SRZD



Ticiana Farinchon

Ticiana Farinchon

SERIADOS DE TV. Formada em Jornalismo pela Facha, cursa pós graduação em Mídias Digitais. Apaixonada por tecnologia e cultura, tem nos seriados de TV seu maior vício, acompanhando em tempo real tudo o que acontece neste fascinante universo.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



25/10/2016 10h09

The Walking Dead: Nãaaaaaao!
Ticiana Farinchon

CUIDADO!! CONTÉM SPOILERS!

Se você passou os últimos meses contando os dias para o início da nova temporada de The Walking Dead, provavelmente pronunciou o título deste post, em algum momento, durante o episódio desta semana.

The Walking Dead. Foto: Divulgação

Muito se falou desde que foi exibido o último episódio da sexta temporada, em abril, pela Fox. Nele, o grupo de Rick aparecia reunido, rendido, participando de uma espécie de roleta russa comandada por Negan, o grande vilão da série em sua fase atual. O que era óbvio para todos é que perderíamos um dos personagens principais logo no início da season 7, vítima da famosa Lucille (um bastão cheio de espinhos empunhado pelo vilão). A partir daí muitas especulações sobre quem sucumbiria à famosa arma. Abraham, Glenn e Daryl eram os mais cotados, mas as possibilidades passavam, inclusive, pela grávida Maggie.

Quando o grande dia chegou, finalmente, a internet congestionada assistiu  atônita a um perturbador Uni Duni Tê, que acabou com Abraham na mira do algoz, tendo sua cabeça literalmente esfacelada pelo brilhante Jeffrey Dean Morgan, que dá voz ao personagem.

Enquanto os mais apressadinhos já vociferavam em gritos e Caps Locks contra os criadores da série, afinal o ruivo não era o que se podia chamar de peça imprescindível no tabuleiro da série, uma surpresa: a roleta continuou a girar e fez a maioria dos espectadores prenderem a respiração ao assistirem Lucille parar diante do coreano Glenn (Steven Yeun), que, ao contrário de Abraham, foi responsável por muito do sucesso de The Walking Dead durante todos estes anos. 

Incrédulos, acompanhamos o macabro ritual que culminou na morte do personagem. Nas redes sociais, a esta hora já em polvorosa, não se falava em outro assunto. O olho esbugalhado de Glenn antes da pancada final não foi maior do que os nossos olhos esbugalhados do lado de cá da TV, diante de uma das cenas mais marcantes já exibidas na TV mundial. A dor de Maggie foi a nossa dor. A perplexidade de Rick, a nossa perplexidade.

E o pior, não parou por aí. Pra mostrar que é mau, mas mau mesmo, e colocar o Governador - até então o maior vilão da série - num patamar bem parecido com o Baixo Astral, vilão do filme da Xuxa, Negan tinha outra carta na manga. Deixando claro que ele é quem dá as cartas a partir de agora, torturou psicologicamente Rick (e nós, óbvio), num ritual que envolvia decepar a mão esquerda de seu filho, Carl.

Confesso que depois desta cena muito do que aconteceu no episódio pra mim foi irrelevante. Não consegui mais me concentrar, ,e resta ter que revê-lo mais tarde, sem o impacto emocional de tudo o que acabei de narrar.
As atuações absurdas de Jeffrey  e Andrew Lincoln (Rick) foram outro ponto a ser ressaltado neste retorno da série. Fácil fácil podem render aos atores indicações aos Emmy e ao Golden Globe. 

É fato que The Walking Dead não será mais a mesma depois desta semana. E o trailer do episódio dois está aí pra nos mostrar que, se está ruim, pode piorar muito. Como Rick e seus amigos reagirão diante disso tudo? Como ficará Alexandria agora? Daryl, Michone e Megan vão conseguir ser submissos diante de tudo o que aconteceu, ou teremos uma temporada no estilo Game of Thrones?

Só o tempo nos dirá... E os zumbis? Ah, que zumbis??

E você, o que achou do retorno de The Walking Dead??


1 Comentários | Clique aqui para comentar

03/10/2016 17h18

Designated Survivor: quando Jack Bauer não é mais Jack Bauer
Ticiana Farinchon

A primeira coisa que tenho a dizer sobre Designated Survivor é: está é uma série difícil de assistir. Não pela temática, que envolve atentados terroristas e conspirações na Casa Branca. Mas por ter, como protagonista - obviamente envolvido com essas situações politico-policiais - Kiefer Sutherland, o eterno Jack Bauer. Nos 40 minutos do piloto juro ter pressentido o famoso bordão "Trust Me"  pelo menos umas 10 vezes. Entretanto, essa sensação de Deja Vu não chega a ser prejudicial. A contar pelo primeiro episódio Designated Survivor faz bem o seu dever de casa.

Designed Survivor. Foto: Divulgação

Pra quem nunca ouviu falar da série vamos a uma pequena sinopse: O Ministro de Habitação e Desenvolvimento Urbano Tom Kirkman, um político digamos bem "apagadinho" acaba virando Presidente dos Estados Unidos, de um minuto para o outro, em função de um atentado terrorista que devasta o Capitólio e todos os que lá estavam em razão  do discurso do Estado da União.

O perfil de Kirkman, que mais parece um pacato professor de história - muito bem caracterizado com um moletom e um óculos pra lá de nerd enquanto faz seu juramento de posse - nem de longe lembra a imagem austera e imponente dos presidentes que conhecemos nas séries políticas americanas. Ao seu lado, a esposa Alex (Natascha McElhoe), embora ainda intimidada com toda a situação envolvendo sua família, parece que ao longo da série tem tudo para virar uma espécie de Claire Underwood, norteando as decisões do marido. Além de Alex, Tom também vai contar com a ajuda de Seth Wright (interpretado por Karl Penn, o Kutner, de House), seu Speech Writer, e com sua chefe de gabinete Emily Rhodes (Italia Ricci), que pelo pouco que apareceu no piloto mostrou ser a pessoa que irá colocar a carreira política de Kirkman nos eixos.

É claro que, como todo presidente que se preze, Tom também tem um filho problema. E ai, mais uma vez, uma comparação inevitável com 24 horas... A Kim Bauer da vez é Leo, interpretado por Tannen Buchannan, que já no episódio piloto deu trabalho aos seguranças para ser localizado e conduzido à Casa Branca. Como na série da Fox, acredito que teremos pela frente muitos episódios focados nas cagadas provocadas pela rebeldia do garoto, mas tenho que confessar: a cena do personagem com sua irmazinha caçula Penny foi fofa, muito fofa.

