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Rio Encena

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TEATRO. Com conteúdo do site RioEncena.com.br, vamos trazer notícias, entrevistas e prestação de serviços sobre espetáculos dos mais variados estilos e gêneros em cartaz no Rio de Janeiro.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



12/08/2016 11h27

Tuca Andrada faz três apresentações do show 'Orlando Silva - Nada Além'

O ator Tuca Andrada está de volta com o show "Orlando Silva - Nada Além", dessa vez, para apenas três apresentações no Teatro Oi Casa Grande, no Leblon: nesse sábado (13/08), às 21h30; e no domingo (14/08), às 17h e às 19h30. Com direção musical de Marcelo Alonso Neves e direção artística de Inez Viana, o espetáculo tem no repertório 21 músicas - entre elas, elas "Carinhoso", "Atire a primeira pedra" e "Lábios que beijei" - que ficaram famosas na voz do Cantor das Multidões, falecido em 1978, aos 63 anos. Confira imagens do show aqui.

Tuca Andrada faz três apresentação do show Orlando Silva - Nada Além. Foto: Aline Macedo/Divulgação

Entre uma canção e outra, Tuca, que sobe ao palco acompanhado de cinco músicos, tem poucos diálogos com a plateia para falar um pouco sobre a história de Orlando Silva, sua importância para a música popular brasileira e também a influência que teve sobre outros artistas de renome como Lúcio Alves, Ciro Monteiro, João Gilberto e Caetano Veloso.

"O cara gravou tudo de melhor. Estou contente por prestar essa homenagem e mostrar o Orlando pelos olhos do Tuca. Esse show é uma demonstração de paixão pelo Brasil, de amor pelo nosso país. Em um momento em que estamos precisando muito disso - ressalta Tuca, que atualmente está envolvido com as gravações de 'A Lei do Amor'", próxima novela das 21h da TV Globo.

Essa, no entanto, não é a primeira vez que Tuca interpreta Orlando Silva. Em 2004, ele já havia protagonizado "Orlando Silva - O Cantor das Multidões", que ficou em cartaz por três anos, viajando em turnê por mais de 40 cidades e reunindo cerca de 300 mil espectadores. Aliás, esse primeiro espetáculo foi fundamental para criação do atual show, além, é claro, do prestígio que Orlando tem até hoje diante dos fãs.

"Percebemos uma grande fidelidade dos fãs dele que assistiam diversas vezes ao espetáculo, idosos que viram o sucesso de Orlando e seus filhos e netos que foram contaminados com tanto talento. E sempre foi muito cobrado, pelos espectadores, que produzíssemos um show de Tuca com as canções cantadas por Orlando Silva. Acreditando que este seja o momento certo, surge o projeto de fazer um show inédito para homenagear o centenário do cantor comemorado entre outubro de 2015 a outubro de 2016", explica a diretora de produção Cláudia Marques.

Já Inez Viana complementa, enfatizando a diferença entre os dois projetos.

"Para o show a abordagem é diferente do musical. Porque, em síntese, é uma homenagem do ator-cantor Tuca ao centenário do Orlando. Nele, não se conta a história do Orlando, se canta. É quase um ?Orlando por Tuca?, com seus maiores sucessos revisitados, junto a músicos de primeira linha. A intenção é que as pessoas saiam emocionadas e felizes, por relembrarem ou até mesmo conhecerem os sucessos de Orlando na voz de Tuca", encerra.

Serviço:

Local: Teatro Oi Casa Grande
Endereço: Avenida Afrânio de Melo Franco, Nº290 - Leblon.
Telefone: (21) 2511-0800
Sessões: Sábado (13/08) às 21h30; domingo (14/08) às 17h e às 19h30
Elenco: Tuca Andrada; músicos: Berval Moraes (contra baixo), João Bittencourt (piano e acordeon), Cassius Theperson (bateria), Caio Cezar Sitonio (violão) e Rodrigo Revelles (sax alto e flautas)
Direção: Inez Viana
Direção musical: Marcelo Alonso Neves
Classificação: Livre
Entrada: R$ 100 (plateia vip); R$ 80 (plateia); R$60 (balcão); R$ 100 (camarote); *todos os setores têm meia-entrada
Funcionamento da bilheteria: Terça e quarta entre 15h e 20h; quinta e sexta entre 15h e 21h30; sábado entre 12h e 22h; domingo entre 12h e 19h30
Gênero: Show musical
Duração: 70 minutos
Capacidade: 926

Repertório:

"Pour Vous Madame" - Erastótenes Frasão e Cristóvão de Alencar
"Cidade Brinquedo" - Silvino Neto e Plínio Bretas
"A Jardineira" - Benedito Lacerda e Humberto Porto
"Abre a Janela" - Arlindo Marques Junior e Roberto Roberti
"Preconceito" - Marino Pinto e Wilson Batista
"Curare" - Bororó
"Sertaneja" - Rene Bitencourt
"Magoas de caboclo" - J. Cascata e Leonel Azevedo
"Lábios que beijei" - J. Cascata e Leonel Azevedo
"Carinhoso" - João de Barro e Pixinguinha
"Súplica" - Deo, Jose Marcilio e Otavio Gabus Mendes
"Nada Além" - Custódio Mesquita e Mário Lago
"Meu consolo é você" - Nassara e Roberto Martins
"Rosa" - Otavio de Souza e Pixinguinha
"Dama do Cabaré" - Noel Rosa
"Errei Erramos" - Ataulfo Alves
"Aos pés da cruz" - Marino Pinto e Zé da Zilda
"Atire a primeira Pedra" - Ataulfo Alves e Mario Lago
"Alegria" - Assis Valente e Durval Maia
"Céu Moreno" - Uriel Lourival

*Segundo informações do teatro e/ou da produção do espetáculo 



05/08/2016 14h48

Infantil com atores cegos e entrada franca estreia no Parque das Ruínas

O infantil "Ventaneria - A Cidade das Flautas" estreia no Centro Cultural Parque das Ruínas, em Santa Teresa, neste sábado (06/08), às 11h, com uma característica que deve chamar atenção de boa parte da criançada que estiver na plateia. Com entrada franca ao longo de toda a temporada - que vai até 28/08 - o espetáculo é protagonizado por dois atores cegos: Moira Braga, que ainda assina o texto, e Felipe Rodrigues. Dirigidos por Morena Cattoni, ambos têm como missão representar a diversidade e superação de limitações, alguns dos temos propostos pela peça.

