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Ticiana Farinchon

Ticiana Farinchon

SERIADOS DE TV. Formada em Jornalismo pela Facha, cursa pós graduação em Mídias Digitais. Apaixonada por tecnologia e cultura, tem nos seriados de TV seu maior vício, acompanhando em tempo real tudo o que acontece neste fascinante universo.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



16/09/2015 08h55

Masterchef: a vitória dos atrapalhados
Ticiana Farinchon

Quem disse que cozinha é lugar de gente metódica, organizada e centrada? Pode até ser, mas a final do Masterchef Brasil está aí pra provar que toda regra tem sua exceção.

Depois de uma semifinal pra lá de morna, onde a chinesinha Jiang foi eliminada, a segunda edição do programa culinário que conquistou o Brasil teve seu fim ontem. A carioca Izabel e o santista Raul ganharam pra si um episódio cheio de pompa, com direito a tapete vermelho, plateia e exibição ao vivo.

Tal qual no ano passado, muitas das partes exibidas foram realmente online e ontime - o que tornou ainda mais estranho para o público o fato dos parentes e jurados estarem com a mesma roupa do episódio passado. Entretanto, o que era pra lá de previsível e razoável, as provas já haviam sido previamente gravadas, logo após a semifinal.

Os dois finalistas podem, sem dúvida, serem considerados cavalos paraguaios na disputa deste ano. Tanto Raul quanto Izabel vieram de situações difíceis. Ele, por seu jeito brincalhão e atrapalhado. Ela, por seu nervosismo latente, que inclusive fez com que fosse eliminada e tivesse que participar de uma repescagem para voltar ao programa.

Foi bacana ver os outros participantes de volta, e perceber que entre eles estavam Carla, Fernando e Aritana, por exemplo. Pessoas que, de cara, eram consideradas favoritíssimas, e acabaram ficando pelo caminho.

A prova foi extremamente desafiadora: preparar um menu completo, com entrada, prato principal e sobremesa, que deixasse suas marcas pessoais, e fizesse com que os jurados conseguissem identificar os cozinheiros sem saber quem preparou o quê. Sem ingredientes obrigatórios, sem receitas.

Izabel e Raul. Foto: Divulgação

Izabel escolheu um prato típico mineiro, com entrada de pão de queijo com costela desfiada, bochecha de porco ao molho de vinho com purê para prato principal e, como sobremesa, sericaia mineira. Raul viajou pra Ásia em seu menu: bolinhos de carne paquistaneses, camarões ao molho masala e pudim de leite com cenoura.

Tudo correu como o esperado. Izabel se atrapalhou no seu nervosismo. Raul tentou ser organizado e tomou uma rasteira do tempo. Finalizou tudo (ou quase tudo) na última hora, deixando Ana Paula aflita pela última vez este ano. Não só ela como todos os que estavam no estúdio também.

Foto: DivulgaçãoMesclando momentos gravados com partes ao vivo e participação do público pela internet, mediada por Preta Gil e outros blogueiros famosos numa espécie de estúdio interativo, o programa repetiu a tendência dos realities atuais, com vídeos engraçadinhos satirizando os jurados e prévias da expectativa do público nas redes sociais. Confesso que achei essa parte beeeeem cansativa e desnecessária, tendo em vista o tardio horário no qual o programa foi exibido e o fato de estar assistindo a um programa sobre culinária, não sobre variedades.

Os dois menus foram bastante elogiados, com uma clara tendência de Paola ao que foi servido por Raul, enquanto Fogaça pendia para Izabel e Jacquin se mostrou, como sempre, enigmático, elogiando ambos.

No final, ao vivo, acabou dando o já previsto, embora a torcida da internet mostrasse constantemente o contrário. Izabel foi a vencedora, mas, assim como aconteceu na primeira edição - e como acontece na maioria dos reality shows brasileiros -, tenho para mim que o grande nome a ser lembrado quando o assunto for Masterchef Brasil 2 será o de Raul.

Agora é esperar que os pequenininhos mostrem a que vieram, porque em novembro a Band começa a exibir a sua versão do Masterchef Junior.

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19/08/2015 13h14

Masterchef: Só restam 5!
Ticiana Farinchon

ATENÉÉO, CONTÉM SPOILERS!

Mais um avental teve que ser deixado em cima da bancada.