Em paralelo aos acontecimentos envolvendo a posse do novo presidente - e todas as conspirações que começam a se formar em função dela - também fomos apresentados a história da policial do FBI Hannah (Maggie Q), que, ao que parece, será de suma importância para a trama, investigando a fundo o ataque que deu início a toda a história da série.

A julgar pelos primeiros minutos teremos uma temporada recheada de tramoias, com foco muito maior nos diálogos que na ação, o que é totalmente o avesso do que esperamos ao lermos a sinopse da atração. E não que eu ache isso de todo ruim, até porque uma trama política bem escrita, cheia de reviravoltas é algo que prende 100% da minha atenção. Estão ai Scandal e House Of Cards, que não me deixam mentir. Contudo, se tratando do Kiefer, é inevitável não acabar o piloto com aquela sensação de "poxa, queria tiro, porrada e bomba!!". Agora é esperar para que os próximos episódios venham preencher essa lacuna, pois Designated Survivor tem tudo para ser considerada a melhor estreia da fall season. Vamos torcer!!

Designated Survivor é exibida toda quarta-feira, nos EUA, pela ABC, e ainda não tem data de estreia prevista no Brasil (mas pode ser encontrada fácil facil na internet)



22/09/2016 09h29

Crianças de 'Stranger Things' causam no Emmy
Ticiana Farinchon

Se você, como eu, achou a cerimônia do Emmy 2016 a mais sem graça dos últimos tempos, tem agora um motivo para não riscar de vez a premiação de sua memória. Um vídeo divulgado na internet mostra os astros da já cultuada Stranger Things (Netflix) Millie Bobby Brown, Gaten Matarazzo e Caleb McLaughlin se apresentando numa espécie de "esquenta" do evento e arrancando efusivos aplausos da estelar plateia presente.

Nele, as crianças quebram tudo interpretando uma deliciosa e contagiante versão de "Uptown Funk". Sem dúvida alguma, um momento único, que, infelizmente, não fez parte do evento televisionado para o mundo inteiro. Uma pena.

Preparado para uma enxurrada de fofura? Então, assista e entre no clima!

 



21/09/2016 09h19

Apertem os cintos, a Fall Season chegou!
Ticiana Farinchon

Todo fã de seriado espera loucamente pelo mês de setembro. Além do retorno de nossas séries favoritas, a fall season americana traz consigo uma nova leva de produções de tirar o fôlego de qualquer nerd que se preze.

E este ano promete ser ainda mais especial. Tem muita coisa nova vindo por aí, e, pelas sinopses espalhadas pela rede, muita coisa boa vindo. Por este motivo, fiz uma seleção do que mais me chamou atenção em tudo o que eu li/assisti (várias destas séries - senão todas - já tiveram seus trailers divulgados pelas emissoras).

Prepare o balde de pipoca, que a diversão vai começar!!

Designated Survivor - O Presidente dos E.U.A. é vitimado durante um ataque à bomba durante o discurso do Estado da União, no capitólio, e todos os outros membros do governo que estavam presentes morrem também. Tom Kirkman (Kiefer Sutherland), o secretário de habitações e desenvolvimento urbano, funcionário público de mais alto escalão ainda vivo, vira presidente do dia para noite. Uma conspiração parece se desvelar ao seu redor e ele precisa proteger sua família enquanto descobre o que está acontecendo. 21/09 ABC.

Designed Survivor. Foto: Divulgação

Mac Gyver - Angus MacGyver é um jovem cheio de recursos que com vinte e poucos anos cria uma organização clandestina dentro do governo americano na qual viria a trabalhar pelo resto da vida, onde seus jeitinhos não ortodoxos de prevenção de desastres se tornarão as habilidades refinadas que lhe trarão fama e lhe ajudarão a salvar vidas. 23/09 CBS

Luke Cage - Depois que um experimento sabotado ter deixado Luke Cage com uma super-força e pele indestrutível, ele se torna um fugitivo que tenta reconstruir a vida no Harlem, bairro de Nova York. Mas logo ele é forçado a sair das sombras e lutar pela sua cidade, bem como confrontar o passado do qual tentou fugir e assumir a identidade de herói. 30/09 Netflix

Timeless - O roubo de uma máquina do tempo é o primeiro numa série de crimes temporais misteriosos que levam um cientista, um soldado e m professor de história a se lançarem numa busca desesperada através do passado para interromper o louco que quer destruir os Estados Unidos. Os três precisam tomar cuidado com suas ações, pois nunca se sabe qual movimento gerará consequências irreversíveis 03/10 NBC

Conviction - Hayley Atwell interpreta Carter Morrison, a filha de um ex-presidente, uma moça brilhante mas inquieta, é chantageada e forçada a se unir á Unidade de Integridade de Condenações de Los Angeles, onde, com uma equipe de advogados, investigadores e medicos forenses, ela deve ajudar a investigar casos de presos que, suspeita-se, eram inocentes e foram condenados injustamente. 03/10 ABC

Frequency - Uma acidental link de rádio possibilita uma conexão entre pai e filho em uma distância de 30 anos. O filho tenta salvar a vida do pai, mas precisa arcar com as consequências. 05/10 CW

Falling Water - Quando três estranhos que estão envolvidos em buscas intensas e importantes - um procura sua namorada desaparecida, um procura seu filho desaparecido e o terceiro busca uma cura para sua mãe - se vêem sonhando partes separadas de um mesmo sonho que é muito importante para a busca de cada um. Quanto mais eles procuram saber porquê isso está acontecendo, mais parece que o sonho tem significados muito mais profundos que eles pensavam, podendo dar pistas sobre o destino de todo o planeta. 13/10 USA

24: Legacy - Um heroi militar retorna ao lar, mas seus problemas se mantém nos seus calcanhares. Ele acaba tendo que pedir para a CTU salvar a sua vida - e se vê subsequentemente ajudando a interromper um dos maiores esquemas de terrorismo em solo americano da história. 05/02/2017 FOX



29/08/2016 09h04

Back to the 80's: Stranger Things é mais um acerto da Netflix
Ticiana Farinchon

Uma cidade pequena, uma criança desaparecida, uma fita cassete tocando "Should I Stay or Should I Go", mistérios sobrenaturais e Wynona Rider. Você deve estar pensando que este post é sobre Sessão da Tarde. Mas não é.
Assistir Stranger Things, o novo sucesso da Netflix, é como mergulhar de cabeça no universo delicioso dos anos 80.
De cara, nos deparamos com quatro amigos jogando uma animada partida de Dungeons & Dragons - no tabuleiro, claro. Na volta pra casa um deles some, e somos praticamente catapultados para uma história recheada de suspense, que envolve experimentos mentais, monstros sobrenaturais e muitas, muitas referências oitentistas.
Winona Rider dessa vez não é mais a adolescente apaixonada de outrora, e sim a perturbada mãe de Will, o menino desaparecido. E começa, junto com os amigos do menino, uma instigante caçada sobre o filho.

