocada por Lenita Magrini em sua dança! 

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10/06/2016 15h33

Salve os guardiões do pavilhão das escolas de samba
Ednei Mariano

"Dia de Guerreiro", aquele que vem dos tempos das grandes Sociedades, dos Cordões carnavalescos, protegendo o pavilhão, homem ladino, bom de dança, versátil nas pernas, vinha na folia de momo, jogando forte para amedrontar o adversário!

Hoje este jogo é um bailado, ora acadêmico, indo ao clássico, cheio de gestual, em seguida virando para o frenético nas pernas e nos giros, tão rápido que se não estiver atento, quem assiste não pega as passadas.

Antes a navalha escondida pelo lenço, no ataque e na defesa de seu símbolo maior, agora nas arenas de samba, o lenço, os leques e o seu bastão, para conduzir "ela"!

"Ela", que depois de tantas brincadeiras sangrentas, recebeu a honra de ser a condutora do pavilhão, sempre linda, muito bela. É a rainha, reverenciada, cortejada, cheia de pompas, torno-se a figura principal da uma escola, de um bloco, é patrimônio de cada agremiação. Seja com a bandeira ou com o estandarte, sua nobreza é sempre destaque.

Gabi e Vivi. Foto: Cláudio L. Costa

A lei 15404/2011 da Câmara Municipal de São Paulo, através do projeto da porta-bandeira e vereadora Juliana Cardoso, em honra à sua mestra Maria Gilsa Gomes dos Santos, uma das nossas divas, imortalizada por sua dança e pelos seus feitos em favor da nossa arte, inspirou a jovem Ju, como a chamamos carinhosamente, a lutar pelo que hoje é lei.

Dia 10 de junho foi a data escolhida por ser o data de fundação da Amespbeesp, Associação dos Mestres-Sala e Porta-Bandeiras e Estandartes do Estado de São Paulo, entidade mãe da classe que neste 2016 completa 21 anos de existência.

Atuante durante o ano todo com cursos, palestras e nos dias de desfile, também comanda o camarim para os casais no sambódromo do Anhembi nos dias de folia, e conduz a placa de sinalização aos jurados e avaliadores indicando quem é o primeiro casal!

Hoje é dia de celebração aos "Guerreiros" e "Rainhas", que muito contribuem para a grandeza das nossas escolas de samba e blocos carnavalescos, vida longa!

Axé, Amém!

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03/06/2016 12h11

Ednei Mariano em: 'Brilho de diamante'
Ednei Mariano

Como garimpeiro da nossa arte, cruzo sampa, atravesso o bairro da Lapa, e me lembro dos grandes Carnavais, dos grandes desfiles na Rua 12 de Outubro, um aperto no coração! É saudade de lembrar a rua iluminada e as escolas à desfilar, terminando em frente ao mercado municipal do bairro!

Continuo meu caminhar, acompanhando uma luminosidade intensa e ela me leva ao Jaraguá, bairro que divisa a Zona Oeste com a Norte, de temperatura amena, devido ao parque estadual com o mesmo nome, que cincunda o grande pico, onde as antigas emissoras de televisão istalavam suas antenas, mas isso vem de outros tempos...

Ednei Mariano em: 'Brilho de diamante'

A cada passo o brilho é mais intenso, até chegar a morada da nossa personagem: Jenifer Lima!

Aí descobri que este brilho é do diamante que circunda esta menina, bacharel em Direito, canceriana de 24 anos, força no olhar, rápida nas ações. Aos 13 anos já era ritimista da bateria da Águia de Ouro, sob o comando do talentoso mestre Juca.

Aos 17 anos, achou que era hora de buscar novos caminhos dentro da escola, assim ingressou no projeto "Filhos da Águia", que era comandado por Lais Moreira, primeira porta-bandeira da azul e branca na época, durante seis meses, com muita aplicação, pegou os movimentos da dança, o que a levou a ostentar o pavilhão da Independente Tricolor, que voltava para as pistas nesta nova fase.