Sem a presença de Ana Paula Padrão (o que acabou ratificando a total falta de necessidade da apresentadora na atração), os participantes foram levados ao Allianz Parque (estádio do Palmeiras) para mais uma competição em grupo. De um lado, Jiang, Lucas e Cristiano, de azul. De outro, a equipe vermelha, de Izabel, Raul e Fernando. O desafio: cozinhar uma entrada e um prato principal para os jogadores do time degustarem após o treino.

Já no início da prova a líder da equipe azul deixou claro, em atitudes e depoimentos, seu total despreparo na tarefa de liderar. Confusa, Jiang chegou a sugerir servir uma sopa fria para os convidados, o que foi prontamente vetado por Paola, lembrando à participante o perfil de quem teria que ser agradado. Depois de muito bater cabeça, os pratos foram definidos: as duas equipes optaram por saladas de entrada, e nos pratos principais o diferencial: o azul veio de frango com curry e purê de batata doce; para o vermelho, purê de mandioquinha (batata baroa) e alcatra recheada com queijo.

No quesito organização e execução, um banho do vermelho - o que é meio óbvio quando se tem o Lucas do outro lado. No que diz respeito à apresentação, a mesma coisa: a comida da equipe azul parecia mais uma lavagem (de verdade, sem erros de concordância de Jiang). Feio, apático, tal qual a equipe que o serviu.

Foto: Reprodução de Internet

Contudo, um erro fatal acabou por definir os vencedores: a equipe vermelha não conseguiu empratar a tempo, e já saiu na desvantagem de 14 refeições. Com direito a pitizinho de Fernando jogando os pratos ao ser informado que não poderia servi-los. Na final da contagem, quatro pratos de vantagem para o azul, apesar dos pesares.

Ao chegarem ao estúdio, os participantes foram surpreendidos pela regra apresentada: haveria uma prova intermediária, e essa sim definiria quem iria para a prova de eliminação. Isso mesmo. A equipe vencedora não estava automaticamente salva. Deviam, em consenso, escolher um dos três para ser imune. Lucas e Jiang apontaram Cristiano, que, segundo eles, cumpriu com tudo o que lhe foi solicitado.

O prato? Um bife à milanesa. É essa altura, nós, do lado de cá da telinha, ficamos babando com a comida escolhida. Prova disso foi a timeline das minhas redes sociais, que só exibia invejosos amigos desejando bifes à milanesa as 11 da noite.
Pois bem, um prato tão simples mas que deu uma dor de cabeça inimaginável aos competidores. Dos seis, só Jiang e Izabel agradaram o paladar de Paola, Fogaça e Jacquin, e ficaram livres da terceira prova.

Os três participantes na berlinda - Raul, Fernando e Lucas - tiveram, então, uma aula sobre preparo de linguiça com o renomado chef Jefferson Rueda. A partir daí, o que se sucedeu foi um show de arrogância de Fernando, pra variar, e de trapalhadas de Lucas, idem.

Mesmo com o convidado questionando sua escolha e informando que tecnicamente o processo por ele escolhido era falho, o "japa" manteve-se firme no propósito de fazer um prato que, segundo ele, era feito por seu avô: linguiça cozida no feijão. Lucas, por outro lado, escolheu o simples: uma linguiça frita com vinagrete. E, incrível, conseguiu se enrolar.

A noite teve ainda o momento Mohamad: Raul se enrolando completamente para rechear sua linguiça. Teve ajuda dos chefs, teve Jiang quase descendo da bancada para fazer por ele... mas no final, pra variar, tudo foi superado pelo talento do competidor na cozinha.

A decisão dos jurados acabou ficando entre a prepotência e a inexperiência. E, numa escolha pra lá de emocionada (e equivocada, ao meu ver), acabou sobrando para Lucas, que, pelo menos, saiu do programa com duas ofertas de estágio, vindas de Jacquin e Paola.

O cerco se aperta e, pelas cenas de preview apresentadas no final do episódio, muita emoção e destempero nos esperam na semana que vem.

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12/08/2015 09h25

Netflix acerta mais uma vez e faz renascer o Demolidor
Ticiana Farinchon

Sim,. eu conheci o Demolidor no cinema. Sim, eu o achava chato. Não, eu não acho mais.

