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Hélio Rodrigues

Hélio Rodrigues

LUTAS. Jornalista, foi repórter de MMA do portal SRZD. Já cobriu diversos UFCs, além de importantes eventos do cenário nacional, como o Shooto e o Bitetti Combat.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



13/10/2016 22h45

Brasileira Amanda Nunes defende cinturão em dezembro contra Ronda
Hélio Rodrigues

Amanda Nunes já sabe quem enfrentará na primeira defesa de cinturão que fará no UFC. É nada mais, nada menos que Ronda Rousey, considerada divina até perder para Holly Holm, há quase um ano.

A luta entre as duas acontecerá no penúltimo dia do ano, 30 de dezembro, em Las Vegas, Estados Unidos. Se vencer, a brasileira se consolida na categoria dos calos. Caso seja Ronda, duas notícias, uma boa e uma má. A boa é que a americana volta a deter o cinturão e passa um liquid paper na derrota para Holm. A má é que Dana já prometeu: se vencer Amanda, enfrentará Cris Cyborg. Não que Ronda não tenha capacidade para vencer a brasileira. Ela tem. Mas são chances irrisórias.

Voltando à luta entre Amanda Nunes e Ronda, a americana desponta como favorita nas casas de apostas. Se eu tivesse que apostar imparcialmente, diria que a ex-campeã vencerá.

Mas, tudo é possível.



04/10/2016 19h00

Poliana Botelho estreia diante de Valerie Letourneau no UFC 206 e projeta vida longa na organização
Hélio Rodrigues

A espera de Poliana Botelho chegou ao fim. Campeã mundial do XFC e recém-contratada pelo UFC, ela enfim teve o primeiro desafio confirmado no maior evento de MMA do mundo. E na agenda da revelação da Nova União está marcado o dia 10 de dezembro, em Toronto, no Canadá, no UFC 206, contra a anfitriã e renomada Valerie Letourneau, de 33 anos, e ex-desafiante ao cinturão peso-palha (até 52,2kg) que hoje pertence à polonesa Joanna Jedrzejczyk.

Ao todo, foram quatro meses entre o contrato assinado e o anúncio do novo combate, que deixaram Poliana na expectativa pelo primeiro confronto no UFC. Mesmo sem duelo marcado e sem atuar desde setembro do ano passado, a atleta de Muriaé, em Minas Gerais, não quis saber de baixar a guarda nos treinos.

"Depois do contrato com UFC me dediquei mais. Nunca parei de me aperfeiçoar, mesmo tanto tempo sem lutar. Me cobro muito e quero sempre estar na melhor forma. Estou sempre de dieta e vou ficar mais rígida para ficar mais forte e preparada. Estou no maior evento do mundo e quero ser a melhor. Tenho que dar o máximo em tudo", afirma Poliana.

Categoria e pesos são novidades

Além de marcar a estreia da mineira no Ultimate, o duelo também será o primeiro de Poliana na divisão. Anteriormente, a brasileira conquistou o cinturão mundial do XFC na divisão dos moscas (até 56,7kg) categoria em que disputou suas seis lutas, somando cinco triunfos no cartel - todos por nocaute. Mesmo com o forte porte físico e força bruta em seus duelos, ela garante que atingir a marca limite dos palhas não será um problema e que o trabalho já foi iniciado muito antes de qualquer acordo.

"Já tenho um médico e um nutricionista em cima de mim faz tempo. Está sendo tudo muito bem controlado. Não vou passar nenhum aperto quanto a isso. Estou muito confiante para a estreia e vou dar sempre me melhor em tudo", comenta, sem conseguir esconder a ansiedade para o debute:

"Estou doida para estrear. Desde que assinei o contrato só penso nisso e só trabalho por isso. Por mim já estaria dentro do octógono. Fique um ano parada, quero cair na mão logo. Mostrar meu trabalho tudo que tenho feito. Está na hora de entrar e mostrar meu trabalho da  melhor forma possível e o UFC vai em dar essa oportunidade diante de uma excelente lutadora",completa.

Respeito fora do octógono

Se de um lado Poliana ainda fará seu primeiro duelo, do outro a canadense Valerie é uma das veteranas na divisão. Ela já fez cinco combates na organização, com três vitórias e duas derrotas. Se a brasileira vem de uma conquista de cinturão, a adversária soma dois reveses consecutivos e já foi derrotada uma vez para a brasileira Claudia Gadelha em outro evento. Ao todo possui um recorde de oito vitórias e cinco derrotas, o que aumenta o respeito de Poliana com a rival. Mas tudo apenas fora do cage.