Stranger Things. Foto: Divulgação

Os filmes de Steven Spielberg estão presentes o tempo todo, em referências mais que explícitas a  Conta Comigo, Poltergeist, Goonies e, é claro, ET.

Além de Spielberg, Stranger Things traz muito de Stephen King para a sua primeira temporada. Demogorgon e Eleven à parte, o que mais dá o tom de medo na série, ao meu ver, são as tentativas de Will de entrar em contato com sua mãe.

E é essa aurora propositalmente oitentista da série que criou verdadeiros fanáticos internet afora. E, com eles, vieram as famosas teorias, das quais eu particularmente já estava órfã desde o fim de Lost. Digitar o nome da série no Google é garantia de horas a fio de especulações maravilhosas.

Tudo na série acaba sendo considerado uma pista - a começar pelo nome da cidade, Hawkings, uma clara alusão ao astrofísico - para desvendar a mística de Stranger Things.

A primeira temporada tem oito tensos episódios, e foi disponibilizada de uma única vez no serviço de streaming. Ideal para uma maratona numa monótona tarde de domingo.



30/05/2016 10h08

Jessica Jones: uma grata surpresa
Ticiana Farinchon

Se você, como eu, não é aficcionado por quadrinhos, talvez nunca tenha ouvido falar de Jessica Jones. Agora, graças à Netflix, é hora de reparar este erro.

Muitos podem resumir essa minha imediata simpatia com a personagem ao fato dela ser mulher. Mas não, não sou assim. Sempre preferi Fox Mulder à Dana Scully. Odeio a Elektra. Acho a Sookie the True Blood um saco. Mulher Maravilha nem se fala. Boring....

Jessica Jones não. Primeiro porque a heroina não pretende sequer por um segundo sê-lo. Ela é gente como a gente, e mostra suas fragilidades logo no início da série. Depois, porque não faz a menor questão de ser sexy. Ela é, e faz questão de ser, uma pessoa normal, por mais que seus poderes a tornem especial.
Os personagens secundários da série também merecem grande apreço. O que dizer de Luke Cage?? O personagem, interpretado por Mike Colter (sim, de "The Good Wife"), que terá sua própria saga narrada também na Netflix, é outro ponto alto da série. A tensão sexual da dupla é clara, e transcende a tela.

Esse, porém, não é o melhor de Jessica Jones. Ao meu ver, nem a protagonista o é.

Foto: Divulgação

Sem dúvida alguma, no universo da série, aquele que rouba a cena é o vilão. Kilgrave (belíssimamente interpretado por David Tennant é disparado o melhor vilão desta nova safra de séries). Trata-se basicamente de um psicopata megalomaníaco que controla a mente de suas vítimas, e é obcecado pela protagonista. Jessica, por sua vez, tem no vilão seu único ponto fraco, o que faz dessa primeira temporada um constante jogo de gato e rato. Eu, do lado de cá, confesso ter, durante várias vezes, tentado bolar uma estratégia mirabolante que fizesse com que o "homem púrpura" - como o vilão é conhecido pelos fãs de quadrinhos, por causa de seu terno roxo - fosse finalmente capturado.

As interpretações de Kristen Ritter (Jessica) e Rachael Taylor (Trish, sua "irmã de criação") estão no ponto, definindo rapidamente o perfil das personagens, e situando o público de maneira fácil no universo criado por Melissa Rosenberg. Sim, a responsável pela série é uma mulher, o que justifica a imediata empatia do público feminino com a trama.

Jessica Jones faz parte da parceria Marvel - Netflix - que inclui, até agora, também as jornadas solo de Luke Cage, Demolidor e Punho de Ferro - o que traz para o público um outro atrativo: o crossover entre as produções. Desta forma, com a interação dos personagens, fica mais fácil entender o universo em sua totalidade, e imaginar como será a interação definitiva entre todos, o que acontecerá na saga dos Defensores, também prevista para ir ao ar no serviço de streaming.

Vamos à diversão? Jessica Jones está disponível na Netfilx, e, embora já garantida, não há data prevista para a estreia da nova temporada.

Curta a página do SRZD no Facebook:



27/05/2016 08h08

Saiu o trailer! Prison Break vem aí!
Ticiana Farinchon

Quem me conhece sabe: considero Prison Break a melhor obra fechada que a TV americana já fez. Não só pela genial trama envolvendo os irmãos Scofield e Burrows, como pelo episódio final, pra mim, perfeito.

Pois bem. Alguns meses atrás fiquei aterrorizada com a notícia que a produção - que teve quatro temporadas - seria retomada pela FOX. Tanto que preferi ne tocar no assunto por aqui. Muitas eram as especulações sobre a solução dada para que nova temporada fosse feita - quem assistiu à série deve entender o porquê de eu estar falando isso - nenhuma me fazia inteiramente feliz.

Até que a Fox conseguiu me fazer mudar de ideia, com o trailer lançado semana passada. "Vai ser épico!", esta foi a minha frase ao final do vídeo. E pronto, cá estou eu louca pra 2017 chegar - o retorno está previsto para o primeiro semestre.

Foto: Divulgação

Para quem nunca ouviu falar de Prison Break, vamos lá. A série conta a saga de Michael Scofield (Wentworth Miller), que comete um crime com o objetivo de ser preso e tirar do corredor da morte seu irmão, Lincoln Burrows (Dominic Purcell), condenado por um crime que jura não ter cometido. Como?? Michael tem em seu corpo toda a sua estratégia, milimetricamente tatuada.

A partir daí um engenhoso plano tem que ser seguido à risca. Só que, é claro, algumas coisas fogem do controle, e nosso protagonista precisará se virar pra fazer dar certo.

Um outro ponto alto de Prison Break é o elenco. Embora Purcell seja uma espécie de Cigano Igor, o restante dos atores manda bem demais... Destaques disparados para Robert Knepper, e seu idolatrado T-Bag e para William Fitchner, com o policial Alexander Mahone.

