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Paulo Estrella

Paulo Estrella

CONCURSO PÚBLICO. Desde 2008, diretor-pedagógico da Academia do Concurso, empresa do grupo Estácio, professor de curso preparatório desde 2003 e coordenador de cursos de pós-graduação da Academia do Concurso. Trabalha em cursos de performance, com provas realizadas por terceiros, desde 1994, tendo passado por várias redes de ensino como MV1, Bahiense e GPI, além de cursos pré-militares. É consultor de preparação, especialista em concursos, blogueiro do caderno Boa Chance do O Globo e responsável pela criação e entrega dos cursos da Academia do Concurso na sede e em todas as unidades.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



17/10/2016 10h29

Há vida após a prova
Paulo Estrella

Hoje vou continuar me dirigindo aos concurseiros que farão a prova do TCM-RJ neste domingo. Na semana passada, falei sobre o planejamento do estudo na última semana antes da prova, essa semana publiquei umas dicas para a véspera e dia da prova. Nesse texto de hoje vou argumentar sobre o conceito mais importante para garantir equilíbrio emocional durante a prova, a certeza que o conhecimento adquirido durante a preparação para o concurso do TCM-RJ é aproveitado para outros concursos. A preparação não termina na prova, ela continua até a aprovação.

Dessa argumentação é que vem o nome desse post: "há vida após a prova".  É muito comum o candidato apostar todas as suas fichas na preparação para um concurso, é absolutamente normal, ninguém se prepara honestamente para um concurso que acredita realmente que não será aprovado. O candidato pode não acreditar na sua aprovação e com isso a preparação acaba sendo negligenciada e com desempenho menor que o necessário, nesse caso o resultado normalmente é o esperado, a eliminação ou uma colocação distante da oferta de vagas. Para esses, espero que na próxima oportunidade o estudo possa ser levado mais a sério e com mais foco para que as reais chances de aprovação aumentem. Para todos os candidatos que possuam nível superior: os que acreditam na aprovação para o TCM-RJ e os que não acreditam mas mesmo assim se prepararam da melhor forma possível, existe outra oportunidade no Rio de Janeiro, que além de oferecer uma outra oportunidade de contratação, possui conteúdos bem próximos ao do TCM, é o concurso para a ALERJ para Analista Legislativo para qualquer formação.

De cara as bancas são bem diferentes, enquanto o TCM-RJ é organizado pela IBFC o concurso da ALERJ é organizado pela FGV. Essa diferença obriga os candidatos do TCM-RJ, logo depois da prova, focar na resolução de questões da FGV nos conteúdos comuns e iniciar o estudo teórico das disciplinas específicas. O candidato tem um pouco menos de dois meses mas muito caminho andado na preparação, para esses as chances aumentam e o volume de conteúdos novos nem é tão grande assim. Agora vou fazer uma comparação entre os dois editais para esclarecer minha argumentação.

A disciplina de língua portuguesa tem normalmente os mesmos conteúdos programáticos, o que normalmente diferencia um edital do outro, nessa disciplina, é a abordagem da banca organizadora. Por isso é que constantemente argumento a importância de fazer questões de provas anteriores da banca para alinhar o conteúdo estudado com a capacidade de cobrança e característica de cada banca. A disciplina de controle externo, com exceção da lei orgânica do TCM e regimento interno é completamente aproveitada no concurso da ALERJ. Na disciplina de conceitos básicos da administração do edital da ALERJ aproveita a maioria dos conteúdos de ciências da administração do TCM.

Os únicos conteúdos que precisam ser tratados para a prova da ALERJ é qualidade na administração pública e gestão de projetos. A parte de contratos e licitação do conteúdo da ALERJ foram trabalhados em direito administrativo do TCM na disciplina de direito administrativo, quando foi estudado a lei 8666 (licitações e contratos), inclusive pregão eletrônico. Em constitucional o aproveitamento é grande também, mas demanda aprofundamento em princípios fundamentais, organização do Estado e poder legislativo estadual.

Na disciplina de administração financeira e orçamentária (AFO) o aproveitamento é total, mas demanda estudo de procedimentos contábeis orçamentários, dívida ativa, regime de aditamento, restos a pagar e a Lei Estadual 287/79 que é o código de administração financeira e contabilidade publica do estado do Rio de janeiro.   Nessas disciplinas citadas até agora o aproveitamento muito alto, apesar de necessitar de algum aprofundamento, mas o candidato já estudou e tem conhecimento o que simplifica bastante o estudo.

As disciplinas específicas da ALERJ são: Técnica Legislativa com noções do regimento interno da ALERJ e auditoria. Na primeira, todos os conteúdos são novos, é o funcionamento da ALERJ, mas a segunda tem controle externo que já foi estudado no TCM-RJ.  Nessa disciplina o candidato terá que estudar as normas da auditoria interna, controle interno e auditoria no setor público federal. Não disse que seria fácil, mas partir para um edital com bem mais da metade dos conteúdos já estudados é uma vantagem considerável, se compararmos a quem sairá do zero para essa prova.

No conceito de que não existe quem não passe em concurso, existe quem desiste antes de passar, essa é mais uma grande oportunidade que não pode passar em branco para quem sonha em uma vaga na carreira pública. Bom estudo a todos e até o próximo post.



10/10/2016 10h12

Reta final de preparação para o concurso do TCM-RJ (Parte II)
Paulo Estrella

Como a prova é dia 16, até o dia 14, antevéspera da prova, todo esforço é bem vindo, mesmo reduzindo um pouco as horas de sono. Porém muito cuidado com a véspera da prova! Por causa do estresse natural é muito comum o candidato pegar muito pesado com os estudos nesse dia.

O ideal é revisitar aqueles conteúdos que exigem memorização, rebater esses conteúdos, melhorar a fixação pode melhorar bastante o desempenho na prova. O ideal é estudar um pouco e deixar algum tempo para relaxar, assistir um filme, uma peça dar um passeio fazer alguma coisa que traga algum prazer à vida, obviamente sem exageros pois você precisa estar inteiro para o dia seguinte, nada pior que fazer uma prova de ressaca ou situação parecida. Antes de dormir, revise o trajeto que fará, que horas sairá e os apetrechos para a realização da prova, quanto menos estresse tiver que enfrentar para chegar ao local da prova, melhor será.

