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Marcio Coelho

Marcio Coelho

LÍNGUA PORTUGUESA. Consultor lexicográfico da Academia Brasileira de Letras· Cursou Letras Português/Latim e Português/Literaturas. É corretor das redações do Vestibular da Cesgranrio e das provas discursivas da UFRJ. Palestrante sobre Novo Acordo Ortográfico, na Bienal do Livro do RJ. Escreveu dois capítulos na "Gramática Escolar da Língua Portuguesa, do Professor Evanildo Bechara: interpretação de textos e grafia das palavras" e também capítulos sobre questões de concursos públicos no livro "Língua Afiada" (no Jornal Extra), do Professor Sérgio Nogueira. Ministrou curso de capacitação, no Ministério Público Federal. Lecionou nos cursos e colégios Miguel Couto, Bahiense, Martins, Princesa Isabel, Escola Naval etc. Foi professor da rede estadual de ensino. Elaborou prova de Língua Portuguesa para o concurso do magistério da Rede Pública Municipal (1° e 2° graus).

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



28/10/2016 12h07

Simulado II
Marcio Coelho

É o fim do mundo!

 

(Max Gehringer)

 

Eu sou uma daquelas pessoas que não jogam nada fora. Guardo tudo, de caneta sem carga a copo vazio de requeijão. Bom, guardar é modo de dizer. Na verdade, eu empilho. Ou, pior, espalho. O caos é tanto que às vezes levo um dia inteiro revirando a bagulhada para achar um jornal velho, e obviamente não acho. Mas o caos também tem seu lado positivo: na busca, sempre aparece alguma coisa interessante. Na semana passada, ao tentar localizar o primeiro número da Revista da Web!, dei de cara com um monte de fitas de vídeo. Estavam numa caixa de papelão com uma etiqueta (ou melhor, um esparadrapo), no qual um dia escrevi, para ter a certeza de que nunca mais as perderia: "Futuro".

Eram filmes que tentavam prever qual seria o nosso destino "enquanto terráqueos", como diriam os especialistas em ciências humanas. Na caixa, havia desde aqueles deliciosos filmes B (com orçamentos de 200 dólares, discos voadores de papelão e anõezinhos fantasiados de marcianos) até as obras, digamos, assim, mais sérias. O curioso é que, caros ou baratos, todos esses filmes partem de uma mesma hipótese básica: no futuro, o mundo vai piorar. E muito (...)

Por isso tudo é até sintomático que não haja um único filme otimista sobre a internet. Em todos eles, a rede é usada para prejudicar o próximo e para criar problemas insolúveis. Esse receio do futuro, que se manifesta toda vez que alguma novidade aparece, tem uma razão de ser. Desde que o mundo é mundo, todas as gerações que por ele passaram nunca deixaram de sofrer de uma suprema mania de grandeza: a de achar que são o produto mais bem-acabado que a natureza criou. Dali para a frente elas temem que não haverá mais futuro, porque os jovens se encarregarão de sucatear tudo o que existe de bom. Mas a história mostra que vai acontecer exatamente o contrário. Porque, desde que o mundo é mundo, as gerações dos filhos têm sido melhores que as gerações dos pais. Uma verdade simples e muito bem documentada através dos tempos, que entendemos claramente quando somos filhos. Mas da qual, por algum motivo incerto, começamos a duvidar quando nos tornamos pais.

(Revista da Web! - ed.21)

 

 

1) Pelo entendimento global do texto, é possível inferir que:

a) A verdade deixa de ser absoluta quando os filhos se tornam pais.

b) A internet é responsável por tudo de ruim que acontece com as gerações.

c) A palavra "Futuro" que aparece no 1º § faz referência aos acontecimentos da revista da web.

d) As pessoas ser tornam céticas, porque os filmes demonstram que o mundo vai piorar.

 

2) Assinale a alternativa que apresenta INCORRETA substituição do termo destacado do texto:

a) "revirando a bagulhada" (1º §) / revirando-a.

b) "para achar um jornal velho" (1º §) / para achá-lo.

c) "de que nunca mais as perderia" (1º §) / perdê-las-ia.

d) "como diriam os especialistas" (2º §) / consoante diriam.

 

3) A concordância empregada no primeiro período do texto "Eu sou uma daquelas pessoas que não jogam nada fora" apresenta característica idêntica à observada na seguinte opção:

a) Cada um dos alunos gritou em sala.

b) Mais de um carro entrechocaram-se.

c) As estrelas parece que brilham.

d) Aquilo não são homens de respeito.

 

4) O referente que está mal substituído, no texto, aparece na opção:

a) "O caos é tanto que às vezes leva o dia inteiro revirando a bagulhada" (1º §) / de vez em quando.

b) "no qual um dia escrevi" (1º §) / onde.

c) "Eram filmes que tentavam prever" (2º §) / os quais.

d) "que entendemos claramente quando somos filhos" (3º §) / a qual.

 

5) A análise sintática do trecho "quando nos tornamos pais" (3º §) permite inferir que ocorre:

a) predicado verbal.

b) predicado verbo-nominal.

c) predicado nominal.

d) predicativo do objeto.

