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Paulo Estrella

Paulo Estrella

CONCURSO PÚBLICO. Desde 2008, diretor-pedagógico da Academia do Concurso, empresa do grupo Estácio, professor de curso preparatório desde 2003 e coordenador de cursos de pós-graduação da Academia do Concurso. Trabalha em cursos de performance, com provas realizadas por terceiros, desde 1994, tendo passado por várias redes de ensino como MV1, Bahiense e GPI, além de cursos pré-militares. É consultor de preparação, especialista em concursos, blogueiro do caderno Boa Chance do O Globo e responsável pela criação e entrega dos cursos da Academia do Concurso na sede e em todas as unidades.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



24/06/2016 09h27

Vem chegando o edital do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM-RJ).
Paulo Estrella

Na reta final para a publicação do edital para 18 vagas imediatas, que podem virar 23, mais cadastro de reserva, o Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro está definindo os últimos detalhes do concurso. Segundo a mídia especializada, o edital está previsto para o dia 25 de julho. O cargo é o de Técnico de Controle Externo, um grande cargo que exige apenas nível médio, com remuneração inicial de mais de dez mil reais. Um grande achado entre os cargos públicos. Com um salário desse, a concorrência vai ser pesada e vai atrair concurseiros bem preparados que estão estudando para outras áreas. Por isso, fazer uma preparação séria é indispensável. A prova está prevista para outubro.

A banca organizadora é a IBFC (Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação). Essa banca já organizou concursos para a Polícia Civil do Rio de Janeiro, Comlurb, várias prefeituras e Câmaras Municipais. Essa é uma banca com uma produtividade relativa, mas que vem ganhando algum mercado no Rio de Janeiro. A prova não é considerada de alta complexidade, as questões possuem modelos variados incluindo associação de colunas, preenchimento de lacunas e outras formas de aferição de conhecimento. Por causa dessas características, o candidato deve pegar as últimas provas da banca e resolver o maior número de questões disponíveis das disciplinas cobradas pelo TCM

para entender os modelos e não perder tempo durante a prova.

O fator limitador para o candidato bem preparado, não será a prova, mas a qualidade da concorrência, fator que o candidato não controla. Por causa disso, o candidato não pode dar folga na preparação, se preparando o melhor que consegue para essa prova para ter reais chances de aprovação.

Existem algumas mudanças, já divulgadas pelo órgão, para esse novo edital.  A disciplina de informática não mais será cobrada e já houve a divulgação da inclusão de ciências da administração. O restante deve ser mantido com as devidas atualizações. As disciplinas cobradas na última prova foram: português; direito constitucional com alguns conceitos de direito tributário; direito administrativo; direito financeiro; administração financeira e orçamentária; controle externo e Raciocínio Lógico e Matemático (RLM). Essa última disciplina foi cobrada como matemática no último edital e continha conhecimentos de matemática básica, matemática financeira e os conceitos básicos de estatística.

O nome de RLM não é a garantia que os conhecimentos cobrados ficarão apenas em conceitos lógicos, mas pode incluir mais alguns conceitos matemáticos e estatísticos. O candidato deve ficar atento. Outra diferença, já divulgada, é a existência de uma prova discursiva de redação oficial que será realizada depois da correção da prova objetiva. Essa novidade é uma incógnita, não me lembro de nenhuma prova discursiva de redação oficial. O que vem sendo falado pelos professores de redação oficial e por sugestão do órgão é que o candidato redigirá uma correspondência oficial. Andaram sugerindo alguns documentos possíveis de serem cobrados, mas é somente sugestão. Teremos que esperar a publicação do edital para mais detalhes dessa prova.   

Agora é hora de aplicar todo o esforço e energia na preparação, esse é um grande concurso e quem estiver bem colocado terá grandes chances de ser convocado. A expectativa do órgão é que até o fim da validade desse concurso sejam convocados até 80 candidatos. Não é garantido, mas já é uma boa sinalização. Um grande concurso, com excelente salário em um período de baixa expectativa de concursos. Quem vê nesse mercado de emprego a saída para a vida profissional não pode perder mais tempo. Os interessados devem iniciar a preparação o mais rápido possível. 



20/06/2016 10h59

Novo concurso da Fiocruz
Paulo Estrella

Foram publicados dois editais, para concurso da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). São vinte e uma vagas para Assistente Técnico de Gestão de Saúde, sendo 16 para ampla concorrência, dessas, 14, só para o Rio de janeiro, uma para pessoas com deficiência e quatro reservadas para negros. Esse cargo exige nível médio completo além de um ano de experiência na área administrativa.

A remuneração inicial, incluindo benefícios, fica em torno de R$ 3.400,00. O outro edital é para o cargo de Especialista em Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Publica. São dez vagas, sendo uma reservada para pessoas com deficiência e duas vagas reservadas para negros. Para esse cargo o candidato precisa de 6 anos de experiência, na área,  depois do fim do doutorado. A remuneração inicial é de aproximadamente R$ 16.800,00 incluindo gratificações.

A inscrição ocorrerá entre 4 de julho a 8 de agosto e poderá ser feita no site da Fiotec, organizadora do concurso, ligada à própria Fiocruz. A prova para o cargo de técnico é etapa única será composta por 60 questões de múltipla escolha, sendo 20 questões de português, 10 de raciocínio lógico e 30 de conhecimentos específicos. Essa prova está prevista para o dia 25 de setembro, com bastante tempo para uma preparação honesta.