Em 2012, entra para o quadro de casais da Império de Casa Verde, nosso diamante ia se lapidando e ganhando luz própia, fez vários cursos de dança e jazz, tudo com intenção de melhorar sua performance como dama de pavilhão, arrojada e determinada, em 2013, defendeu, ao lado de Marcos Eduardo, o pavilhão oficial imperiano.

Ednei Mariano em: 'Brilho de diamante'

A escola investiu na preparação do casal trazendo Manoel Dionisio, do Rio de Janeiro, comentarista de Carnaval do SRZD, que deu para ambos ricas orientações, já que é um profundo conhecedor da nossa arte.

Com este trabalho foi confiante para o desfile obtendo uma excelente passagem pela pista. Depois do desfile, com a saída de seu parceiro, resolveu focar nos estudos, na sua vida profissional e se afastou do desfile principal.

No ano de 2015, recebeu dois convites, e novamente com sua audacia em desafios, aceitou ser a segunda porta-bandeira da tradicional Unidos do Peruche, e ser primeira na jovem escola Vila Mathias, de Santos.

Ednei Mariano em: 'Brilho de diamante'

Em sampa, depois de muitos ensaios, desce, e bem, com o pavilhão de enredo, conduzida por seu anjo negro, segundo ela, o mestre-sala que sonhou para sua vida, o professor de história Alex Santos.

Juntos formam realmente um harmonioso par.

Jenifer tem uma admiração especial por Sueli Riça, ex-Sociedade Rosas de Ouro, e por Squel, da carioca Estação Primeira de Mangueira.

Afirma que quem traça a nossa felicidade somos nós mesmos e que devemos ser responsaveis pelo que pensamos e pelo que falamos.

Graciosa, como executiva, de segunda à sexta, com sua maletinha cheia de processos visita os tribunais da capital e da grande São Paulo, mas na hora do samba, pega seu parceiro e esquece do lado profissional para dar vasão total e se entregar à nossa arte.

Em seus giros, paradas e volteios, vê-se a grandiosidade de sua dança e o brilho de um diamante.

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27/05/2016 11h19

'Conquistadores do Caminho do Mar'
Ednei Mariano

Os caminhos do litoral paulista nos levam para as belas praias do sul do estado e a maior cidade da baixada. Lá onde fomos na década de 70, beber na fonte cristalina do samba que reinava em Santos, onde sambistas como Drauzio da Cruz, J. Munis, e tantos outros contribuiram para o jovem caminhar na oficialização dos nossos desfiles.

Um outro dia, vamos mergulhar neste tema...Mas hoje, vamos percorrer outros caminhos! Caminho de gente destemida que investe e vem mostrar seu talento na capital dos paulistas, eles são da famosa região do ABC, que incorporamos aqui, mais duas letras: o D e o M, ficando ABCDM: Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema e Mauá. Cidades que fazem samba do bom!

Sem esquecer suas origens, vários deles, famosos aqui em São Paulo na arte da dança, se orgulham de pertencer à região que forma o "Caminho do Mar". Hoje vocês conhecerão um pouco mais e por onde andam estes desbravadores!

Serra do mar. Foto: Reprodução

João Carlos, hoje em defesa do pavilhão da Águia de Ouro, acumula muitas notas 10, e é diretor e instrutor da Amespbeesp, veio de Diadema, que nos deu ele menino e hoje é um gigante da nossa arte. Como ele, Marcos Eduardo, hoje primeiro mestre-sala da Sociedade Rosas de Ouro, dançarino internacional e um presente de São Bernardo do Campo.