Para a hora da prova, sugiro ir lendo e resolvendo a prova na sequência, se sabe a resposta, marca na hora, se não sabe ou tem várias dúvidas pule a questão. Isso garante que você ao final da primeira passagem pela prova todo o conhecimento que consegue identificar, as questões que são fáceis para você serão marcadas enquanto ainda não esta cansado. Na segunda passagem pela prova, só avalie as questões que deixou em branco, não perca tempo com o que já resolveu.  Dessa vez, pode perder um pouco mais de tempo nas questões mas se atenha as questões que alguma chance de responder por associação, bom senso e eliminação de alternativas erradas. Aquelas questões que você não sabe para que lado venta, pule e ataque a próxima que deixou em branco, se der tempo você pode voltar nelas e gastar o tempo que restar no fim da prova.

Usando essa técnica, o candidato resolve tudo que sabe logo no início da prova quando está menos cansado, resolve as questões que precisam mais tempo mas o candidato tem o conteúdo necessário no tempo restante e aquelas questões que o candidato tem dificuldade de entender ou não tem o conhecimento necessário para resolver, se não tiver tempo para visitar cada uma delas novamente, pode chutar a resposta no próprio cartão resposta.  Essas dificilmente seriam resolvidas com sucesso. 

Ainda durante a prova, quando aquele desespero se abater sobre você e tiver dificuldade de se concentrar na prova, pense positivo e acredite "Há vida após aprova!".  Se não for dessa vez, será na próxima, sua vez chegará desde que se mantenha nesse caminho. Existe uma máxima nesse mercado de concursos, não há quem não passe em concurso público, há quem desiste antes de passar. Boa preparação a todos e muito boa sorte nessa grande prova que se aproxima.



07/10/2016 09h58

Reta final de preparação para o concurso do TCM-RJ (Parte I)
Paulo Estrella

Nesses oito dias que antecedem a prova do TCM o candidato deve buscar algum equilíbrio para garantir a qualidade da preparação. O aumento do nível de estresse  e a sensação de que nada mais é absorvido é bastante normal e o candidato deve aprender a lidar com essa situação e manter o estudo para garantir o melhor desempenho possível na prova.

Nesse texto, vou abordar algumas boas práticas para melhorar o desempenho nessa reta final dos estudos para que o candidato se mantenha na competição e aproveite bem essa reta final para os últimos ajustes da preparação. O objetivo desse texto é colocar o candidato na melhor relação custo/benefício.

Nesses últimos dias o candidato deve evitar o estudo puramente teórico, reler livros ou apostilas podem aumentar ainda mais o estresse por causa do grande volume de conteúdos e detalhes da cada disciplina. Muitos desses conteúdos e detalhes provavelmente não serão cobrados na prova.

O ideal é o candidato inverter o estudo. Resolver questões de provas anteriores da banca e do concurso e a partir dos erros retornar para a teoria e aprofundar o conhecimento específico. Com essa prática, o candidato evita os conteúdos menos frequentes e os que tem pouca chance de ser cobrado e aplica a energia em conteúdos e assuntos que já foram cobrados mas o candidato ainda não teve a oportunidade de absorver.

Quando o candidato tem consciência de quais disciplinas ou assuntos oferecem mais risco para ele na prova, mais tempo deve ser destinado a essas disciplinas e assuntos.  Nesse caso, o objetivo de candidato é nivelar, o melhor possível, os conhecimentos das disciplinas que não tem afinidade e nem conhecimento com as disciplinas que o candidato desempenha melhor. Para esses candidatos, os que já tem domínio da sua preparação, a hora é de "dar um gás", disponibilizar mais tempo para essas disciplinas mesmo que para isso tenha que reduzir muito o tempo destinado as disciplinas de melhor desempenho.

Se o candidato ainda não tem total controle da preparação, ainda não consegue identificar claramente quais disciplinas e conteúdos impactam negativamente na resolução de questões. Esses candidatos  terão mais dificuldade em planejar essa última semana de estudo, para esses, sugiro dividir o tempo de estudo de acordo com o número de questões de cada disciplina.

Essa divisão é bastante simples, como a prova tem cem questões, cada questão vale 1% da prova e o tempo de estudo remanescente até a prova deve ser dividido na mesma proporção. Nesse caso o candidato não leva em conta o desempenho do estudo já realizado, simplesmente destina mais tempo de estudo para as disciplinas que mais oferecem questões e com isso pontos na prova. Essa estratégia é bem eficiente para os candidatos que ainda não possuem experiência na preparação e nem autoconhecimento para uma divisão de tempo com base no desempenho.

Essa última semana é o período de aumentar o peso da preparação, nessa hora, todo o tempo possível deve ser destinada ao estudo, é a reta final, é o momento de aproveitar esse estresse que costuma impedir o candidato de dormir mais cedo e aproveitar esse tempo para estudar. Aproveitar as filas, o transporte, as salas de espera e resolver questões, ouvir aulas e mesmo fazer um aprofundamento teórico em algum assunto que vem errando da resolução de questões de provas anteriores... CONTINUA



30/09/2016 09h45

Mais um concurso autorizado!
Paulo Estrella

O concurso para o Ministério da Saúde teve sua autorização publicada no Diário Oficial da União do dia 21 de setembro. Foi autorizada a contratação de 102 servidores de nível superior. Haverá vagas para administrador, analista técnico de políticas sociais e contador, são 34 vagas para cada um dos 3 cargos. As vagas são para reposição de pessoal no Subsistema de Atenção à saúde indígena.

O concurso foi autorizado em caráter excepcional por causa de um acordo com a Justiça do Trabalho. Para os cargos de administrador e contador a remuneração inicial é de R$ 4.937,02 e para analista é de R$ 6.202,88.

Sendo assim o Ministério tem até o dia 21 de março de 2017 para publicar o edital e se assim ocorrer podemos esperar a prova para o fim de maio ou no mês de junho. Esse é o prazo máximo, que pode ser adiantado dependendo da velocidade com que o Ministério da Saúde vence os tramites burocráticos. O primeiro fato relevante nessa organização é a definição da banca organizadora, que dará ao interessado mais segurança na preparação.