Se você ainda não viu essa obra-prima da TV americana não assista ao trailer abaixo, atualize-se primeiro asistindo a todas as temporadas anteriores disponíveis no Netflix.
Mas, se já assistiu, tá esperando o que para apertar o play???

Curta a página do SRZD no Facebook:



13/05/2016 08h43

'Secrets and lies': tente não viciar
Ticiana Farinchon

Imagine a cena: numa manhã tranquila você corre para a sua ginástica matinal e se depara com o corpo de uma criança de 4 anos. O pior: filho de uma vizinha, e que tem estritas relações com sua família.

Esse é o ponto inicial de Secrets and Lies, remake de uma série australiana exibido inicialmente pela ABC, que passou despercebida na TV brasileira, e que está disponível no Netflix. São pouquíssimos episódios, mas que episódios!!
A série é tão boa que retomou aquele meu prazer por assistir um episódio atrás do outro, sem folga - vi oito de uma vez só. No elenco, Juliette Lewis, como a detetive Andrea Cornell, que promove uma espécie de caça às bruxas para condenar Ben Crawford (o vizinho que encontrou o corpo da criança). As circunstâncias, que vão se apresentando aos poucos, só colaboram pra isso: Ben alterou a cena do crime ao tentar salvar o garoto. Além disso, sofreu um apagão que o impede de lembrar onde esteve na noite em questão.

Foto: Divulgação

Episódio após episódio somos levados a suspeitar de diferentes personagens, e montar, a cada pista encontrada, a cada mentira ou segredo revelado, nossa própria versão para o crime. Confesso que do núcleo principal suspeitei de quase todos. Quase, pois o fim da série é tão, tão inusitado que nos faz revisar mentalmente toda a temporada assim que o culpado é revelado, para ver se a história faz sentido. E faz, todo o sentido possível.

Outro ponto favorável da série é o seu formato. São dez eletrizantes episódios, e o ciclo se encerra ao final da temporada - a série foi renovada, mas somente a policial Cornell volta para a próxima fase. Ou seja, aqueles que curtem histórias com começo, meio e fim não terão do que reclamar.

Secrets and Lies é daquelas atrações que agradam diferentes perfis de espectadores, uma série pra família inteira assistir junto.

Curta a página do SRZD no Facebook:



26/04/2016 07h09

Game of Thrones: enfim, o inverno voltou!!!
Tici Farinchon

Assim como nos anos anteriores, tive que pedir ajuda aos amigos, pois um blog sobre séries não pode deixar de comentar a estreia mais aguardada do ano no segmento. E eu, como já mencionei anteriormente, não consigo assistir à série. Como assim?? - pergunta você que não sabia disso. É. Isso mesmo, não consigo. E tenho um argumento definitivo pra me justificar, que anula qualquer argumento contrário: eu me apego aos personagens das séries que vejo.

Como tenho amigos talentosos - e desapegados - que amam a saga de Martin não é difícil conseguir auxílio nesse momento tão importante. Segue abaixo, o relato do amigo Karlo Oliveira, que, de tão bom, me fez ter vontade de tentar de novo... Divirtam-se!!

Foto: Divulgação

ATENÇÃO, CONTÉM SPOILERS!!

Eis que o inverno chega novamente em nossas telas com a aguardada sexta temporada de Game of Thrones! Aguardada não apenas por se tratar de uma série de incontestável sucesso mundial mas também por ser a primeira vez que a trama na TV ultrapassa a dos - até o momento - cinco livros que compõem "As Crônicas de Gelo e Fogo", de George R. R. Martin. Ou seja, não importa se você só acompanha a série da HBO ou se você já leu todos os livros; a partir de agora estamos todos no mesmo barco, atravessando o Mar Estreito, à mercê do sadismo do sr Martin e os demais produtores da série. Inclusive nesta season premiere já demos adeus a um personagem que não teve na TV a mesma relevância que possui nos livros: Doran Martell.

Seu assassinato traz um elemento novo para a série, com o - literalmente - empoderamento de Ellaria Sand e suas filhas, as Serpentes de Areia. Pelo jeito Dorne finalmente declarará guerra contra os membros remanescentes da família Lannyster e o Trono de Ferro, algo que os espectadores aguardam desde o último episódio da temporada anterior, quando Ellaria assassinou a jovem Myrcella Baratheon, filha de Cersei Lannyster. Falando nela, a cena onde Cersei vê seu amado irmão Jamie trazendo em um barco o caixão de sua falecida filha, foi curta mas muito forte. Lena Headey mostrou novamente seu talento, mostrando em seu rosto a transição de vários sentimentos que sua personagem sentiu naqueles poucos segundos. A atriz, indicada ao Emmy nos dois últimos anos, tem tudo para ser novamente um dos pontos fortes da série. Longe de Porto Real e do Trono de Ferro, a vida de Tyrion Lannyster como regente temporário de Meereen será tão trabalhosa quando a missão de Sor Jorah e Daario em resgatar Daenerys Targaryen de khal Moro, guerreiro aparentemente honrado que se mostra determinado a entregá-la ao único destino considerado digno para a viúva do grande khal Drogo: viver junto às demais viúvas de outros khals em Vaes Dothrak. Acho que o tal khal Moro não sabe o que acontece com quem tenta impôr à Daenerys algo que ela não quer fazer... É ver para crer.

Por sinal, ver é algo que Arya Stark, uma das personagens mais queridas da série, não pode mais, já que ficou cega.

A garota mais badass de GoT precisará desenvolver novas habilidades para sobreviver em Braavos. Aqui cabe um adendo já que quem leu "A Dança dos Dragões", quinto livro da série, sabe que o treinamento de Arya com a guilda dos Homens Sem Rosto ainda está longe de terminar. A propósito, assistindo a curta cena de Arya lembrei da relação de Matt Murdock com Stick, na primeira temporada de "Daredevil" (se não sabe do que estou falando, procure o quanto antes esta série na Netflix. De nada). Falando na família Stark, parece que a sorte finalmente está mudando para Sansa Stark em Winterfell. Após comer o pão que o Ramsay Bolton amassou, a rainha da sofrência e Theon Greyjoy são salvos por Brienne e Podrick. Provavelmente o quarteto seguirá em direção à Muralha, em busca da proteção de Jon Snow, o Lorde Comandante da Patrulha da Noite... sem saber que este foi brutal e covardemente assassinado por seus irmãos juramentados! Sim, é isso mesmo. Jon Snow está morto. *Esta é uma pausa para que você processe a informação* Pois é... de nada adiantou aquele bafafá todo após a cena derradeira do chocante episódio final da quinta temporada. Logo de cara vimos que Jon Snow está mortinho da silva. Porém, como foi bastante especulado nos últimos meses, Sor Davos e Melisandre aparentemente terão muito a fazer pelo falecido Lorde Comandante. Aliás, a Mulher de Vermelho foi a grande surpresa do episódio, não por acaso dando nome ao mesmo - "The Red Woman", em inglês.