 

6) Assinale a passagem do texto que apresenta caracterização própria da linguagem informal:

a) "Eu sou uma daquelas pessoas que não jogam nada fora." (1º §)

b) "Eram filmes que tentavam prever qual seria o nosso destino "enquanto terráqueos"." (2º §)

c) "Por isso tudo é até sintomático que não haja um único filme otimista sobre a internet." (3º §)

d) "Mas da qual, por algum motivo incerto, começamos a duvidar quando nos tornamos pais." (3º §)

 

7) Em "Na caixa, havia desde aqueles deliciosos filmes B (...) até as obras , digamos, assim, mais sérias." (2º §) pode-se reconhecer a seguinte figura de linguagem na expressão destacada:

a) sinédoque.

b) oxímoro.

c) sinestesia.

d) eufemismo.

 

8) A oração destacada em "Na semana passada, ao tentar localizar o primeiro número da Revista da web!, dei de cara com um monte de fitas de vídeo." (1º §) apresenta valor semântico idêntico ao da seguinte oração:

a) "Porque, desde que o mundo é mundo, as gerações dos filhos têm sido melhores que as gerações dos pais.." (3º §)

b) "Por isso tudo é até sintomático que não haja um único filme otimista sobre a internet." (3º §)

c) "O curioso é que, caros ou baratos, todos esses filmes partem de uma mesma hipótese básica: no futuro, o mundo vai piorar." (2º §)

d) "Eram filmes que tentavam prever qual seria o nosso destino "enquanto terráqueos"." (2º §)

 

9) Entre o primeiro e o segundo períodos do terceiro parágrafo existe uma ideia de:

a) consequência.

b) causa.

c) explicação.

d) conformidade.

 

10) Em "O caos é tanto que às vezes leva um dia inteiro revirando a bagulhada" (1º §), o acento grave é empregado por motivo idêntico ao encontrado na frase:

a) Isso se deve à cada vez mais educação brasileira.

b) Tua casa é superior à minha casa.

c) Refiro-me a esta moça e à que saiu.

d) Chorava à medida que apanhava.

 

 

 

Gabarito:

1-      A

2-      C

3-      D

4-      B

5-      C

6-      B

7-      C

8-      A

9-      C

10-     D



21/10/2016 11h17

Simulado I
Marcio Coelho

Chega desse negócio.

(João Ubaldo Ribeiro)

Sim, o Brasil tem problemas medonhos e não é um exemplo de desenvolvimento e justiça social, mas, com perdão da má palavra, já ando de saco cheio desse negócio de tudo aqui ser o pior do mundo, ninguém aqui prestar e nada funcionar e sermos culpados de tudo o que de ruim acontece na Terra. Saco cheiíssimo de sair do Brasil e enfrentar ares de superioridade e desprezo por parte da gringalhada, todos nos olhando como traficantes de cocaína, assassinos de índios e crianças, corruptos natos e mais uma vasta coleção de outras coisas, a depender do país e da plateia.

Tem muito brasileiro que, nessas ocasiões, bota o rabo entre as pernas, já vi muitos. Eu não. Posso ter envergonhado a pátria por escrever mal ou me comportar de forma pouco recomendável em coquetéis literários, mas, em matéria de reagir a chicotes, nunca envergonhei. Não nego os problemas brasileiros, mas me recuso a aceitar que sejamos os únicos vilões e que não se veja em nós nenhuma qualidade positiva, a não ser sambar, distribuir abraços e beijos a todos e exibir os traseiros de nossas mulheres a quem solicitar. Aí eu dou um troco a eles.

1) Considere as afirmativas a seguir:

 

I - O articulista apoia as críticas feitas por especialistas brasileiros.

II - O texto pode ser considerado um manifesto contra a moda de se falar mal do Brasil.

 

De acordo com o texto, está correto o que se afirma em:

a) somente I.

b) somente II.

c) I e II.

d) nenhuma.

 

2) Considere as afirmativas abaixo:

 

I - A linha argumentativa do texto é que nada do que dizem é verdade.

II - O autor nunca sentiu acanhamento em protestar contra zombarias.

 

Está correto o que se afirma em:

a) somente I.

b) somente II.

c) I e II.

d) nenhuma.

 

3) Assinale a alternativa que apresenta a correta classificação morfossintática do termo em destaque do excerto a seguir:

"... e nada aqui funcionar e sermos culpados de tudo o que de ruim acontece na Terra." (1º §)

a) termo essencial e pronome relativo.

b) sujeito e conjunção integrante.

c) termo integrante e pronome relativo.

d) sujeito e pronome indefinido.

 

4) Observe o fragmento a seguir:

 

"saco cheiíssimo de sair do Brasil, e enfrentar ares de superioridade e desprezo por parte da gringalhada." (1º §)

As expressões em destaque têm a correta classificação sintática em:

a) adjunto adnominal, complemento nominal, agente da passiva.

b) adjunto adverbial, objeto direto, agente da passiva.

c) predicativo, objeto direto, aposto.

d) complemento nominal, adjunto adnominal, adjunto adnominal.