Ventaneria. Foto: Thelma Vidale

- O texto inspira poesia, música, movimento e aborda, com muita leveza, o tema das diferenças, da diversidade e da capacidade humana de superar limitações com criatividade e tolerância - explica Moira, que já atuou ao lado do próprio Felipe no também infantil "Nhac! Uma Lição de Queijo" e no adulto "Volúpia da Cegueira".

Com inspiração nas cidades imaginárias apresentadas pelo personagem Marco Polo na obra "As Cidades Invisíveis", do escritor italiano Ítalo Calvin (1923-1985), Ventaneria é uma metrópole mágica conhecida pelas flautas que voam amarradas a pipas coloridas e só podem ser tocadas com o sopro dos ventos.

Entretanto, um certo dia, Ventaneria amanhece em silêncio, sem vento e, consequentemente, sem música. É aí então que surge o menino Rudin, que só consegue "ver" com as mãos. Mas mesmo sendo o único habitante da cidade a não saber fazer flautas, tampouco empinar pipas, ele descobre como trazer a música e a alegria de volta. Com o exemplo de Rudin, o espetáculo pretende fazer com que os pequenos se identifiquem com questões pertinentes ao universo infantil como, por exemplo, se sentir diferente, ser excluído das brincadeiras e não ser compreendido por ter uma forma especial de observar o mundo.

SERVIÇO

Local: Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas
Endereço: Rua Murtinho Nobre, Nº169 - Santa Teresa.
Telefone: (21) 2215-0621
Sessões: Sábado e domingo às 11h  (*sábados contam com Intérprete de LIBRAS, áudio-descrição e legendas eletrônicas)
Período: 06/08 a 28/08
Elenco: Felipe Rodrigues e Moira Braga
Direção: Morena Cattoni
Texto: Moira Braga
Classificação: Livre
Entrada: Franca
Funcionamento da bilheteria: Não informado
Gênero: Infantil
Duração: Não informado
Capacidade: 86 lugares



04/08/2016 10h15

'Cássia Eller - O Musical' volta ao Rio de Janeiro para quatro apresentações

Um dos espetáculos mais concorridos de 2015 no Rio de Janeiro, "Cássia Eller - O Musical" está de volta à capital fluminense. No entanto, quem não quiser ficar de fora desta vez precisará correr para garantir seus ingressos já que a montagem, que repassa a vida e a carreira da cantora falecida em 2001, com apenas 39 anos, fará apenas três apresentações no Teatro Oi Casa Grande, no Leblon. Com ingressos variando entre R$ 45 (meia) e R$ 100, as sessões estão marcadas para sexta (05/08) às 21h; sábado (06) às 17h e às 21h, e domingo (07) às 20h.

Cássia Eller - O Musical. Foto: Divulgação

Na peça dirigida pela dupla João Fonseca e Vinícius Arneiro, a atriz e cantora Tacy de Campos interpreta a personagem central. O texto de Patrícia Andrade acompanha toda a trajetória de Cássia, começando antes mesmo do início da carreira. Por se tratar de uma obra de ficção, porém com base em fatos reais, a autora entrevistou familiares e amigos da artista. Inclusive Maria Eugênia - um dos amores de Cássia retratados no palco - que a ajudou a criar seu filho, Chicão.

Já a direção musical ficou a cargo da percussionista Lan Lan, que tocou com Cássia até o fim de sua vida. Cinco músicos e sete atores executam ao vivo o repertório que costura a dramaturgia do espetáculo com cerca de 30 canções. Entre elas, alguns clássicos como "Malandragem", "ECT", "Relicário" e "Com Você meu Mundo Ficaria Completo".

"Cássia Eller - O Musical" estreou no Rio de Janeiro há dois anos, no CCBB. Somente em 2015, foi assistido por aproximadamente 90 mil pessoas depois de percorrer 12 capitais brasileiras. Já em 2016, o planejamento é passar por outras 15 capitais, como, por exemplo, Goiânia, Cuiabá e Natal.

Serviço:

Local: Teatro Oi Casa Grande
Endereço: Avenida Afrânio de Melo Franco, Nº  290 - Leblon.
Telefone: (21) 2511-0800
Sessões: Sexta (05/08) às 21h; sábado (06/08) às 17h e às 21h; domingo (07/08) às 20h
Elenco: Tacy de Campos, Eline Porto, Emerson Espíndola, Juliane Bodini, Jana Figarella, Jandir Ferrari, Thainá Gallo; obs.: Tacy de Campos e Jana Figarella revezam-se no papel principal sem aviso prévio; banda: Felipe Caneca (pianista), Pedro Coelho (baixista), Diogo Viola (guitarrista), Mauricio Braga (baterista) e Fernando Caneca (violonista)
Direção: João Fonseca e Vinícius Arneiro
Texto: Patrícia Andrade
Classificação: 14 anos
Entrada: Sexta - R$90 (inteira) e R$45 (meia); sábado às 17h - R$90 (inteira) e R$45 (meia); sábado às 21h - R$100 (inteira) e R$50 (meia); domingo - R$100 (inteira) e R$50 (meia)
Funcionamento da bilheteria: Terça a domingo entre 15h e 21h
Gênero: Musical
Duração: 130 minutos
Capacidade: 926 pessoas

* Segundo informações do teatro e/ou da produção do espetáculo



04/08/2016 09h05

Musical em homenagem a Billie Holiday reestreia em teatro do Rio

As glórias do palco e os dramas da vida da cantora Billie Holiday (1915-1959) são o pano de fundo do musical "Amargo Fruto", que estreia no Teatro Carlos Gomes, no Centro, nesse sábado (06/08), às 19h30. Sob direção de Ticiana Studart - que assina o texto com Jau Sant'Angelo -  a atriz e cantora Lilian Valeska volta a interpretar a problemática artista norte-americana e cantar 19 músicas de seu repertório. Entre os clássicos, estão "Summertime", "Strange Fruit" e "Speak Low". O espetáculo, cuja temporada de estreia em 2015 rendeu o Prêmio Cesgranrio de Melhor Direção Musical (Marcelo Alonso Neves), fica em cartaz até 25 de setembro, com sessões ainda quintas e sextas, também às 19h30, e domingos, às 18h.