"A Valerie é conhecida e forte. Já tem um nome e uma carreira no UFC. Respeito ela demais, mas isso é só fora do octógono. Lá dentro não tem isso. Vou fazer minha estratégia e se deus quiser vou conseguir essa vitória nesta estreia e já mostrar que vim para o Ultimate para ser a melhor e não mais uma. Vencer uma lutadora desse nível na estreia vai mostrar a todos quem é Poliana Botelho".



03/10/2016 18h59

O UFC tem se tornado desinteressante
Hélio Rodrigues

Meu interesse pelo UFC tem se tornado diminuto a ponto de não mais procurar saber dos eventos. E acredito que essa não é uma percepção única da minha parte. O Ultimate é um espetáculo midiático, que, embora ainda renda muito dinheiro para os donos, não tem mais ícones absolutos, ídolos que atraem os apaixonados por Artes Marciais Mistas.

Não há mais Ronda, Jones, Anderson, Aldo, St-Pierre, Velásquez, lutadores que ou perderam o cinturão e estão num patamar secundário do evento ou saíram da entidade por escolha própria. Vamos ao atuais campeões: Stipe Miocic (pesados); Daniel Cormier (meio-pesados); Michael Bisping (médios); Tyron Woodley (meio-médios); Eddie Alvarez (leves); Conor McGregor (penas); José Aldo (interino dos penas); Dominic Cruz (galos); Demetrious Johnson (moscas). Ninguém me faz comprar o pacote de pay per view ou ir a uma arena. Não por falta de qualidade nem por incompetência. Mas por não serem bons a ponto de me fazer levantar da cadeira em casa, como num jogo de futebol. Quem arrebata seu coração da lista acima? Acredito que nossas opiniões são similares.

Obviamente, há talentos surgindo, outros, decepcionando. Naturalmente, coisas do esporte. Mas tenho observado, pelo menos sensorialmente que o interesse é cada vez menor - que fique claro que essa é uma opinião baseada no que vejo e converso com outros amigos interessados por MMA.

O ranking do evento é quase uma farsa e não é tão respeitado pelos dirigentes como se sugeriria com a mudança em 2013. As lutas escolhidas são questionáveis - como assim não dar a José Aldo a chance de lutar novamente contra Conor McGregor??? Ele não merece ser tratado como um lutador comum, em detrimento ao puxa-saquismo de Dana White para McGregor - atual garoto-dos-olhos (ou dos bolsos) do patrão.

Afinal, que decisão é essa que simplesmente nega um espetáculo esperado por todos, que até hoje não entenderam a derrota do brasileiro? Seriam as próprias vontades de McGregor sendo aceitas pelos patrões? Estaria o irlandês convencido de que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar?

 



30/08/2016 12h28

Luciano Benício vence Matheus Malta e mantém cinturão dos galos do Shooto Brasil
Hélio Rodrigues

Foto: divulgação

O lutador baiano Luciano Benicio venceu Matheus Malta e manteve o cinturão peso-galo do Shooto Brasil. O evento aconteceu no último dia 28, no Clube Hebraica Rio, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Na co-luta principal, Wanderson Marinho e Jiraya Pereira fizeram o combate mais movimentado, com reviravoltas e triunfo de Marinho por decisão dividida. O Shooto Brasil 66 ainda coroou outros quatro outros atletas.

O duelo principal da noite colocou frente a frente duas promessas do MMA nacional. Enquanto o baiano Luciano Benício fazia sua primeira defesa de título e buscava a 11ª vitória em um total de 12 lutas na carreira, o carioca Matheus Malta defendia uma invencibilidade de quatro duelos no cartel. E os dois fizeram jus às expectativas com um embate muito movimentado. Apesar do equilíbrio nos minutos iniciais da luta, Benício logo mostrou toda sua habilidade na luta agarrada e tomou as rédeas do duelo.

Com um show de quedas, o baiano conseguiu controlar o combate durantes os três rounds, ora trabalhando o ground and pound, ora buscando a finalização. Matheus chegou a igualar a luta no segundo round, mas uma nova queda de Luciano frustrou o carioca, que se limitou a se defender no round final. Ao fim dos 15 minutos, vitória clara de Benício na decisão unânime dos juízes laterais, garantindo assim sua primeira defesa de título bem-sucedida.

