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José Armando Vannucci

José Armando Vannucci

Jornalista multiplataforma com atuação no rádio, televisão, internet e veículos impressos. Especialista em TV brasileira e com acesso a todas as emissoras do país, em seu trabalho une informação de bastidores com a crítica imparcial sobre o que é exibido pelas TVs abertas e fechadas.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



20/10/2016 15h24

Experiência interessante para quem gosta de televisão, novela e comportamento

Um dos clássicos da teledramaturgia brasileira voltou ao ar nesta semana através do Canal "Viva".

"Pai Herói" é um texto de Janete Clair e foi exibido durante o primeiro semestre de 1979 com grande sucesso.

Assim como outros títulos da autora, essa novela tem no drama sua principal via de condução, além de uma interpretação mais marcada. Tony Ramos, o mocinho, chega ao Rio de Janeiro disposto a conhecer sua própria história e provar que seu pai era um homem bom, ou quase inocente.

Foto: Reprodução de Internet

"Pai Herói" tinha também paixão pela mulher errada, desencontros, vilanias e tentativas de golpes. Ou seja, todos os elementos do bom folhetim. Desde sua estreia, o Canal "Viva" tem registrado índices interessantes de audiência e repercussão nas redes sociais, principalmente de jovens que se depararam com o texto da mulher que determinou as características da teledramaturgia brasileira.

Assistir a "Pai Herói" é uma das experiências mais interessantes para quem gosta da televisão, novela e comportamento humano. Em apenas alguns segundos, é possível reparar como muita coisa mudou. É gritante como a forma de produção é outra.

O sucesso de Janete Clair não contava com tantas externas e, quando elas aconteciam, o som era absolutamente diferente ao do captado em estúdio, algo que jamais acontece nos dias atuais. Os cenários, mesmo os das famílias mais ricas, eram pequenos, estreitos e sem profundidade porque a estrutura física das emissoras não permitia mais do que isso.

Quem assistiu ao terceiro capítulo de "Pai Herói" deve ter percebido em duas cenas com Lélia Abramo e Rosamaria Murtinho a presença de uma mosca, com direito a pouso na testa da atriz. Algo que, nos dias atuais, seria cortado na edição ou refeito, já que nada pode atrapalhar a bela fotografia digital.

Assistir "Pai Herói" é reparar como o comportamento mudou em pouco mais de 35 anos. Na novela de Janete Clair as mulheres eram submissas, mas as matriarcas mandavam em absolutamente tudo.

Numa das cenas, Januária esculhamba suas noras e todas saem da sala absolutamente caladas porque não podem colocar o casamento em risco. Aceitam tudo porque não pode haver separação. Os preconceitos também são outros e o julgamento é implacável. Nos dias de hoje, essas personagens e temáticas só existiriam em novelas de época.

E olhe lá!!!

A teledramaturgia avançou muito em sua técnica, texto, interpretação e cenografia e atualizou os conflitos humanos, que não estão tão distantes dos anos 1970, mas se apresentam com outros preconceitos.

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13/10/2016 18h02

Silvio Santos coloca adolescente para apresentar telejornal

Silvio Santos é um dos grandes nomes da história da televisão e fez sua trajetória muito mais pela intuição do que pelos estudos e planejamento administrativos.

Muito antes de ser o dono do "SBT", ele conhecia muito bem o seu público nas caravanas, no rádio e na TV. Por isso, acertou em boa parte de suas apostas. Mas os tempos mudaram e atualmente comunicação é um mercado de pura estratégia.

Foto: Reprodução de Internet

Aos 86 anos de idade, Silvio Santos está em plena atividade, não somente no vídeo, mas também nos bastidores. Foi dele a ideia de importar o formato do "Primeiro Impacto" e a criação do "Fofocando", inclusive com o "Homem do Saco". E por esses dois projetos tem marcado sua posição, mesmo diante da falta de anunciantes e da baixa audiência.

O "Fofocando" ainda não conseguiu chegar perto da "Record" e tão cedo não abrirá intervalo comercial para não correr o risco de perder audiência. As ações de merchandising estão proibidas, o que só dificulta sua situação. Se pelo menos o faturamento fosse bom, justificava sua permanência no ar e o custo de produção.