Fiquei um bom tempo sem assistir séries, como pode ser visto pela falta de atualizações do blog. Pois bem, eu não podia ter voltado de maneira mais positiva. Depois de muita pressão dos amigos e de todo um frisson visto na internet, não resisti e resolvi dar uma chance à nova empreitada do Demolidor, desta vez pela Netflix.

Sou uma daquelas milhares de pessoas que anos atrás assisti ao filme protagonizado pelo Ben Affleck e fiquei com uma péssima impressão do personagem. Isso acabou logo nos primeiros minutos do primeiro episódio. Diferentemente do astro hollywoodiano, o até então desconhecido Charlie Cox esbanja carisma e empresta ao personagem o tom exato que ele tem nos quadrinhos. Ele é bruto quando tem que ser, sarcástico quando necessário, e óbvio, tem um ar absurdamente conquistador, o que colabora - e muito - para a conquista do público feminino (dentro e fora da telinha).

Foto: Reprodução de Internet

A história do herói é contada minuciosamente - através de flashbacks - o que facilita pra gente do lado de cá construir o perfil do personagem, com seus altos e baixos, com suas oscilações entre um pacato advogado e um cruel justiceiro.
Outro ponto fortíssimo da série são os atores coadjuvantes. Elden Henson rouba a cena diversas vezes com seu atrapalhado e afobado Foggy Nelson, assim como Deborah Ann Woll (sim, a Jessica de True Blood) como Karen Page. Isso sem falar em Vincent D'Onofrio, como o antagonista Wilson Fisk, responsável por tocar o terror em Hell's Kitchen.

As cenas de ação são tão impecavelmente coreografadas que você até esquece que o personagem principal é cego. Mas, pra mim, o melhor de Demolidor são os diálogos dos três sócios, e a tentativa desesperada de Matt de esconder seu alter ego de Foggy. As cenas do protagonista com Rosario Dawson (Claire Temple), a quem ele recorre todo machucado após suas empreitadas noturnas.

Os treze episódios passam voando, e deixam aquele gostinho de quero mais que tanto é vital para os viciados em série. Uma ótima pedida para o fim de semana!!

A primeira temporada de Demolidor está disponível para os assinantes Netflix, e a atração já está renovada para 2016.

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14/05/2015 14h24

Série que marca estreia na TV do diretor de 'O Sexto Sentido' é lançada no Brasil
Redação SRZD

Estranha. Não no sentido ruim, muito pelo contrário. Esta é a palavra que salta à mente após assistir o piloto de "Wayward Pines", empreitada televisiva do cultuado M. Night Shyamalan.

A série conta a história de Ethan Burke (que leva para a telinha mais um astro de Hollywood, desta vez Matt Dillon), policial encarregado de descobrir o paradeiro de dois tiras desaparecidos. No caminho, um acidente de trânsito interrompe a viagem, e Ethan acaba acordando em Wayward Pines.

Foto: Divulgação

Tudo bem, se ao acordar o policial não tivesse ao seu redor um redemoinho de informações e acontecimentos fora do comum: além de estar sem seus documentos, carro e telefone não consegue contato com a família, e o pior, se depara com habitantes locais que parecem estar orquestrados para não deixá-lo sair da cidade.

Ao mesmo tempo em que somos convidados a adentrar o perturbado cotidiano do local nos é trazido "o outro lado da história", onde um amigo de Burke e sua esposa lutam para saber o que aconteceu com o policial, já que, no local do acidente, somente seu carro é localizado.

Como estou falando de um suspense, não dá pra contar muito sobre o episódio sem estragar algumas surpresas. O que dá pra dizer, sem medo, é que estamos diante de algo sombrio, angustiante e absolutamente instigante para aqueles que curtem um mistério em sua TV toda semana. Só pra dar mais um empurrãozinho nos indecisos: você gostaria de uma série que juntasse "Lost", "Além da Imaginação", Twin Peaks? Pois bem. Bem vindo a "Wayward Pines".

A FOX Brasil exibe o programa nesta quarta-feira, a partir das 22h30, em estreia simultânea com a Fox Americana.

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27/04/2015 14h27

Mais uma baixa em Grey's Anatomy
Ticiana Farinchon

Quem curte as histórias de Shonda Rhimes tem duas certezas na mente: a de que vai curtir milhares de reviravoltas e a outra menos animadora - não se pode ter apego aos personagens. Nem os protagonistas estão à salvo.
Famosa por seus enredos bem trabalhados a autora não tem medo de desfalcar seu time quando a morte é necessária para o bom andamento da trama.