O último concurso do Ministério da Saúde para esses cargos ocorreu em 2013 e a banca organizadora foi a CESPE-UNB. Os interessados nesse concurso devem iniciar a preparação a partir dessa banca e do edital de 2013. Por enquanto essa é a nossa melhor referência. Para esses cargos os conhecimentos básicos foram: português; informática; conhecimentos do SUS, que envolve além da legislação o funcionamento do sistema; ética e raciocínio lógico. Para o cargo de administrador foram cobradas as seguintes disciplinas em conhecimentos específicos: administração geral, gestão de pessoas; administração pública; administração financeira e orçamentária; direito administrativo e direito constitucional. Não preciso dizer que os conhecimentos específicos são específicos para cada formação.

Para garantir um bom desempenho nessa seleção é muito importante que o interessado inicie o mais rápido possível a preparação. Olhando o edital de 2013 com as disciplinas e conteúdos programáticos, o candidato tem o recurso necessário para planejar e iniciar a preparação. Para medir o desempenho inicial, o interessado pode baixar a prova na página da CESPE e responde-la como se estivesse concorrendo.

Depois é só corrigir usando o gabarito definitivo e medir o desempenho em cada disciplina. Esse processo permite o candidato identificar quais são as disciplinas com menor número de acertos e com isso as disciplinas que o candidato deve aplicar mais esforço, dedicação e tempo de estudo. Nessas, o estudo pode iniciar pela teoria, o conceito não é garantir a profundidade do aprendizado, mas simplesmente sair da ignorância. O aprofundamento dos conteúdos é feito a partir da resolução de questões voltando para a teoria nos assuntos em que errou a questão.  

As disciplinas que o candidato tem um nível de acerto maior, devem ser estudadas a partir dos erros cometidos na resolução de questões de provas anteriores da banca organizadora e retornando para o estudo teórico quando errar alguma questão nos assuntos envolvidos na questão.

Com essa metodologia o candidato aprofundará os assuntos em que a banca tem capacidade de cobrar e não perder tempo em conhecimentos que a banca nunca cobrou. O grande desafio para quem estuda para um concurso é conhecer tudo que já foi cobrado no passado, de forma a identificar os assuntos recorrentes nas provas da banca.Depois de reconhecer as disciplinas, o interessado não precisa ficar somente nas provas do Ministério da Saúde, pode pegar qualquer uma das provas recentes da Cespe-UNB que cobrem as mesmas disciplinas, pois o mesmo professor que constrói as questões de um concurso fará para os outros organizados pela CESPE.

Agora é só começar a estudar. Vou aproveitar esse post para reafirmar que não há como suspender todos os concursos como vem sendo divulgado.  Por vários motivos diferentes, a administração pública necessitará contratar para não deixar de prestar os serviços necessários.

O Ministério da Saúde não é o único a ter seu concurso autorizado, a UFRJ, a UFF, a FIOCRUZ, a ANVISA, a Dataprev e várias outras entidades foram e estão sendo autorizadas a contratar por motivos diversos.Os concursos continuarão acontecendo, a dúvida é se você estará preparado quando essas provas forem aplicadas.



23/09/2016 09h38

Grandes salários - Grande esforço
Paulo Estrella

Para a maioria dos mortais, as grandes conquistas são resultado de grande esforço. Não podia ser diferente na empregabilidade pública, quanto maior a remuneração de um cargo, maior precisa ser o esforço de preparação e mais tempo é gasto para obter o conhecimento necessário para a aprovação. Essa é a regra básica desse mercado. Os  grandes salários são acompanhados de longos conteúdos programáticos e atraem uma concorrência melhor preparada.

Para essas oportunidades, de nada adianta 3, 4 ou 5 meses de estudo, estamos falando de concursos com mais de 20 disciplinas com conteúdos extensos. São os concursos da Carreira Fiscal, entre eles temos: o auditor fiscal de Receita Federal; o analista de Receita Federal; o fiscal de posturas dos grandes municípios;  os auditores fiscais dos estados e o auditor fiscal do trabalho do MTE.

Além desses, temos alguns cargos de gestão espalhados pela administração pública, o analista do Banco Central (Bacen), os analistas da SUSEP e do  CVM que mesmo não fazendo parte da carreira fiscal oferecem remunerações de mesma monta. Esses concursos exigem um tempo de preparação de aproximadamente um ano e meio a 2 anos, que pode ficar ainda maior se o interessado não conseguir se manter focado nos estudos dentro desse prazo.

Mas não é para desanimar, esses são concursos definitivos já que não encontrará salários maiores na administração pública a não ser alguns cargos jurídicos. Estamos falando de salários iniciais que variam entre R$ 13.000,00 a R$ 18.000,00, que no fim da carreira podem chegar a pouco mais que o dobro. Como eu havia dito, são concursos definitivos, se estuda até passar, mas depois da conquista, são raros os candidatos que continuam brigando por outras oportunidades.  

Estudar para um concurso desse nível exige, além do esforço, grande dedicação e foco do candidato. Para dar certo, é muito importante que desde os primeiros dias, o interessado monte um planejamento de estudo com metas e faça todo o esforço para cumpri-las. Todos falam de muitas horas de estudo por dia, mas essa capacidade de estudar por muitas horas, de forma eficiente  e manter o foco é conquistada dia a dia.

Por isso o candidato deve iniciar garantindo poucas horas diárias de estudo e conforme o tempo passa, esse tempo de estudo deve ser aumentado. Dentro de um planejamento de estudo, um aumento lento e gradual do tempo é a única maneira de garantir um estudo longo e produtivo. No início da preparação,  esse é o maior desafio do candidato. Sugiro garantir a qualidade e o aproveitamento e aos poucos avançar no tempo de estudo.

Também não adianta iniciar o estudo de muitas disciplinas ao mesmo tempo, pois o tempo destinado a cada uma pode ficar muito curto e levar muito tempo para o candidato perceber a evolução do conhecimento. Essa demora causa um profundo impacto na auto estima e no animo do candidato, podendo leva-lo a desistir do processo. Iniciar com 5 ou 6 disciplinas mantendo um ciclo semanal de estudos e aumentando a carga diária de estudo sempre que for possível é o caminho para um bom desempenho inicial sem correr grande risco do desânimo tira-lo da competição.