Amargo Fruto. Foto: Claudia Carneiro

Entre uma canção e outra, o público acompanha as conturbadas etapas da cantora. Desde os pensamentos da infância até o isolamento total, passando pela miséria, pela dor, o estupro aos 11 anos, a prostituição aos 13 e a iniciação com drogas pesadas aos 17. Ao lado de Lilian, tanto na parte musical quanto na dramatúrgica, estão Milton Filho e Vilma Melo, que cantam e interpretam diversos personagens que passaram pela vida de Billie.

Sobre sua atuação, Lilian ressalta que procura não ser um reflexo da diva do jazz.

"Não tento ser um clone ou uma imitadora de Billie Holiday. No máximo, recorro a algumas inflexões, a certos timbres característicos dela. Quando fui convidada, aceitei na hora. Não tive muito tempo para me preparar, mas li livros, vi vídeos, tentei aprender com a própria Billie, sem imitá-la", destacou ela à época da estreia.

Já o premiado Marcelo Alonso Neves recorda que não se restringiu apenas a Billie Holiday para tratar da direção musical e dos arranjos.

"Ouvi muito Billie, mas também outros cantores. "All of me" é uma canção gravada por muitos deles. Ouvi-los me ajudou a conhecer melhor a música, já que Billie mudava muito a linha melódica do que cantava. Para acompanhar Lilian, optei por um trio básico do jazz: piano, baixo e bateria, mais sax tenor. Arranjar para um espetáculo como este requer alguns cuidados. Fiz mudanças, mas sem exagerar", complementa.

Serviço:

Local: Teatro Municipal Carlos Gomes
Endereço: Rua Pedro I, Nº 4 - Praça Tiradentes, Centro.
Telefone: (21) 2224-3602
Sessões: Quinta a sábado às 19h30; domingos às 18h (exceto 1, 2, 3 e 4 de setembro)
Período: 06/08 a 25/09
Elenco: Lilian Valeska, Milton Filho (stand in Reynaldo Machado) e Vilma Melo; músicos: Adaury Mothé (piano), Berval Moraes (baixo acústico), Emile Saubole (bateria) e Gabriel Gabriel (saxofone)
Direção: Ticiana Studart
Texto: Ticiana Studart e Jau Sant'Ângelo
Classificação: 12 anos
Entrada: R$ 60 (inteira) R$ 30 (meia)
Funcionamento da bilheteria: Quarta a domingo entre 14h e 18h; após às 18h, ingressos apenas para espetáculos do dia
Gênero: Musical
Duração: 90 minutos
Capacidade: 685 lugares



01/08/2016 14h53

Para atrair turistas durante a Rio 2016, espetáculo faz temporada com legendas em inglês

Como se montar um espetáculo teatral já não fosse trabalhoso o suficiente, tendo em vista preocupações com figurino, cenário e pauta no teatro, além de outros quesitos mais, a produção de "Quatro Janelas Para o Paraíso" decidiu ir além, a fim de agradar aos turistas que estarão no Rio de Janeiro para a Olimpíada. De olho nos estrangeiros que poderão se dividir entre as competições e as artes cênicas, a produção do espetáculo viu com bons olhos fazer a temporada no Teatro Ipanema entre 13/08 e 05/09 - ou seja, pegando boa parte dos Jogos e também a Paralimpíada - com legendas em inglês em todas as apresentações, que acontecerão de sábado a segunda às 20h.

Quatro Janelas Para o Paraíso. Foto: Renato Mangolin

"Resolvi fazer essa loucura (risos)", brinca Rogério Garcia, que assina a direção de produção da montagem e também integra o elenco.

Essa "loucura", porém, tem um porquê. O espetáculo, dirigido e roteirizado por Alexandre Mello, é livremente inspirado em personagens e peças curtas do norte-americano Tennessee Williams (1911-1983), um dramaturgo de renome internacional, ganhador por duas vezes do Prêmio Pulitzer, em 1948 e 1955. Rogério, portanto, acredita que o nome do autor pode atrair os turistas de fora, que, segundo estimativa do Ministério do Turismo, deverão totalizar quase 350 mil durante a Rio 2016.

"Nós (da Surreal Cia. de Teatro) estamos pesquisando o Tennessee há tempos, e o roteiro foi construído sobre a dramaturgia dele. Por isso, achamos que vamos ter um chamariz para o público gringo. Mas como trazer eles para o teatro? Então pensamos na legenda", recorda Rogério.

Para que o texto em inglês - que será projetado por um dos atores na parte inferior do palco - fique o mais próximo possível da essência do original, e não apenas uma tradução literal, foi contratada Tônia Rodrigues, uma brasileira casada com um austríaco que além de dubladora também é atriz. Ou seja, um olhar mais preciso para colocar no papel todas as nuances presentes na dramaturgia da companhia.

"É importante alguém com essa sensibilidade porque o texto tem seus cacos, gírias, detalhes...", ratifica Rogério, apontando ainda outros dois trunfos para atrair espectadores de fora: "Em Ipanema tem muitos hotéis, onde vamos distribuir flyers para chamar as pessoas. E a temporada também foi planejada, porque na primeira semana de Olimpíada, a cidade ainda vai estar comprometida, se entendendo ainda. Mas como vamos estrear dia 13, pegamos a Paralimpíada também e os turistas que quiserem ficar no Rio um pouco mais".

O espetáculo

Criado a partir de experimentos feitos em parceria com o Ateliê Alexandre Mello, "Quatro Janelas Para o Paraíso" conta quatro histórias que se passam numa mesma cidade, mas em momentos diferentes. Nesse contexto, enquanto o caos parece tomar conta de maneira geral, o roteiro aponta quatro saídas inusitadas para o inferno do cotidiano.

Entre os personagens, estão um jovem poeta que passa a trabalhar como lanterninha num cinema decadente; um adolescente pressionado pela mãe a assumir responsabilidades de adulto; um rapaz internado num hospital com insuficiência cardíaca e um casal que se desentende dentro de uma cabine de streap-tease.

"Mesmo esses personagens tendo sido criados há anos, parecem muito próximos ao momento em que vivemos hoje, com tudo eclodindo de uma vez, seja bondade, seja corrupção... Eles são muito viscerais, e nós achamos que tem a ver com nossa realidade atual", encerra Rogério.