O conteúdo não muito é extenso, na disciplina de português está incluso conhecimentos de redação oficial, o raciocínio lógico tem conteúdo bem tradicional, com a inclusão de juros, percentagem e noções de probabilidade. O maior complicador está na disciplina de conhecimentos específicos que carrega conteúdo de direito constitucional, ética,  direito administrativo, noções de arquivologia, atendimento, administração de recursos humanos e materiais e noções de administração financeira. Todos esses conteúdos são tratados como noções, o que se de um lado indica uma profundidade baixa de cobrança, por outro deixa a amplitude de conteúdos a serem cobrados em aberto. Para garantir uma boa preparação o candidato terá que passar por todas essas disciplinas de forma a conhecer as linhas gerais e os assuntos mais cobrados em outras provas. 

A experiência em cargo administrativo pode ser comprovada apresentando a carteira de trabalho e uma descrição das atividades que o candidato exercia nesse emprego emitida pelo empregador anterior ou no caso de servidores públicos é necessário a apresentação  uma declaração do órgão onde constem a data de ingresso e as atividades desenvolvidas. A experiência só precisa ser comprovada no ato da posse, dessa forma mesmo que o candidato ainda não tenha o tempo de experiência agora, até a posse pode estar enquadrado nessa exigência. O candidato interessado deve fazer as contas para decidir.

Como podemos perceber, mesmo com todos os pronunciamentos que temos presenciado sobre concursos públicos, na realidade não podem ser simplesmente suspensos. O serviço público tem que continuar funcionando, o preço do colapso de um órgão ou entidade não pode ser pago pelo país e seus governantes. Obviamente, ninguém pode ignorar as contas públicas, o custo precisa ser reduzido, porém sem que haja o colapso da máquina pública.

Imagine o preço de um colapso da Fiocruz, imagine a importância dessa fundação para a saúde e o desenvolvimento tecnológico do país. Imaginem se perdêssemos essas frentes de pesquisas ligadas às doenças tropicais. Que seja, mas a mensagem que gostaria de deixar para os interessados nesse mercado é que os concursos serão autorizados, talvez não com a quantidade de vagas que gostaríamos e nem na hora que esperamos, mas eles ocorrerão, pois muitos serviços essenciais a nossa sobrevivência precisam ser mantidos.

Quem sonha com um cargo público, não é hora de desanimar, é a hora de iniciar ou manter os estudos para garantir uma boa preparação para que nos próximos concursos esteja em condições reais de ser bem colocado no concurso dos seus sonhos.  



10/06/2016 10h46

O que esperar do cenário federal?
Paulo Estrella

Existe um contingenciamento, uma represa nos pedidos de concurso, porém administração pública necessita de pessoal para manter os serviços sendo prestados. Não há interesse do executivo federal em provocar um colapso nesses serviços, já que a opinião pública não dá trégua quando o estado não o faz com eficiência. Com isso, o pior que pode ocorrer é um represamento seguido da liberação de muitos concursos críticos em pouco tempo, pela urgência da ocupação das vagas, para manter os órgãos funcionando. Por causa desse panorama, o interessado em concursos públicos não pode parar de estudar. Não haverá tempo entre os concursos para que seja possível uma preparação digna e com reais chances de aprovação.

Sabemos que na maioria dos concursos, o tempo necessário de preparação passa de um ano, podendo chegar a 2 ou 3 anos em média como é o caso do concurso para auditor fiscal da receita e dos estados e de muitos municípios. Esses concursos cobram mais de 20 disciplinas e necessitam preparação consistente para a aprovação. Outros concursos, que necessitam de menos tempo de preparação, superam a média de 6 ou 7 meses de estudo pesado. Lembrando que o contingenciamento é do executivo federal o que não implica diretamente nos outros poderes e nem em estados e municípios, mas sabemos que a crise é generalizada, mas não implica que todos sairão dela ao mesmo tempo. O interessado precisa estar preparado quando o edital for publicado para entre o edital e a prova fazer apenas os ajustes e atualizações necessárias. 

Os interessados devem focar em definir a área de concursos que mais interessa, por exemplo: área fiscal; dos tribunais; segurança pública; área ambiental; área financeira; entre outras. Com essa decisão o interessado deve iniciar a preparação com as disciplinas comuns a todos os concursos da área. Nessas disciplinas, quando o candidato se prepara para um concurso, estará se preparando para todos. Quando as notícias de um concurso da área se aquecem, o candidato pode iniciar o estudo das disciplinas específicas para aquele concurso. 

Sempre haverá um grande número de concorrentes, mas essa não é a medida da aprovação. A aprovação do interessado tem uma relação direta com a preparação que fez e não com a quantidade de inscritos.  Estando preparado, a vaga está garantida.

Por isso, iniciar o estudo não pode ser feito quando um edital é publicado, mas muitos meses antes. Em concurso público só é aprovado e toma posse quem estuda com grande antecedência.



03/06/2016 11h42

Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) libera resultado preliminar da prova objetiva
Paulo Estrella

Com base na comparação entre os dois resultados, pode-se afirmar que as provas do concurso deste ano foram mais difíceis, essa diferença de pontos já era esperada. A FGV é uma banca de provas mais consistentes e questões de maior nível de dificuldade para um concurso de nível médio, por isso essa diferença está dentro das expectativas. Os fatores que podem ter levado a um desempenho, no geral, mais baixo este ano, foi principalmente o nível de dificuldade da prova em segundo lugar a qualidade da concorrência. Existem hoje, menos pessoas realmente se preparando para a prova do que havia no último concurso.