 

5) Na frase "... e que não se veja em nós nenhuma qualidade positiva." (2º §), a construção em destaque ilustra:

a) um caso de sujeito indeterminado.

b) a voz passiva analítica.

c) uma oração sem sujeito.

d) a voz passiva sintética.

 

6) A oração extraída do texto que apresenta verbo com regência idêntica à

encontrada em "... já ando de saco cheio desse negócio." (1º §) é:

a) "O Brasil tem problemas medonhos".

b) "todos nos olhando como traficantes de cocaína".

c) "bota o rabo entre as pernas".

d) "que sejamos os únicos vilões".

 

7) Em "Todos nos olhando como traficantes de cocaína..." (1º §), a palavra destacada apresenta valor morfológico idêntico ao encontrado em:

a) As meninas riram-se a valer.

b) eu dou um troco a eles.

c) Os alunos temos que sair cedo da escola.

d) Paulo trabalha tal qual o médico.

 

8) A análise sintática do trecho "Todos nos olhando como traficantes de cocaína." (1º §) permite inferir que ocorre:

a) predicado verbal.

b) predicado nominal.

c) predicado verbo-nominal.

d) predicativo do sujeito.

 

 

9) Assinale a opção em que se aponta ERRONEAMENTE a análise sintática do termo indicado:

a) "Tem muito brasileiro que (...) bota o rabo entre as pernas" - adjunto adnominal.

b) "todos nos olhando como traficantes de cocaína" - objeto direto.

c) "e mais uma vasta coleção de outras coisas" - adjunto adverbial.

d) "bota o rabo entre as pernas, já vi muitos" - objeto direto.

 

10) No texto, aparece a palavra "gringalhada" (1º §) que apresenta sufixo; assinale a opção em que todos os verbos formam substantivos - designativos de ação ou do resultado dela - por meio de sufixos distintos entre si:

a) apreender - pressentir - converter.

b) descrever - crer - dedicar.

c) confessar - lembrar - transmitir.

d) suprimir - esquecer - tolerar.

 

Gabarito:

1)      B

2)      B

3)      A  

4)      D

5)      D

6)      D

7)      C

8)      C

9)      C

10)    D



19/09/2016 12h21

Um pouco de Tudo - II
Marcio Coleho

1)      "Fui no cinema" ou "Fui ao cinema"?

A forma adequada é "Fui ao cinema".

 

Justificativa: No geral, emprega-se a preposição A quando se tem verbo que indica movimento mais nome de lugar.

 

2)      Ele viu "o mascote" ou "a mascote"?

A forma adequada é "Ela viu a mascote".

 

3)      A moça deu "um tapa" ou "uma tapa" no rapaz?

As duas formas são adequadas.

 

4)      "Existe" ou "Existem" boas aulas?

A forma adequada é "Existem boas aulas".

Justificativa: O verbo "existir" admite plural porque tem sujeito.

 

Atenção: Os seus verbos auxiliares também vão ao plural:

"Devem existir boas aulas"; "Hão de existir boas aulas"; "Têm de existir boas aulas".

 

5)      "Há" ou "Hão" boas aulas?

A forma adequada "Há boas aulas".

Justificativa: O verbo "haver", com sentido de existir, fica no singular porque não apresenta sujeito. "Boas aulas"  exerce a função de objeto direto.

Atenção: Os seus verbos auxiliares também ficam no singular:

"Deve haver boas aulas"; "Há de haver boas aulas"; "Tem de haver boas aulas".

 

6)      Comprei "um mármore" ou "uma mármore"?

A forma adequada  é "Comprei um mármore".

 

7)      Ela comprou "o alface" ou "a alface"?

 

A forma adequada é "Ela comprou a alface".

 

8)      "O musse" ou "A musse" está na geladeira?

A frase adequada é "A musse está na geladeira".

 

9)      Pagamos "ao garçom" ou "ao garção"?

Ambas as formas são adequadas. 



27/07/2016 12h32

Um pouco de tudo (I)
Marcio Coelho

1-      "Ele poderá ser condenado a uma pena entre seis meses a dois anos de prisão, ou entre seis meses e dois anos de prisão"?

 

A preposição correlata de entre é e, logo a construção correta da frase é "Ele poderá ser condenado a uma pena entre seis meses e dois anos de prisão".

2-      "O aluno ficou de recuperação, ou para recuperação"?

Nessa construção, emprega-se a preposição para já que está implícita a palavra "exame".

 

A forma correta é "O aluno ficou para (exame) recuperação".

3-      "Não posso ser preso porque sou menor, ou de menor"?

A forma correta é "Não posso ser preso porque sou menor"; está implícita a expressão "menor de idade".

 

4-      "Que horas começa o programa?" ou "A que horas começa o programa?"

A forma adequada é "A que horas começa o programa?".

 

5-      "Nunca vi uma coisa dessa", ou "Nunca vi uma coisa dessas"?

Depois de substantivo, empregue desses, destes, daqueles e variantes.

A forma correta é "Nunca vi uma coisa dessas".

 

6-      "Ana deu a luz a um lindo bebê", ou "Ana deu à luz a um lindo bebê"?

Nesse caso, a palavra "luz" significa "mundo", logo "Ana deu à luz um lindo bebê".