Serviço:

Local: Teatro Ipanema
Endereço: Rua Prudente de Moraes, nº 824 - Ipanema.
Telefone: (21) 2267-3750
Sessões: Sábado, domingo e segunda às 20h
Período: 13/08 a 05/09
Elenco: Alana Ferrigno, Anna Virgínia, Flipe Porto, Helio Barcia, Jojo Rodrigues, Lays Ariozi, Rogério Garcia, Pedro Lima e Yuri Farage
Direção: Alexandre Mello
Texto: Livremente inspirado em personagens e peças curtas de Tennessee Williams
Classificação: 16 anos
Entrada: R$ 30 (inteira); R$ 15 (meia)
Funcionamento da bilheteria: Quarta a domingo entre 14h e 22h
Gênero: Drama
Duração: 80 minutos
Capacidade: 222 lugares



26/07/2016 11h01

Produções que seguirão em cartaz durante Olimpíada demonstram otimismo em relação ao público

Quarenta! Esse é um número aproximado de peças encerrando temporada nos dois últimos fins de semana de julho, dias 23, 24, 30 e 31. Coincidência ou não, esse movimento de esvaziamento dos teatros cariocas chama a atenção por acontecer às vésperas de um evento que promete mudar radicalmente o dia a dia do Rio de Janeiro por pouco mais de 21 dias: a Olimpíada 2016. Com a estimativa do Ministério do Turismo de que nesse período a cidade deverá receber entre 250 mil e 350 mil turistas estrangeiros - isso sem falar nos que vêm de outros estados brasileiros - parece inevitável que conhecidos transtornos, como transportes lotados e trânsito caótico, cresçam proporcionalmente, fazendo com que muitos saiam às ruas apenas para o estritamente necessário. Cenário preocupante para os profissionais de teatro? Parece que não.

Algumas produções driblaram o receio para alimentar uma expectativa positiva em relação ao público mesmo durante o período olímpico. Isso ficou claro nas conversas que a reportagem do RIO ENCENA teve com profissionais ligados a oito dos espetáculos que continuarão sendo apresentados.

O Musical Mamonas. Foto: Divulgação

Túlio Rivadávia, um dos produtores e idealizadores de "O Musical Mamonas", é um grande exemplo de positivismo. Para justificar seu raciocínio, ele menciona o perfil da montagem que fica no Theatro Net Rio, em Copacabana, até 28 de agosto.

"Para esse período, pensamos estrategicamente no espetáculo que temos. Os Mamonas trazem esse carisma do brasileiro, a irreverência e a alegria. Queremos mostrar isso para o grande público, não só o estrangeiro, mas o do próprio país que vem para cá. Acreditamos que podemos ser uma grande vitrine", comenta o produtor, destacando ainda outro trunfo a favor do espetáculo: "O Theatro Net Rio fica ao lado do metrô (estação Siqueira Campos). Essa proximidade nos dá um diferencial".

Já Solange Badim, que fica com "A Reunificação das Duas Coreias", no Oi Futuro Flamengo, também até 28 de agosto, acredita que a concorrência menor no teatro será um ponto a favor de quem optou por não encerrar temporada antes dos Jogos.

"Só o fato de saírem tantas peças assim de uma vez já é bom para nós. Quem pretende ir ao teatro terá menos opções. Eu estou confiante", ressalta a atriz, prevendo ainda que a Olimpíada não provocará no Rio o mesmo efeito do Carnaval, época em que o circuito teatral da cidade entra num recesso praticamente total: "No Carnaval, a cidade para. Fica inviável, porque é bloco para todos os lados. Mas agora, não. E também não dá para parar a vida. Eu não vou deixar de fazer minhas coisas (risos)".

E se seguir em cartaz enquanto a maior parte das atenções está voltada para as competições esportivas já pode ser considerado um ato de coragem, imagine dar início a uma temporada poucos dias antes da cerimônia de abertura? É o caso de Ester Jablonski, que vai se apresentar no Teatro Poeira com "O Corpo da Mulher Como Campo de Batalha", entre 04 e 28 do próximo mês. Ela reconhece que não é possível prognosticar a temporada, mas não deixa de mostrar confiança.

"É uma incógnita, não se trata de uma ciência exata, mas não podíamos deixar passar a oportunidade. Sabemos que é um risco, mas não somos um espetáculo comercial, que precisa de um teatro grande, de um público massivo. Achamos que valia a pena fazer. E o espetáculo está pronto, foi muito bem recebido na última temporada", recorda a atriz, referindo-se à estreia no Sesc Copacabana.

Quem também está confiante é Luís Lobianco, do espetáculo de improvisação "Portátil", no Teatro dos Quatro até 02/10. Segundo ele, nem os problemas de locomoção na cidade, tampouco a concorrência do badminton, do nado sincronizado e de outros esportes menos vistos por aqui, tem diminuído a procura por ingressos da peça.

O Portátil. Foto: Divulgação

"A expectativa é boa porque já temos demanda de pessoas de outros estados que já estão comprando ingressos para esse período. Virão muitos turistas, gente de outras cidades do país onde o espetáculo não chega", argumenta Lobianco, que dará uma parada apenas no "Buraco da Lacraia Cabaret On Ice", comédia que apresenta regularmente às sextas num bar da Lapa.

No entanto, em alguns casos, a desconfiança chegou a bater antes do otimismo. Tom Pires, que dirige e atua no infantil "O Pulgo e o Elefante" - com estreia marcada para 30/07 no Teatro Candido Mendes - relembra que balançou ao saber que a temporada aconteceria concomitante com o maior evento esportivo do mundo.

"Quando surgiu a oportunidade, pensei que estavam nos dando o horário porque ninguém estava querendo. Pensei que (a Olimpíada) poderia afastar o público, que já está difícil de comparecer. Mas depois refleti que as escolas estarão de férias, que as crianças não vão ficar enfurnadas nas arenas e poderão ia ao teatro. Então passei a ver mais como uma oportunidade que vai nos favorecer", acrescenta.

Confira abaixo outras declarações:

Gabriel Louchard, ator ("Como é que Pode?" - até 27/08)

"Não tivemos receio de fazer esta temporada. Apostamos desde o início. A cidade vai ter muitos eventos, muito entretenimento, e o teatro vai ser mais uma opção. Acho que vai ser bom, estou com uma boa expectativa, até por estar no coração do Rio (Teatro das Artes, na Gávea). Mas estou em cartaz há cinco anos, e não é um possível mês ruim que vai fazer o espetáculo morrer".

Alexandra Maia, produtora ("A Menina do Dedo Torto" - até 25/09)

"Sim, pensamos nisso antes e quase desistimos da pauta por causa disso. Mas depois resolvemos arriscar e estamos confiantes de que teremos público na Olimpíada. Espero estar certa".