Demonstrando pela primeira vez fragilidade, pudemos ver a verdadeira face de Melisandre, feiticeira poderosa e misteriosa que parece estar em conflito com sua fé. O final foi tão surpreendente que já tem fãs achando que Melisandre se sacrifiraria para trazer Jon Snow de volta à vida. Seria ela seria capaz de um gesto tão forte por alguém que mal conhece? Ou será que Jon Snow vai transferir sua consciência para seu lobo-gigante Fantasma? E Cersei, vai esperar quanto tempo para colocar em prática seus atos de vingança contra os Pardais que a humilharam em Porto Real e também contra Ellaria Sand? E quanto à Daenerys, conseguirá escapar do Mar Dothraki e retomar o controle de seus dragões e de Meereen? Ou aproveitará para se unir novamente aos dothraki e fortalecer seu exército para tentar conquistar o Trono de Ferro? Isso sem mencionar Bran Stark, que não deu as caras nesse episódio mas, ao lado do misterioso Corvo de Três Olhos, deverá ter uma das histórias mais surpreendentes e importantes desta temporada, trazendo revelações sobre o passado de muitos personagens - inclusive alguns já falecidos.

Caramba, haja fôlego e criatividade para preparar tantas subtramas em dez episódios de sessenta minutos! Não sei quanto a você mas eu estou com expectativas bem altas para essa temporada onde tudo é novidade e, finalmente, estamos nos sentindo como Jon Snow: não sabemos de nada.
Que as surpresas sejam boas! Valar Morghulis

*Com colaboração de Karlo Oliveira

Curta a página do SRZD no Facebook:


4 Comentários | Clique aqui para comentar

11/04/2016 13h50

'The Taste Brasil': o melhor programa de culinária da TV brasileira
Ticiana Farinchon

Nos últimos anos, inúmeros programas de culinária inundaram a TV brasileira, e se tornaram um verdadeiro vício tanto para aqueles que amam a boa gastronomia quanto para aqueles que curtem um reality show. Dentre eles, um merece destaque, não só por ser inovador no modo de apresentação dos pratos, mas por ter, por trás, uma acirrada competição entre três dos mais famosos chefs de cozinha do Brasil. 

No The Taste Brasil, que está em sua segunda edição e é exibido todas as quintas às 22:30h pelo GNT, os participantes são divididos em três equipes, que são escolhidas numa espécie de audição às cegas feita pelos mentores Claude Troisgros, André Mifano e Felipe Bronze. A escolha dos participantes funciona da seguinte maneira: os pré-selecionados produzem seus pratos - que devem ser apresentados, na íntegra, em uma colher - aos jurados, que, sem terem a menor ideia do perfil do cozinheiro, provam as comidas e dão seus veredictos, através de botões vermelhos ou verdes. Ou seja: nenhum conhece antecipadamente a escolha do outro. Decisões tomadas, o candidato é chamado à sala para o resultado. Ao mesmo tempo, as luzes são reveladas e não só os participantes ficam conhecendo seu futuro no programa, como também os jurados vêem se terão que brigar com os outros mentores pelos participantes escolhidos. Sim, porque se ocorrer de mais de um Chef escolher, quem decide com quem fica é o candidato.

Foto: Divulgação

E é nessa hora que começa a diversão. Conhecido por seu jeito paizão, o francês Claude leva a melhor em quase todas as disputas que participa, o que deixa tanto Felipe (famoso por sua habilidade com cozinha molecular) quanto Mifano (que tem como base uma culinária ancestral, que valoriza o ingrediente) inconformados. A brincadeira corre solta, e fica claro, à essa hora, que acima de qualquer competição o que existe entre os técnicos é muita, muita admiração mútua.
Isso não impede que, na etapa seguinte, com os times já formados, a disputa fique bastante forte, com direito a espionagem, provocações contínuas e até um pouco de inconformismo diante de decisões tomadas.

A cada semana um chef convidado comanda a primeira prova do programa, onde é lançado um desafio - que por vezes pega até os mentores de surpresa - e onde o melhor cozinheiro ganha imunidade para a prova eliminatória. Como já dito acima, os pratos são preparados de maneira completa, contudo a montagem deve ser feita toda dentro de uma colher: ou seja, os sabores devem estar perfeitamente balanceados, e a imagem precisa ser calculada milimetricamente, para que o paladar e a visão trabalhem em conjunto para favorecer os competidores. Nesta fase, os participantes contam com a ajuda dos mentores, que não só dão toques no momento da preparação dos pratos como escolhem qual cozinheiro representará sua equipe diante do convidado. Dispostas uma a uma, sem caracterização da equipe responsável pelo preparo, as colheres são oferecidas ao convidado, que decide, no escuro, qual a equipe vencedora. Ao contrário do que ocorre em outros programas do gênero, no The Taste a imunidade vai apenas para o cozinheiro que fez a colher escolhida, e não para a equipe.

Na segunda fase, os mentores, após passar o tema aos participantes, se recolhem no lounge e recebem um menu, com os nomes dos pratos que estão sendo preparados. Não é mencionado, entretanto, quem vai cozinhar o que, e ai ficamos diante de mais uma deliciosa parte do programa, pois os três tentam, a todo custo, descobrir qual cozinheiro é responsável por cada prato. Isso sem falar nas especulações sobre os pratos em si, que, muitas vezes, rendem muita risada pra quem está do lado de cá da telinha.

Por fim, a fase de degustação. Ainda às cegas, de costas, os Chefs provam as colheres, só que, nesta hora, os participantes têm acesso a todas as observações feitas sobre suas criações. Depois de finalizados todos os pratos, os jurados decidem o vencedor e os três piores. Neste momento são divulgados os competidores responsáveis pelas colheres, e, após consenso (que nem sempre é fácil e agrada a todos) fica decidido o participante que abandonará a competição.