E foi nessa vibe que o mundo foi surpreendido na última quinta-feira pela despedida de um dos seus astros mais famosos. Sim, Patrick Dempsey deixou pra trás o queridíssimo Derek Sheperd, o McDreamy, como era conhecido. O episódio, aliás, bateu recordes de audiência. Foram 9,4 milhões de espectadores, maior índice desde o início da 11ª temporada.

A morte do personagem deixou atordoados os fãs da série, uma vez que boatos já davam como certa a renovação de contrato tanto de Dempsey quanto de Ellen Pompeo (que interpreta a esposa Meredith Grey). Com isso, Patrick Dempsey engrossa a lista de atores de ponta a desfalcar o time do Seattle Grace Hospital . Nomes como Katherine Heigl e Sandra Oh também já deixaram a atração, que se mantém firme no lineup da ABC desde 2005.

No Brasil. Grey´s Anatony é exibido pelo canal Sony.

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15/04/2015 14h13

Preparem a pipoca! Game of Thrones voltou!
Ticiana Farinchon

Se você acompanha o blog sempre sabe que, embora eu tente, não consigo assistir Game of Thrones. Acredito que grande parte do problema seja porque me apego fácil aos personagens, e isso, na série da HBO, é quase uma sentença de morte. Literalmente.

Entretanto, sei a importância que a produção tem no cenário mundial e, por este motivo, não há condições de não falar dela por aqui. Esse ano tenho a honra de dizer que conto com o auxílio luxuoso do meu amigo Karlo Oliveira, redator de mão cheia e um dos maiores afficionados pela obra de George R. R. Martin que conheço.

Sendo assim, te convido a se deliciar no texto abaixo e, é claro, dar sua opinião sobre o retorno da série nos comentários!!

ATENÉÉO: CONTÉM SPOILERS

Só faltou um cometa vermelho cruzando os céus na noite para celebrar o retorno da aclamada Game of Thrones, adaptação da série de livros que é fenômeno mundial. Algumas pessoas disseram que a internet parou durante os quase 60 minutos de duração do primeiro episódio.

Ok, exageros à parte, o fato é que milhões de fãs aguardavam ansiosamente a 5ª temporada, que começou sem que seu autor, George R. R. Martin, tenha lançado o 6º livro - o que causou um certo pânico em muitas pessoas que temiam pelo dia do apocalipse nerd: a série na TV passar cronologicamente a série literária.

Porém os produtores, entre eles o próprio Martin, acalmaram os ânimos e informaram que isso não atrapalhará a continuidade da história e que, apesar de alguns acontecimentos diferentes daqueles narrados na série literária, não veremos na tela spoilers da trama do novo livro, pelo menos não neste ano. O que já era de se esperar, afinal a nova temporada adapta para a TV os acontecimentos mostrados nos dois últimos livros publicados: O Festim dos Corvos (2005) e A Dança dos Dragões (2011) - cujas tramas se desenvolvem simultaneamente.

Ou seja, colega nerd, há material suficiente para não atrapalhar a narrativa, especialmente se levar em consideração que finalmente veremos na TV duas novas regiões do tabuleiro de War... digo, Westeros: Dorne, onde vive o Príncipe Doran Martell e as "Serpentes de Areia", apelido dado às filhas do saudoso Oberyn Martell; além de Braavos, onde Arya, a Stark mais casca-grossa da história, continuará sua jornada solitária.

Particularmente estou doido para ver como vão retratar na TV esses dois ambientes distintos, que são muito interessantes nos livros. A trajetória de Arya tem tudo para ser uma das melhores desde o início da saga!

Ainda não nos foi mostrado nada disso, mas vimos no primeiro episódio algo até então inédito na série: um flashback. O prelúdio do episódio mostra uma cena da jovem Cersei Lannister - marrenta desde cedo - indicando que esta personagem será terá ainda mais importância para a história após as mortes de seu filho Joffrey e seu pai Tywin. Cada vez mais se sentindo isolada e tentando manter a força de sua família, Cersei resolve botar o p.. na mesa para provar a todos no reino que ela sempre foi o membro mais forte do clã Lannister. Inclusive, se os produtores mantiverem os acontecimentos dos livros, o arco dramático da agora rainha regente será cheio de surpresas e tensão e dará a oportunidade para que sua intérprete, a ótima Lena Headey, possa finalmente ganhar um Emmy - ela foi indicada por sua performance em 2014.