Fábio Matheus, ator ("Precisa-se de Velhos Palhaços" - até 05/08)

"A gente sai de cartaz no dia da cerimônia de abertura, mas já vamos pegar a cidade bem movimentada. Não acredito que essa última semana possa ser prejudicada. A cidade vai estar mais cheia, mas a oferta de atrações também é muito grande. O que não vai faltar é diversidade. A prefeitura fez um passaporte cultural, mas que para nós não surtiu muito efeito na primeira semana. Vamos poder detectar isso melhor a partir de agora".



19/07/2016 19h52

Espetáculo retrata a situação dos idosos no Brasil em sessões gratuitas

Com um texto escrito no início dos anos 70 por Oduvaldo Vianna Filho, mas ainda bem atual, "Vianinha Conta o Último Combate do Homem Comum" faz quatro apresentações gratuitas no Teatro Glauce Rocha, no Centro, entre essa quarta-feira (20/07) e domingo (24), sempre às 19h. Dirigido por Aderbal Freire-Filho, o espetáculo é protagonizado por Souza (Rogério Freitas), personagem central que exemplifica a delicada situação, que se arrasta há anos, dos idosos no Brasil.

Vianinha. Foto: Thyago Andrade

Originalmente, a obra era chamada "Nossa Vida em Família" ou simplesmente "Em Família". Já em 2014, estreou no Teatro Sesc Ginástico com o novo título, porém com a mesma dramaturgia, que mistura drama e humor. Aposentado, Souza reúne a esposa Lu (Vera Novello) e os filhos num almoço de domingo em sua casa no município de Miguel Pereira, no centro-sul fluminense. Lá, ele lhes comunica que precisará deixar a residência, uma vez que sua aposentadoria não é suficiente para seguir pagando o aluguel. A dura decisão que a família toma é separar o casal de idosos no fim de suas vidas. Enquanto ele vai morar com uma das filhas em Brasília, onde o clima é mais seco e faz bem à sua saúde; ela fica num asilo no Rio de Janeiro.

"É sempre oportuno fazer um texto do Vianinha. Ele é um dos nossos autores clássicos. O teatro dele tem características não só dramáticas quanto épicas. Os personagens trazem reflexão e um pensamento que traduz o homem comum brasileiro", destaca o diretor.

Ainda em 2014, a montagem ganhou o Prêmio Cesgranrio de Melhor Ator (Rogério Freitas). Já no Prêmio Questão de Crítica, faturou nesta mesma categoria e também como Melhor Cenário. Além disso, foi indicado em categorias dos prêmios Aptr e Shell.

Serviço:

Local: Teatro Glauce Rocha
Endereço: Avenida Rio Branco, Nº179 - Centro.
Telefone: (21) 2220-0259
Sessões: Quarta a domingo às 19h
Período: 20/07 a 24/07
Elenco: Ana Barroso, Erika Riba, Ana Velloso, Bella Camero, Luisa Arraes, Marianna Pastori, Beth Lamas, Gillray Coutinho, Isio Ghelman, Alexandre David, Kadu Garcia, Paulo Giardini, Rogério Freitas e Vera Novello
Direção: Adernal Freire-Filho
Texto: Oduvaldo Vianna Filho
Classificação: 12 anos
Entrada: Franca
Funcionamento da bilheteria: Serão distribuídas senhas
Gênero: Comédia dramática
Duração: 120 minutos
Capacidade: 202 lugares
*Segundo informações do teatro e/ou da produção do espetáculo



19/07/2016 17h55

Prêmio Cesgranrio divulga lista de indicados do primeiro semestre

O corpo de jurados do Prêmio Cesgranrio divulgou nesta segunda-feira (18) a lista de indicados do primeiro semestre para a quarta edição da premiação. Nesta relação - que será anexada à do segundo semestre a ser anunciada em dezembro - um dos destaques é o espetáculo "Auê", com cinco indicações, inclusive como Melhor Espetáculo e Categoria Especial, para todo o elenco. Já "Os Realistas", em cartaz no Teatro Maison de France, e "Gota d?Água (a Seco)" ficaram com quatro nomeações, cada.

Auê. Foto: Divulgação

Maior premiação do teatro nacional com R$ 25 mil para os vencedores de cada uma das 12 categorias - o que soma um total de R$ 300 mil - o Prêmio Cesgranrio vai contemplar os vencedores numa cerimônia marcada para 24 de janeiro do ano que vem, com homenagem a Bibi Ferreira. Os ganhadores serão definidos através de votos dos jurados Carolina Virgüez, Daniel Schenker, Jacqueline Laurence, Lionel Fischer, Macksen Luiz, Rafael Teixeira e Tânia Brandão.

Confira a lista abaixo:

Melhor Direção
Duda Maia por "Auê"
Guilherme Weber por "Os Realistas"
Marcio Abreu por "Nós"

Melhor Ator
Álamo Facó por "Mamãe"
Emílio de Mello por "Os Realistas"
Matheus Nachtergaele por "Processo de Conscerto do Desejo"

Melhor Atriz
Debora Bloch por "Os Realistas"
Helena Varvaki por "A Outra Casa"
Suzana Faini por "O Como e o Porquê"

Melhor Espetáculo
"Auê"
"Mamãe"
"Nós"

Melhor Cenografia
André Cortez por "Gota d?Água (a Seco)"
Aurora dos Campos por "Os Sonhadores"
Daniela Thomas e Camila Schmidt por "Os Realistas"

Melhor Iluminação
Maneco Quinderé por "O Como e o Porquê"
Rodrigo Belay por "Os Sonhadores"
Tomás Ribas por "Fatal"

Melhor Figurino
Kika Lopes por "Auê"
Kika Lopes por "Gota d?Água (a Seco)"
Luiza Fradin por "Se eu Fosse Iracema"

Melhor Texto Nacional Inédito
Álamo Facó por "Mamãe"
Diogo Liberano por "Os Sonhadores"
Rodrigo Portella por "Alice Mandou um Beijo"

Categoria Especial
Cesar Augusto pela curadoria do Galpão Gamboa
Wolf Maya pela construção do Teatro Nathalia Timberg
Todo o elenco de "Auê"

Melhor Direção Musical
Alfredo Del-Penho e Beto Lemos por "Auê"
Luis Barcelos por "A Cuíca do Laurindo"
Pedro Luís por "Gota d?Água (a Seco)"

Melhor Ator em Musical
Alexandre Rosa Moreno por "A Cuíca do Laurindo"
Hugo Germano por "A Cuíca do Laurindo"

Melhor Atriz em Musical
Laila Garin por "Gota d?Água (a Seco)"



15/07/2016 13h05

Adaptação do clássico 'O Pequeno Príncipe' estreia no Rio

Recontar um clássico infantil consagrado a partir do olhar de uma personagem secundária. Essa é a proposta de "O Pequeno Príncipe - A Versão da Rosa" que estreia neste sábado (16), às 16h, no Imperator - Centro Cultural João Nogueira, no Méier. Como o título já adianta, a montagem leva ao palco a obra do francês Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) com base nas experiências da pequena flor amiga do protagonista.