A propósito: Tanto faz bebê ou bebé; ambas as formas estão corretas.

 



27/07/2016 12h32

Um pouco de tudo (I)
Marcio Coelho

1-      "Ele poderá ser condenado a uma pena entre seis meses a dois anos de prisão, ou entre seis meses e dois anos de prisão"?

A preposição correlata de entre é e, logo a construção correta da frase é "Ele poderá ser condenado a uma pena entre seis meses e dois anos de prisão".

 

2-      "O aluno ficou de recuperação, ou para recuperação"?

Nessa construção, emprega-se a preposição para já que está implícita a palavra "exame".

 

A forma correta é "O aluno ficou para (exame) recuperação".

3-      "Não posso ser preso porque sou menor, ou de menor"?

A forma correta é "Não posso ser preso porque sou menor"; está implícita a expressão "menor de idade".

 

4-      "Que horas começa o programa?" ou "A que horas começa o programa?"

A forma adequada é "A que horas começa o programa?".

 

5-      "Nunca vi uma coisa dessa", ou "Nunca vi uma coisa dessas"?

Depois de substantivo, empregue desses, destes, daqueles e variantes.

A forma correta é "Nunca vi uma coisa dessas".

 

6-      "Ana deu a luz a um lindo bebê", ou "Ana deu à luz a um lindo bebê"?

Nesse caso, a palavra "luz" significa "mundo", logo "Ana deu à luz um lindo bebê".

A propósito: Tanto faz bebê ou bebé; ambas as formas estão corretas.

 



01/06/2016 14h04

A crase não foi feita para humilhar (Parte III)
Marcio Coelho

Dúvidas de Português!

 

1-      Enviei um telegrama a ou à Claudia?

Ambas as formas estão corretas.

Por quê?

Diante de nome de mulher, o artigo é facultativo, logo o acento grave indicativo de crase será facultativo, desde que apareça uma palavra que exija a preposição a: Quem envia envia algo a alguém.

Atenção: Se o nome de mulher representar personagem histórica, nada de acento grave:

"A História refere-se a Maria Quitéria".

 

2-      A jovem irá a ou à Tijuca?

A forma correta é "A jovem irá à Tijuca".

Por quê?

Recurso prático: utilize o verbo vir. Se você vier de, irá a (sem acento)

Se você vier da, irá à (com acento)

Repare: "A jovem virá da Tijuca"; logo "A jovem irá à Tijuca" (com acento)

 

Atenção:

"A jovem irá a Copacabana" (sem acento) porque "A jovem virá de Copacabana".

 

3-      Os alunos caminhavam até a ou até à escola?

Ambas as formas estão corretas.

Por quê?

Em português, existem as formas até e até a. Se coloca o acento grave, é porque se empregou a locução prepositiva "até a".

Se não coloca o acento grave, é porque se empregou somente a preposição "até".

 

4-      O garoto que andava a ou à pé estava decidido a ou à fugir?

A forma correta é "O garoto que andava a pé estava disposto a fugir".

Por quê?

Não há acento grave indicativo de crase diante de palavra masculina e de verbo.

 

5-      Tua casa é superior a ou à minha casa?

Ambas as formas estão corretas.

Por quê?

Crase facultativa diante de pronome possessivo feminino singular seguido de substantivo, desde que apareça uma palavra que exija preposição a: O que é superior é superior a.

 

Atenção:

Crase obrigatória:

a)      Se o pronome possessivo feminino estiver no plural seguido de substantivo:

"Tua casa é superior às minhas casas".

b)      Se o pronome possessivo estiver no singular ou plural não seguido de substantivo: "Tua casa é superior à minha". / "Tua casa é superior às minhas".

 

6-      Vi, cara a ou à cara, a moça a ou à quem você se referiu.

A forma correta é "Vi, cara a cara, a moça a quem você se referiu".

Por quê?

Diante do pronome "quem", não pode colocar artigo, logo nada de crase.

Entre palavras repetidas, nada de crase: face a face, gota a gota, frente a frente etc.

 

7-      Ela usa chapéu a ou à Napoleão?

A forma correta é "Ela usa chapéu à (moda) Napoleão".

Por quê?

Emprega-se o acento grave no a se estiver implícita ou explícita a palavra "moda".

 

 

Vamos Treinar?

 

Coloque o acento grave, se necessário:

 

1)      Eles se vestiam a Luís XV.

2)      O historiador fez referência a Joana D´Arc.

3)      Irei, na próxima semana, a Ipanema.

4)      Irei, na próxima semana, a Ipanema de minha infância.

5)      Tomamos o remédio gota a gota.

6)      Fiz um apelo a minha professora.

7)      Fiz um apelo as minhas professoras.

8)      Ele referia-se a desgraça do amigo, e não a sua.

9)      Tuas explicações são superiores as minhas.

10)  Ele nada quis dizer a Gabriela.

 

Gabarito:

1)      À

2)      A

3)      A

4)      À

5)      A

6)      A ou À

7)      ÀS

8)      À/À

9)      ÀS

10)  A ou À

 



15/01/2016 12h49

Dúvidas de Português - A crase não foi feita para humilhar (Parte II)
Marcio Coelho

1-     O marinheiro voltou à ou a terra?