O mesmo deve acontecer com o, até o momento, único ator do elenco premiado com um Emmy e um Globo de Ouro, Peter Dinklage, já que seu Tyrion Lannister agora se encontra exilado, sem dinheiro e sem poder utilizar a força de seu sobrenome. Portanto deverá buscar alternativas para sobreviver longe de Porto Real. Certamente veremos mais um show do anão mais amado do mundo.

Uma dessas alternativas é o auxílio de Daenerys, que no final da temporada anterior decidiu permanecer em Meereen para governar. Ao fazer essa escolha Daenerys, a mãe dos dragões, optou por se afastar de seus "filhos", que à medida que crescem se tornam mais perigosos para a população. No último episódio da temporada passava vimos Dany aprisionar dois de seus dragões enquanto o maior e mais temido, Drogon, desapareceu... Mas o tempo passa, o dragão voa, e os bichos crescem mais rápido que a desaprovação do PT e agora, além de enfrentar a oposição dos antigos senhores de escravos em Meereem, Daenerys precisa descobrir como treinar seus dragões. Será que alguém vai dar de presente aqueles filmes para ajudar a Khaleesi? Cadê o Jorah Mormont nessas horas, né?

Enquanto isso, na Muralha... Jon Snow e os patrulheiros da noite precisam conviver com Stannis Baratheon, o mais determinado - e sem dinheiro - dos pretendentes ao trono de ferro. Stannis tem um plano para conquistar Winterfell, mas precisa de mais homens em seu exército. É aí que o sujeito tem a inusitada ideia de mobilizar o povo do norte, que agora não tem mais lugar para morar, para lutar ao seu lado em troca de terras no território dos Stark, agora sob domínio de Roose Bolton. Stannis continua contando com os conselhos do barbudo sem dedos e obedecendo cegamente a mulher de vermelho, que é vista por muitos como uma bruxa que não gosta de ser contestada. Depois Stannis diz que não entende porque sua popularidade é tão baixa...

Ao contrário da popularidade da série, que mesmo tendo seus quatro episódios iniciais vazados na internet, quebrou recordes de audiência para a HBO na noite de estreia e, de acordo com a Variety, atingiu nada menos que 8 milhões de espectadores!

É, a saudade de Westeros estava forte mesmo. Então aproveitem para curtir bastante... afinal, como todos sabem, o inverno chegou.

*Com colaboração de Karlo Oliveira


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03/04/2015 19h33

House Of Cards: poder sem limites
Ticiana Farinchon

A saga de Frank Underwood chega à TV mostrando um presidente disposto a passar por cima de qualquer um para manter-se no poder.

Ele conseguiu. Chegou ao topo do poder nos Estados Unidos sem ter recebido um único voto. Mas aquilo que pode ser considerado um grande feito para Frank Underwood acabou por transformar sua passagem pela Casa Branca num pesadelo que ele jamais poderia prever. Sem o apoio da crítica, do público, dos adversários e nem de seu próprio partido, seu governar é praticamente insustentável.. Essa é a tônica da terceira temporada de House Of Cards, uma das mais festejadas séries da nova safra de produções dos EUA, responsável por alçar a novata Netflix ao patamar das grandes produtoras mundiais de séries.

Pra quem nunca viu a série, vai lá um incentivo: o protagonista, interpretado pelo Hollywoodiano Kevin Spacey, é um desmedido político em busca de poder. Junto com sua esposa Claire (interpretada pela magnífica Robin Wright) atropela tudo e todos com um único objetivo - o poder.

- Por que 'House of Cards' não causa interesse em cientistas políticos

Foto: Divulgação

Neste terceiro ano - disponibilizada no serviço de streaming em fevereiro - Frank, embora cada vez mais sozinho, está mais desmedido do que nunca. O presidente começa a temporada praticamente encurralado em pleno Salão Oval. Desacreditado, não consegue exercer o mesmo controle e influência que tinha junto aos seus "colegas" de partido quando era deputado e líder do congresso. Suas propostas são rejeitadas suas ações sempre questionadas. O que, é lógico, só serve de incentivo para que, com muita tramoia e até um pouco de jogo sujo, o político tente de tudo para continuar alimentando sua ambição.