Mas, a grande surpresa aconteceu na quarta-feira pela manhã. Quem ligou a televisão para assistir ao "Primeiro Impacto" foi pego de surpresa. Um garoto de 18 anos de idade estava no lugar das apresentadoras Joyce Ribeiro e Karyn Bravo. O que teria acontecido? Especial pelo Dia das Crianças no jornalismo do "SBT"? Não! Dudu Camargo, a nova aposta de Silvio Santos.

Foto: Reprodução de Internet

"Alô, meu povo! Muito bom dia. Um jeito novo, de cara nova. O seu antigo Primeiro Impacto, mas de cara nova", anunciou o rapaz logo na abertura. Com voz que lembra Luís Ricardo e gestual de Nelson Rubens, Dudu Camargo apareceu no vídeo com um terno maior do que o seu número e camisa mais esportiva, com gola para fora.

Na internet, a brincadeira de que o garoto pegou emprestada a roupa do pai. Será que ninguém disse que o figurino é duvidoso? Não tem como negar que ele buscou algumas inspirações em Luiz Bacci, que está neste horário, só que na concorrente, há muito tempo. No ar parecia uma brincadeira de adolescente.

Se a ideia foi popularizar o "Primeiro Impacto" para ter um desempenho melhor diante da concorrência da "Record", o tiro pode não dar certo. A escalação de Dudu Camargo para o jornal foi uma ideia de Silvio Santos, que está encantado com o rapaz desde que ele aceitou ser o "Homem do Saco", do "Fofocando". Por isso, nos bastidores do "SBT" muitos afirmam que este formato vai permanecer um bom tempo no ar por insistência de Silvio Santos, mesmo que não passe nenhuma credibilidade.

Com todo respeito a Silvio Santos, o maior comunicador vivo da televisão brasileira e um homem de uma história vitoriosa, em jornalismo a credibilidade é fundamental.

Como um apresentador com cara de adolescente, que tem certo destaque no mundo virtual, pode conduzir um telejornal?

E nada também contra Dudu Camargo. Ele é talentoso, mas precisa ser lapidado e preparado para a nova função. A ele cabe aceitar cada desafio, cada oportunidade, mas para ter uma carreira longa é fundamental que não se torne a brincadeira da vez.

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11/10/2016 16h25

Gugu Liberato está com um pé no 'SBT'?

Ainda é muito cedo para afirmar alguma coisa sobre onde estará Gugu Liberato no ano que vem.

As negociações com a "Record" só começaram e ainda tem muito o que se propor. Não duvido que ofereçam a ele a grade noturna diária, afinal, nos dois últimos anos foi o melhor desempenho no horário nobre, mesmo levando-se em consideração os realities shows.

Foto: Reprodução de Internet

Gugu tem história na televisão. O fato é que, onde chegou, o permite pensar em atrações semanais e a impor condições.

Apesar da negociação com a "Record", o "SBT" nunca esteve distante do apresentador. Ano passado, houve uma paquera, que não e transformou em namoro porque Gugu honrou seu compromisso e priorizou a emissora da Barra Funda.

Vamos aguardar porque quem fechar com ele sairá ganhando.

Entre Geraldo e Gugu, prefiro Gugu diariamente.

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06/10/2016 15h50

Discussão boa: 'The Voice Brasil' e 'X Factor'

Começou mais uma temporada de "The Voice Brasil". O primeiro episódio da safra 2016 exibiu candidatos mais fortes, criando certa dificuldade nos jurados e no público para apontar quem merecia ter as cadeiras viradas para continuar na competição. Além disso, as histórias dos participantes, mesmo os que não foram selecionados, acrescentaram um pouco mais de emoção ao reality musical.

Foto: Reprodução de Internet

"The Voice Brasil" começou com a audiência dentro do patamar esperado pelos diretores da "Rede Globo". A medição minuto-a-minuto aponta que o programa oscilou entre 26 e 31 pontos na Grande são Paulo, um índice que indica para uma temporada tranquila. Além do formato agradar, neste ano, o telespectador foi estimulado com as novidades que serão exibidas, entre elas "batalha cruzada" e a presenta de Ivete Sangalo como Super Técnica.