"Eu trabalhei durante muito tempo para defender esse título, era para ter lutado no último evento, mas um problema com meu adversário adiou a luta. Hoje consegui colocar em prática tudo o que vinha treinando e estou muito satisfeito. O Matheus é um cara forte, não à toa estava invicto e vendeu muito caro essa derrota. Queria dedicar essa vitória à minha equipe, meus parceiros de treino e todos que me apoiam. Essa conquista é mais deles do que minha", disse Benício, que agora soma 11 triunfos e apenas uma derrota na carreira.

Na co-luta principal do evento, Jiraya Pereira e Wanderson Marinho fizeram o duelo mais emocionante da noite. Com muita variedade de golpes tanto em pé quanto no chão, os dois atletas levantaram o público presente ao Clube Hebraica Rio. Ao final dos três rounds prevaleceu o bom condicionamento físico de Marinho, que levou a melhor na decisão dividida dos juízes laterais. Outro duelo que teve emoção de sobra foi entre Alexandre Cirne e Pedro Rocha. Depois de se impor no jogo de chão, Cirne, representante da Nova União, mostrou muita técnica para suportar o ímpeto do adversário nos rounds iniciais e vencer com tranquilidade por nocaute técnico, no terceiro round, após grande sequência de cotoveladas.

Outros dois companheiros de treinos da Nova União não deixaram a desejar na noite deste domingo. Enquanto o jovem Kaua Fernandes, de apenas 20 anos, teve trabalho para vencer o uruguaio Augustin Zas na decisão unânime dos juízes, Rafael Macapá teve menos dificuldades e finalizou Junior Afegão com uma linda chave de braço ainda no round inicial, frustrando a torcida de oponente, que compareceu em peso para apoiar Afegão. Na luta que abriu o Shooto Brasil 66, Silas Lima venceu Romualdo Lucas por decisão dividida dos juízes laterais.

Veja todos os resultados:

  • Luciano Benício venceu Matheus Malta por decisão unânime dos juízes
  • Wanderson Marinho venceu Jiraya Pereira por decisão dividida dos juízes
  • Alexandre Cirne venceu Pedro Rocha por nocaute técnico a 1min e 31seg do terceiro round
  • Kaua Fernandes venceu Augustin Zas por decisão unânime dos juízes
  • Rafael Macapá finalizou Junior Afegão com uma chave de braço aos 2min e 59seg do primeiro round 
  • Silas da Silva Lima venceu Romualdo Lucas por decisão dividida dos juízes



09/08/2016 23h05

O ouro de Rafaela Silva é um cala-boca aos críticos
Hélio Rodrigues

Muitos idiotas insistem em enxergar o lado violento das artes marciais. São isso: idiotas, que têm a vista limitada pela ignorância, o discernimento, bloqueado pela escuridão da estupidez. Rafaela Silva, brasileira, de origem humilde, é uma prova disso. Poderia ser apenas mais uma jovem de favela, sem oportunidades. Ou pior: se envolver com o que não se deve e até sequer estar no meio de nós. Mas não. Aos oito anos, a menina levada e briguenta da Cidade Deus, comunidade da Zona Oeste do Rio de Janeiro, conheceu por meio do mestre Geraldo Bernardes, o judô, arte marcial japonesa criada por Jigoro Kano no século XIX.

Essa energia toda deve ser canalizada, pensava e dizia Bernardes. Disciplina, fundamentos técnicos e dedicação, tríade das artes marciais, seriam as ferramentas. O talento estava sendo lapidado pouco a pouco.

Em 2008, Rafaela conquistou o Mundial sub-20, além de uma das etapas da Copa do Mundo. Com 16 anos apenas.

Três anos depois, a carioca foi prata nos Jogos Pan-americanos de Guadalajara na categoria até 57 kg e chegou ao vice-campeonato mundial em Paris.

Dois mil e doze foi um ano desastroso para Rafaela - na primeira Olimpíada que disputava, segurou a perna da húngara Hedvig Karakas antes do desequilíbrio. Resultado: a brasileira foi desclassificada e voltou para casa. O golpe motivou uma série de ofensas débeis, baixas, grosseiras e infames contra Rafaela, que prometeu: em 2016 teria uma nova chance, em casa, no Rio. Em dezembro, ela foi medalhista de bronze no Grand Slam de Tóquio (categoria até 63kg).

Se o anterior não foi como imaginava, 2013 guardou boas surpresas a Rafaela: a conquista da medalha de ouro no Pan-americano de Judô foi uma prévia para o que aconteceria em agosto do mesmo ano, se consagrou como a primeira a se sagrar campeã Mundial de Judô, vencendo na final a americana Marti Malloy.

Em fevereiro de 2015, Rafaela venceu o Grand Prix de Dusseldorf, na Alemanha, ganhando cinco lutas, quatro por ippon.