Tão ambiciosa quanto o presidente está a primeira dama nessa nova fase. Claire quer provar que tem muito mais a oferecer do que ser apenas uma mera esposa troféu. E também não mede esforços para conseguir o que deseja, embora sempre encontre a desconfiança daqueles que a consideram incapaz de alçar vôos mais altos.

Falar das atuações de Kevin Spacey e Robin Wright é chover no molhado. Os atores vêm desenvolvendo seus personagens ano após ano, e por isso são mais que justificadas as suas nomeações para os maiores prêmios da TV, como Emmy e Golden Globes. Outro destaque fica com Michael Kelley, como o perturbado Doug Stamper, ex-chefe de gabinete de Underwood.

Não é à toa que a série é aclamada tanto por público quanto por crítica especializada. Seus números, embora não divulgados pelo serviço de streaming, são crescentes se analisados os impactos nas redes sociais. Tanto a qualidade técnica quanto a interpretação dos atores são impecáveis e justificam a quase unanimidade de opiniões positivas acerca da atração. Por isso, tão logo disponibilizou a terceira temporada já foi anunciada a renovação da série para um quarto ano. As filmagens ocorrerão logo nos próximos meses, e a estreia está prevista para o início de 2016.

As três temporadas de House Of Cards estão disponíveis na íntegra, somente para assinantes da Netflix. Uma excelente pedida para esse feriadão!

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27/02/2015 09h11

Jane The Virgin: a telenovela mexicana invade o mundo das séries
Ticiana Farinchon

Muitos podem ver uma intenção pejorativa no título deste post. Se você é um deles está redondamente enganado. Pelo contrário, ao assistir apenas o episodio piloto de Jane the Virgin você vai ver que sim, os folhetins mexicanizados têm seu charme. E são irresistíveis.

Logo de cara a primeira cena da série já denota o tom do que veremos a seguir: a protagonista, ainda criança, segura uma rosa nas mãos à pedido da avó. Depois, também por solicitação dela, a esmaga com toda força. Isso mesmo, esta é a analogia usada para garantir a inocência da menina por muitos, muitos anos à frente. "A virgindade é como uma rosa, uma vez perdida nunca mais volta..." Aterrorizante, caros leitores. Deliciosamente aterrorizante...

Então vamos aos fatos: Jane, a virgem, tem um namorado, Michael, há dois anos. Michael é policial. A moça trabalha num hotel, de propriedade de Rafael Solano, ex-playboy que teve sua vida virada de ponta a cabeça ao passar por um tratamento contra o câncer. Rafael, por sua vez, tem um cambaleante casamento com Petra, que descobrimos logo tem um caso com seu melhor amigo. A irmã do milionário, Dra Luisa, descobre que sua namorada tem uma amante, e, no dia seguinte à descoberta faz a besteira que norteará toda a série: insemina artificialmente a virgem Jane, ao invés de sua cunhada, com o esperma que o irmão congelou antes da quimioterapia.

Some-se a isso os dramas da família de Jane: Xiomara, sua exótica mãe, engravidou ainda novinha, o que explica a neurose da abuela com a virgindade da neta. Á época a mãe de Jane mentiu para a família, mas sua mentira está prestes a ser descoberta: a identidade do pai de Jane é um ingrediente a mais para apimentar essa trama tão maravilhosa (não vou contar para não estragar a surpresa).

Os acontecimentos são narrados a todo tempo por Anthony Mendez, o que garante aos espectadores a sensação de estarem assistindo a um novelão o tempo todo.

Ficou curioso? Posso garantir: vale muito a pena investir na série. Jane, única atração da CW que abocanhou um Globo de Ouro este ano, ainda não estreou no Brasil, mas pela internet é fácil fácil encontrar seus episódios.

 



06/02/2015 14h25

Últimas opções de séries pra quem não curte Carnaval
Ticiana Farinchon

Se você é como eu que não curte muito os dias de folia, não precisa ficar preocupado. Há muito o que fazer enquanto o pessoal se esbalda em Escolas de Samba e Blocos. Separei cinco séries que merecem - e muito - serem vistas durante este período de recesso. Todas, sem exceção, fazem parte daquele grupinho seleto que te trazem a incomparável sensação de "só mais um episodiozinho" ao fim de cada capítulo, e que acabam te prendendo horas a fio em frente à TV.