Bastou a atração entrar no ar para começarem as comparações com o "X Factor" e o questionamento sobre o motivo pelo qual o reality da "Band" não funcionou como o esperado. Essa é uma discussão boa e importante porque mostra que um mesmo formato pode caminhar de maneira diferente nas emissoras. Observar o que acontece pode trazer bons ensinamentos para quem está envolvido com os projetos ou para aqueles que assumiram a responsabilidade de comandar uma TV.

Nessa briga entre "The Voice Brasil" e "X Factor" é fundamental considerar que a "Rede Globo" tem mais gordura, uma grade que funciona, uma atração chama a outra e os jurados são grandes estrelas da música brasileira, talvez os mais populares. Além disso, é especialista em estratégia de programação. Já a "Band", não atravessa seu melhor momento. A audiência da grade diária caiu de forma significativa, com exceção para "MasterChef", "Brasil Urgente" e "Jornal da Band", o horário nobre é comprometido com o "Show da Fé"" e restam poucas possibilidades na própria TV para a divulgação de seus produtos.

A presença de calouros fracos para se buscar humor é outro elemento que pode contribuir para a fuga de público. Alguns ainda vão afirmar que "X Factor" é um grande sucesso na TV por assinatura e que a repercussão nas redes sociais ultrapassa a expectativa. Para um canal fechado, o que o reality marca não chega perto do que uma TV aberta necessita como ideal. São comparações impossíveis por se tratar de outro universo.

Ao criar novos elementos e sair um pouco do original vendido a outros países, a "Globo" mostra a todos que "The Voice Brasil" sobrevive porque também busca uma identidade nacional ou algo que surpreenda o telespectador.

Para sobreviver na TV é fundamental mesclar a tradição com a novidade.

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04/10/2016 15h11

'Lei do Amor': veja a análise do primeiro capítulo

"A Lei do Amor" começou com bons sinais. Depois de uma trama rural com um cuidado a mais na fotografia e questões sobre o meio ambiente, agora, o telespectador acompanha uma história de disputa de poder, intrigas e um grande amor que tão cedo não se realizará. É mais um novelão, no bom sentido da palavra, que, em breve, ganhará pitadas da política brasileira.

Foto: Reprodução de Internet

O primeiro capítulo da novela de Maria Adelaide Amaral e Vicent Villari apresentou as personagens principais e as tramas que vão mover os próximos meses. Em pouco tempo, o telespectador teve uma visão bem definida dos núcleos, mocinhos e vilões. Isabelle Drummond se mostrou segura na pele de Helô, personagem que entregará para Claudia Abreu. A química com Chay Suede funcionou bem e já houve torcida pelo casal. Na estreia, destaque também para Tarcísio Meira, Vera Holtz e Denise Fraga, muito bem colocados em seus papeis.

"A Lei do Amor" tem a direção geral de Fabrício Mamberti e direção artística de Denise Saraceni, o que é notado claramente no vídeo. Há uma delicadeza na condução do elenco e um cuidado com a fotografia para que a imagem seja bonita, sim, mas sem exageros. Parece que vai funcionar. É uma linguagem contemporânea que atende ao público de novelas e, ao mesmo tempo, aponta para algo refinado.

"A Lei do Amor" estreou com 30 pontos, segundo dados preliminares. "Velho Chico" marcou 34.3 em sua primeira noite. "A Regra do Jogo" atingiu 31.5 e "Império" 32 pontos. A nova novela está dentro do patamar.

A primeira fase ficará no ar até sexta-feira, quando haverá a troca de elenco e a chegada da história aos dias atuais.

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27/09/2016 15h06

'Nada Será Como Antes' é ficção para a Globo não falar das concorrentes

Quando a Globo planejou suas comemorações pelos 50 anos de atividades, um dos projetos era uma minissérie sobre a história da televisão, algo extremamente importante para resgatar as origens do maior veículo de comunicação do Brasil.

A ousadia teve dificuldades para sair do papel, principalmente porque, ao recorrer a fatos verídicos, os autores seriam obrigados a citar várias emissoras pioneiras, muitas que já encerraram suas atividades, mas uma delas é concorrente até hoje. Falar da "Record" não é recomendado numa era de competição extremamente acirrada.

A solução encontrada foi partir para a ficção com muita inspiração em personagens reais. Surgiu a minissérie "Nada Será Como Antes", com Débora Falabella e Murilo Benício nos papeis principais.