O Pequeno Príncipe. Foto: Studio Vargas

Depois que o Pequeno Príncipe saiu para conhecer outros mundos, ninguém sabe realmente o que aconteceu com a pobre Rosa. E para desvendar esse mistério, a peça explora várias linguagens para apresentar planetas e cenários vividos e narrados pela Rosa que acompanha, de longe, a trajetória de seu Príncipe.

O monólogo - feito em parceria entre a Mari Produções de Curitiba e a Cineteatro Produções do Rio de Janeiro - é uma adaptação inédita do autor Daniel Porto, com direção de Edson Bueno. Já a atriz Mariana Martins dá vida à personagem central, no caso a Rosa. Com projeções audiovisuais que ajudam a compor o cenário e remetem o ambiente a uma atmosfera futurística, o espetáculo ultrapassa a barreira do infantil, prometendo atingir também o público adulto.

Serviço:

Local: Imperator - Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, Nº170 - Méier.
Telefone: (21) 2596-1090 ou 2597-3897
Sessões: Sábado e domingo às 16h
Período: 16/07 a 31/07
Elenco: Mariana Martins
Direção: Edson Bueno
Texto: : Antoine de Saint-Exupéry (adaptação de Daniel Porto)
Classificação: Livre (indicado para crianças acima de 5 anos)
Entrada: R$ 30 (Inteira); R$ 15 (meia)
Funcionamento da bilheteria: Terça e quarta entre 13h e 20h; quinta e sexta entre 13h e 21h30; sábado e domingo a partir das 10h.
Gênero: Infanto-juvenil
Duração: 50 minutos
Capacidade: 607 lugares



14/07/2016 10h56

No prédio do antigo Cine Palácio, novo Teatro Riachuelo tem inauguração marcada

Tombado pelo Patrimônio Histórico do Rio de Janeiro em 2008, o antigo Cine Palácio, na Cinelândia, será reaberto no próximo dia 12 de agosto, porém como um teatro.

Fechado por cerca de seis anos, o espaço passou por intensos processos de restauração e modernização e passará a se chamar Teatro Riachuelo Rio, onde poderão ser realizados eventos relacionados a música, teatro, dança e arte. A proposta é diversificar o público.

Teatro Riachuelo. Foto: Divulgação

Para a inauguração - que estava prevista para 2015, mas ficou para este ano - está programada a estreia do espetáculo "Garota de Ipanema". As atrações seguintes devem ser : "Elis - O Musical" e "Chacrinha - O Musical".

Comprado pelo Banco Opportunity, e com iniciativa da Aventura Teatros, um projeto criado pela Aventura Entretenimento, o centro cultural, cuja capacidade é de 1.000 pessoas, promete ser, segundo seus investidores, um forte polo de arte e cultura na cidade. A ideia é que haja funcionamento diário, com palestras, espetáculos, filmes, shows, entre outros. Está previsto ainda um planejamento de convênios com universidades da cidade, para a criação de conteúdos relacionados a história e cultura local. O Teatro Riachuelo Rio - terceiro a ser inaugurado em 2016, depois do Teatro Nathalia Timberg e do Cesgranrio - também irá fornecer acessibilidade para os deficientes visuais e auditivos, prometendo tornar permanente as sessões com acompanhamento em libras e áudio descrição.

"O Teatro Riachuelo será um centro de atividades culturais, de capacitação, de preservação de nossa memória e, acima de tudo, propagador de todas as artes", comenta Fernando Campos, sócio-diretor da Aventura Teatros. Há oito anos no mercado apostando no crescimento e modernização do cenário teatral, a empresa, na qual Fernando tem como sócios Aniela Jordan e Luiz Calainho, é responsável por musicais de destaque. Além de "Elis" e "Chacrinha", o grupo levou também aos palcos "Um Violinista no Telhado", "Hair", "A Noviça Rebelde", "Sete - O Musical", "O Mágico de Oz" e "Rock in Rio - O Musical", entre outros. Segundo a própria Aventura Entretenimento, estas montagens levaram mais de 2 milhões de pessoas aos teatros.

Serviço:

Teatro Riachuelo Rio Endereço: Rua do Passeio, 38 - Centro.



13/07/2016 14h28

Espetáculo discute questões éticas como amizade e competitividade

Com uma mistura entre comédia e drama, "Precisa-se de Velhos Palhaços" estreia nessa quinta-feira (14), às 20h, no Teatro Gláucio Gill, em Copacabana. No palco, os atores Fábio Mateus, Felipe Villela e Johnny Rocha, do Grupo Velhos Amigos, alternam momentos de humor e emoção ao interpretarem três palhaços que, depois de 30 anos, se reencontram numa entrevista de emprego, onde acabam mergulhando em questões de ética como amizade e competitividade.

"Quem vai ficar com a vaga? Ou melhor, vale tudo para conseguir o que se deseja?", questiona Felipe Villela.

O espetáculo é uma remontagem da peça do romeno Matei Visniec originalmente intitulada "Uma Trabalhinho Para Velhos Palhaços". Com adaptação e tradução de Pedro Sette Câmara, a versão dirigida por Anderson Marques alterna humor e emoção através dos três personagens veteranos que carregam malas com histórias e lembranças, como velhos cartazes e jornais.

Precisa-se de velhos palhaços. Foto: Divulgação

"O trabalho corporal é fundamental porque representamos homens mais velhos que também são palhaços. Houve necessidade de uma grande preparação e concentração", salienta Johnny Rocha.

"Precisa-se de Velhos Palhaços" fica em cartaz até dia 5 de agosto com apresentações às quintas e sextas, às 20h. A classificação etária é de 12 anos, e os ingressos custam R$ 30.