O problema é que essa última não pode ser comprovada, é apenas uma sensação que tenho quando andava pelos corredores do curso e em conversa com os professores. Mas não há uma medida quantitativa dessa sensação. O fator mais importante é a banca e o nível de dificuldade que ela oferece ao candidato.

Em 2011, 753 aprovados foram chamados para o cargo de técnico dentro dos quatro anos totais de validade, número bem acima da oferta inicial de vagas, acredito que isso possa se repetir desta vez, a demora na publicação do edital e a necessidade do órgão ao longo da validade do concurso e o pedido de novas vagas na Alerj, provavelmente abrirão novas oportunidades aos aprovados. A probabilidade de se repetir o ocorrido no último é grande.

O modo de controlar a ansiedade pela convocação é se manter estudando para outro concurso! O concurseiro só deixa de ser concurseiro depois da posse. Até lá é estudar para todas as oportunidades da área e aprofundar os estudos. Se o candidato teve uma boa colocação, provavelmente será bem classificado em outros concursos que virão, a hora dele está chegando, depois é só escolher o cargo que mais atrai.

Parar de estudar agora é apostar todas as fichas em um único concurso, o candidato está pronto e terá, nos próximos concursos, um bom resultado também. Não é hora de desistir, se o fizer perderá tempo e a retomada do estudo depois é muito mais difícil e dolorosa.

Há um projeto de lei na Alerj que cria 205 vagas, sendo 125 de técnico. Em caso de aprovação, o texto pode ser considerado uma ótima notícia para os candidatos, essa será uma excelente notícia, mais vagas para serem ocupadas nesse concurso. Mesmo que não liberem todas ao mesmo tempo por dificuldades orçamentárias, o número de vagas a serem ocupadas aumentará consistente.

Para os candidatos que não foram tão bem nesta seleção e para aqueles que conseguiram uma ótima pontuação e estão na parte de cima da classificação a mensagem é a mesma... Continuem estudando até tomar posse. Aproveitem o caminho já percorrido e esforço já despendido no processo de preparação até agora e apontem para outro concurso. Quem está bem colocado, mantendo o estudo terá boa classificação nos próximos concursos, que não ficou bem classificado, agora já sabe quais foram as disciplinas que atrapalharam e demandam mais aprofundamento.

Essa é a hora de ajustar os rumos da preparação e seguir estudando e aproveitando todas as oportunidades até o dia da posse. A partir daí, a decisão é individual, mas até lá, a interrupção do estudo pode ser fatal e aumentar muito o esforço do candidato. 



20/05/2016 09h28

O que esperar da gestão do presidente Michel Temer com relação aos concursos públicos?
Paulo Estrella

O governo tem que enfrentar a dívida pública, é fato! Não tem como fingir que a crise econômica não existe. É necessário um levantamento real do tamanho do problema. Feito isso, ficarão mais claras as opções e estratégias para o combate a crise. Porém, em breve teremos a liberação de concursos urgentes para evitar colapso na máquina pública.

Gostei muito de ouvir que iniciarão reduzindo os cargos de confiança e de indicação no lugar de prejudicar os servidores de carreira. Uma proposta muito menos ousada foi feita pelo governo anterior e não saiu do papel. Essa sinalização, no meu ponto de vista, já é bastante positiva. Não acredito em uma suspensão de concursos por muito mais tempo por causa do serviço que é inerente ao Estado.

A máquina pública é necessária e o serviço precisa ser prestado à população. Não há escolha, a segurança pública, a seguridade, as agências reguladoras, a receita federal, o banco central entre muitas outras áreas precisam continuar exercendo seus papeis para que a crise seja superada. 

Acredito que os concurseiros não devem ficar receosos com a troca de governo e que é fundamental que mantenham os estudos em dia, pois estamos em um período de represamento de vagas ociosas, os órgãos estão perdendo pessoal por causa das aposentadorias. Dessa forma, há uma tendência de quando o contingenciamento for suspenso, temos uma sequência de concursos muito próximos um dos outros, no conceito de contratação emergencial. Isso dará muito pouco tempo para os concurseiros se prepararem. Quem parar de estudar nesse período ou não iniciar os estudos tem grande chance de perder essa sequência de oportunidades.

Um outro ponto, é o natural desânimo dos concurseiros com as notícias econômicas e políticas, há uma tendência natural de aliviar nos estudos ou mesmo dar uma pausa para acompanhar as novas políticas. Apesar de ser natural, essa visão tira muitos concurseiros do processo de preparação abrindo caminho para outros que conseguem se manter no ímpeto dos estudos mesmo em tempos de crise.

Quem parar ou esperar não estará pronto para a sequência de oportunidades que virão. Não é hora de aliviar, a maioria dos concursos demandam meses de preparação, alguns até anos. Tempo sem estudar é tempo perdido na conquista do sonho da carreira pública.