Foto: Reprodução de internet

A história da televisão servirá apenas de fundo para uma trama que mistura poder, intrigas, paixões e desilusões durante o período em que o rádio perdia seu prestígio e a TV começava a caminhar.

Saulo é um jovem empreendedor e visionário, que troca o departamento comercial de uma emissora de rádio para se aventurar na televisão. No meio disso, se apaixona perdidamente pela voz de Veronica, uma locutora do interior. O envolvimento pela voz era algo muito comum naquela época e, segundo os pioneiros reais da TV, muitos casamentos e namoros começaram a partir do som. Outros casais serão formados e Bruna Marquezine promete causar com sua personagem capaz de provocar homens e mulheres.

A equipe de produção fez uma excelente reconstituição de época e conseguiu, inclusive, recuperar e colocar em operação uma câmera utilizada pela TV Tupi em seus primeiros anos de atividades.

É claro que as empresas de Assis Chateaubriand não aparecerão no ar, mas a personalidade do empresário serviu de inspiração para a construção do protagonista. Não espere dados históricos ou uma espécie de documentação com imagens. Partir para a ficção talvez tenha sido o melhor caminho para não ter que exibir meias verdades.

A televisão brasileira começou muito tempo antes da Globo surgir e, infelizmente, desde que se consolidou como líder no setor, a emissora fala do maior veículo de comunicação como se não existissem outros canais. Em seus discursos, artistas como Tony Ramos, Lima Duarte e Laura Cardoso não iniciaram suas carreiras na TV Tupi. Ou apresentadores como Luciano Huck, Xuxa, Faustão, Serginho Groisman e Ana Maria Braga jamais pisaram em outras empresas.

Quando a minissérie "Maísa' foi para o ar, simplesmente ignoraram que a cantora teve seus momentos mais importantes durante os musicais da "Record". Essa parte de sua história simplesmente desapareceu, como se fosse fácil arrancar uma página de uma biografia.

"Nada Será Como Antes" estreia nesta terça, dia 27, com 12 episódios, sempre exibidos às terças-feiras. Vale ser assistida pela boa direção de José Luiz Villamarim e o elenco reunido, desde que você saiba que tudo aquilo é uma ficção com pequenas pinceladas da história da televisão, principalmente dos casos comuns narrados há anos pelos pioneiros.

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20/09/2016 15h04

'Supermax' é esperança e dúvida com sua mistura de realidade e ficção

A "Rede Globo" coloca no ar, nesta terça-feira, uma das mais ousadas produções dos últimos anos. "Supermax" é ficção, mas busca na dinâmica do reality show os elementos para conduzir uma história que mistura thriller, drama e suspense. No vídeo, o telespectador vai acompanhar uma competição com jeito de realidade, mas absolutamente roteirizada.

Para colocar o público neste clima, Pedro Bial foi convocado para ser o comandante deste programa.

"Na essência, Supermax é uma série sobre abandono. Eles não têm vínculos, história, e você fica pensando que são pessoas sem afeto. Mas há alguma esperança porque eles vão criando laços. Eles vão para o reality em busca do olhar do outro, do perdão. Cada um tem seus motivos para estar ali e tentar o perdão. E lá, em meio a tantas coisas sobrenaturais, cada um vai criando seus códigos para sobreviver", explica José Alvarenga, um dos criadores do projeto.

Foto: Estevam Avellar - Globo

Os 12 participantes desse reality show da ficção são pessoas com problemas com a justiça e capazes de tudo: matar, roubar, enganar, trapacear. É a partir desta combinação de personalidades que começam a surgir as dinâmicas, brigas, tensões e até seres de outras esferas.

Será que existem extraterrestres no confinamento? Será uma grande experiência?

A série "Supermax" foi rodada num estúdio para confinamento igual ao do "Big Brother Brasil" e até utilizou os mesmos equipamentos para captar as imagens. Os operadores dessas câmeras são da mesma equipe do reality da Globo. Ou seja, a sensação para o telespectador será a mesma que tem enquanto acompanha o reality criado pela Endemol.