Então, não pense muito: estoque sua pipoca e seu refri, carregue o HD e embarque nessa viagem

Arquivo X

Essa foi, na verdade, a primeirona das séries no estilo "não consigo largar". Afinal, todo mundo, na vida, já ouviu falar dos agentes Mulder & Scully. Se você é um ET e não sabe do que se trata, relaxe. Você está bem no clima da série. Arquivo X trata de dois agentes do FBI destacados para investigar casos que envolvam fenômenos extraterrestres. Sucesso avassalador no mundo inteiro, há fortes rumores do retorno do casal para a telinha. Por isso, uma boa pedida é rever as 10 temporadas para já entrar no clima para o que está por vir.

Scandal

Essa é para começar e não parar mais. A trama conta a rotina (rotina?) De Olivia Pope, uma "resolvedora de problemas" que tem vínculos estritos com a Casa Branca (sim, ela tem um caso com o homem mais poderoso do mundo). Ou seja, muita tramoia, muitos amassos, muitas reviravoltas... Tudo que um bom fã de seriado adora. Disponível no Netflix, a série está em sua 4ª temporada nos EUA. Pegando fogo, por sinal..

Homeland

A série conta a história da agente ante terrorismo Carrie Mathisson, que recebe uma dica de um informante que um soldado americano desaparecido está fazendo parte de um grupo terrorista. Pouco tempo depois, o soldado Nicholas Brody é "resgatado" de um cativeiro após oito anos preso por terroristas, e volta para os EUA com status de herói. É óbvio que Carrie soma 2 + 2 e a partir dai o que se segue é uma trama cheia de nuances, que muitas vezes não nos permite piscar. Também disponível no Netflix, a série está na 4ª temporada nos EUA.

Prison Break

Uma das séries mais perfeitas que a TV americana já produziu, Prison Break mostra a saga de Michael Scofield para tirar da prisão seu irmão Liconl Burrows, condenado ao corredor da morte. A série é muito bem pensada, cheia de detalhes, com a dose certa de romance (porque não?) e mostra que o impossível muitas vezes é possível, desde que haja planejamento. O último episódio (a série foi finalizada em 2009) é, na minha opinião, o melhor que já foi feito para a despedida de um seriado. Há rumores de seu retorno, mas no formato de minissérie. Disponível no Netflix.

24 horas

Qué mais sinistro, Chuck Norris ou Jack Bauer?? Essa pergunta normalmente é respondida de bate-pronto pelos fãs da série, que teve uma temporada produzida em 2014 após anos de hiato. Pra quem não conhece, Jack é um agente secreto que trabalha na CTU (Unidade de Contra Terrorismo), tem um monte de amigo traira e uma filha mala que só o coloca em encrenca. Um resumo de 24 horas?? Tiro, porrada e bomba. Simplesmente isso.


How I met your mother
A única comédia da lista. a série começa com o protagonista, já adulto, contando aos filhos como conheceu a mãe deles. E assim segue, por seus 9 anos de duração. Ao contrário do que se pensa, a resposta para uma pergunta teoricamente simples é recheada de histórias divertidíssimas, de idas e vindas românticas, de um elenco mega carismático... Mesmo eu, que não sou muito chegada a séries cômicas, me vi enredada na teia de Ted Mosby e seus amigos, até finalmente ter que me despedir da turma ao ter a pergunta inicial respondida no último episódio. Disponível também no Netflix.



27/01/2015 15h51

De olho nas queridinhas do Globo de Ouro
Ticiana Farinchon

As novatas Transparent e The Affair levaram tudo na cerimônia deste ano. Afinal, o que elas tem de tão especial?

A cerimônia de entrega do Globo de Ouro 2015 deve ter deixado muita gente com a pulga atrás da orelha. Nomes como Mad Men e Modern Family não levaram pra casa suas habituais premiações, perdendo o posto para duas séries estreantes: Transparent (nas categorias de comédia) e The Affair (em drama).

Resolvi, então, ver o que as duas tinham de tão especiais, pra merecerem todo esse oba-oba.
Comecei com Transparent, uma comédia cuja sinopse já tinha chamado a minha atenção faz muito tempo. É o seguinte: um pai de família revela a seus três filhos (todos já adultos) que é transexual. Ou seja: uma comédia de costumes, recheada de piadinhas preconceituosas e situações constrangedoramente engraçadas, Quem dera. A série tem um clima sombrio, as personagens são obscuras, os atores envolvidos não seguem o padrão Hollywood de beleza, enfim, Transparent é estranha demais, freak demais.
Não consegui assistir o suficiente (só vi o piloto por enquanto) pra analisar a atuação de Jeffrey Tambor, mas de uma coisa eu tenho certeza: a série pode ser tudo, tudo, menos comédia. Nos 30 minutos do episódio piloto não identifiquei sequer uma ceninha que pudesse ser caracterizada como "simpática".