SERVIÇO

Local: Teatro Glaucio Gill
Endereço: Praça Cardeal Arco Verde, Copacabana.
Telefone: (21) 2332-7904
Sessões: Quinta e sexta às 20h
Período: 14/07 a 05/08
Elenco: Fábio Mateus, Felipe Villela e Johnny Rocha
Direção: Anderson Marques
Texto: Matei Visniec (tradução de Pedro Sette Câmara)
Classificação: 12 anos
Entrada: R$ 30 (inteira); R$ 15 (meia)
Funcionamento da bilheteria: Diariamente entre 16h e 20h
Gênero: Comédia, drama
Duração: 70 minutos
Capacidade: 102 lugares



12/07/2016 12h26

Diretora relembra experiência na Alemanha com peça em alusão ao ônibus 174: 'Perguntaram se era guerra'

Teatro feito por adolescentes para adolescentes. Assim podem ser resumidos os 30 anos da professora Andreia Fernandes, de 59, no Teatro Tablado, que aliás em 2016 está completando 65 de existência. No entanto, ao longo desta trajetória, a carioca, que também é dramaturga, diretora e escritora, tem procurado fugir daquele perfil de espetáculo juvenil que fala apenas dos dramas típicos desta fase, tipo a primeira vez ou os conflitos com os pais. Um exemplo disso é a sua última obra - na qual divide direção e texto com Hernane Cardoso - "Paz sem Rosto", que faz alusão às tragédias do ônibus 174 e da chacina da Candelária. Ao adotar tal linha alternativa, Andreia teve a oportunidade de viver novas experiências na carreira, como a oportunidade de levar esta montagem a um festival na Alemanha, onde, segundo ela, a dura realidade de muitos jovens do Rio de Janeiro surpreendeu a muita gente.

Paz Sem Rosto. Foto: Divulgação

"Paz sem Rosto" nasceu em 2015 no Teatro Tablado. Andreia pediu aos seus alunos - de classe média - sobre o que eles gostariam de falar na peça. Na época, estava em voga a discussão sobre a redução da maioridade penal, o que motivou a turma a seguir nesse tema. No palco, 20 jovens vivem o drama da violência no Rio. Em determinado ponto da história, um grupo de meninos perde um amigo, assassinado por outro adolescente. Enfim, uma triste realidade para os cariocas, mas que ainda parece surpreendente para quem não a encara diariamente. Prova disso foram as reações que Andreia presenciou no "Kids on Stage" ("Crianças no Palco", do inglês), em junho passado.

"A recepção na Alemanha foi ótima. Mas eles lá não têm muita noção da nossa realidade, acham que é só aquela coisa da Cidade Maravilhosa. Para eles, é inconcebível uma criança dormindo na rua, o risco de ser assaltado todo dia... Um técnico me perguntou se saio todo dia de casa correndo o risco de levar um tiro. Me perguntaram se era uma guerra", recorda Andreia, que conseguiu colocar a peça na programação de outro festival, chamado "O Brasil na Alemanha".

Sobre a proposta diferente, de fazer espetáculos com uma realidade mais crua e fugir daquelas discussões estereotipadas, Andreia confessa que gostaria que isso deixasse de ser exceção para se tornar regra. No entanto, ela reconhece que esse sonho ainda está um pouco distante.

"Não sei se acredito nessa mudança, mas gostaria que acontecesse. Há uma falsa ideia de que o universo adolescente é esse, de relacionamento, de sexualidade... É isso também, mas ele está atento ao seu redor. Os movimentos de ocupação de escola mostram isso. Eles entenderam que são o futuro, que se não se mexerem agora, no futuro será pior", destaca.

Cadê os espetáculos adolescentes?

Andreia Fernandes. Foto: DivulgaçãoPara decepção de Andreia, não há previsão de uma temporada de "Paz sem Rosto" no Rio de Janeiro. Esse, inclusive, é apenas mais um caso que acarreta na escassez de peças adolescentes no circuito teatral carioca. Independente do tema e da abordagem das obras, os motivos para que se tenha poucas montagens direcionadas para esse público são sempre os mesmos, como enumera a professora.

"É muita burocracia. É preciso autorização de médico, do juizado de menores, do sindicato, porque como são jovens, muitos ainda não são profissionais. Existem razões para que tudo isso seja exigido, mas complica muito. E a falta de apoio também. Não se tem patrocinadores, o estado está falido...", lamenta.

E Andreia vai além. Para ela, se hoje os espetáculos não alcançam uma quantidade maior de espectadores muito se deve ao fato de o público adulto de hoje não ter sido estimulado a frequentar o teatro quando mais jovem.

"Um dos problemas para a falta de público adulto é a falta de teatro para adolescentes. A pessoa vai quando é criança, mas depois não vai mais porque não tem mais peças pra ela. E assim acaba esquecendo o teatro. O público é muito mais de idosos do que de adultos. Faz falta", finaliza.



08/07/2016 12h26

Peça trata questão do bullying infantil de maneira delicada

Incômodo para muitas crianças e preocupação para os respectivos pais, o bullying infantil é o foco do espetáculo "Filhote de Cruz Credo - A Triste História Alegre de Meus Apelidos". Com estreia marcada para esse domingo (10), às 16h - ao longo da temporada até 25/09 haverá sessões aos sábados também - a peça tem texto baseado no livro homônimo de Fabrício Carpinejar, que compartilhou um pouco de sua própria história, repleta de episódios ligados a perseguições e brincadeiras de gosto duvidoso feitas por colegas da época de escola. A proposta é abordar o tema de forma delicada, porém, contundente.

O título da montagem remete a um dos muitos apelidos que o escritor e jornalista gaúcho recebeu na infância. Além de "filhote de cruz credo", também ouvia "cabeção", "cara de morcego" e "monstro", entre outros. Tais alcunhas desagradáveis também são ditas a Fabrício, o menino protagonista da peça, cuja história se passa na década de 70. Incomodado, ele ganha o apoio da mãe e do irmão para aprender a lidar com a situação. De quebra, ainda pretende ganhar o coração de uma menina do colégio.

Peça Filhote de Cruz Credo. Foto: Divulgação

"Descobri este livro num dia em que estava meio triste e devorei na livraria mesmo. A história me encantou pela ambiguidade do título: melancolia e irreverência ao mesmo tempo. É também uma história de construção de autoestima e descoberta do senso de humor. Ou seja, de aprender a aceitar e até achar graça das nossas feiuras e imperfeições", destaca Eduardo Katz, que fez a adaptação do livro para o palco.