Também de Diadema, outras duas pérolas: Lais Moreira, uma diva das nossas pistas, que eletriza os olhos de quem aprecia nossa dança em seus giros, paradas e o desfraldar do pavilhão! Hoje representa a Unidos de Vila Maria, e também passou pela Unidos de São Lucas, Mancha Verde e Império de Casa Verde, e Janny Moreno: Acadêmicos, Central, Estopim da Fiel, e em 2011, entra para o quadro de casais da Nenê de Vila Matilde, tranquila, mas muito competente, hoje é a primeira dama matildense, encanta com seus giros perfeitos, braços longos, chamando atenção para seu pavilhão com olhos de gata cheia de personalidade.

De porta-estandarte do bloco Gaviões do Morro, de São Bernardo do Campo, hoje presidenta executiva da Amespbeesp. Esta é Zelia de Oliveira, uma negra bela e competente, levou seu bailado para quase todas às cidades da região, comanda com graça e firmeza o povo que dança no nosso estado, riqueza dos caminhos que nos levam ao mar. Zelia é atriz e dançarina.

Santo André não faz divisa com a capital, mas ali mantém um desfile efervescente, e nos mandou gente da melhor qualidade! Vanderleia Franco, campeã de notas máximas e vencedora de diversos prêmios em sua cidade, depois de dois anos como convidada na Unidos de São Lucas é a primeira porta-bandeira da Camisa 12, indo para seu segundo ano.

Evandro Nascimento, defende o pavilhão da Terceiro Milenio. A menina Thaiwane, é aposta para um futuro brilhante, hoje defende também a Camisa 12. São Bernardo do Campo, famosa pela montadoras de automóveis, pela rota dos grandes restaurantes, uma das maiores e mais rica cidades do estado, derramou na capital sambistas da melhor qualidade:

Zilá Meire, que por muitos anos defendeu a Tucuruvi, garra e talento no bojo desta dama. Marcelo Soares, tem trabalho duplo em Sampa, é segundo mestre-sala na Nenê, e também na Amizade Zona Leste. Tranquilo no falar, mas fera na dança, é um pequeno notável.

Quase 1,80 de altura e muita dança, personalidade forte e focada no que faz, esta é Angelica Paiva. Já desfilou em algumas escolas da cidade e hoje é a primeira na Torcida Jovem. A bela Paula Benazzi encanta à todos com sua dedicação e postura na Roseira, onde hoje ostenta o pavilhão de enredo, com graça e muita elegância.

A dança da cidade nos presenteia com um jovem talento, um meteóro na nossa arte, assim é Cley Ferreira, que vêm de uma família de grandes sambistas e aderecistas, versátil em seus passos, vem encantando os especialistas, começou muito cedo no quadro mirim da Vai-Vai e hoje, com 20 anos, tem o compromisso de defender a Barroca Zona Sul e a Independente Tricolor.

São Caetano do Sul, considerada uma das melhores cidades para se viver, é a menor da região, mas de lá grandes talentos brilham na nossa passarela. Suiane Hadisa, muita experiência, alegria e brilho em sua dança, já esteve na Unidos do Peruche e Terceiro Milênio, hoje empresta sua qualidade para a Pérola Negra. Diego Henrique! Sobra dança neste garotão de quase 1,90, muita agilidade em um sorriso aberto que encanta, está hoje no quadro de casais da Mocidade Alegre.

O casal Leandro e Mônica encanta com seu jeito especial na Combinados de Sapopemba, enquanto a Vai-Vai se orgulha de ter como primeiro defensor do manto preto e branco, Reginaldo Pingo, garoto totalmente do bem, sempre buscando o melhor, sem dúvida um dos melhores de São Paulo. 

Se depender deste jovem e talentoso casal, Kawe e Natalia, estamos muito bem e com notas garantidas que eles futuramente venham defender, uma juventude aflorada e muita força na dança, hoje eles estão na Terceiro Milênio.

Diadema, uma cidade que foi criada para ser dormitório da grande metrópole, mas por fazer divisa com a capital e ser cortada pelas das rodovias que levam ao litoral, se tornou grande! Naldinho Tavares, foi para a Unidos do Peruche, e de lá foi ser primeiro nos Acadêmicos do Tucuruvi, quando deixou de dançar.