Inicia-se o estudo com a teoria, mas o candidato não pode esperar ter um conhecimento profundo da teoria para iniciar a resolução das questões de provas anteriores. O conceito é estudar a teoria para sair da ignorância na disciplina e passar logo para a resolução de questões, são as questões que irão apontar o que e em que profundidade o candidato deve estudar cada um dos assuntos contidos nas disciplinas.

Não tem problema errar as questões, pois depois de identificar os erros o candidato deve voltar a teoria e aumentar a profundidade do conhecimento daquele assunto até o ponto de reconhecer o motivo do erro cometido.Dessa forma o candidato só estuda o que cai,  na profundidade que cai, completamente ajustado às características da banca e na medida da capacidade de cobrança da banca em provas anteriores.

Quanto aos concursos desses cargos, muitos já possuem pedido de abertura de concurso, mas para o seu bem, torça para que demorem e você tenha tempo de avançar na preparação de forma estar pronto no dia da prova. A Receita Federal já vem sinalizando a necessidade, da mesma forma que o Banco Central e a CVM.

Esses concursos sairão em breve, entenda em breve como fim de 2017 ou 2018, tempo exato para você garantir uma boa preparação e iniciar 2019 com o emprego dos sonhos e um salário mais que digno. Ou você começa agora e conquista a sua vaga na próxima seleção ou espera as notícias e somente estará pronto para o seguinte.



16/09/2016 10h05

Concursos para área da saúde
Paulo Estrella

Hoje vou falar de uma carreira pública que não para de contratar novos servidores, tudo bem que é uma carreira vocacionada, mas ainda assim é uma excelente fonte de empregos para quem tem a formação. Estou falando dos concursos da área de saúde. Como é de se esperar, com tantos hospitais, postos de atendimento, UPA's entre outros modelos de atendimento à população, que para funcionar, necessitam de pessoal especializado.

Não falo só de médicos, mas também de enfermeiros, farmacêuticos, bioquímicos, psicólogos, fonoaudiólogo, nutricionistas, fisioterapeutas entre outras carreiras que compõe o quadro das unidades de saúde. Esses cargos citados são apenas os de nível superior, não podemos esquecer dos cargos técnicos que formam a mão de obra mais numerosa dessas unidades, entre os principais cargos temos: o técnico em enfermagem, o técnico em laboratório, o técnico em radiologia entre outros cargos que contratam em maior volume e em praticamente todos os concursos dá área da saúde.

Nos cargos de nível superior, o volume de contratações por concurso costuma ser menor, mas aparecem em praticamente todos os editais. Poucas vagas por vez sendo ofertadas muitas vezes durante o ano.  Essa característica facilita bastante a vida do interessado em um concurso.

Com concursos tão frequentes, a vida do concurseiro melhora muito. As disciplinas cobradas nos diferentes concursos variam, mas não muito. Os conhecimentos específicos da carreira se mantém na quase totalidade das situações. Sendo assim, o conhecimento pode ser construído, ao longo do ano e aproveitando todas as oportunidades.

Quando o candidato estuda para um concurso, estará se preparando para todos os outros que ainda terão o edital publicado e a cada concurso, já que são muitos ao longo do ano, o candidato consolida, fixa e aprofunda seus conhecimentos se aproximando rapidamente da tão sonhada aprovação. 

Hoje, só na região metropolitana do Rio de Janeiro, temos um concurso da UFRJ, dois editais da FIOCRUZ, um edital para o Hospital Antônio Pedro da UFF e um edital para o hospital Gafree Guinle. Esses são alguns dos editais já publicados com muitas oportunidades de emprego. 

Como deu para perceber, mesmo com toda a crise econômica e política, os concursos continuam a ocorrer e as contratações não pararam na área da saúde e nem nas outras áreas.  Como as notícia divulgadas na mídia desanimam o candidato, a concorrência não está se preparando como deveria, quem iniciar o estudo e se mantiver na preparação, rapidamente ganhará os conhecimentos necessários para a aprovação.  

O motivo é a pequena população de concurseiros bem preparada ou se preparando por muito tempo. A hora de começar é agora!



09/09/2016 10h38

Estudos devem ser mantidos em dia para o concurso do Banco Central
Paulo Estrella

Com  expectativa de concurso para o Banco Central é fundamental que os interessados iniciem a preparação o mais rápido possível. Estamos falando de um concurso que oferece salários superiores a R$ 13.000,00 e quanto maior o salário maior é o conteúdo programático a ser estudado para a prova. Isso é característico do cargo de analista do Banco Central, os conteúdos são complexos e extensos.

Um outro fator que obriga o candidato a iniciar os estudos cedo é a banca organizadora do último concurso, o Cebraspe (antigo CESPE-UNB). Essa banca é bastante complexa e exige muito conhecimento do candidato já que não há questões mas sim acertivas que o candidato deve julgar certo ou errado cada uma delas. Esse modelo de prova não há eliminação de opções, cada uma delas deve ser julgada de forma isolada o que exige bastante conhecimento por parte do candidato. Para estar preparado para essa prova, o estudo com antecedência é fundamental. 

Além dos motivos já expostos, o Banco Central oferece vagas em  áreas diferentes, algumas exigem formação específica, mas a maioria não. Cada área possui um conjunto de disciplinas ou conhecimentos comuns a todas as outras e outro conjunto de conhecimentos que são específicos para a área que o candidato se inscreve.

Dessa forma, antes mesmo de decidir para que área prestar concurso, o candidato deve buscar obter grande profundidade nos conhecimentos comuns a todas as áreas. Isso dará mobilidade ao candidato para escolher a área de interesse quando as notícias sobre a distribuição de vagas forem publicadas. Todo o esforço inicial deve estar depositado nessas disciplinas comuns, que não são poucas. São elas: Português, Direito Administrativo, Direito Constitucional, Controle Externo e Interno, Economia Brasileira, Economia Internacional, Finanças Públicas, Inglês, Macroeconomia, Microeconomia, Redação Oficial, RLM e Sistema Financeiro Nacional. Com isso o candidato tem bastante conteúdo para trabalhar antes de novas notícias sobre esse edital. O conceito é conquistar conhecimentos nessas disciplinas o mais rápido possível. Quanto mais cedo essas disciplinas forem trabalhadas mais tempo, terá o candidato, para trabalhar as disciplinas específicas da área quando novas informações surgirem.