A consagração veio com as cinco vitórias nos Jogos Olímpicos Rio 2016, sobre a alemã Myriam Roper (primeira fase), a sul-coreana Jandi Kim (oitavas), a húngara Hedvig Karakas (quartas) e a romena Corina Caprioriu (semifinais). Na final, a brasileira derrotou a líder do ranking mundial, Sumiya Dorjsuren, e levou merecidamente o ouro para casa.

Se as artes marciais são violentas, que seja essa violência que afaste os jovens do crime, da vagabundagem, do ócio não criativo.



19/07/2016 08h55

Eu não gosto de Anderson Silva
Hélio Rodrigues

Bem, eu não gosto de Anderson Silva. Isso talvez não seja segredo para ninguém: nem para meus amigos, nem para meus leitores. Uma série de fatores me fez desgostá-lo, desgastar a admiração que, acreditem, já tive. Confesso: a história de vida dele é bonita, digna de um grande campeão. Mas não falemos disso aqui. O meu objetivo é, pasmem, reverenciá-lo. Não por ser o Anderson Silva, que está na lista dos maiores lutadores de MMA da história - embora eu não o considere o maior. A postura do brasileiro diante de Daniel Cormier foi louvável: o antigo campeão dos médios do UFC aceitou o desafio de enfrentar o americano a dois dias da luta e pouco menos de dois meses de uma cirurgia na vesicular biliar.

Mais: ele demonstrou, diferentemente de algumas oportunidades infelizes, hombridade e coragem para enfrentar um lutador mais pesado, exímio wrestler e detentor com méritos do título dos meio-pesados.

As diferenças eram notórias em alguns momentos: a facilidade de Cormier em colocar Anderson para baixo era algo esperado. Ainda assim, Silva demonstrou técnica, raça: para contra-atacar. Para tentar dar show à plateia - sem as firulas desrespeitosas de outrora. Para até tentar surpreender.

Embora infeliz na missão fica aqui registrado: seria eu um fã dele caso lutasse sempre assim: concentrado, sem arrogância.



07/07/2016 08h55

Três eventos, três disputas de cinturão: semana agitada no UFC
Hélio Rodrigues

Três eventos seguidos e uma disputa de cinturão numa quinta-feira. Ainda comemorando as festas de 4 de julho, o feriado da independência norte-americana, o UFC preparou aos fãs da entidade uma semana com promessa de ótimas lutas. A começar pelo UFC Fight Night: Dos Anjos x Alvarez, que terá o brasileiro Rafael dos Anjos defendendo pela segunda vez o cinturão conquistado em março de 2015 diante do anfitrião Eddie Alvarez.

No duelo dos números, 25 vitórias e sete derrotas para Dos Anjos e 27 vitórias e quatro derrotas para o americano, que deve ser páreo duro. Numa comparação rápida, Alvarez se mostra mais agressivo que o campeão, com mais golpes dados por minuto (3.29 contra 3.06) e maior precisão em golpes singificativos (41,72% diante de 41,14%). No grappling, a média de quedas do desafiante fica em 3.9 e a do lutador brasileiro em 2.64. Dos Anjos leva vantagem em precisão de quedas (

 

Roteiro de lutas
7 de julho, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL (a partir de 23h de Brasília)
Peso-leve (até 70,3kg): Rafael dos Anjos (70,3kg) x Eddie Alvarez (70,3kg)
Peso-pesado (até 120,7kg*): Roy Nelson (119,3kg) x Derrick Lewis (120,4kg)
Peso-meio-médio (até 77,6kg*): Alan Jouban (77,1kg) x Belal Muhammad (77,1kg)
Peso-leve (até 70,8kg*): Joseph Duffy (70,5kg) x Mitch Clarke (70,5kg)
CARD PRELIMINAR (a partir de 19h30 de Brasília)
Peso-meio-médio (até 77,6kg*): Mike Pyle (77,1kg) x Alberto Miná (77,6kg)
Peso-leve (até 70,8kg*): John Makdessi (70,3kg) x Mehdi Baghdad (70,5kg)
Peso-galo (até 61,7kg*): Anthony Birchak (61,5kg) x Dileno Lopes (61,2kg)
Peso-galo (até 61,7kg*): Russell Doane (61,5kg) x Pedro Munhoz (61,2kg)
Peso-galo (até 61,7kg*): Felipe Sertanejo (61,7kg) x Jerrod Sanders (61,7kg)
Peso-leve (até 70,8kg*): Gilbert Durinho (70,3kg) x Lukasz Sajewski (70,8kg)
Peso-galo (até 61,7kg*): Marco Beltran (61,7kg) x Reginaldo Vieira (61kg)
Peso-meio-médio (até 77,6kg*): Vicente Luque (77,1kg) x Álvaro Herrera (77,6kg)