"Eu estou muito curioso para, primeiro, ver o resultado de tudo isso na TV, e, segundo, como o público vai reagir a tudo isso. Existe realmente um hibridismo. Não se pode falar num gênero único. Quando fizemos 'Força-Tarefa' e 'O Caçador', nos limitamos ao gênero policial e ao drama criminal; desta vez, não. Há momentos em que 'Supermax' é terror, outros em que é ação, suspense...Como espectador, gostaria muito de ver um produto que brinca com gêneros", diz Marçal Aquino que criou a série junto com José Alvarenga Jr e Fernando Bonassi. A equipe ainda conta com a colaboração de, Bráulio Mantovani, Dennison Ramalho, Raphael Draccon, Carolina Kotscho, Juliana Rojas e Raphael Montes.

A grande questão, dentro e fora da Globo, é se o telespectador vai embarcar nessa viagem e se, mesmo com todos os esforços e longo tempo de criação e produção, os efeitos não deixarão a desejar. A estreia na internet através do Globo Play foi boa, mas a plataforma digital atrai naturalmente pessoas acostumadas a esse gênero de dramaturgia. Só o tempo dirá!

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14/09/2016 15h07

Programa de Eliana voltará a ser gravado a partir de outubro

A partir de outubro, o programa de Eliana deixará de ser exibido ao vivo.

A decisão de voltar a grava-lo durante a semana foi tomada depois que estudos
constataram que a transmissão ao vivo não altera seu desempenho em audiência.

Foto: Divulgação

Atualmente, o dominical conta com vários quadros, entrevistas e dinâmicas registrados com antecedência em externas, deixando para o palco a amarração desses segmentos e uma ou outra ação.

A direção do "SBT" e os responsáveis pelo programa chegaram à conclusão que o esquema de gravação contribuirá para uma nova dinâmica e possibilitará a participação de muitos artistas que aos domingos estão em suas turnês longe de São Paulo.

A ideia é manter a mesma estratégia de saída de blocos para alinhar os comerciais com a concorrente. A "Hora do Faro", principal adversário de Eliana, também é gravado.

Nos bastidores da Anhanguera são muitos os que elogiam as externas realizadas por Eliana, uma vez que a apresentadora tem uma maior interação com seus entrevistados e também com anônimos, quando os quadros acontecem nas ruas.

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13/09/2016 15h06

Por que 'Justiça' faz tanto sucesso?

A minissérie "Justiça" é o grande acerto da televisão neste ano.

O texto de Manuela Dias é surpreendente e obriga o telespectador a deixar sua posição passiva diante do que é exibido na tela.

Foto: Reprodução de TV

É impossível assistir a essa produção sem olhar atentamente os detalhes porque há informações preciosas em cada cenário, diálogo ou ação. Além disso, nada é óbvio e muito menos maniqueísta. As personagens são absolutamente humanas a ponto de mudar os rumos, acertar, errar e voltar atrás.

As quatro histórias são amarradas pelo encontro dos protagonistas e, muitas vezes, narradas por um ângulo que não o frontal. É essa visão 360º, muito comum nas séries dos Estados Unidos, que seduz o público que busca algo novo, moderno e longe do lugar comum.

Unido a tudo isso está a bela direção de José Luiz Villamarim, que soube extrair de cada ator o seu melhor e os colocou fora de zona de conforto que a televisão muitas vezes possibilita. Atualmente, é apontado como um dos melhores em sua área. Aliás, por falar no elenco, cada episódio reserva um pouco mais de cada ator, se tornando impossível dizer quem está melhor.

O sucesso de "Justiça" deixa bem claro dois importantes pontos. O primeiro é que temos condições de produzir séries na mesma altura do que outros países, inclusive os Estados Unidos, onde o formato está absolutamente consolidado. O segundo é que a teledramaturgia, em suas várias formas, ainda é o principal produto da televisão brasileira.

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08/09/2016 16h08

A TV brasileira está chegando perto de seu fim?

A TV brasileira está chegando perto de seu fim?

O fim da televisão aberta, anunciado há muitos anos pelos estudiosos e entusiastas das novas plataformas, parece estar bem longe.

É claro que a TV já não reina tão absoluta e, atualmente, divide espaço com transmissões ao vivo pela internet ou conteúdo audiovisual sob demanda, mas a sua derrocada não acontecerá tão cedo.