O correto é "O marinheiro voltou a terra".

Por quê?

Se a palavra terra estiver empregada em oposição à palavra "bordo", nada de acento grave.

 

Em outras situações, acentue.

*O astronauta voltou à Terra. (=planeta)

*Fernanda retornou à terra natal. (=terra em que ela nasceu)

 

 

2-     Cheguei à ou a casa?

O correto é "Cheguei a casa".

Por quê?

 

Observe que a palavra casa não está determinada; não se está dizendo de quem é a casa.

Mas, se estiver determinada, especificada, emprega-se o acento.

 

*Cheguei à casa do Leblon.

 

 

3-     Paula dirigiu-se à ou a Vossa Excelência?.

O correto é "Paula dirigiu-se a Vossa Excelência".

Por quê?

 

Pronome de tratamento em que entram "Vossa e Sua", nada de crase porque não admitem artigo; são formais, e você sabe que o emprego do artigo indica o quê?

Isso: "intimidade".

 

Agora, diante dos outros pronomes (senhora, senhorita, prezada, digníssima, caríssima etc.), coloque o acento grave.

*Falei ao prezado João e à prezada Ana.

 

 

4-     Eis a aluna a qual ou à qual me refiro?

O correto é "Eis a aluna à qual me refiro".

Por quê?

 

Repare que o verbo "referir-se" pede preposição A: "Quem se refere se refere a"; e a expressão a qual começa pela letra a, portanto tem-se à qual.

 

5-     Não me refiro a esta moça, mas a ou à que saiu?

O correto é "Não me refiro a esta moça, mas à que saiu".

Por quê?

Coloca-se o acento grave no a porque pode ser substituído por a+aquela.

 

Vamos treinar?

Coloque o acento grave, quando necessário.

 

1)      Eis a professora a qual cumprimentei.

2)      A minha camisa é igual a de meu irmão.

3)      O rapaz dirigiu-se a Sua Senhoria.

4)      Referi-me a senhora que saiu cedo.

5)      Mais tarde, voltarei a casa materna.

6)      A Exma. Sra. Ana, meus parabéns!

7)      A diretora falou a senhorita Joana.

8)      Nem tanto ao mar, nem tanto a terra.

9)      Via a aluna a qual tu aludiste.

10)  Quando chegamos a terra, ainda sentíamos em nosso corpo o balanço do mar.

 

 

 

      Gabaritos:

1)      A qual

2)      À

3)      A

4)      À

5)      À

6)      À

7)      À

8)      À

9)      À qual

10)  A

 



08/10/2015 12h26

Dúvidas de Português - A crase não foi feita para humilhar (Parte I)
Marcio Coelho

Você já deve ter ouvido falar que "a crase não foi feita para humilhar ninguém"; mas, às vezes, humilha... e como!

De modo geral, as pessoas não gostam de regrinhas, muito menos as de crase, mas, ao menor sinal de dúvida, pimba! colocam a pobrezinha onde não deveria haver, ou, pior, esquecem que ela existe. Aí é um tal de "obras à 100 metros", pra cá; "vira a esquerda", pra lá, "entregas à domicílio", pra acolá, "comida à quilo", pra depois de acolá, e assim vai, a confusão está instaurada - tudo muito, muito doido.

Vamos colocar um pouco de ordem no caos?
Afinal, o que é a tal da crase?

A crase consiste na contração de sons vocálicos idênticos. Em português, o que vai nos interessar é a fusão de "a+a", o que ocorre nos seguintes casos:
1- Preposição A + artigo definido A: "Vou A A cidade bela":

O verbo ir pede preposição A. A palavra cidade pede artigo definido A; então, juntam-se os dois as (a isso chamamos de crase), e coloca-se o acento grave para indicar que houve a crase: "Vou à cidade bela".

2- Preposição A + pronomes demonstrativos aquele, aquela, aquilo:
a) "Vou A aquele bairro": o verbo ir pede preposição A, e o pronome aquele começa pela letra A, assim: "Vou àquele bairro".
b) "Vou A aquela cidade" o verbo ir pede preposição A, e o pronome aquela começa pela letra A, então: "Vou àquela cidade".
c) "Refiro-me A aquilo": o verbo referir-se pede preposição A, e o pronome aquilo começa pela letra A, portanto: "Refiro-me àquilo".


Logo, fica combinado assim: primeiro você observa se aparece, na frase, palavra que exija preposição a; depois veja se a palavra seguinte começa pela letra a; aí é só colocar o acento grave (`) indicativo da crase, e pronto!

Vamos treinar?

1) O aluno se refere aquele livro.
2) O aluno viu aquele livro.
3) Isto é prejudicial a saúde.
4) Entregue o bilhete a esta moça.
5) Entregue o bilhete a moça do escritório.
6) Dirigi-me a funcionária da empresa.
7) Dirigi-me a uma funcionária.
8) Apresentou o amigo a mãe.
9) Apresentou ao amigo a mãe.
10) Ainda não fui a farmácia.