Esse é o momento de estudar as disciplinas comuns. Com a autorização é possível que seja divulgado o quantitativo de vagas autorizadas por área, essa é a hora de decidir para qual área o candidato deverá concorrer. Com isso o candidato inicia o estudo das disciplinas específicas dá área que escolheu. Ele terá no máximo seis meses para garantir esse conhecimento.

O foco são essas disciplinas específicas, mas o candidato deve continuar fazendo exercícios das disciplinas comuns para manter o cérebro funcionando nesses conteúdos. Quanto maior o conhecimento nas outras disciplinas maior será o tempo disponível para os novos conteúdos. Nessa lógica, o candidato estará trabalhando na melhor relação custo benefício para essa prova e com grandes chances de aprovação pois o conhecimento da maioria das disciplinas estarão sedimentados e o candidato maduro para a prova.

Não há outra referência possível para estudar para um concurso público. A preparação está sempre baseada no conteúdo da última prova. Mesmo com novidades, essas não costumam ser grandes. Se as novidades somarem 10% dos pontos da prova, o que já é bastante, o candidato que domina o restante da prova acertará 90% dela e será provavelmente o primeiro colocado. A missão do interessado no concurso do Banco Central é conhecer o mais profundamente possível o que já foi cobrado em provas anteriores. Esse conhecimento é essencial e o candidato pode estudar com antecedência.

As novidades serão conhecidas da melhor forma possível, por todos os candidatos entre o edital e a prova. Quanto mais adiantado estiver o estudo das disciplinas do último edital, mais tempo o candidato poderá se dedicar a essas novidades.



26/08/2016 10h23

Hábitos de estudos não podem ser abandonados
Paulo Estrella

Para os candidatos de concursos com edital publicado, têm a oportunidade de colocar as matérias em dia e intensificar os estudos. Com um bom aproveitamento da preparação, nesse período, as chances de ter uma boa colocação no concurso aumentam consideravelmente.

Para esses candidatos é um tempo que pode ser dedicado a preparação. Para os candidatos que estão com edital ainda mais distante, sem previsão concreta, esse período pode ser usado para recarregar as baterias e aliviar um pouco da pressão de se preparar para um concurso. Isso não quer dizer que o candidato deva parar de estudar, é muito importante manter o hábito de estudo.

Mas nesse período, mesmo com mais tempo disponível, o candidato pode manter o ritmo que já está acostumado e o restante do tempo pode ser usado para se aproximar da família e dos amigos que costumam ser negligenciados durante a preparação.O conceito é conseguir dar uma descansada, sem impactar na preparação e se divertir um pouco, já que conforme o concurso se aproxima, o candidato não terá outra oportunidade para correr atrás do prejuízo.

O que não fazer?

Parar de estudar, o candidato nunca deve parar de estudar. O esforço para iniciar os estudos é sempre muito grande. É mais fácil se manter estudando do que retomar o estudo que foi suspenso temporariamente. Temos o hábito de acostumarmos a não estudar muito mais rapidamente do que tornar frequente a rotina de aprendizado. Se o candidato vem se preparando de forma eficiente, já adquiriu o hábito de estudar, o corpo e a mente já se adaptaram a essa rotina, parar de estudar leva rapidamente todo o processo para a estaca zero.

A retomada se torna muito dolorosa e até o candidato atingir a eficiência anterior, muito tempo foi perdido. Por isso, o candidato não deve afrouxar, deve manter o ritmo atual e usar o tempo restante para aproveitar os amigos e parentes, caso o edital ainda esteja mais distante.



12/08/2016 10h12

O que muda no estudo depois da publicação da minuta do contrato do TRF - 2ª Região (Parte II)
Paulo Estrella

As novidades para esta seleção foram as inclusões de noções de sustentabilidade, que é uma parte de administração, direito penal, direito tributário e direito previdenciário.  Apesar do nome da disciplina já estar sendo comentado na minuta do contrato, sem a definição da organizadora fica praticamente impossível prever, com alguma segurança, quais conteúdos dessas disciplinas serão cobrados.

Se a banca vencedora do pregão eletrônico tiver muitos concursos organizados no seu histórico, é possível ter uma indicação do que pode ser cobrado, desde que a disciplina já tenha aparecido em concursos anteriores organizados pela banca vencedora.

Para quem está estudando, sugiro manter a estratégia usada anteriormente à divulgação da minuta. Manter o foco nas disciplinas que foram cobradas no último edital e no conteúdo divulgado na época. Garantir agora uma grande eficiencia de estudo nessas disciplinas, para que com a publicação ou mesmo previsão dos conteúdos das novas disciplinas, o candidato, tenha tempo para se dedicar as novidades sem prejuízo do que já era certo estudar.

Quanto ao cronograma divulgado, edital ainda em agosto e prova em outubro, achei realmente muito apertado, beirando a impossibilidade de execução. Acredito que a banca vencedora deva renegociar esse cronograma tão logo seja escolhida. Esse tipo de cronograma já foi visto em outros concursos, mas nesses,  a organizadora normalmente é escolhida sem licitação, dessa forma sabe muito antes da contratação que terá que respeitar o cronograma e pode iniciar a organização, ou pelo menos as negociações antes da assinatura do contrato, o que não é o caso.

Acredito no prolongamento do prazo para a aplicação da prova, mas mesmo que seja confirmado, ainda assim o candidato tem um grande trabalho de preparação pela frente. São várias disciplinas novas que o candidato deve agregar conteúdo em curto tempo, mas a largada, nessas disciplinas será dada com a definição da organizadora no dia 16/8. 



09/08/2016 10h46

O que muda no estudo depois da publicação da minuta do contrato do TRF - 2ª Região (Parte I)
Paulo Estrella

Na semana passada foi publicada a chamada do pregão eletrônico para a organização do concurso para vários cargos do Tribunal Regional Federal - 2a Região, que abrange os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Nesta chamada, foi divulgada também a minuta do contrato com a organizadora que será escolhida dia 16 deste mês. Nesta minuta, várias informações importantes foram divulgadas, vamos analisar as principais informações e avaliar a melhor estratégia de estudo neste momento, antes da definição da banca organizadora.