Na direção, Isaac Bernat procurou encenar com o foco direcionado para o trabalho dos três atores. Enquanto o próprio Eduardo interpreta o angustiado Fabrício, Priscila Assum, que faz sua estreia no teatro infantil, e João Lucas Romero se revezam entre os outros personagens. Além de atuar, o trio ainda canta o repertório do espetáculo composto 100% por músicas de Erasmo Carlos como "Festa de Arromba", "Vem quente que eu estou fervendo", "O caderninho" e "É preciso saber viver".


SERVIÇO

Local: Oi Futuro Flamengo
Endereço: Rua Dois de Dezembro, 63 - Flamengo.
Telefone: (21) 3131-3060
Sessões: Sábado e domingo às 16h
Período: 10/07 a 25/09
Elenco: Eduardo Katz, Priscila Assum e João Lucas Romero
Direção: Isaac Bernat
Texto: Fabrício Carpinejar (adaptação de Eduardo Katz)
Classificação: Livre
Entrada: R$ 20 (inteira); R$ 10(meia)
Funcionamento da bilheteria: Terça a domingo entre 14h e 20h
Gênero: Infantil
Duração: 60 minutos
Capacidade: 63 minutos



07/07/2016 17h52

'A Descoberta das Américas': com 10 anos de estrada, peça reestreia

Desde que estreou em 2005 - mesmo ano em que o protagonista Julio Adrião faturou o Prêmio Shell de melhor ator - o monólogo "A Descoberta das Américas" já foi assistido por cerca de 150 mil espectadores em mais de 500 apresentações. E esses números devem aumentar consideravelmente, já que a peça, cuja proposta é uma inusitada viagem no tempo aos primórdios do nosso continente, inicia uma nova temporada nessa sexta-feira (08), às 21h, no Teatro Nathalia Timberg, na Barra da Tijuca.

Sob direção de Alessandra Vannucci, Julio - que atuou como o Governador Gelino no filme "Tropa de Elite 2" (2010) - interpreta Johan Padan, um homem que vê sua história simples virar uma grande aventura. Após escapar da fogueira da inquisição, ele, que sempre foi muito esperto, embarca numa das caravelas de Cristóvão Colombo e acaba desbravando um novo mundo, onde vive experiências únicas e passa por inúmeros perigos, como um naufrágio e a caça de um grupo de canibais.

Peça A Descoberta das Américas. Foto: Maria Elisa Franco

Ileso, Johan aproveita seu carisma e consegue cativar os nativos, realizando truques e contando sempre com um pouco de sorte. Venerado como filho do sol e da lua, ele catequiza e guia os nativos numa batalha de libertação contra os espanhóis invasores.

Com texto do italiano Dario Fo - traduzido por Alessandra e Julio - "A Descoberta das Américas" já foi apresentado também fora do Rio de Janeiro. No Piauí, esteve no festival Mito, onde foi bem recebido. Já em território internacional, passou por países como Portugal, Cabo Verde, Angola, Inglaterra, Espanha, Chile e Macau.

SERVIÇO 

Local: Teatro Nathália Timberg
Endereço: Freeway Center - Avenida das Américas, Nº2000 - Barra.
Telefone: (21) 2220-5033
Sessões: Sexta e sábado às 21h; domingo às 19h
Período: 08/07 a 31/07
Elenco: Julio Adrião
Direção: Alessandra Vanucci
Texto: Dario Fo (tradução de Alessandra Vanucci e Julio Adrião)
Classificação: 14 anos
Entrada: R$ 50 (inteira); R$ 25 (meia)
Funcionamento da bilheteria: Terça a domingo entre 13h e 21h
Gênero:  Comédia
Duração: 80 minutos
Capacidade: 400 lugares


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07/07/2016 17h39

'Passional': Drama sobre triângulo amoroso potencialmente fatal

Um relacionamento entre uma cantora da noite, uma garçonete e um escritor pode dar certo? Seria possível um triângulo amoroso se formar de maneira passiva? Ao partir destes questionamentos, o espetáculo dramático "Passional" aborda a curiosa relação desses três personagens, e o desenrolar perigoso ao qual um amor partilhado pode ficar sujeito. A peça estreia na próxima sexta-feira (8), às 20h, no Sesc Tijuca, numa temporada que vai até o próximo dia 31. As sessões acontecem às sextas, sábados e domingos, às 20h, com ingressos a R$ 20.

A trama se desenvolve dentro de um bar decadente de Copacabana, onde surge o romance entre os personagens. Tudo começa quando chega ao local o já frequentador assíduo Eugênio, um jovem escritor mergulhado numa crise criativa e financeira, que o impede de ter ideias para terminar o seu livro, do qual ele mal consegue sair da página de introdução.

Passional. Foto: Elder Gattely

No estabelecimento, para onde se dirigiu em busca de inspiração, Eugênio encontra Miranda, uma garçonete com vasta experiência na vida noturna. Quase que simultaneamente, porém, ele se encanta com Lavínia, uma sonhadora cantora de bar. Logo, surge uma obsessão de Eugênio por Lavínia, e nasce um jogo de poder entre eles e Miranda. A vida do trio se entrelaça, tornando esse jogo perigoso e potencialmente fatal.

Sob a direção de Renato Livera, e com os atores Anna Sant'Anna, Karen Mota, Bruno Quaresma e Rafael Sardão no elenco, "Passional" expõe as vertentes de amor e obsessão, evidenciando as consequências que o exagero e o desequilíbrio emocional podem causar através dos mistérios, intrigas e manipulações.

SERVIÇO

Local: Sesc Tijuca - Teatro I
Endereço: Rua Barão de Mesquita, Nº539 - Tijuca.
Telefone: (21) 3238-2139
Sessões: Sexta, sábado e domingo às 20h
Período: 08/07 a 31/07
Elenco: Anna Sant´Anna, Karen Mota, Bruno Quaresma / Rafael Sardão
Direção: Renato Livera
Texto: Renato Livera e Rafael Sardão
Classificação: 14 anos
Entrada: R$ 20 (inteira); R$ 10 (meia)
Funcionamento da bilheteria: Terça a sexta entre 07h e 20h
Gênero: Drama
Duração: 70 minutos
Capacidade: 228 lugares