Foto: Reprodução de Internet

Os levantamentos de audiência do mês de agosto apontam para o crescimento da plateia da televisão no Brasil. No mês passado, a Kantar Ibope constatou que houve um aumento de 10% na quantidade de pessoas à frente de um aparelho de televisão, muito disso impulsionado pela transmissão da Rio 2016. Com bom evento, o público foi buscar na televisão a sua informação ou o ao vivo de uma partida.

Durante os jogos olímpicos, 78% das TVs estavam sintonizadas nos canais abertos e apenas 21% nos por assinatura. Ou seja, o Brasil ainda é um país de sinal gratuito. Outro dado interessante é o alcance global da Rio 2016 através da televisão. Nas 15 regiões metropolitanas aferidas pela Kantar IBOPE Media, 63,4 milhões de pessoas assistiram a pelo menos um minuto de algum conteúdo do evento. É um número impressionante que mostra sua força.

É verdade que as pequenas emissoras sofrem com a falta de recursos publicitários, uma vez que a crise econômica levou os anunciantes a concentrarem suas campanhas nas maiores audiências, principalmente nas atrações produzidas pela Globo, mas isso não representa necessariamente o ponto final em suas trajetórias.

As dificuldades que muitas emissoras enfrentam são iguais as que o rádio driblou nas últimas décadas, quando a televisão se posicionou como o principal veículo de comunicação do país. Sem a mesma importância da sua era de ouro e com a transferência das estrelas para a TV, o rádio se viu obrigado a buscar novos caminhos para não morrer e apostou na segmentação de público e conteúdo. Mais focado, conseguiu se transformar e encontrar nova posição no mercado. Mas, mesmo assim, ainda se coloca como o primo pobre da comunicação brasileira, algo que a gente vai discutir no próximo texto. Até lá!

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06/09/2016 15h01

Talk-show sobreviverá na TV?

Nas últimas semanas, muito tem se falado sobre os talk-shows na televisão brasileira.

Fábio Porchat estreou na "Record" seu programa que será exibido de segunda à quinta e que pretende misturar humor e boas entrevistas. Sua missão é conquistar uma plateia mais jovem para a emissora e engordar a audiência no fim de noite.

Marcelo Adnet também colocou no ar a primeira temporada do "Adnigth", atração que tem como proposta tirar os convidados do lugar comum para resgatar momentos de sua carreira ou vida.

Foto: Reprodução de Internet

Os dois chegam para dividir o espaço nesse segmento com Jô Soares e Danilo Gentilli. Os novos projetos geraram muitas discussões sobre o excesso de produções desse gênero e, como consequência, o desgaste do formato.

Pura bobagem. A essência do talk-show é a boa conversa e o humor surge como consequência porque um bate-papo que a gente tem com um amigo, por exemplo, é entremeado por brincadeiras e provocações. Portanto, o apresentador só precisa ter jogo de cintura suficiente para deixar aquele encontro fluir da melhor maneira. Se isso acontecer, a audiência responde imediatamente.

A participação inédita de Fausto Silva no "Programa do Jô" é a grande prova de que este é um gênero que não está em desgaste, mesmo com um número maior de concorrentes. Basta ter alguém interessante.

A conversa entre os dois apresentadores exibida na última sexta-feira garantiu recorde de audiência para o talk-show de Jô Soares e se transformou no assunto do final de semana.

Foto: Ramón Vasconcelos - Globo

Durante a entrevista, Fausto Silva contou histórias curiosas, relembrou o passado, riu de si e brincou. Jô brilhantemente pontuou, provocou, lembrou de causos e também brincou. Para quem estava em casa foi um momento interessante e único. Impossível desligar ou mudar de canal.

O homem sempre gostou de boas histórias. Somos fascinados por quem avança os limites, enfrenta as dificuldades, vence guerras, ama intensamente, descobre novos mundos e dá a volta na vida. Os estudiosos garantem que, assim que nos organizamos em grupos, passamos a observar e narrar os fatos, levando os acontecimentos para as gerações futuras. Depois, o teatro para encenar a nossa própria existência, medos, angústias e realizações. O tempo vai passar e ainda estaremos dispostos a ouvir e assistir gente interessante.