Gabaritos:
1) Àquele
2) Aquele
3) À
4) A
5) À
6) À
7) A
8) À
9) A
10) À

 



06/08/2015 12h48

Homônimos e Parônimos
Marcio Coelho

Dúvidas de Português

Vamos treinar!

I. Assinale, em cada relação, o item em que os significados dos homônimos e parônimos estejam trocados:

1.

a) acidente (desgraça) / incidente (episódio).
b) açodar (apressar) / açudar (represar).
c) amoral (indiferente à moral) / imoral (contra a moral).
d) apreender (instruir-se) / aprender (assimilar).
e) arrear (aparelhar) / arriar (agachar).

2.

a) cavaleiro (ginete) / cavalheiro (gentil).
b) conjetura (ensejo) / conjuntura (hipótese).
c) delação (denúncia) / dilação (adiamento).
d) despensa (copa) / dispensa ( licença).
e) emigrar (sair) / imigrar (entrar).


3.

a) emersão (reaparição) / imersão (mergulho).
b) esbaforido (apavorado) / espavorido (ofegante).
c) estância (morada) / instância ( insistência).
d) inflação (inchação) / infração (violação).
e) lista ( rol) / listra (risca).


II. De acordo com o sentido da frase, sublinhe a forma adequada:
1 - Mandou (coser / cozer) a roupa.
2 - Precisamos (expiar / espiar) nossas culpas.
3 - Viu o seu nome (incerto / inserto) na relação dos classificados.
4 - Nem todos tendes (censo / senso) de responsabilidade.
5 - Era muito cara a (tacha / taxa) de inscrição.
6 - A duração de seu (mandado/ mandato) chegava ao fim.
7 - O perigo que o ameaçava era (eminente/ iminente).
8 - O herói nada receava, pois era (intemerato / intimorato).
9 - Não consegui (ratificar / retificar) os meus erros.
10 - Mereces o nosso (pleito / preito) de gratidão.


Gabaritos:
I) 1- d
2- b
3- b


II) 1 - coser
2 - expiar
3 - inserto
4 - senso
5 - taxa
6 - mandato
7 - iminente
8 - intimorato
9 - retificar
10 - preito



23/06/2015 12h27

Dúvidas de Português: Homônimos e Parônimos
Marcio Coelho

 Homônimos e Parônimos

 

1-      Homôninas: palavras idênticas. Podem ser:

a)      Homófonas: palavras que apresentam o mesmo som, mas grafias e sentidos diferentes.

Exemplo: coser (=costurar) / cozer (=cozinhar)

 

b)      Homógrafas: palavras que apresentam a mesma grafia, mas sons e sentidos         diferentes.

Exemplo: sede = /ê/ (vontade de beber água)

                sede = /é/ (lugar principal)

 

c)      Perfeitas: palavras que apresentam o mesmo som e a mesma grafia, porém sentidos diferentes.

Exemplo: são (=verbo "ser")

                 são (=sadio)

                 são (=santo)

 

2-      Parônimas: palavras que não apresentam o mesmo som nem a mesma grafia; são apenas parecidas.

Exemplo: tráfego (trânsito) / tráfico (comércio)

 

Avaliação teórica

Relacione as colunas

 

I-

           1-estada                                   a( ) permanência para pessoas

           2-estadia                                  b( ) permanência para veículos

           3-despercebido                        c( ) desprovido  

           4-desapercebido                      d( ) não notado

           5-flagrante                               e( ) no ato / evidente

           6- fragrante                              f( ) aroma

           7-eminente                               g( ) ilustre

           8-iminente                                h( ) imediato

           9-conserto                                i( ) combinação

           10-concerto                              j( ) reparo

II-

1-      fluir                                          a( ) aproveitar                      

2-      fruir                                          b( ) escorrer

3-      sessão                                       c( ) departamento

4-      cessão                                       d( )doação

5-      seção                                         e( ) terra úmida

6-      ceção                                         f( ) divisão              

7-      secção                                        g( ) reunião

8-      comprimento                             h( ) saudação

9-      cumprimento                              i( ) extensão

10-  delatar                                        j ( ) expandir

11-  dilatar                                         l( ) denunciar

 

Gabaritos:

 

I - a1, b2 , c4, d3, e5, f6, g7, h8, i10, j9

II - a2, b1, c5, d4, e6, f7, g3, h9, i8, j11, l 10



20/05/2015 13h24

Dúvidas de Português - Pronomes Relativos
Marcio Coelho

Avaliação teórica 01

Empregue o pronome relativo adequado.

Use o qual e variantes.

 

1-      Todos condenaram a maneira.... agiu

2-      A praia.... eu moro é linda.

3-      Não é boa a notícia.... eu trouxe.

4-      Todas.... aparecem são lindas.

5-      O modo.... age é elegante.

6-      A casa.... moro é espaçosa.

7-      O menino.... eu vi é meu aluno.

8-      Esta é a tia de.... gosto.

9-      Este é o filme.... cena é linda.

10-  O jeito.... fala é incorreto.

11-  Vimos o homem.... filho foi raptado.

12-  Tudo.... fizeste está errado.

13-  Foi estranho o modo.... ele agiu.

14-  Este é o jogador.... precisamos contratar.