13/05/2016 09h39

OAB-RJ cria comissão para discutir e propor uma regulamentação para concursos públicos
Paulo Estrella

A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Rio de Janeiro - OAB-RJ deu início, no dia 10 de maio, os trabalhos da Comissão de Acessibilidade Pública, a primeira do Brasil, capitaneada pelo Dr. Sérgio Camargo, que tem um grande histórico de vitórias na defesa dos direitos dos concurseiros. A comissão tem duas grandes linhas de atuação. A primeira é a construção, com a participação de vários setores da sociedade, envolvidos na empregabilidade pública, de um estatuto do concurso público. Um projeto de lei de iniciativa popular que crie regras mais claras e menos esparsas para a realização dos concursos públicos para o Estado do Rio de Janeiro.

A segunda linha de atuação será voltada para exercer pressão para a substituição dos terceirizados que exerçam funções consideradas fins nos mais diversos órgãos. Iniciativa que a muito tempo vem sendo cobrado pelo Ministério Público do Trabalho mas na prática o processo vem sendo implementado muito lentamente.

O Estatuto do Concurso não é novidade, o Distrito Federal e o município do Rio de Janeiro já tentaram essa regulamentação, mas ambos foram considerados inconstitucionais por vício de iniciativa. Uma regulamentação para concursos públicos deve ser de iniciativa do chefe de Estado, no nosso caso o governador do Rio de Janeiro ou ser de iniciativa popular. A estratégia da comissão será propor o estatuto por iniciativa popular já que a crise financeira do Estado é prioridade nas decisões do governador. Dessa forma, o risco de "engavetamento" do projeto é menor, apesar do esforço maior para viabilizar um projeto de lei de iniciativa popular.

Existem muitos pontos que podem e devem ser regulamentados no processo de seleção. Entre eles temos: o tempo mínimo entre o edital e a prova; regras para escolha das organizadoras; garantia da publicidade irrestrita da prova, dos gabaritos e das listagens de classificação, tanto preliminar quanto final; tempo mínimo para interposição de recursos; compatibilidade entre os conteúdos programáticos e os conhecimentos necessários para exercer o cargo; tornar lei as jurisprudências já aplicadas nos tribunais; entre muitos outros pontos ainda sem regulamentação de forma a garantir os princípios da isonomia e impessoalidade a todos os candidatos. Garantindo esses dois princípios, naturalmente garantimos a meritocracia e a igualdade nas seleções públicas.

A meritocracia é um conceito inerente ao concurso público, a aprovação em um concurso só depende do esforço e dedicação do candidato em sua preparação, fazendo um bom trabalho o sucesso é garantido. Esse, no meu ponto de vista, é a característica mais atrativa desse modelo de empregabilidade e deve ser preservado a todo custo.

A primeira reunião dessa comissão ocorreu no dia 10 de maio, quando foi marcada uma audiência pública no dia 27 de junho. Essa audiência ocorrerá no auditório da OAB-Rio, na avenida Marechal Câmara, 150, centro, Rio de janeiro de 09:00 as 13:00h e contará com painéis onde serão abordados vários pontos de vista e problemas encontrados na falta de regulamentação e depois aberto um debate com a inscrição de propostas que devam constar no projeto. O processo de inscrição será divulgado em breve.

Essa é uma grande oportunidade para participar dessa regulamentação que hoje traz muita instabilidade e insegurança a todos os interessados na empregabilidade pública. Todos estão convidados.



06/05/2016 13h58

Concurso para Polícia Civil do Rio de Janeiro
Paulo Estrella

Eis que se aproxima mais uma grande oportunidade na área de segurança pública no Rio de Janeiro: na Polícia Civil do Rio de Janeiro, mais especificamente, é o que vem sendo divulgado pelo novo diretor da ACADEPOL, delegado Georges Toth Junior, nas mídias especializadas. O conceito dessa gestão é retomar os concursos periódicos, que costumavam ocorrer para os cargos de nível superior: papiloscopista, inspetor e oficial de cartório além de perito e delegado. A novidade é a retomada das contratações para o cargo de investigador. Essa é uma boa notícia, pois o último concurso foi em 2005 e por várias vezes foi divulgado pela corporação que dariam preferência aos cargos de nível superior.

Agora é diferente, os interessados pela área policial que não possuem nível superior têm mais uma oportunidade. O bom é que existe uma demanda reprimida, muito tempo sem contratação indica que deve existir um grande número de vagas abertas e uma carência muito grande de pessoal para esse cargo. Quando isso acontece, o número de vagas do edital é alto e se não for, há grande chance de serem chamados muitos candidatos fora do número de vagas. Para quem tem afinidade com segurança pública é uma oportunidade imperdível.

A última prova foi organizada pela fundação Cesgranrio, mas os últimos concursos da Polícia Civil do Rio de Janeiro vêm sendo organizados pelo IBFC (Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação). Como o edital da Cesgranrio é muito antigo e muita coisa mudou desde 2005 é interessante que o estudo seja apoiado em edital mais recente - a sugestão é o edital de papiloscopista de 2015, que apesar de ser de nível superior, contém as disciplinas mais atualizadas dos concursos da corporação. Não tem problema que  papiloscopista seja um concurso de nível superior, o mais importante é conhecer a abordagem da banca para cada uma das disciplinas.