A jovem atleta Pamela Yuri, nos brinda com a suavidade de sua dança, no último Carnaval desfilou pela Barroca. A linda Katia Celina, arrojada em dança, chega à Sampa pelas portas da Unidos de São Lucas, mas hoje está, e muito bem, na Rosas de Ouro. Os irmãos Pablo e Rafaela Boani, espalham competência, e alegria, defenderam a Unidos do Peruche, Unidos de São Lucas e Independentes da Zona Sul. Este ano ingressaram no quadro de casais da Imperador do Ipiranga.

Outro casal cheio de talento que fez história nos Acadêmicos do Tatuapé, foi Claudio e Luana, belos, assíduos e responsáveis. Um jovem se destaca e em breve estará fazendo sucesso: Dyego Santos, tem investido alto em cursos de formação, bela promessa de futuro, este ano defendeu o pavilhão da Unidos de São Lucas.

O povo da Roseira se encanta com o príncipe nórdico que dança e muito! Alex Fernandes já defendeu as cores da Unidos de São Lucas, Acadêmicos do Tucuruvi e Amizade Zona Leste, não esconde a felicidade de estar no quadro de casais da escola da Brasilândia.

Erick Sorriso é o nome dele, talento e dedicação fizeram este garoto se destacar em nosso meio, estudioso da arte defendeu nestes dois últimos anos os pavilhões da Flor de Liz e Unidos de São Lucas, obtendo nota máxima. Defendeu também o pavilhão oficial da Tup e foi eleito dirigente maior da Associação das Escolas de Samba de Diadema.

Mauá, uma cidade que já realizou o melhor Carnaval da região, já quase na serra do mar, terra de grandes sambistas, traz os pioneiros a dançar em Sampa! Michael Silva, Dirce Santos e o dançarino com carreira internacional Robson Negrão, são alguns deles. Gilson com a esposa Adriana, e com eles os filhos Pedro e Beatriz, lindo de ver ésta gente competente e politizada bailar. Deixaram a Colorado do Brás, onde estiveram por sei anos, realizando um exelente trabalho.

Marcelo Andrade, hoje na direção da Amespbeesp, defendeu e com nota máxima o Pavilhão da Amizade Zona Leste, com sua esposa Jacque Silva que continua na escola, encantando todos com sua jovialidade e beleza. Os Acadêmicos do Tatuapé tem hoje como seu segundo mestre-sala o jovem Hugo, que vem se destacando por sua garra na busca de um dia ser o primeiro defensor.

Leonardo Silva, é o nome dele! Arrojado em dança, sempre procurando uma performance cada vez maior há tempos vem dançando em nossas escolas de samba. Nosso garoto já defendeu como primeiro, os pavilhões da Independente Tricolor e Amizade Zona Leste. Hoje é instrutor da Amespbeesp.

Os caminhos que nos levam ao mar nos levaram nesta viagem de muitos talentos que encantam nossos desfiles, um povo que não mede esforços para vir muitas vezes nos trens lotados, ou passando horas ao volante de um carro, com o objetivo de mostrar sua arte. Defendem, trazem notas, prêmios, e levam esta satisfação para suas cidades, seus familiares e seu povo! Que venham mais, que venham muitos, pois o samba de Sampa enriquece e agradece.

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17/05/2016 11h09

A porta-bandeira do futuro
Ednei Mariano

Quem vê esta menina com seus olhos negros grandes, boca carnuda avermelhada, cor de jambo, sorriso que realça seus grandes dentes bilhantes, percebe a mistura que faz a mulher brasileira uma das mais linda do mundo.

Julia Mary, moça menina, tranquila de fala macia em tom baixo, que é preciso se esforçar para ouvir, está sempre ao lado da mãe, bela negra de estatura mediana, sorriso aberto, de olhar firme e penetrante de rezadeira.