15-  Vi a aluna de.... tu falaste.

 

Avaliação teórica 02

Una as duas frases numa só! Empregue o pronome relativo adequado. Elimine o que for desnecessário. Não use o qual e variantes.

Exemplo: Ele viu o livro. / Tu gostas do livro.

                 Ele viu o livro de que tu gostas.

 

1-      A escola fica perto. / Estudo na escola.

2-      O filme me agradou. / Você aludiu ao filme.

3-      A carta era estranha. / Você aludiu à carta.

4-      A moça era inteligente. / Eu confiava na capacidade da moça.

5-      O armário é ótimo. / Nele ponho os meus pertences.

6-      Aquele era o homem. / Ari devia favores ao homem.

7-      As moças são honestas . / Você desconfia das moças.

8-      A cidade oferece muitos perigos. / Vivemos na cidade.

9-      Os exames foram difíceis. / Procedemos aos exames.

10-  Um artista pintou este quadro. / Desconhecemos o nome do artista.

 

Gabarito das avaliações.

Avaliação teórica 01:

1-        Como

2-        Onde (ou em que)

3-        Que

4-        Quantas (ou que)

5-        Como

6-        Onde (ou em que)

7-        Que

8-        Que

9-        Cuja

10-    Como

11-    Cujo

12-    Quanto (ou que)

13-    Como

14-    Que

15-    Que

 

Avaliação 02:

1-      A escola onde (ou em que) estudo fica perto.

2-      O filme a que você aludiu me agradou.

3-      A carta a que você aludiu era estranha.

4-      A moça em cuja capacidade eu confiava era inteligente.

5-      O armário onde (ou em que) ponho meus pertences é ótimo.

6-      Aquele era o homem a quem (ou a que) Ari devia favores.

7-      As moças de quem (ou de que) você desconfia são honestas.

8-      A cidade onde (ou em que) vivemos oferece muitos perigos.

9-      Os exames a que procedemos foram difíceis.

10-  Um artista cujo nome desconhecemos pintou este quadro.



01/04/2015 10h51

Emprego do PRONOME RELATIVO
Marcio Coelho

Pronome relativo: palavra que se relaciona com um antecedente, isto é, substitui o termo anterior.

*Ela viu a revista. / A revista é nova.

 

Para não repetir a palavra "revista", emprega-se um pronome relativo.

*Ela viu a revista/ que é nova.

 

1)      Quadro dos pronomes relativos:

Invariáveis -                                       Variáveis

Que                                -                     o qual / a qual / os quais / as quais

Quem                             -                     cujo / cuja / cujos / cujas

Onde                              -                     quanto / quanta / quantos / quantas

Como

*Os pronomes relativos podem ser substituídos por o qual e variantes.

 

2)      Emprego dos pronomes relativos:

a)      O relativo que aparece depois de "coisa" ou "pessoa".

*Vi o livro que tu queres .

*Eis a aluna que tu viste.

 

b)      O relativo quem exige antecedente "pessoa" e tem de vir regido de preposição.

*Vi a diretora de quem tu falaste.

 

c)      O relativo como vem depois das palavras "modo", "maneira": "jeito", "forma".

*O modo como agiu foi prudente.

 

d)     O relativo cujo indica "posse"; aparece entre substantivos diferentes e nunca admite artigo.

*Li o livro de cuja leitura gostas.

 

e)      O relativo quanto aparece depois de "tudo", "todas", "todos", "tantos", "tantas".

*Tenho tudo quanto quero.

 

f)       A expressão o qual (e flexões) substitui a maioria dos pronomes relativos.

*Vi o livro o qual tu queres.

 



10/03/2015 12h59

Vale a pena ver de novo
Marcio Coelho

Diga o valor morfológico da palavra que nas frases seguintes:

 

1-   Ajudarei a vossos pais, que não, a vós.

2-   A criança anda que anda.

3-   Desejo que tu voltes.

4-   Temos que agir.

5-   Mais vale a virtude que o saber.

6-   Faltou pouco que o clube ganhasse.

7-   A menina chora que chora.

8-   Outro, que não eu, deveria falar.

9-   Vá ver o jogo, que vai ser bom.

10-  Estudou tanto, que cansou.

11-  Veja que espetáculo de mulher!

12-  Aquele menino é feio que dói.

13-  Sinto que hoje é o meu dia.

14-  Ele não tinha que fazer essa observação.

15-  Que loucura cometeste!

16-  Apressa-te, que vem gente.

17-  Criança que és, não podes entender isto.

18-  Fiz-lhe sinal que calasse.

19-  Parece que ele se feriu.

20-  Que folgado é o garoto!

21-  Que é progresso?

22-  Quê!  Não preparaste o almoço?

23-  Que inteligência ele tem!

24-  Tínhamos que reparar a injustiça.

25-  Ai, que saudades tenho da Bahia!

26-  Eis os livros de que lhe falei.

27-  O quê tem inúmeras funções.

28-  Os vinte anos nunca mais que chegavam.

29-  Leio nos seus olhos um quê de alegria.

30-  Não sai à rua, que não leve o filho.

31-  Quanta admiração que eu tenho por você.