O primeiro ponto é que a modalidade do processo de escolha da organizadora é por pregão eletrônico, ou seja, vence a banca que fizer o menor preço. Isso tende a afastar as grandes bancas da concorrência, pois naturalmente são mais caras e costumam ser escolhidas com o argumento de inexigibilidade de licitação pela especificidade e qualidade do serviço que estas prestam, esse não é o caso. Com esse panorama, temos a tendência de que a escolhida seja uma banca menor, menos produtiva. Essa dúvida será sanada na próxima semana, mas até lá, o candidato deve ficar atento aos detalhes de cada disciplina, já que a tendência, se o previsto se concretizar, é o conteúdo ser abordado de forma mais ampla e pulverizada, mas com profundidade relativamente baixa, valorizando um pouco mais a memorização do que relações de causa e efeito, mais comum nas grandes bancas. 

Em segundo lugar temos a definição de que a seleção será feita para gerar um cadastro de reserva.  O que parece desanimador pode ser uma boa sinalização, pois para o cargo de técnico judiciário - área administrativa a correção da redação se dará até a colocação 1350 para os inscritos do Rio de Janeiro. Essa sinalização indica o interesse da administração pública em gerar um cadastro de reserva extenso, o que pode indicar uma expectativa bastante grande de contratações. 

Neste concurso haverá oportunidades para nível médio e superior para diversas especialidades, mas também há cargos para especialidade nenhuma, são eles: o Analista judiciário, área administrativa que exige apenas o curso de nível superior e o Técnico Judiciário sem especialidade, exigindo apenas nível médio completo.

Voltando para cargo que deve ser o mais procurado, Técnico Judiciário sem especialidade, a prova vem com um peso baixo para a prova de conhecimentos gerais. As disciplinas de português, Raciocínio lógico e noções de sustentabilidade juntas valem apenas 10% da prova. Esta divisão, tira bastante o peso da disciplina de português que costuma ser uma disciplina muito mais decisiva na prova, mas não nesse caso. 60% dos possíveis pontos da prova estão nas disciplinas que compõe os conhecimentos específicos, são elas: Direito Administrativo; Direito Constitucional; Direito Penal; Direito Processual Penal; Direito Processual Civil; Direito Tributário e Direito Previdenciário.  Os 30% restantes para fechar a nota da seleção vem da redação, o que é um peso bem considerável.



29/07/2016 11h05

Como se comportar no dia do concurso público?
Paulo Estrella

O candidato deve ter em mente que essa não é a última prova que fará, que se não for dessa vez será na próxima. Dessa forma "há vida após a prova!". O candidato precisa estar pronto para fazer o melhor possível para fazer jus ao esforço de preparação. Para isso é importante equilíbrio emocional. A concorrência não pode ser controlada pelo candidato, o que o candidato controla é a preparação e o controle emocional. O candidato não pode colocar todas as fichas em um único concurso. É interessante entrar na prova já sabendo que na semana seguinte iniciará os estudos para outro concurso. Isso tira o peso da seleção e aponta um objetivo para o candidato. Outro ponto importante é que a maioria absoluta dos inscritos não estudaram, vão com o conhecimento que possuem. Esses estão entre os inscritos, mas não possuem chances reais de aprovação ou de uma boa classificação. A maioria já está fora, muitos nem vão comparecer no dia da prova. A maior briga em um concurso é a do candidato por ele mesmo.

Concurso público. Foto: ReproduçãoUma pergunta que sempre recebo é se na hora de fazer a prova, o candidato deve iniciar pelas questões que possui maior facilidade ou deve priorizar alguma disciplina. Essa é uma estratégia pessoal, mas para descobrir quais são as questões fáceis tem que ler a prova inteira. Ao fazer isso, já pode ir respondendo as questões que possui menor nível de dificuldade. Isso garante que todas as questões fáceis serão resolvidas, independente da disciplina. Esses são os pontos garantidos. Nessa leitura, as questões que demandam mais tempo ou são mais complexas devem ser deixadas de lado para retornar mais tarde.

Essa é a garantia de que se o candidato tiver problema com o tempo de prova, ainda assim não terá perdido pontos fáceis, pois somente as questões mais difíceis e que exigem maior conhecimento ficam para o fim da prova. Se faltar tempo e o candidato tiver que chutar, fará isso em questões que tinha mais chances de errar. Ao terminar a primeira leitura, com parte da prova já resolvida, o candidato volta às questões que deixou em branco e deve administrar o tempo restante para resolver da melhor forma possível.

Nesse momento o candidato pode priorizar as disciplinas que mais gosta e tem maior conhecimento, assim ele deixa para o final as disciplinas que têm menos chances de acerto ou que demandam muito tempo para a resolução. Essa estratégia garante um melhor aproveitamento da prova e das questões. 

A respeito do controle de tempo na hora da prova, costumo dizer que são 5 horas que o candidato possui, 300 minutos, e ele deve reservar, no mínimo, vinte minutos para marcar o cartão e mais uns 10 minutos de perda normal de tempo para iniciar a prova, ida ao banheiro ou para beber ou comer algo durante a prova. Com isso, sobram 270 minutos o que dá uma média de três minutos e 22 segundos por questão. Mas esse tempo varia com o nível de dificuldade das questões. Por causa desse fato é importante que o candidato siga a orientação acima, pois na primeira leitura da prova o candidato responderá questões simples e rápidas de responder sobrando mais tempo para as questões mais complexas e mais demoradas. 

Como o estudo deve já estar apoiado na resolução de questões, medir o tempo de resolução de listas de questões é bem simples e o candidato pode verificar se haverá grande aperto na hora da prova. Isso vai evitar surpresas.



22/07/2016 11h20

Como estudar próximo ao dia da prova?
Paulo Estrella

Agora é a hora de resolver muitas questões, assim o candidato consegue aplicar o conhecimento teórico nas exigências e características da banca. Isso é doloroso porém eficaz. Resolver questões ajuda a reduzir a surpresa na prova, já que assuntos tendem a ser repetidos com pequenas mudanças de abordagem. Agora o candidato, que ainda não fez, deve inverter o modelo de estudo. A partir dos erros cometidos nas questões da banca, o candidato retorna a teoria e aprofunda o assunto até descobrir o motivo do erro.