Magna Ferreira Souza ocupa hoje um espaço de destaque na escola de samba Nenê de Vila Matilde, tendo como missão, coordenar os casais de mestre-sala e porta-bandeira, ao lado de Clayton Santos.

Voltando para nossa Julia, começou a desfilar aos seis anos de idade, na ala das crianças, na época, coordenada por sua mãe.

Nos sessenta anos da "Águia" da Zona Leste, resolveu-se levar para o desfile uma ala de casais mirins, na época, Rubia Maravilha era a primeira porta-bandeira da escola e teve a missão de ensaiar a criançada. Julia implorou para ser incluída na lista dos desfilantes, e assim foi feito! Ela foi para a Avenida com seu parceiro Yan, desde então, não largou mais o pavilhão, desfilando na categoria mirim.

Julia Mary. Foto: Acervo pessoal

A mãe, que ama esta arte, colocou nossa menina para se aperfeiçoar e aprender tudo sobre a condução do pavilhão no projeto "Cisne do Amanhã", criado e então coordenado por mestre Gabi e sua parceira Vivi Martins.

Assim foi Julia, feliz no contato com uma massa sedenta pelo aprendizado que lhe valeu um convite aos já aos quatorze anos de idade. Alessandro Calabro chamou-a para defender as cores da Imperador do Ipiranga, ao lado de Alexande Vieira, também adolescente.

Aos dezesseis foi surprendida em pleno Anhembi com a promoção para ser a segunda na Vila Carioca, agora ao lado de Junior Carraro, hoje o primeiro mestre-sala da escola.

Num momento de glória para a nossa linda menina, explodiu de alegria ao abraçar a oportunidade de representar a entidade onde nasceu, a azul e branca da Zona Leste, fazendo parceria com o garoto bom de dança Murilo Felix.

Julia Mary. Foto: Acervo pessoal

Participou de todos os ensaios de quadra, no Anhembi e fez muitos shows para escola de seus sonhos, vivenciando uma cenário que esperava desde que era criança.

Hoje, aos dezoito, nossa linda jovem não se descuida do futuro profissional, sempre aplicada aluna, faz faculdade de Enfermagem. Nossa Julia Mary continua sonhando e trabalhando para um dia defender um pavilhão oficial, e está correndo atrás deste sonho, que um dia irá se conretizar, contribuindo para que nossa dança siga com o futuro garantido.

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05/05/2016 10h50

Alerta geral: O sinal ficou vermelho
Redação SP

O sinal ficou vermelho para aquele promissor mestre-sala.

Os portões dos terreiros, dos barracões do samba, se fecharam para o bailado magistral do dançarino popular.

As luzes da passarela do samba se apagaram. O povo da arquibancada já não mais delira com o girar em proteção do jovem mestre em dança.

Não está mais no clip da TV com suas belas cortadas, herança tiririca paulista. Não verá mais os ateliers brigarem em disputa para a confecção de sua fantasia, perdeu a vantagem da marca famosa em seu traje carnavalesco.

Alerta geral. Foto: Reprodução

Acabaram os aplausos no terreiro do samba para aquele que tão bem sabe cortejar, que como poucos, conduz a primeira dama da escola.

Sem mais o glamour da tietagem, ávidas para uma foto com o exímio da arte. Acabaram os olhos marejados da fanática torcida da escola ao ver tanta graciosidade sincronizada nos passos do jovem mestre.

Acabou a beleza deste Apólo, que foi engolido pela vaidade e a doença mortal do Narciso. O alfaiate dos mestres já não abrirá sua sala em horário exclusivo, para favorecer em ternos e conjuntos arrojados. Os sapatos que tanto efeito causaram, já não servirão mais, pois o brilho nele será nulo, não haverá mais letras para o povo admirar.