 

Roteiro de lutas

Peso-palha: Joanna Jedrzejczyk x Cláudia Gadelha
Peso-meio-pesado: Final do TUF 23
Peso-palha: Final do TUF 23
Peso-leve: Ross Pearson x Will Brooks
Peso-pena: Doo Ho Choi x Thiago Tavares
Peso-leve: Joaquim Netto BJJ x Andrew Holbrook
Peso-pena: Gray Maynard x Fernando Açougueiro
Peso-médio: Cezar Mutante x Anthony Smith
Peso-leve: Jake Matthews x Kevin Lee
Peso-meio-médio: Li Jingliang x Anton Zafir
Peso-mosca: John Moraga x Matheus Nicolau

UFC 200

Sábado é a vez de um dos grandes eventos da história do UFC, a edição 200. Recheada de lutas de tirar o fôlego, como o rematch entre Jon Jones e Daniel Cormier, a volta de Brock Lesnar, a chance de José Aldo dar a volta por cima. É muita coisa boa para um evento só, que também terá lutas como, Cain Velasquez e Travis Brownie e Johnny Hendricks contra Kelvin Gastelum.

Mas sobre esse evento eu falo mais na sexta... Fica ligado!



06/07/2016 23h09

José Aldo encara Frankie Edgar por cinturão interino e promete conquistar título linear
Hélio Rodrigues

Sete meses após a última luta, José Aldo volta a subir no octógono. Neste sábado, dia 9 de julho, em Las Vegas, no UFC 200, um dos grandes eventos da história da entidade, o brasileiro disputa o cinturão interino dos penas contra o norte-americano Frankie Edgar, rival que já derrotou anteriormente, no UFC 156, em 2013. Esta será a chance do "Campeão do Povo" voltar a disputar o título linear, que foi dele por cerca de cinco anos e acabou nas mãos do irlandês Conor McGregor em uma luta de 13 segundos.

"Não é certo não receber a revanche e me darem a disputa interina", lamenta José Aldo. "Não vejo como não lutar pelo cinturão, mas já que eles colocaram esse interino, tenho e vou vencer o Frankie Edgar. Depois volto pensar em vencer o título linear porque sei que é meu. Quem estiver na minha frente pode ter certeza que vai cair, porque quero ser campeão, quero me aposentar sendo campeão", reitera o número 8 do ranking do UFC peso por peso e com impressionante cartel de 25 vitórias e somente duas derrotas.

Reencontro com Edgar

Para recuperar o cinturão linear, José Aldo terá de superar primeiro um velho conhecido. Em fevereiro de 2013, Aldo teve Frankie Edgar, ex-campeão dos leves, em seu caminho na terceira defesa de título e venceu na decisão unânime dos juízes laterais. Naquela luta, o brasileiro dominou os quatro primeiros rounds e apenas administrou o último assalto, que teve ligeira vantagem para Edgar. A vitória foi conquistada com sua marca registrada, os chutes baixos na parte interna da coxa, e também ficou marcada por um elástico "super man punch" de contra-ataque, após apoiar na grade com os pés.

O reencontro contra The Answer não assusta o atleta da Nova União. Aldo não vê grandes mudanças no jogo do rival nesses anos, mesmo com Edgar vindo de uma sequência de cinco vitórias na divisão, todas após o revés para Aldo, sobre nomes de respeito, como Charles do Bronx, Cub Swanson, BJ Penn, Urijah Faber e Chad Mendes.

"Já assisti vários vídeos dele e continua da mesma maneira. A única diferença que pode existir é a adaptação na categoria e a confiança, mas, tecnicamente, continua o mesmo", confirma, sem usar o antigo confronto como inspiração para vencer: "Agora é uma nova história, mudei bastante. Aquela luta serve como um ponto, porque já o enfrentei e sei as movimentações que já fez, mas lógico, procuro olhar as lutas mais recentes e montar uma estratégia em cima disso", diz.

Foco para voltar a ser o melhor dos penas

Para José Aldo, a derrota para Conor McGregor não significa quem é o melhor lutador. O brasileiro acredita que naquele dia, um erro acabou decidindo o confronto tão rapidamente e por isso ele espera, em pouco tempo, voltar a ser o melhor da divisão e até liderar o ranking peso por peso, posto que já foi dele quando era o detentor do título.