Mas não é só o formato que garante a boa audiência do programa. Os mentores tem, sim, grande responsabilidade neste sucesso. Os três são absurdamente carismáticos, competitivos e, ao contrário do que muito se vê por ai não são nem um pouco afetados pela "Síndrome Gordon Ramsey" tão comum em programas do gênero. São didáticos, educados com os competidores e dão ênfase, acima de tudo, a ensinar, não a gritar. Até mesmo o pirata Mifano, com seus comentários ácidos, consegue ser direto sem ser estúpido.

E esse é o segredo do The Taste Brasil: respeito ao próximo. No mundo onde vivemos, onde a intolerância é enorme e as competições são vencidas a qualquer custo isso é, sem dúvida, algo a ser enaltecido.

Nunca viu o programa?? Tá esperando o que??

Curta a página do SRZD no Facebook:



05/04/2016 11h42

The Walking Dead: E agora?
Tici Farinchon

CUIDADO, CONTÉM SPOILERS!!

NÃAAAAAOOOOOOO!

Essa com certeza foi a reação de 99% das pessoas que assistiram ao episódio "Last day on the Earth", o último da temporada de "The Walking Dead", exibido neste domingo pela Fox. A trilha sonora que indicava o fim do capítulo trouxe consigo uma angústia que vai consumir os fãs da série até a season 7, que terá início somente em meados de outubro.

A série teve em 2015/2016 um arco de ajustes e rivalidades no qual disputas de território entre os ainda humanos, crises de consciência e a esperança de que dias melhores podiam ser conquistados deram o tom da narrativa.

Neste último episódio, o grupo de Rick deixou a segurança de Alexandria e partiu para o ataque em várias frentes, uns para encontrar Carol (que, perturbada com a ideia de matar resolveu partir em jornada solitária), outros para vingar a morte de Denise, outros para tentar salvar Maggie, levando-a para a vizinha Hilltop. No caminho de todos, um único destino: a emboscada dos Salvadores, grupo liderado pelo sombrio Negan (interpretado no limite por Jeffrey Dean Morgan).

Foto: Divulgação

Depois de uma bem cuidada condução, que nos deu a clara noção do jogo de gato e rato no qual nossos "amigos" eram nitidamente a caça, o cliffhanger deixado no final foi de enlouquecer até o menos ansioso dos espectadores.

Mas, antes de chegar ao clímax, é necessário que algumas considerações sejam feitas. A Carol, que foi minha ídola em temporadas anteriores, bem que podia ter morrido. Parece que a personagem não tem mais função na série, e essa história de estar perturbada com o fato de ter matado um monte de gente não cola. A Carol que gostamos é aquela que parece vovozinha, mas que se comporta como Lobo Mau, aquela leoa que não mede esforços para proteger os seus. Essa Carol cheia de mimimi é um perfeito pé no saco (por mim ela e o Morgan podiam perecer juntinhos, com suas crises existenciais).

Outro que já deu também é o Aaron. O ex-neurótico de guerra agora é um apaixonado que parece saído dos livros da Bridget Jones. Chato demais, devia ter seguido o rumo dos quadrinhos e ter morrido com a flecha do Daryl, ao invés da Denise. Falando no Daryl, meu personagem preferido também está merecendo um puxão de orelhas (sim, um puxão de orelhas, não a morte). Depois de uma tensão sexual latente pela Carol, agora se expôs - e expôs a todo mundo - um sentimento abrupto e completamente sem sentido pela médica morta. Ah, me poupem!

O casalzinho Michonne e Rick é outra coisa que enfraquece meu amor por "Walking Dead". Caramba!! Parece que estão tentando transformar uma série apocalíptica em novela do Manoel Carlos!! Ainda tem Maggie e Glenn, mas esses estão perdoados pelo pioneirismo.

Voltando à parte boa da história, o ápice do episódio reuniu todo o grupo de Rick ajoelhados, lado a lado, num ritual macabro comandado por Negan. Depois de muita ameaça e de deixar claro que mataria "um dos nossos" para se vingar das baixas ocorridas em seu grupo, fomos dragados para dentro da TV, sem piscar, embalados por um sinistro "Uni, Duni, Tê" feito com o cajado para escolher a vítima da temporada ("Walking Dead" é uma série marcada por perder personagens principais ano após ano). A escolha? Só saberemos na Fall Season, pois num perfeito jogo de câmera a cena passou a ser mostrada pelos olhos da vítima, com o algoz lhe acertando com o cajado (a famosa Lucille), sem que sua identidade fosse revelada.

E os zumbis?? Ah, nesse episódio, assim como em toda a temporada, eles foram apenas meros coadjuvantes...

Curta a página do SRZD no Facebook:


3 Comentários | Clique aqui para comentar

28/03/2016 13h43

A vitória do inesperado
Tici Farinchon

Foto: DivulgaçãoEis que chegamos ao fim da competição mais fofa da TV brasileira. O "The Voice Kids" deixa nossas tardes de domingo com a mais pura sensação de dever cumprido. Estrategicamente planejada para ocorrer num domingo de Páscoa, a final do programa teve de tudo: choro, talentos de sobra, música boa e muita, muita fofura.

Reunidas em frente à tv, as famílias tiveram ao seu dispor um repertório recheado de clássicos infantis, interpretados magistralmente pelos três finalistas Pérola Crepaldi, do time Ivete, Rafa Gomes, representante da equipe de Carlinhos Brown, e Wagner Barreto, pelo time de Victor e Leo. Além dos três, pudemos matar também a saudade dos semifinalistas, que nos brindaram com belos números, acompanhados de seus mentores.

As performances deixaram clara a intenção dos produtores musicais: levar ao público um programa leve, de qualidade, onde a disputa fosse apenas uma formalidade. Onde o que importava mesmo era entreter, divertir, se divertir. E nesse clima estavam todos - competidores, músicos, apresentadores e técnicos. Foi nítido pra nós do lado de cá o ar de encantamento que dominava o estúdio - normalmente um ambiente frio, burocrático.

Já, de cara, os três finalistas chegaram com "Carimbador Maluco", de Raul Seixas, eternizado no musical "Plunct Plact Zum", exibido pela Globo nos idos dos anos de 1980. Pronto: estávamos todos convidados para a festa.

O ponto alto da tarde foi, sem dúvida nenhuma, o dueto entre a mascotinha Rafa Gomes e seu técnico Carlinhos Brown. Interpretando "É tão lindo", música eternizada por Simonny e Roberto Carlos, a dupla arrancou lágrimas até dos mais durões, numa performance que sempre será lembrada quando o assunto for "The Voice Kids".