O IBFC é uma banca que trabalha com questões tradicionais de múltipla escolha, bem diretas, com predominância de questões de enunciado curto, claro que varia um pouco de disciplina para disciplina. A prova é considerada de dificuldade relativamente baixa, mas que não afeta a dificuldade da seleção. Mesmo com provas mais fáceis somente os primeiros colocados serão contratados. Dessa forma, a tendência desse tipo de prova é derrubar o candidato nos detalhes, o que obriga o candidato a varrer todo o conteúdo durante a preparação. Como o IBFC já vem organizando vários concursos da Polícia Civil do Rio de Janeiro, o candidato não terá dificuldade de obter questões, mesmo das disciplinas mais específicas da área. Isso ajuda bastante no processo de preparação, já que depois de estudar a teoria, o candidato precisa aprofundar seu conhecimento nas questões aplicadas em provas anteriores. 

Para ter bom desempenho nesse concurso é importante que o candidato inicie o estudo o mais rápido possível para ter tempo de ver toda a teoria e fazer muitas questões antes dessa prova que promete um grande volume de oportunidades.



29/04/2016 12h06

Concurso da Fundação Nacional do Índio (Funai)
Paulo Estrella

A organizadora desse edital da Fundação Nacional do Índio (Funai) é a ESAF. A ESAF é uma banca bem séria com questões de média e alta complexidade. Além do conhecimento teórico o candidato precisa da abordagem praticada pela banca em cada disciplina para ter um bom desempenho.

Para isso, o candidato precisa fazer o maior número possível de questões da ESAF para as disciplinas comuns a outros concursos que a banca já organizou. Para as disciplinas específicas, o candidato deverá tomar como base os conhecimentos cobrados nas questões da CETRO, organizadora do concurso de 2010. O conceito é estudar a teoria de forma a conhece-la em linhas gerais e fazer todo o aprofundamento de conteúdos com base nas questões que o candidato resolve e erra.

O erro na resolução das questões apontam quais conteúdos e em que profundidade devem ser estudados. Nessa linha de estudos, o candidato estará na melhor relação custo/benefício e terá um melhor aproveitamento do seu tempo estudando profundamente os conteúdos cobrados profundamente e superficialmente os que são cobrados dessa forma.

O estudo focado na banca reduz o número de surpresas que o candidato encontra durante a prova, facilitando a interpretação e agilizando a resposta. Agora é a hora de focar na prova e fazer a melhor preparação possível para um bom desempenho na prova que virá. 



22/04/2016 13h24

Concursos para área municipal
PauloEstrella

Os municípios oferecem grandes oportunidades todos os anos, mas costumam ser negligenciados por parte dos candidatos por falta de conhecimento ou mesmo preconceito. Muitos municípios oferecem salários abaixo da média considerada atrativa para os candidatos, mas isso não acontece com os grandes municípios. Os municípios de grande porte, por causa de uma arrecadação considerável, tem capacidade de pagamento de salários maiores, proporcionais aos salários federais e estaduais.

Por falta de conhecimento ou informação, muitas oportunidades são perdidas. Com esse desconhecimento e preconceito generalizado, a concorrência nesses concursos são menores e muito pouco preparadas, um prato feito para quem já vem estudando para oportunidades estaduais e federais. Os conteúdos são bem próximos aos concursos das outras esferas de poder, sendo assim todo esforço já demandado em outros concursos podem ser aproveitados. Uma grande vantagem dos concursos municipais é que o candidato sabe exatamente onde irá trabalhar quando se inscreve para o concurso.

Muitos concursos estaduais ou federais, o candidato tem possibilidade de ser alocado em outros municípios ou mesmo estados. Nos concursos municipais isso não acontece, não haverá surpresas e nem decisões difíceis. Obviamente não são todos os concursos municipais que valem a pena, mas muitos valem.

Não há restrições quanto realizar o concurso na época de eleições, os concursos ocorrem normalmente. A restrição é na posse. A posse dos candidatos aprovados fica restrita aos meses anteriores ao pleito e podem ser feitas novamente com a posse da nova gestão dos eleitos. Isso se a contratação não for emergencial.

Dessa forma, o candidato não precisa ter medo, pode fazer o concurso normalmente. Na pior das hipóteses, poderá haver um pequeno atraso na posse, mas como o processo de seleção é relativamente demorado, o candidato não deve nem perceber o atraso se este ocorrer. 



15/04/2016 10h32

Vantagens da empregabilidade pública
Paulo Estrella

O concurso público é um modelo de empregabilidade muito democrático, pois a conquista do cargo público depende apenas do esforço do candidato em estudar para obter um bom desempenho. Não necessita de currículo atrativo, indicações, experiência anterior e nem convencer o entrevistador a importância da sua contratação. Ainda na mesma lógica, podemos dizer que a empregabilidade pública é regida por um processo meritocrático, o mérito de quem passa em um concurso é individual e intransferível.

O esforço e dedicação são parte do caminho da aprovação. Esse modelo favorece quem tem dificuldade de se posicionar no mercado de trabalho privado, já que encontra grande barreira de entrada na atual crise financeira. Ambos os mercados tem uma barreira de entrada, mas somente a empregabilidade pública permite ao candidato romper essa barreira com esforço pessoal, estudando e fazendo uma boa prova. 

Os salários do emprego público são dignos e normalmente bem ajustados as funções exercidas, dessa forma a empregabilidade pública é uma grande oportunidade para quem ainda não ingressou no mercado privado ou está tentando sair dele. Para esses últimos, o salário não costuma ser um motivador, pois se o interessado já está posicionado no mercado privado por um bom tempo, sua remuneração já deve estar em um patamar mais alto, porém para esses a estabilidade fala bem mais alto.