"O que aconteceu foi azar. Não teve luta. Estou pensando em chegar agora e fazer um excelente combate. Quero vencer e vencer bem, porque acho que estou devendo isso. Quero o Conor depois novamente, para mostrar que sou melhor. Sei da minha capacidade de me tornar campeão. Estou bem tranquilo, que sei que o cinturão é meu e não saiu de mim até agora. Prometo aos brasileiros que tornarei a ser o melhor", garante. 



07/06/2016 11h27

Lutador do Bellator, Kimbo Slice morre nos Estados Unidos
Hélio Rodrigues

O americano Kimbo Slice, que lutava pelo Bellator e já foi atleta do UFC, morreu nesta terça-feira, de causas ainda desconhecidas. O lutador de 42 anos tinha uma luta marcada para o dia 16 de julho na Inglaterra, contra James Thompson.

Kimbo, que em fevereiro havia lutado contra "Dada 5000" Harris, em duelo sem resultado, virou sensação quando foi filmado em lutas de rua. Em 2007, ele foi contratado pelo EliteXC, no qual ganhou três adversários em sequência: Bo Cantrell, por finalização, Tank Abbott, nocaute, e James Thompson, por nocaute técnico.

Na quarta luta, Slice foi derrotado por Seth Petruzelli. A sensação da internet voltou a vencer, dessa vez Houston Alexander, mas conheceu novamente a derrota ao enfrentar Matt Mitrione. Na sequência, Kimbo derrotou o veterano Ken Shamrock.

No cartel do lutador, foram cinco vitórias, duas derrotas e um no contest, um aproveitamento de 62%.



04/06/2016 02h28

Um homem que vai, a lenda que fica: Muhammad Ali morre aos 74 anos
Hélio Rodrigues

Uma notícia triste para o mundo do esporte. Muhamad Ali, de 74 anos, morreu na manhã deste sábado, nos Estados Unidos. O ex-atleta lutava contra o Mal de Parkinson há 22 anos.

Considerado um dos maiores lutadores de boxe de todos os tempos e inspiração para feras como Anderson Silva, o americano teve uma carreira marcada por 57 vitórias (37 por nocaute), e apenas cinco derrotas, além das reconhecidas atuações política, religiosa e social.



18/05/2016 10h30

Vitor Belfort não foi Vitor Belfort contra Jacaré
Hélio Rodrigues

Vitor Belfort é um dos meus lutadores preferidos desde sempre. Além de pioneiro, foi um dos principais expoentes na divulgação e popularização do MMA no Brasil junto a outros atletas como Wanderlei Silva, Mauricio Shogun, Minotauro e Pedro Rizzo. Sempre explosivo, marcou época no Pride e no próprio UFC, onde foi campeão dos meio pesados.

A irregularidade, porém, tem marcado a carreira do brasileiro - que alterna vitórias fantásticas, com nocautes avassaladores, a derrotas previsíveis, quando o ground and pound lhe é aplicado. Foi assim, novamente, contra Ronaldo Jacaré, de quem também sou fã.

O início da luta dos dois, pelo UFC 198: Werdum vs. Miocic, foi de Jacaré dominando o centro do octógono e fazendo Belfort girar para não ser prensado contra a grade. Logo o Fenômeno recuando em uma atuação em pé? Esperar-se-ia o contrário. Acuado, Belfort não deu um soco sequer, e foi levado para o chão. Jacaré, então, estava com a faca e o queijo na mão - sabia da deficiência do oponente nos golpes de cima para baixo e assim o fez, aplicando socos no rival e contando com a destreza de fazê-lo sangrar intensamente.

Belfort até tentou se defender, mas, após um pequeno tempo, desistiu de qualquer tentativa de mostrar ao juiz que ainda tinha condições.

Jacaré foi avassalador! E Belfort... Bem, ele não foi o Vitor Belfort. 



18/05/2016 10h17

Derrota de Werdum foi um soco no estômago
Hélio Rodrigues

Confesso que, baixada a poeira, me entristeci com a derrota de Fabricio Werdum contra Stipe Miocic. Não que o croata-americano não fosse capaz de fazer o que fez, mas pela esperança que sempre depositei no brasileiro, mais completo que o rival.

A derrota, com menos de três minutos, foi mais que um nocaute em Werdum; foi um soco no estômago de aproximadamente 45 mil espectadores que acompanharam na Arena da Baixada, em Curitiba, e outros milhões, pelo mundo inteiro, via TV e internet.