Lágrimas, aliás, que rolaram fartamente durante todo o episódio, em momentos memoráveis como na apresentação de Victor e Léo com seus semifinalistas - e a reverência do caçula a seu irmão. De novo com a dupla, no momento da lição de vida dada por Victor Chaves quando falou sobre sucesso, e, é claro, durante a leitura emocionada da carta escrita por Tiago Leifert para os participantes do programa - e para nós também, por que não - ressaltando a importância da chamada Geração Y para o futuro da humanidade.

Estávamos nós do lado de cá tão imersos no clima de confraternização que acontecia lá do outro lado da telinha que, juro, o momento da revelação do vencedor quase se tornou insignificante diante do todo.

Contudo, estamos falando de uma competição, e toda competição tem seu vencedor. Desta vez, o título foi para Wagner Barreto, que mal ouviu o resultado e correu pra abraçar o seu verdadeiro troféu, o pai, que atônito acompanhava tudo da plateia.

Mas, de verdade, quem ganhou com o "The Voice Kids" fomos nós que acompanhamos a temporada e, sobretudo, esta final.

Curta a página do SRZD no Facebook:



10/12/2015 12h55

Batalha dos Confeiteiros: vitória anunciada de Rick Zavala
Ticiana Farinchon

Ao vivo, Buddy Valastro coroou aquele que será o administrador da primeira franquia da Carlos Bakery fora dos EUA.

Desde os primeiros episódios de "Batalha dos Confeiteiros", um personagem se destacava dos demais. Não pelos barracos, como a maioria, mas por mostrar uma postura que demonstrava, desde cedo, estar de acordo com o perfil que o Cake Boss buscava.

Rick Zavala. Foto: Divulgação

Mesmo com vários erros graves, o paulista Rick Zavala, de 43 anos, abocanhou o cobiçado prêmio da edição: ser o administrador da primeira franquia da Carlos Bakery fora dos EUA. Logo de cara, no primeiro episódio, Rick teve o maior deslize de toda a sua trajetória no programa: sua sobremesa foi eleita pelo apresentador como a pior que comeu na vida. Ainda assim, soube dar a volta por cima e não foi eliminado. Aprendeu com seus erros e, nas semanas seguintes, manteve uma coerência e uma linearidade que o fez garantir seu lugar na final contra a cearense Marcia Acácio. Programa após programa, Rick mostrou não só sua habilidade na cozinha, mas seu poder de planejar e "vender" seus projetos, o que, ao meu ver, pesou muito para a sua vitória.

Na final, o tema escolhido pelo Cake Boss para o Desafio de Eliminação foi Carnaval. Buddy também pediu que os participantes retratassem, no bolo, suas trajetórias no programa. Auxiliados pelos participantes eliminados, Rick e Marcia tomaram rumos diferentes em suas produções. Ele, ousado como sempre, resolveu arriscar, num bolo gigantesco que simulava um carro alegórico. Ela, mais clássica, investiu no formato clássico de bolo de vários andares, bastante colorido e com vários bolos em formatos de plataformas semelhantes às utilizadas no Carnaval. Para julgar, Buddy contou com a ajuda da apresentadora Sabrina Sato, que muito à vontade, tentou até mesmo arrancar uns passinhos do confeiteiro. É preciso ressaltar que ambos ficaram muito bonitos e, ao meu ver, o que pesou na seleção foi mesmo o perfil dos candidatos.

Se na escolha do vencedor o programa não surpreendeu, não se pode dizer o mesmo do formato da final. Ponto para a "Record", que superou - e muito bem - até os mais otimistas e colocou a "Batalha dos Confeiteiros Brasil" em primeiro lugar dos Trending Topics Mundiais no Twitter. Mesmo com a dificuldade de comunicação - Buddy, em inglês, contou com um tradutor simultâneo para os telespectadores - o apresentador conseguiu empolgar os presentes e a emissora mostrou que é possível, sim, fazer uma final de um reality show culinário ao vivo, mantendo o suspense e o interesse do público. Além do grande prêmio, também foi anunciado algo muito importante para o vencedor: um estágio de três meses na Carlos Bakery original, nos Estados Unidos.

A inauguração da Carlos Bakery brasileira está prevista para o mês de abril, num shopping da cidade de Guarulhos, São Paulo.



27/11/2015 12h19

The Voice Brasil: voz ou popularidade?
Ticiana Farinchon

A voz do povo é a voz de Deus. Quando o assunto são os realities musicais, essa é uma triste realidade. Por culpa do público? Em parte. Mas o grande responsável por isso é o idealizador da brincadeira, que transforma um concurso de canto num concurso de popularidade, na medida em que abre as votações antes mesmo dos candidatos emitirem uma só nota. E mais uma vez o "The Voice Brasil" perdeu um dos seus grandes talentos por conta de uma estrutura equivocada.
Em uma noite mais pirotécnica que musical, os técnicos apresentaram, cada um, três dos seis cantores restantes em suas equipes. Destes, um seria salvo pelo público, outro pelo jurado, e o terceiro deixaria a atração.

O primeiro a abrir as apresentações foi o Team Brown, com Adna Souza. Embalada em um vestido cuja saia cobria todo o palco, a menina, de apenas 17 anos, teve uma apresentação totalmente engessada, visto que não podia nem se mover, o que em muito prejudicou sua performance. Em seguida, a corretíssima Agnes Jamille, ao meu ver a melhor das três, com nuances surpreendentes para quem se recuperou de um calo nas cordas vocais. A terceira a se apresentar foi Paula Sanffer, com sua voz potente e seu estilo que lembra muito o da vencedora da primeira edição do programa, Ellen Oléria. O público escolheu Agnes, e o técnico ficou com Paula, eliminando a caçula Adna da disputa.

A equipe a se apresentar a seguir foi a de Claudia Leitte. Posso me arrepender muito do que vou dizer um dia, mas de longe o time mais uniforme desta edição. De cara, uma grande candidata a ser a voz da noite. Allice Tirolla veio de Adele, interpretando a canção tema do filme de 007 e, literalmente, deslizando no palco. Segura, afinada, chique. Perfeita. Logo após, com uma versão (ao meu ver equivocada) de Anitta, cantou Nikki, com uma apresentação correta. O terceiro a subir ao palco foi Willian San´Per, que, por incrível que pareça (e não necessariamente no sentido positivo) conseguiu interpretar "Réu Confesso", famosa na voz de Tim Maia, inteiramente em falsete. Deu o óbvio (graças a Deus!) - Allice escolhida pelo público, Nikki por Cláudia. Willian, fora.