Muitos interessados percebem que é possível que a empresa em que trabalha consiga mão de obra, sem experiência mas menos remunerada pondo em risco a manutenção do seu emprego.

Para esses, um emprego seguro, a tão falada estabilidade é um grande atrativo. Esses candidatos costumam fazer do serviço público, o emprego definitivo, sem mais o fantasma do desemprego e as consequências da crise econômica. Por causa dessas características a empregabilidade pública é uma oportunidade que não pode ser negligenciada, no mínimo deve ser avaliada levando em consideração as características pessoais, os sonhos e a possibilidade de cada um. 

 



08/04/2016 09h56

Hábitos que tiram a concentração de estudos para concursos
Paulo Estrella

Muitos me perguntam sobre quais são os hábitos que tiram a concentração de um concurseiro, e pelo que eu observo monitorar redes sociais e whatsapp , é muito tentador ficar conectado e receber as novidades de seus contatos ou amigos, mas isso implica em reduzir a concentração, tirar o foco e como consequência a redução da eficiência do estudo.

Estudar com TV ligada - Esse hábito pode não trazer grandes prejuízos quando se estuda para uma prova de colégio ou faculdade, mas na preparação para um concurso público, onde o volume de conteúdos e complexidade dos mesmos é muito grande, qualquer distração pode promover uma irreparável perda de tempo para a compreensão e fixação dos conteúdos.

Estudar o dia inteiro uma única disciplina - Esse hábito faz com que o candidato, com o passar do tempo, perca eficiência na compreensão e fixação dos conteúdos pois mantém o cérebro trabalhando sempre na mesma lógica. Trocar de disciplina depois de duas ou três horas de estudo muda a lógica e aumenta a eficiência do estudo pela redução do cansaço.

Estudar muitas disciplinas na mesma semana - Esse problema é enfrentado por concurseiros que buscam concursos de nível superior que podem chegar a ter 25 disciplinas. Nesse caso é importante o candidato dividir os conteúdos em duas ou três fazes. O ideal é criar um ciclo semanal com algumas disciplinas, 8 no máximo, e assim que terminar o estudo teórico de cada uma delas inicia a próxima. A disciplina que terminou não pode ser abandonada, o candidato deve reservar um tempo da semana para fazer questões de provas anteriores para garantir a fixação e aplicação do conhecimento em prova.

Ter um ambiente de estudo mal iluminado ou barulhento - Um ambiente de estudo agradável e acolhedor ajuda muito na concentração, compreensão e fixação dos conteúdos. Isso não quer dizer que o candidato deva só estudar nesse ambiente ideal. Todo tempo disponível pode e deve ser usado para estudo, mesmo se a eficiencia for menor. Essa estratégia aumenta muito o tempo disponível do candidato que pode usar o transporte público, as longas filas ou qualquer tempo improdutivo para agregar algum conhecimento, mas a base do estudo, quando o candidato começa a compreender as características de cada disciplina, deve ser feita em ambiente apropriado.

Para obter a aprovação de forma mais rápida, hábitos que favorecem o foco devem ser assimilados pelo candidato, como por exemplo:
construir um planejamento de estudo com metas semanais possíveis de serem alcançadas, ao cumprir a meta prevista criar uma outra um pouco mais pesada para as próximas semanas.

Distribuir as disciplinas ao longo do dia tentando mesclar disciplinas de lógicas diferentes como Português, matemática e direito, conter a ansiedade durante o estudo para manter o foco e a eficiência.

E aproveitar todo o tempo possível para estudar.



01/04/2016 10h39

Controle emocional como aliado na aprovação
Paulo Estrella

Quais são as consequências da falta de controle emocional para alguém que está prestando um concurso público, isto é, até que ponto o nervosismo pode atrapalhar o candidato? Esta é uma pergunta que escuto muito, o controle emocional é fator decisivo tanto no processo de preparação quanto na hora da prova.

Na preparação, a ansiedade e o estresse excessivo podem reduzir a capacidade de compreensão e a fixação dos novos conteúdos, aumentando o esforço do candidato e reduzindo o desempenho no estudo. O estresse é um fator positivo até certo ponto, e mantém o candidato focado na preparação com a proximidade da prova. Mas se passar do limite tira a concentração do candidato e aumenta o esforço. Conheço vários candidatos que vinham se preparando bem e com a saída do edital "surtam" e desistem da prova e buscam outro concurso ainda mais distante. Os motivos são muitos, mas na prática o nível de estresse aumentou muito e o candidato não consegue manter um estudo estruturado.

Na hora da prova, o controle emocional é o que vai permitir o candidato acessar todos os conhecimentos que adquiriu ao longo da preparação. Sem calma, o candidato passa a ter dificuldade de concentração e para interpretar as questões postas na prova. Quando o candidato diz que deu branco durante a prova, na verdade está dizendo que o elevado nível de estresse impediu que ele lembrasse de alguma informação ou fosse incapaz de interpretar um enunciado de forma correta e eficiente. Isso tudo sem contar com a somatização do estresse que pode levar o corpo do candidato a reagir ao estresse com uma série de sintomas que passam logo depois da prova.