Nesse modelo, o estudo fica absolutamente focado e na melhor relação Custo/beneficio ou esforço de estudo/desempenho na prova. Com esse foco, o candidato vai ser obrigado a aprofundar seu conhecimento nos conteúdos cobrados com grande profundidade e manter um conhecimento mais superficial nos conteúdos cobrados também nessa forma. Nesse momento, se for necessário priorizar alguma disciplina, essa priorização deve estar nas disciplinas que fornecem mais pontos na prova e nas que o candidato tem o pior desempenho. Nas primeiras, o esforço é obter o maior volume de acertos nas disciplinas mais importantes e nas outras para evitar um desempenho muito baixo que desclassifique o candidato. 

Se o candidato tem algum conhecimento em alguma disciplina, é melhor já iniciar com a resolução de questões. Quando o candidato nunca viu a disciplina e não tem noção da sua estrutura, não tem jeito, vai ter que iniciar com o estudo teórico, mas perderá muito tempo. Quando faltam apenas alguns pontos a serem estudados, apenas parte da disciplina é importante estudar a partir de questões, pois o foco será ganhar conhecimento nos conteúdos frequentes na prova e com mais chances de serem repetidos nas próximas. Assim o candidato não estudará conhecimentos irrelevantes para a prova. Mais uma vez é a melhor relação custo/benefício.

O estudo teórico deve ser consequência da resolução de questões. Se o candidato erra uma questão, sabe que aquele conteúdo necessita de aprofundamento e deve voltar à teoria. Quanto tempo vai ser destinado para isso? Vai depender do conhecimento do candidato e da complexidade do assunto. Mas a divisão de tempo é pessoal e varia de disciplina para disciplina. O foco deve estar na resolução de questões da banca nas matérias comuns a outros concursos e nas provas anteriores do órgão para as disciplinas específicas. Com esse modelo de estudo o candidato aprenderá os assuntos relevantes e economizará tempo no estudo dos conteúdos pouco frequentes e as vezes nunca cobrados.

O candidato deve dosar as duas estratégias. Focar nas disciplinas de menor desempenho para não ser desclassificado e nas disciplinas de mais peso, para melhorar a classificação. Esse conjunto de disciplinas deve  ser o foco principal, o tempo restante pode ser usado para fazer questões das outras disciplinas, fixando conhecimento e tirando algumas dúvidas que aparecerão.



15/07/2016 09h33

Concursos para área policial
Paulo Estrella

Hoje vou falar das oportunidades que se aproximam na área de segurança pública. Essa área costuma ter uma concorrência vocacionada, ou seja, muitos candidatos que só concorrem para essa área, pois têm afinidade com a atividade, o poder de polícia, o porte de armas entre outras características da área. Dessa forma, este é um nicho que demanda uma preparação séria para conquistar cargos com salários maiores. Nessa área, a maior parte dos cargos exigem formação superior, na maioria das vezes sem uma formação específica. A exceção são os cargos de agente administrativo que exige apenas nível médio, o cargo de delegado que exige nível superior com formação em direito e perito que o candidato precisa ter nível superior nas áreas periciais que a corporação contrata. 

Estamos falando de órgãos como a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Civil que tiro por base a do estado do Rio de Janeiro. Vamos às notícias de cada um:

A Polícia Federal tem autonomia para decidir os próprios concursos,  mas está com dificuldades financeiras como todo executivo federal. Para a corporação iniciar a organização do próximo concurso precisa da liberação do MPOG que avalia se a PF tem recursos no orçamento para pagar os novos contratados. De qualquer forma a PF já enviou outro pedido, como orientada pelo MPOG no fim do ano passado. O novo pedido possui ao todo 558 vagas sendo 491 para delegado e 67 para perito ainda sem áreas definidas. Essas vagas têm grande possibilidade de serem ocupadas ainda esse ano. Para Agente da Polícia Federal, um pedido deverá ser feito para o orçamento de 2017, mas nada impede que o concurso seja realizado ainda no fim desse ano, com as contratações programadas para 2017. A validade do último concurso para agente da Polícia Federal termina no fim de fevereiro é possível que haja mais novidades nos próximos meses. Em junho próximo termina a validade do concurso para agente administrativo, nível médio, mas esse concurso pode ter sua validade prorrogada por mais dois anos, nesse caso só nos resta aguardar e conferir. Se a validade não for prorrogada é possível que tenhamos concurso para a área de apoio ainda esse ano. Historicamente a banca organizadora dos concursos da Polícia Federal é a CESPE-UNB, quem se prepara para o próximo concurso deve ter como base as questões da CESPE para uma preparação mais eficaz.

A Polícia Rodoviária Federal, não tem a mesma autonomia que a Polícia Federal para autorizar os próprios concursos, mas a situação do órgão está complicada, pois nos próximos dois anos há a previsão, segundo a corporação, de perder aproximadamente 4000 Policiais Rodoviários Federais, cerca de 40% do efetivo. Isso exatamente em um momento bastante positivo pelo desempenho da corporação, são quatro anos consecutivos que há uma redução de mortes nas rodovias federais, mesmo com a cobertura menor com o fechamento de vários postos de fiscalização. Esse ano, a Policia Rodoviária Federal já apresentou um novo pedido de 1500 vagas para o cargo de policial rodoviário federal. Em novembro a PRF recebeu autorização para nomear mais 579 excedentes do concurso de 2013, estes devem ser nomeados até maio, quando termina a validade do concurso anterior, o de 2013. Não há garantias, mas teremos novas notícias em breve sobre esse concurso.

O governador do Rio de janeiro aprovou no último semestre o concurso para Delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, a corporação solicitou 100 vagas mas não há informações do total autorizado. O concurso para delegado já deveria estar com todos os preparativos prontos para a publicação do edital, mas com a atual crise financeira do Estado do Rio essa contratação sofrerá um atraso, mas deve acontecer ainda esse ano. O salário inicial de delegado chega a R$ 15.715,38 e o candidato deve ter formação em direito.

Com essas notícias a aproximação dos concursos, é fundamental que o interessado inicie a preparação o mais rápido possível, como já havia dito, a maioria da concorrência é vocacionada e não desiste para fazer concursos de outra área. Para ser aprovado o interessado deve superar a concorrência que vem se preparando desde o último concurso. Para ser aprovado e ter uma boa colocação no próximo concurso é muito importante que o candidato inicie logo a preparação.