Desde que a televisão entrou no ar, em 1950, os talk-shows estiveram presentes em sua grade, mas talvez com outros nomes, dinâmicas mais simples e formatos menos elaborados. Silveira Sampaio inaugurou o gênero numa época em que a TV era ao vivo. Ferreira Neto também deixou sua marca e Marília Gabriela apostou em algo mais direto, sem as bandas ou números de stand up. O ponto de partida de qualquer programa é a entrevistas e, portanto, ainda vai longe.

No final do ano, Jô Soares encerra seu programa na TV aberta e Pedro Bial deve assumir seu espaço em 2017.

Foto: Reprodução de InternetCom tantas atrações no ar, caberá a cada equipe buscar um diferencial e tentar fugir dos mesmos convidados, aqueles que em lançamento de disco, filme ou peça fazem o mesmo caminho e passam em todos os programas. Segunda é no Jô. Na terça aparece no "The Noite". Na quarta, fala mais um pouco no "Programa do Porchat". Na quinta, brinca no Adnet e, na sexta, agenda para a TV por assinatura. Para o sábado, revezamento entre "Caldeirão", "Estrelas" ou "Altas Horas", para depois passar no "Legendários", "Programa da Sabrina" ou "Programa Raul Gil". E no domingo, os programas de auditório.

A partir de agora, para funcionar os talk-shows terão que sair da agenda de divulgação e apostar no corpo-a-corpo com os artistas, personalidades e celebridades, além de descobrirem histórias interessantes de anônimos.

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01/09/2016 00h01

Tudo pode ser debatido. Vamos começar?

A televisão passa por grande transição e busca novas linguagens, mas jamais deixará de lado a emoção.

Foto: DivulgaçãoToda estreia em televisão é tensa e envolve muitos estudos e estratégias para atender um mercado cada vez mais exigente e volátil. Por isso, tudo é calculado, numa ciência quase exata. Apesar da estatística que ganha vida através das planilhas e gráficos ter força nesses momentos, há um fator primordial para definir o que vai ser exibido: a emoção.

Todo conteúdo na TV, seja ele dramaturgia, esporte ou jornalismo, precisa mexer com o público, aguçar sua curiosidade e provocar sentimentos. E assim acontece há 66 anos no Brasil, desde que Assis Chateaubriand resolveu tornar realidade um sonho quase impossível num país pobre e conservador.

É essa emoção da estreia que determina o primeiro texto deste espaço aqui no SRZD, uma plataforma que possibilitará ampliar em muito a discussão sobre a televisão, veículo que desperta as opiniões mais diferentes.

Já tenho feito isso um pouco no Blog do Vannucci, onde também publico os números de audiência, notícias de bastidores e estabeleço uma conversa direta com os internautas.

Se por um lado a TV oferece informação e serviço para pessoas que vivem longe dos grandes centros urbanos, por outro, não mede as consequências na disputa pela audiência. Há coisa boa na TV, como a minissérie "Justiça", e ruim, como os telejornais popularescos de fim de tarde. Há excelentes novelas e "Pantanal", "Rei do Gado","Guerra dos Sexos" e "Vale Tudo", por exemplo, estão ai para provar, assim como fracassos equivocados. "Babilônia" exemplifica bem.

Foto: Estevam Avellar - Globo

Neste espaço pretendo ampliar a discussão sobre a televisão a partir de críticas que apontem caminhos e de textos que mostrem aos internautas os valores e as características desse fascinante veículo, que atravessa um período de transição e busca se renovar para conquistar um público mais jovem disposto a consumir produtos mais dinâmicos e modernos, mas sem deixar de lado todos os que estiveram à frente da tela nas últimas seis décadas.

É um momento único e seremos testemunhas da maior mudança no jeito de fazer a comunicação de massa. Vamos debater sobre isso?

Tenho 27 anos de jornalismo. 20 deles são dedicados à informação de entretenimento e a televisão entra nessa editoria. Sempre acreditei ser possível tratar desses assuntos de forma séria, longe das fofocas, especulações ou teorias que nunca serão explicadas. Tudo é notícia. Tudo é alvo de análise crítica. Tudo pode ser debatido.

Vamos começar?

E como não acredito em comunicação sem diálogo, espero que também comente os assuntos, faça perguntas e manifeste sua opinião.

Estou esperando!

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