É o fim daquele que se proclamou filho do homem. É o fim daquele que se intitulava a luz, mas semeou as trevas. É o fim daquele que jamais permitiu que seus companheiros de escola, dançassem o hino, se achando o dono desta prerrogativa, humilhando seus pares e os deixando como estátua figurativa, enquanto ele tomava conta da quadra.

O fim daquele que se julgou eterno, na arte de defender o pavilhão. É o fim daquele que escolhia as melhores festas para se apresentar, sem se peocupar com os outros casais da sua escola, se esquecendo da nescessidade e do desejo de cada um que exerce a função independente da posição hierarquica.

É o fim daquele que ao chegar frente às luzes da fama, perdeu a humildade, o companheirismo e o respeito. É o fim daquele que se achava mais importante que sua dama, a verdadeira rainha do par. É o fim daquele que se enfeitiçou com os elogios, com os encantos que nossa dança dá aos que sabem versar nas pernas.

Sua decadência começou quando ele não soube trabalhar em grupo. Sua decadência começou quando ele esqueceu que um dia ele foi aluno e não quis, por vaidade, passar seus conhecimentos.

Sua decadência começou quando se achou o imprecindível, quando se esqueceu que tudo nesta vida é momento, de que o homem só é grande quando expande suas virtudes, que a humildade é uma arma contra as trevas, e que no samba somos eternos aprendizes e que a única escola que não dá diploma é a de samba. Seu mundo caiu, será que terás forças para recomeçar?

Alerta geral. Foto: Reprodução

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12/04/2016 10h30

'Tributo aos Deuses da Passarela'
Redação SP

Os desfiles das nossas escolas de samba fluiam no caminhar largo ao apogeu, mas era nescessário uma visão mais empresarial, profissional, o crescimento das entidades exigia isso.

Amespbeesp. Foto: Divulgação

Em 1986 estabeleceu-se a terceira grande ceia com os "Cardeais do Samba", desta reunião nasceu a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, para cuidar somente do grupo principal, na época composto por dez agremiações.

Na mente dos dirigentes um novo norte para alavancar de vez a nossa festa maior. Enquanto isso, nossos casais iam se distanciando da influência de dança carioca e buscando seu próprio caminho com cultos e ritos em devoção ao pavilhão, herança da folias de reis, festa do divino e festa de São Benedito, fortes do interior paulista.

Em 1995 acontece a fundação da Amespbeesp, Associação dos mestre-salas, porta-bandeiras e estandartes do estado de São Paulo, por mestre Gabi, este blogueiro, Vivi, Maria Gilsa, Dona China, Sonia Moreira, Jorginho Dançarino, Paulinho Guedes e Renatinho Trindade.

E gente do samba, que abraçou nossa causa, como Tereza Santos, Raimundo Mercadoria, Robson de Oliveira, Cleuza Amarante, Raul Diniz, Eduardo Basilio, Magali Tobias, Elaine Bichara e Nena Cazita, foram as sementes da preservação para se manter a tradição.

O fortalecimento da arte estava se garantindo com estas ações e nossos casais continuavam a eletrizar nossas pistas para a glória de nossas escolas. Já se fazia grande em belas apresentações Karin Darling, pela Leandro de Itaquera, Antônio Carlos e sua amada Lucy, davam show em defesa da Primeira da Aclimação no seu apogeu entre as grandes.

Karin Darling. Foto: Divulgação

Maria Amelia e Adailton, na real defesa do pavilhão da escola da Cantareia, enquanto Sidnei encantava com seus meneios na condução de sua bela Luana, em defesa do pavilhão da Águia da Pompeia.

Da Zona Sul, Sidnei Amaral, neto de Pé Rachado, riscava as pistas tendo como companheira de dança a filha de outro grande sambista; o Bertão. Patricia Aniceto, herdou a garra do pai e defendeu por anos conquistando notas máximas os Acadêmicos do Ipiranga.