O resultado final se derivou de displicência. Werdum é sabidamente um atleta de jiu jítsu, especialidade dele. Mas ousou trocar contra um exímio boxeador, Miocic. Um tiro no escuro!

Além disso, Werdum talvez contava com uma vitória relativamente tranquila por fatores que vão da confiança por lutar em casa, participar de um evento histórico e as últimas atuações - nove vitórias em 10 lutas. Só não esperava que um contragolpe fosse limitar, momentaneamente, os próprios objetivos.

Agora, o brasileiro terá que correr atrás do prejuízo - além da derrota, Vai Cavalo despencou 11 posições no ranking peso por peso do UFC. 

Pela maneira que foi e pelo tradicional rodízio de desafiantes nos pesados, Werdum não deverá voltar imediatamente a disputar cinturão.

 



06/05/2016 18h45

Destaque brasileiro, Thomas Almeida vibra com luta principal do UFC e promete corresponder
Hélio Rodrigues

Nem nos melhores sonhos de menino, o lutador Thomas Almeida imaginava, aos 24 anos, encabeçar um card principal do UFC em Las Vegas. O atleta está a pouco menos de um mês de fazer o primeiro main-event do Ultimate em um ano e meio que está na organização. Com uma sequência de quatro vitórias na franquia, com bônus conquistados em todas elas, e invicto na carreira, o brasileiro chega com moral para encarar o norte-americano Cody Garbrandt na luta principal do card do UFC Fight Night 88, dia 29 de maio, nos Estados Unidos. 

"Estou muito feliz pelo reconhecimento do UFC e por me dar essa oportunidade, é um sonho de criança encabeçar um card do Ultimate. Acredito que fazer um main event é um grande voto de confiança da parte deles e nem penso em decepcioná-los. Tenho certeza também que vencendo esse desafio eu dou um passo enorme em busca do meu sonho que é conquistar o cinturão", afirma o lutador, que ocupa a sétima posição no ranking do galos.

Por outro lado, Thominhas enfrentará uma das maiores promessas norte-americanas na divisão dos galos. O striker Cody Garbrandt sustenta uma invencibilidade menor que a do brasileiro - foram oito vitórias em oito lutas contra 21 em 21 do brasileiro.

"Meu adversário é bem duro, é um striker também e já fez muitas lutas de boxe antes do MMA. Sei das suas qualidades. Uma luta principal entre invictos oriundos da trocação acredito que é o que o público quer ver. Será uma verdadeira guerra e com certeza foi uma luta super bem casada. Ele vem da trocação, mas é um cara completo, tem um ótimo wrestling e se movimenta muito bem no chão. Vai ser uma luta onde não poderei cometer erros e vou entrar para nocautear ou finalizar. O segredo é entrar atento, pilhado desde o começo, sem dar chance para ele", projeta.

Ex-campeão na co-luta principal vira motivação a mais

O card do UFC Fight Night 88 terá também um retorno muito aguardado. O ex-campeão dos galos, Renan Barão, volta após os duelos pelo título da divisão diante de TJ Dillashaw e sobe de categoria para encarar o experiente Jeremy Stephens, na co-luta principal da noite. A presença de Barão é festejada por Thominhas, que enxerga a situação como mais um fator motivacional para o duelo diante de Garbrandt.

"Sou muito fã do Barão e da história que ele tem no UFC, são poucos que se mantiveram tanto tempo invicto na organização, e é uma honra lutar no mesmo card que ele. Estou muito feliz em ver como o UFC está apostando em mim me colocando para lutar na frente de lendas como o Barão. Estou treinando muito para não desapontar eles e muito menos todos que torcem por mim."

Card UFC Fight Night 88 

(Galos) Thomas Almeida x Cody Garbrandt    

(Penas) Renan Barão x Jeremy Stephens    

(Meio-médios) Tarec Saffiedine x Rick Story    

(Médios) Chris Camozzi x Vitor Miranda    

(Meio-médios) Jorge Masvidal x Lorenz Larkin    

(Leves) Josh Burkman x Paul Felder    

(Galos) Feminino Sara McMann x Jessica Eye    

(Leves) Abel Trujillo x Diego Ferreira    

(Médios) Jake Collier x Alberto Uda    

(Leves) Erik Koch x Shane Campbell    

(Galos) Aljamain Sterling x Bryan Caraway    

(Pesados) Chris De La Rocha x Adam Milstead



25/04/2016 08h30

Jon Jones vence, mas não convence
Hélio Rodrigues

Quem estava com saudade de Jon Jones, se decepcionou. Em luta morna contra o haitiano Ovince St. Preux, Bones não correspondeu às expectativas de quem esteve um ano e três meses com saudades do americano.