11/07/2016 09h17

Novo concurso do Tribunal Regional Federal - 2a Região
Paulo Estrella

Vem por aí um grande concurso da área dos tribunais. É o concurso do Tribunal Regional Federal - 2a Região, que engloba os estados do Rio de janeiro e Espirito Santo. Chamo de grande concurso pois no concurso de 2011, até o mês passado, já tinham sido feitas 1118 convocações entre técnico administrativo e técnico judiciário. São 1118 novos servidores entre 2012 e 2016, esse histórico é muito animador para os candidatos interessados, mesmo sendo um concurso, que tudo indica, será para cadastro de reserva. O último concurso perde a validade no dia 16 de julho e os preparativos para o próximo estão nas fazes iniciais. O que tudo indica é que o próximo edital deve ser publicado no segundo semestre. Além de ser uma boa oportunidade para qualquer candidato, esse concurso cai como uma luva para quem está estudando para a prova do MPE-RJ, pois serve de continuidade de estudo com aproveitamento de muitas disciplinas o mesmo vale para os candidatos que estão estudando para o INSS.

O bom desses concursos de continuidade é que o esforço e tempo destinado ao estudo até agora servem para o concurso do TRF com os devidos ajustes. Esse próximo concurso deverá oferecer vagas para nível médio, médio/técnico e nível superior em várias formações. Os cargos de nível médio tem remuneração inicial de R$6.224,79 e os de nível superior de R$ 9.662,84, isso sem contar com todos os benefícios oferecidos pelo tribunal. Além do número de convocações, a remuneração é bastante atrativa independente do nível de escolaridade. Como venho dizendo, essa é uma grande oportunidade para quem já vem se preparando e como ainda temos tempo, é também uma grande oportunidade para quem está iniciando o estudo agora. Nesse caso, o tempo está a favor do candidato.

Para o cargo de técnico administrativo, na última prova foram cobradas as seguintes disciplinas: Português, raciocínio lógico, matemática básica, direito administrativo, direito constitucional, direito processual civil e direito processual penal. A banca desse último concurso foi a Fundação Carlos Chagas (FCC) que deve servir como base do processo de preparação até que uma banca seja escolhida para esse concurso. Os conteúdos de exatas, RLM e matemática, jé eram uma tendência em 2011 nos concursos dessa área. Isso não é ruim, esses conteúdos não serão surpresa como foram para os candidatos que vinham se preparando para o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Já sabemos de sua existência é há tempo suficiente para o candidato, mesmo aquele com grandes dificuldades nessa área, estude e consiga agregar conhecimento suficiente para um bom desempenho na prova. 

Como é um concurso que historicamente é muito atrativo, a concorrência deve ser grande. Por isso, é muito importante que o candidato se dedique à preparação para garantir um bom desempenho na prova e fique dentro da classificação limite do cadastro de reserva. Não podemos esquecer que quanto mais bem classificado estiver o candidato, maiores são as chances de ser convocado e realizar o seu sonho. Esse concurso é uma grande oportunidade para quem fizer uma preparação digna e responsável, por isso está na hora de arregaçar as mangas, estudar, para garantir a realização do seu sonho de ser servidor público.



01/07/2016 10h42

Concursos para nível superior
Paulo Estrella

Muitos candidatos me perguntam em que medida ter uma faculdade e cursos de pós amplia o universo de possibilidades de um concurseiro, e eu sempre respondo que a pessoa passa a ter possibilidade de concorrer para concursos de maior salário e dependendo da carreira, menor concorrência. Isso sem contar com o aumento de amplitude dos concursos possíveis, o concurseiro passa a poder concorrer para cargos de nível médio e superior. A característica dos concursos de nível médio e superior são diferentes, no nível médio, o fator limitante não é o volume de conteúdos mas sim o maior volume de concorrentes, já os concursos de nível superior o fator limitante é o grande volume e profundidade dos conteúdos.

Não quer dizer que sempre haverá concursos de nível superior com pouca procura, existem concursos que atraem naturalmente um volume muito grande de candidatos como: a Receita Federal, a Polícia Federal, o Banco Central entre alguns outros, mas quanto maior a especificidade da exigência, menor tende a ser a procura.

Depende muito de órgão para órgão, mas a diferença pode chegar a 100%. Como disse o órgão e a carreira vão influenciar muito, mas a diferença é considerável. Em alguns concursos específicos, como os de magistério em universidades públicas, os títulos possuem grande relevância na pontuação final, podendo mesmo decidir a ocupação da vaga,
temos os concursos de nível superior da Fiocruz, o concurso do Banco Central, as da Finep, alguns cargos do Ministério do Meio Ambiente, da Agência Nacional de Águas e várias outras instituições.

Ter formação correta e títulos podem ajudar muito na classificação de candidatos em muitos processos seletivos. Isso não quer dizer que quem não tem títulos, não tem chances de passar, mas a diferença de pontos terá que ser retirado de um melhor desempenho na prova de conhecimento. Quem tem uma boa preparação e ainda por cima acumula título tem a chance de aprovação potencializada.

Nos concursos públicos temos algumas áreas de concentração de conteúdos: os direitos; a administração e exatas. Dependendo da formação do interessado algumas disciplinas não serão desconhecidas e muitas vezes de profundo conhecimento do candidato. Essas disciplinas costumam agregar pontos na seleção, porém o candidato continua sendo obrigado a ganhar conteúdo nas disciplinas que nunca viu ou tem pouco conhecimento. Dessa forma, não existe formação ideal para fazer concursos públicos, mas existem formações que facilitam a preparação do concurseiro, como as das áreas que citei.

É possível conciliar os estudos para uma carreira, fazer faculdade, e ao mesmo tempo um cursinho para concursos, o candidato só precisa entender que o modo de estudo para um concurso é muito diferente do estudo necessário para ser aprovado em uma disciplina de uma instituição de nível superior. A concorrência do concurso é grande o que obriga um estudo muito mais detalhado e aprofundado, com a realização de muitas questões de provas anteriores. A forma de estudar é diferente, o candidato precisa conseguir separar essas duas modalidades para que a preparação do concurso seja efetiva e os resultados venham o mais rápido possível.