Então, o Team Lulu (ou TeamLux, como ele gosta de falar) subiu ao palco. E ninguém podia esperar o que viria a seguir... Jonnata Lima apareceu no palco acompanhado de pianos e violinos, para interpretar... "Açaí". Sim, caros leitores... Chegou a ser engraçado ouvir os violinos como pano de fundo para a poesia neoclássica "Açaí, guardião, zum de besouro, ímã". Não que eu não goste de Djavan, mas cada coisa em seu lugar. Quanto ao cantor, que pouco tem a ver com as escolhas feitas por seu técnico, fez uma apresentação correta, diante do que lhe foi proposto. Depois, aquela que veio a ser a performance da noite. O cabeleireiro Marcos Matarazzo atacou de "Bohemian Rhapsody", do Queen. Confesso que faz muito tempo que algo não me impacta tanto em realities musicais. Fiquei totalmente arrepiada com tudo: música, voz, presença de palco... E minha percepção foi prontamente ratificada pelo público, que o ovacionou ao fim da canção. Por último, a jovem Tori Huang, que mostrou diversos problemas de emissão (por várias vezes foi impossível ouvir o que ela cantava no início das frases), e que foi literalmente engolida pelos dois concorrentes.

Marcos Matarazzo. Foto: Divulgação

Questionado por Tiago Leifert, Lulu fez suas considerações sobre os candidatos, e acabou soltando o nome do seu favorito (Jonnata) antes que a votação do público fosse anunciada. O que veio a seguir deixou a todos - público, espectadores, plateia e os outros jurados - em estado de choque: a votação popular escolheu Tori, deixando nas mãos de Lulu decidir entre Jonnata e Marcos. Mesmo contra os apelos de TODA a plateia presente, o técnico não quis se contradizer - diante da besteira que havia feito - e eliminou o cabeleireiro, na mais polêmica e injusta eliminação de todas as edições do "The Voice". Ainda desnorteado, o próprio apresentador Tiago Leifert deixou escapar uma informação técnica, ao mencionar o "quase ao vivo" do programa, corroborando os rumores de pré-gravação da atração, o que vai de encontro ao que a emissora divulga.

No time Teló, Edu Santa Fé trouxe para o palco sua sublime interpretação de "Luar do Sertão". Seguro como sempre, mostrou a que veio. Depois, Franciele Karen tentou animar a galera com uma versão de "Clarity", sem sucesso. O último a se apresentar na noite foi Matteus, com "Caso Indefinido". Comercialmente, não há dúvidas que o candidato é o mais viável dentre todos os que se apresentaram esta semana. E o melhor: além de bonito, bem articulado, com presença de palco, ele canta. Ponto para o Teló na escolha. Falando no técnico, foi dele a melhor da noite. Ao ouvir o apresentador anunciar que tudo dependia da escolha do público, Michel mandou, sem pensar: "Esse é o problema!"

Não, Michel, não é. O público só se torna um problema quando é deixada em suas mãos uma decisão que deveria ser musical e passa a ser de popularidade. Como não há a necessidade de aguardar a apresentação para votar (o que seria impossível com o programa pré-gravado), tanto faz votar no "The Voice" quanto em "A Fazenda" ou no "BBB". Tanto faz se o candidato canta bem ou não. Não se vota na performance, vota-se na pessoa.

Por fim, o público surpreendentemente (desta vez pro bem, ufa!) escolheu Edu Santa Fé, e Teló, sem dúvidas nem amarras, optou por Matteus. Mais que justo.

Depois de uma semana de bizarrices, o que nos resta é esperar que o próximo episódio seja mais "dentro da caixinha".



27/11/2015 10h23

Scandal: o adeus ao White Hat
Ticiana Farinchon

Escrever sobre sua série favorita nunca foi das tarefas mais fáceis. Ainda mais quando você não possui elementos suficientes para identificar o rumo que a trama está tomando.

Por este motivo, este post sobre o retorno de Scandal demorou tanto a sair...

Somente agora, depois de assistir à primeira leva de episódios - a série entrou em hiato e só retorna em fevereiro -, me senti segura pra opinar. E pra elogiar.

Scandal. Foto: Divulgação

ATENÇÃO! SPOILERS!

Depois de uma quarta temporada morna - mas necessária para definir de vez alguns personagens - começamos este quinto ano focados nos dois arcos que mais me agradam na trajetória de Olivia Pope. Seu relacionamento com o presidente Fitz e os bastidores da política americana. E, como protagonista de ambos, a melhor personagem da série: Mellie Grant.

Não quero entrar muito em detalhes pra não estragar a surpresa de quem não viu ainda, mas Bellamy Young está mais diva do que nunca.

Sua atuação política é digna de efusivos aplausos, assim como sua postura diante dos desdobramentos do triângulo amoroso mais descarado da série.

Joe Morton, o Papa Pope, e Jeff Perry, com o amado mais odiado do mundo Cyrus também são destaques nesta temporada que já teve mais reviravoltas que novela do Aguinaldo Silva. Outro ponto que muito me agradou neste início de saga foi ver o presidente dos Estados Unidos agindo da maneira como o cargo realmente lhe exige - não só em assuntos políticos, mas também em relação à sua vida social. Fitz finalmente tomou pra si decisões difíceis, e em certo ponto até polêmicas. Não deixou de ser totalmente o fantoche que nos acostumamos a acompanhar, mas deixou, pelo menos, uma luz no fim do túnel de que isso pode ter fim um dia.

Com o casal Fitz e Olivia exposto para o mundo, muitas arestas tiveram que ser aparadas, e as situações geradas abriram novas pontas não só no âmbito político, mas principalmente na definição dos reais propósitos (e sentimentos) de quase todos os personagens do cenário principal da série. Jake, Cyrus, Mellie, e obviamente os novos "pombinhos da América" passam, nestes episódios iniciais, por diversas situações que mostram várias facetas de suas personalidades. Algumas, inclusive, definitivas para o futuro da trama e para uma mudança de perspectiva do público da série, que vai passar a olhar a protagonista com todas as suas nuances, e não somente como "a defensora dos pobres e oprimidos", como ela era tratada até então.

Sim, leitores e fãs, Olivia Pope é muito mais complexa do que achávamos. E isso adicionou, sem dúvida, a Scandal, a pitada que faltava para que voltássemos a amar a série!