O que o candidato precisa é ter o mínimo de controle do seu estresse. Não gosto muito de uso de calmantes, mesmo os naturais, pois pode prejudicar o desempenho cognitivo do candidato durante a prova, mas podem ser indicados para alguns candidatos em situações específicas. Nesse caso ou em outros onde a aplicação de qualquer dica acima não funcione, sugiro a procura de um atendimento profissional. Psicólogos, psiquiatras ou terapeutas podem, estudando o perfil e condição do candidato, desenvolver técnicas muito mais eficientes de controle emocional completamente ajustados à perspectiva pessoal.



18/03/2016 10h07

Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) reenvia pedido para realização de novo concurso
Paulo Estrella

O Ministério do Trabalho e Emprego reapresentou o pedido de concurso para 847 vagas para o cargo de auditor fiscal do trabalho. Esse cargo exige nível superior em qualquer formação e oferece uma remuneração inicial de R$ 16.201,64 com benefícios. A proposta é escalonar essas contratações em três anos. Essa grande oportunidade demanda uma carga grande estudos. Como o sabemos, cargos com salários dessa ordem de grandeza atraem uma concorrência bem preparada o que dificulta a seleção.

O último edital foi publicado em junho de 2013 e a banca organizadora foi a CESPE-UNB. Essa é uma banca com características muito específicas, as questões são de certo ou errado, os candidatos são levados a julgar cada afirmação, não tem como aplicar a técnica de eliminação como nas provas de múltipla escolha tradicionais. Isso torna a prova bastante cansativa e com o agravante de serem quatro provas. Duas provas objetivas, uma aplicada pela manhã com 100 itens dos conteúdos de conhecimentos básicos e outra a tarde com 120 itens de conhecimentos específicos. Bem cansativo, mas necessário para conquistar o salário de mais de 15 mil. Os aprovados nessas provas objetivas são convocados para as provas discursivas. São duas provas: uma pela manhã composta por três questões e uma dissertação e outra a tarde com três questões de situações problema e um parecer técnico.

A prova da manhã aborda as disciplinas de direitos humanos, economia do trabalho, direito constitucional e direito administrativo e a da tarde aborda gestão de projetos, direito do trabalho e segurança e saúde no trabalho. Como deu para perceber, a briga é grande nesse concurso. Obviamente tudo pode mudar se outra organizadora for escolhida, mas o candidato deve estar preparado para esse nível de seleção.

As disciplinas de conhecimentos básicos são: português, raciocínio lógico, direitos humanos, administração geral e pública e informática. Os conhecimentos específicos são compostos por: direito constitucional, direito administrativo, auditoria, economia do trabalho, direito do trabalho, seguridade social, legislação previdenciária, segurança e saúde no trabalho, legislação do trabalho e contabilidade geral. Existe uma certa semelhança com os conteúdos de outros cargos fiscais como receita federal, estadual e municipal a exceção das disciplinas específicas de trabalho. A profundidade atingida pelas questões também são proporcionais à provas das carreiras fiscais.

Como deu para perceber esse concurso não é para iniciantes, é necessário uma preparação séria para o candidato ter chances reais de aprovação. Mas se por um lado a preparação demanda empenho e dedicação, por outro esse é o cargo definitivo. Dificilmente um candidato irá buscar uma colocação melhor no mercado público. Todo o esforço para um objetivo justo, a mudança definitiva de vida. Temos ainda bastante tempo para uma boa preparação, mas não tanto tempo para deixar para depois. Os interessados nesse concurso devem iniciar a preparação o mais rápido possível para ganharem o conhecimento necessário para uma boa colocação até a prova.

O bom de tudo é que como a proposta de ocupação das vagas estar escalonada em três anos é possível que os interessados tenham também três oportunidades para realizar o sonho, isso permite ajuste de rumos entre os concursos. Mas isso é aguardar e conferir como será essa oferta escalonada de vagas.



14/03/2016 09h36

Concurso do Tribunal Regional Federal - 2a Região (TRF) é aguardado
Paulo Estrella

Vem por aí um grande concurso da área dos tribunais. É o concurso do Tribunal Regional Federal - 2a Região, que engloba os estados do Rio de janeiro e Espirito Santo. Chamo de grande concurso, pois no concurso de 2011, até o mês passado, já tinham sido feitas 1118 convocações entre técnico administrativo e técnico judiciário.

São 1118 novos servidores entre 2012 e 2016, esse histórico é muito animador para os candidatos interessados, mesmo sendo um concurso, que tudo indica, será para cadastro de reserva. O último concurso perde a validade no dia 16 de julho e os preparativos para o próximo estão nas fases iniciais. O que tudo indica é que o próximo edital deve ser publicado no segundo semestre. Além de ser uma boa oportunidade para qualquer candidato, esse concurso "cai como uma luva" para quem está estudando para a prova do MPE-RJ, pois serve de continuidade de estudo com aproveitamento de muitas disciplinas o mesmo vale para os candidatos que estão estudando para o INSS. O bom desses concursos de continuidade é que o esforço e tempo destinado ao estudo até agora servem para o concurso do TRF com os devidos ajustes. Esse próximo concurso deverá oferecer vagas para nível médio, médio/técnico e nível superior em várias formações. Os cargos de nível médio tem remuneração inicial de R$6.224,79 e os de nível superior de R$ 9.662,84, isso sem contar com todos os benefícios oferecidos pelo tribunal.