32-  Felicidade vale mais que riqueza.

33-  Há pessoas que são delicadas.

34-  Tenho que chegar cedo.

35-  Que saudade tenho da minha escola!

36-  Estudou de tal modo que nos alegrou.

37-  Quem não estudar, que fique em casa.

38-  Não chora, que te largo.

39-  Quê! Onde estás?

40-  Ela deu o que lhe pertencia.

 

Gabarito do exercícios:

 

1)    Conjunção adversativa

2)    Conjunção aditiva

3)    Conjunção integrante

4)    Preposição

5)    Conjunção comparativa

6)    Conjunção final

7)    Conjunção aditiva

8)    Conjunção adversativa

9)    Conjunção explicativa

10)  Conjunção consecutiva

11)  Conjunção integrante

12)  Conjunção consecutiva

13)  Conjunção integrante

14)  Preposição

15)  Pronome indefinido

16)  Conjunção explicativa

17)  Conjunção causal

18)  Conjunção final

19)  Conjunção integrante

20)  Advérbio de intensidade

21)  Pronome interrogativo

22)  Interjeição

23)  Pronome indefinido

24)  Preposição

25)  Pronome indefinido

26)  Pronome relativo

27)  Substantivo

28)  Palavra expletiva (realce)

29)  Substantivo

30)  Conjunção condicional

31)  Palavra expletiva (realce)

32)  Conjunção comparativa

33)  Pronome relativo

34)  Preposição

35)  Pronome indefinido

36)  Conjunção consecutiva

37)  Palavra expletiva (realce)

38)  Conjunção explicativa

39)  Interjeição

40)  Pronome relativo



27/02/2015 12h54

Valores Morfológicos da palavra "Que" (Parte II)
Marcio Coelho

 

° Conjunção coordenativa

1-      Aditiva: aparece entre verbos repetidos e pode ser substituída por "E".

Exemplo: Ela fala que fala.

 

 2-      Adversativa: quando pode ser substituída por "MAS".

Exemplo: Outro, que não eu, falou o assunto.

 

 3-      Alternativa: quando pode ser substituída por "OU" ou "QUER... QUER''.

 

Exemplo: Que chova, que faça sol, irei à praia.

 

4-      Explicativa: normalmente depois de verbo no imperativo e apresenta o sentido de "POIS".

Exemplo: Espere, que já volto.

 

 

° Conjunção Subordinativa

1-      Condicional: quando pode ser substituída por "CASO" ou "SE".

Exemplo: Não fui eu quem fez o trabalho, mas, que fosse, qual seria o problema?

 

2-      Consecutiva:quando introduz ideia de consequência.

Exemplo: Corri tanto, que caí.

 

3-      Concessiva: quando pode ser substituída por "EMBORA".

Exemplo: Levarei as mangas, verdes que estejam.

 

4-      Final: quando pode ser substituída por "A FIM DE QUE".

Exemplo: Estudou que fosse aprovado.

 

5-      Conformativa: quando pode ser substituída por "SEGUNDO".

Exemplo: No Brasil, que eu saiba, existe democracia na imprensa.

 

 6-      Comparativa: quando aparece após "MAIS", "MENOS" etc.

Exemplo: Ela estuda mais que você.

 

7-      Causal: quando introduz ideia de "motivo".

Exemplo: Ele morreu que adoeceu.

 

8-      Temporal: quando pode ser substituída por "DESDE QUE".

Exemplo: Faz dois dias que a vi.

 

9-      Integrante: introduz oração substantiva.

Exemplo: Quero que tu voltes



02/02/2015 17h31

Estudo da palavra "QUE" (Parte I)
Marcio Coelho

As funções morfológicas da palavra "que"

1-      Pronome indefinido

Aparece ao lado de um substantivo e pode ser substituído pelas palavras quanta(s), quanto (s).

Exemplo: Que beleza de jogo!

 

2-      Preposição

Aparece entre verbos diferentes e pode ser substituído pela palavra de.

Exemplo: Tenho que sair cedo.

 

3-      Substantivo

Aparece precedido de um artigo, numeral ou pronome adjetivo. É sempre acentuado.

Exemplo: Ela tem um quê de mistério.

 

4-      Interjeição

Aparece ao lado de um ponto de exclamação. É sempre acentuado, exprime emoção.

Exemplo: Quê! Você ainda está aí?

 

5-      Advérbio

Aparece ao lado de adjetivos ou advérbios, intensificando-os.

Pode ser substituído pelas palavras quão, muito.

Exemplo: Que belo está o dia!

 

6-      Pronome interrogativo

Aparece no início de frases interrogativas.

Exemplos: Que queres?

Perguntei que queres. (Interrogativa indireta por estar ao lado de um verbo interrogativo)

 

7-      Partícula expletiva (ou realce)

Quando pode ser retirado, e não altera o sentido da frase.

Exemplo: Quantas saudades que eu tenho!

 

8-      Pronome relativo

Quando faz referência a um termo anterior e pode ser substituído pelas expressões o qual, a qual, os quais, as quais.

Exemplos: Vi o livro que te deram. (= o qual)

Pintei a casa que era nova. (= a qual)


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