Na Vai-Vai, a tradição continuava com a bela Eneidir Gomes, agora com o jovem Paulinho Guedes, enquanto na "Morada do Samba", Sonia e Murilo, encantavam com suas belas perfomances não só o povo do Limão, mas a massa de sambista apreciadores da nobre arte.

Vivi Martins, que no início dos anos 90 revolucionou o modo de se vestir e se apresentar em festas, continuava com o grande mestre Gabi, na defesa mágica do pavilhão da Barra Funda.

Gabi e Vivi. Foto: Acervo

Maria Gilsa, "Deusa da Freguesia", era talento puro ao lado deste blogueiro, cruzando o século com muita dança. Comaçava assim nesta virada a finalização de muitos casais, enquanto outros começavam a despontar nas quadras e passarelas do nosso samba. Estava nascendo o século XXI e com ele a profissionalização dos artistas influenciando diretamente nos resultados dos desfiles.

Se para nós da dança esta questão monetária está longe de ser real, ela se faz presente no aprimoramento e preparação de nossos casais, hoje "Deuses da Passarela", decidem campeonatos, acessos e descensos.

O amor pela arte continua forte e fluindo nas veias daqueles que deram e darão ainda muito pelo samba, gente que esta aí, encantando cada vez mais o povo que vibra com a arte do samba. Até mais com a última parte desta série que me dá muito orgulho. 

- Clique aqui e confira a primeira parte do Tributo aos Deuses da Passarela

- Clique aqui e confira a segunda parte do Tributo aos Deuses da Passarela

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09/03/2016 10h00

'Mais um Carnaval se passou'
Redação SP

Mais um Carnaval se passou.

Foram muitos que eu vi nestes mais de quarenta anos. Como o tempo passa!

Desde pequeno na Vila Mariana, enquanto meus tios e primos embarcavam naqueles táxis pretos enormes, vestidos com aquelas fantasias pomposas, eu mirrado ficava com minhas pedrinhas imitando-os em um desflide de um Cordão Carnavalesco. Este tempo se foi e muito deles também.

O Carnaval acabou. Foto: Reprodução

Mais um Carnaval se passou.

Bom lembrar do velho Sebastião Eduardo Amaral, o Pé Rachado, com seu apito na boca comandando e harmonizando o seu Cordão Vae Vae, eu mirrado ficava com minhas pedrinhas a imitá-lo.

Mais um Carnaval se passou.

As escolas de samba prosperaram, dos Cordões só saudades, hoje até sambodromo temos, e lá multidões, nas arquibancadas e o luxo nos camarotes, televisão ao vivo, o sambista faz o espetáculo, é o progresso, e eu já não tão mirrado assim, dando minha contribuição através do meu povo que dança.

Mais um Carnaval se passou.

Ao lado de abnegados em luta pela preservação da tradição do nosso bailar, de resistencia ao espetáculo, ajudando muitos na busca de realizar o sonho da nota dez, esperança no grito do nosso querido Zulu.

Mais um Carnaval se passou.

Nos quatro dias de desfiles, minhas pernas são de aço, minha mente não pára, poucas horas de sono, boa alimentação, o nescessário para ficar antenado, atento a todos, registrando tudo, é hora de colocar em prática tantos meses de trabalho.

Mais um Carnaval se passou.

Vi casais novamente juntos em um entrosamento perfeito, mas que a preciosidade de um jurado os impediu de chegar a nota máxima, que daria a coroa da perfeição, porque no bailar registrou a perda de uma das mais de duas mil penas que caiu do costeiro do mestre-sala.

Mais um Carnaval se passou.

A Estação da Luz, se ilumina novamente, depois de um fogarel que queimou parte da memória cultural da língua portuguesa, neste belo cartão postal da cidade, não se perdeu e deu ainda mais vida para a passagem das nossas "Porta Estandartes", divas dos nossos Blocos afiliados a Uesp, que em 2017, serão quesito de avaliação, a modernidade chegando nos Bolcos, através do entendimento dos homens de bem que conduzem a nossa Matriz, atendendo nosso apelo.