Além do número de convocações, a remuneração é bastante atrativa independente do nível de escolaridade. Como venho dizendo, essa é uma grande oportunidade para quem já vem se preparando e como ainda temos tempo, é também uma grande oportunidade para quem está iniciando o estudo agora. Nesse caso, o tempo está a favor do candidato.

Para o cargo de técnico administrativo, na última prova foram cobradas as seguintes disciplinas: Português, raciocínio lógico, matemática básica, direito administrativo, direito constitucional, direito processual civil e direito processual penal. A banca desse último concurso foi a Fundação Carlos Chagas (FCC) que deve servir como base do processo de preparação até que uma banca seja escolhida para esse concurso. Os conteúdos de exatas, RLM e matemática, já eram uma tendência em 2011 nos concursos dessa área. Isso não é ruim, esses conteúdos não serão surpresa como foram para os candidatos que vinham se preparando para o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Já sabemos de sua existência é há tempo suficiente para o candidato, mesmo aquele com grandes dificuldades nessa área, estude e consiga agregar conhecimento suficiente para um bom desempenho na prova. 

Como é um concurso que historicamente é muito atrativo, a concorrência deve ser grande. Por isso, é muito importante que o candidato se dedique à preparação para garantir um bom desempenho na prova e fique dentro da classificação limite do cadastro de reserva. Não podemos esquecer que quanto mais bem classificado estiver o candidato, maiores são as chances de ser convocado e realizar o seu sonho. Esse concurso é uma grande oportunidade para quem fizer uma preparação digna e responsável, por isso está na hora de arregaçar as mangas, estudar, para garantir a realização do seu sonho de ser servidor público.



07/03/2016 10h58

Dificuldades encontradas pelos candidatos a concursos públicos
Paulo Estrella

A dificuldade é estudar. Criar hábito de estudo é complexo, doloroso e normalmente o candidato subestima esse esforço. A maioria inicia achando que conseguirá resultado estudando como se estudava para as provas de ensino médio ou mesmo da faculdade. Muitas vezes leva um tempo para perceber que se não houver dedicação e empenho, o candidato não avança na preparação. São sempre muitos conteúdos diferentes, alguns desses conhecimentos o candidato ignora e precisa sair do zero. Conhecer a disciplina e sua lógica para só depois conseguir alcançar a profundidade exigida nas provas de concursos. Com isso o candidato leva muito tempo para perceber os resultados do esforço de preparação. Iniciar os estudos é o momento mais difícil, onde é necessário um grande esforço para obter resultados as vezes insignificante.

Quando o candidato persevera, logo percebe que os avanços são cada dia pais perceptíveis. Quando alcança esse ponto, o desempenho passa a ser um motivador para a própria preparação. O candidato fica se sentindo mais próximo da sua aprovação quando consegue fazer questões de provas anteriores do órgão e da banca organizadora. Essa é a medida do desempenho do candidato, as provas já aplicadas pela banca nas disciplinas do último edital publicado. Esse é o segundo ponto crítico para o candidato, iniciar a resolução de questões de provas anteriores.  Esse é outro desafio frequentemente subestimado pelo candidato. Muitas vezes o candidato depois de assistir aulas, ler livros e apostilas tenta fazer questões e o índice de erros é muito grande. Isso é normal e deve ser superado se o candidato quer se manter na preparação.

A dificuldade reside nos professores e autores de livros e apostilas, eles naturalmente ajustam a linguagem para ter o entendimento do seu publico, os professores e autores têm compromisso com o aprendizado do aluno. O mesmo não ocorre com os professores autores de questões de provas de concurso, interpretar a questão faz parte do processo seletivo, dessa forma, o esforço para interpretar e resolver a questão é muito grande e normalmente o candidato encontra um abismo entre a forma que estudou um determinado conteúdo e a forma em que esse mesmo conteúdo é cobrado em prova. Nesse momento temos uma grande desistência por parte do candidato. Mas fazer questões é treino, interpretar questões é uma questão de ter visto essa mesma abordagem em outras questões já aplicadas em provas passadas. Mas errar a questão incomoda muito o candidato que acaba se desmotivando. Nesse ponto a perseverança é fundamental, esse é o grande último obstáculo entre o candidato e a sua aprovação.

Na verdade, a preparação para um concurso inicia realmente quando ele começa a fazer questões de provas, todo o resto é introdução ao estudo. Quando o candidato faz bem as provas passadas, com certeza terá um bom desempenho na prova. No meu ponto de vista, esses são os dois grandes obstáculos da preparação: iniciar os estudos e fazer questões de provas anteriores. O resto é muito pessoal. O candidato que trabalha, sabe que não terá muito tempo para se dedicar ao estudo e com isso o tempo de preparação fica maior também, mas o cargo público não é de todo urgente, ele está empregado e tem como sobreviver até conseguir os conhecimentos necessários para a sua aprovação. Para o candidato desempregado, a situação o é urgente, mas tem, em contrapartida, todo o tempo disponível para o estudo intensivo. Esse último naturalmente terá um tempo de preparação menor, pois o estudo foi mais intensivo e a motivação é a própria crise pessoal do desemprego.

O que cada candidato deve fazer é desenvolver seu planejamento de estudo a partir de suas possibilidades e necessidades. Esse sendo um processo consciente, tanto faz se o candidato trabalha ou não, ele será aprovado no seu tempo, que é proporcional a intensidade de estudo que pratica. Quanto mais intenso for o estudo mais rápido o candidato fica em condições de passar.