Dominante, o agora campeão interino dos meio-pesados teve uma atuação cautelosa, de muito estudo contra St. Preux, evitando se expor a uma derrota diante do rival.

Essa atitude passiva de Bones em muitos momentos levantou a ira dos presentes, que o vaiaram.

Por fim, o futuro oponente de Daniel Cormier venceu, mas sem brilhar, por decisão unânime dos juízes.



19/04/2016 21h50

Com três disputas de cinturão, WGP anuncia edição especial
Hélio Rodrigues

O WGP Kickboxing anunciou mais um evento especial para os fãs da luta em pé. A edição de número 30 acontece no dia 7 de maio, na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Na luta principal do evento, o campeão Alex "Poatan" Pereira encara Junior Alpha pelo cinturão da divisão dos cruzadores (até 85kg) da organização e Thiago Michel defende o título da divisão super-médio (até 78kg) diante de Diego ?Gaúcho?. Além disso, Tadeu San Martino e o argentino Nicolas Ryske disputam o cinturão pan-americano da WAKO pela categoria dos médios (até 75kg).

Atual campeão dos cruzadores, Alex Pereira é considerado um dos melhores kickboxers do país, acumulando os títulos de campeão pan-americano pela WAKO e campeão brasileiro pela CBKB. Aos 28 anos, o atleta possui 12 lutas pelo WGP Kickboxing e vem em uma fase espetacular, acumulando quatro vitórias consecutivas, sendo a última delas a conquista do cinturão da categoria diante de Cesinha Almeida, na edição 25, por decisão unânime. Cesinha, inclusive, havia sido o último algoz de Alex, em uma luta disputadíssima em que derrotou o atual campeão por decisão unânime no WGP #17. Oponente de "Poatan", Junior Alpha se credenciou à disputa após vencer o Challenger GP da categoria, na edição 26, superando Ariel Machado e Rafael ?Kratos?, ambos por decisão. Aos 27 anos, Junior volta a suas origens na trocação, após passagem recente pelo UFC. No kickboxing, o baiano soma sete vitórias e apenas uma derrota na carreira profissional.

Na co-luta principal, o mineiro Thiago Michel defende seu cinturão pela segunda vez. Aos 31 anos, o atleta é um dos mais experientes do card, com um total de 44 lutas na carreira, sendo 41 vitórias e apenas três derrotas. Atual campeão pan-americano pela WAKO e uma referência na modalidade, Thiago vem de vitória na luta principal do WGP #27, quando bateu Fernando Nonato por decisão unânime dos juízes. Seu adversário é o atleta de Bragança Paulista Diego ?Gaúcho?, que venceu o Challenger GP da categoria também na edição 27, ao bater Jorge Daniel e Ruan Ferreira, ambos por nocaute, se credenciando assim à disputa de cinturão. Aos 29 anos, o lutador também possui extenso cartel, com 46 vitórias e oito derrotas, sendo 27 por nocaute ou nocaute técnico.


Disputa de cinturão pan-americano e retorno de Micheletti também são destaques

Se não bastassem os dois combates pelo cinturão do WGP Kickboxing, a organização também promove uma terceira disputa, valendo o título pan-americano da WAKO entre o brasileiro Tadeu San Martino e o argentino Nicolas Ryske.

Aos 40 anos, o veterano San Martino vai para seu nono duelo no WGP e soma vitórias sobre nomes importantes como Wallace Lopes e David Silveira, que se enfrentaram na última edição do evento. Com um total de 36 vitórias na carreira, San Martino vem de dois triunfos por nocaute no WGP, sobre Albaro Gonzalez e Iote Tiberiu. Seu adversário é o argentino Nicolas Ryske que faz sua estreia na organização, mas é dono de uma vasta carreira no kickboxing, com 43 vitórias e títulos mundiais conquistados. Aos 35 anos, Nicolas faz um duelo repleto de experiência com Tadeu.

O card do WGP #30 conta ainda com outros atletas de renome. Das lutas já confirmadas pela organização, o destaque vai para o sorocabano Felipe Micheletti, que enfrenta Haime Morais, e para Bruno Gazani que retorna para enfrentar o argentino Emanuel Ramponi pela divisão dos meio-médios (até 71,8kg). Gazani vem de derrota para o campeão Ravy Brunow por decisão unânime no WGP #28, interrompendo uma sequência de sete vitórias consecutivas na organização.