Mais um Carnaval se passou.

A porta-bandeira chora ao ver que foi desligada da entidade através de uma página da rede social, "eita" tempos difíceis, que triste fim. Enquanto isso o mestre-sala corre e publica sua carta de demissão, porque sentiu que seria dispensado, este não foi pego de calças curtas. Em outro canto da cidade a festa rola solta, pois aquele casal que em 2015 recebeu as piores nota do grupo, deu a volta por cima, milagre? Não...Muito trabalho, humildade que fez reconhecer os erros e buscar através de longos ensaios e um preparador sua passagem que valeu a nota máxima.

A dama de muitos Carnavais que sofreu com a dispensa após a festa de 2015, foi para o Butantã, em um desfile triunfal ao lado do filho que também dança, levou a escola de volta a passarela principal do samba com sua nota máxima, samba generoso.

Mais um Carnaval se passou.

A bela que é aclamada pela multidão, não teve dúvida, foi buscar para ser seu par, o desconhecido de face, mas talentoso na dança. A nota? Nota trinta! Desafio, coragem e arrojo, assim é feita a nossa dança.

É meus amigos internautas, mais um Carnaval se passou!

Estes aqui são apenas alguns de muitos fatos que rolaram durante e na ressaca desta festa grandiosa, que emociona, exalta e rebaixa seres, mas que é democratica, talvez a mais democratica, porque nos dá a possibilidade de refazer nossa jornada, o que não deu certo este ano, poderá ser sucesso no próximo, meu povo que dança, desanimar jamais!

Vamos manter a postura e buscar cada um seu espaço, o samba tem um coração gigante e dentro dele a um lugar para cada um de nós.

Iniciamos aqui o nosso segundo ano de blog com estes amigos fantásticos do SRZD, que Deus nos ajude, o resto é com cada um de nós!

Axé!

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28/01/2016 10h00

Série 'Perfil': Iasmim Ramello
Ednei Mariano

Iasmim Ramello, desfilando sua beleza na natação de praia, corrida de percurso e pedaladas, veio desfilar com todo seu preparo na nossa passarela em 2015, pela Imperio de Casa Verde. E é dela que vamos falar hoje!

Nasceu em 1997, em Santos, filha de Regina e Albino Ramello. Nossa jovem começou a dançar em 2009, aos 12 anos de idade, como porta-bandeira mirim na X-9 Santista. Esta cursando nível superior em Educação Física. 

Iasmim Ramello. Foto: Acervo pessoal

Romântica e graciosa conquista todos por onde passa, argumentos que trouxe das escolas de dança por onde tem se esmerado para estar sempre bem na performance como porta-bandeira.

Acredita que o resultado positivo só virá se houver muito trabalho. Seu ator preferido é Ashton Kutcher, a atriz, Emma Watson, curte e recomenda a coleção de livros "Harry Potter". "Qualquer Gato Vira Lata" é seu filme predileto, na música é fã da cantora Byonce.

Iasmim mora no bairro do Macuco, na baixada santista, onde se concentram grandes escolas de samba da cidade como a pioneira X-9 e a Brasil de Padre Paulo, onde muitos sambistas da capital foram garimpar conhecimento na decada de 70.

Iasmim Ramello. Foto: Acervo pessoal

Em 2013 foi convidada e aceitou defender o pavilhão da Vila Mathias, em um belo desfile, que lhe valeu sua passagem para dançar aqui em sampa e defender o pavilhão do "Tigre" e da Mocidade Unida da Mooca.

Após este grande aprendizado aqui, volta para sua terra Natal e, em 2016, vai defender ao lado de Kawan Alcides, o pavilhão de uma das grandes de Santos, a União Imperial, onde vem desenvolvendo um belo trabalho.

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