Até pretendo assistir mais um pouco pra tentar mudar de ideia, mas por enquanto a única palavra que me vem à mente é fail. Totalmente fail.

Ainda um pouco traumatizada, fui ao meu segundo intento do dia, "The Affair". Confesso que comecei a ver a série numa vibe totalmente "ah, mais uma série que vai se fazer por ter cenas tórridas". E bam! Eu estava totalmente enganada. Mostrar o "caso" sob o ponto de vista dos dois envolvidos é a cereja do bolo desta que pode ser, junto com "How to get away with murder" (sobre a qual falarei muito em breve), minha queridinha da fall season 2014/2015.

A química do casal Alison/Noah é inegável desde as primeiras cenas. O fato de o ponto de vista de Noah ser o primeiro a nos ser apresentado também é primordial para que possamos estabelecer uma relação afetiva com aquele que é o ponto de ligação dos diferentes núcleos da série.

Logo percebemos que o relato, na verdade está sendo feito pelo protagonista numa espécie de inquérito, lembrando muito a fórmula vencedora de True Detective. Sabemos que houve um crime, mas só isso. Não nos é dito o que foi, muito menos a vítima. E esse, ao meu ver, não é o único ponto legal da série.

A diferença do ponto de vista do casal ao narrar os fatos foi o que mais me chamou atenção. Dessa forma não sabemos pra quem torcer (se é que devemos torcer por alguém), não sabemos quem odiar... enfim, podemos curtir a história pela história, analisando os fatos sem tender para nenhum lado.

The Affair é uma série que pode, ou melhor, que DEVE ser vista, o quanto antes, por todo mundo!!



12/01/2015 16h44

Globo de Ouro premia o novo
Ticiana Farinchon

Os fãs de seriados têm muito o que comemorar com o resultado do Globo de Ouro, cuja cerimônia aconteceu ontem nos Estados Unidos. Num ano onde quase não houve frisson em relação a estreias, e que teve em seu calendário o fim de diversas produções renomadas, o resultado surpreendeu a todos, premiando séries estreantes e fugindo da mesmice dos anos anteriores.

Numa noite bastante politizada, com direito a bottons de apoio às vítimas do atentado terrorista na França e piadas com a polêmica criada pelo filme "A Entrevista", Tina Fey e Amy Poehler mais uma vez mostraram que não é preciso ser escrachado para entreter. O clima descontraído que marca a premiação estava lá, presente, e, pelo menos para quem estava acompanhando do lado de cá da telinha os convidados pareciam estar se divertindo bastante.

Na categoria comédia, a estreante Transparent foi a vencedora tanto do prêmio de melhor série quanto o de melhor ator, com Jeffrey Tambor, ratificando a necessidade urgente de adaptação das emissoras de TV à nova realidade do mercado (a série é produzida pelo serviço de streaming da Amazon). Pra quem nunca ouviu falar, Transparent conta a história de um transsexual que resolve se assumir aos 68 anos de idade. A série ainda é inédita no Brasil. Já o prêmio de melhor atriz de comédia também foi para uma estreante, Gina Rodriguez, protagonista de "Jane the Virgin".

Nas principais categorias de drama, uma novata também despontou. "The Affair", série que explora os aspectos físicos e psicológicos de uma relação extraconjugal levou os prêmios de melhor série e melhor atriz (para Ruth Wilson), deixando favoritas como T"The Good Wife" e sua protagonista Julianna Margulies a ver navios. Quem ficou com o prêmio de melhor ator foi, enfim, Kevin Spacey, por sua brilhante atuação em House Of Cards.

A estreante Fargo foi a vencedora de melhor minissérie, assim como Billy Bob Thorton bateu o favoritíssimo Matthew Mc Conaughey, que concorria pela queridinha True Detective, como melhor ator do gênero.

Confesso que foi bem estranho ver um prêmio sem Breaking Bad, sem Modern Family, sem The big Bang Theory... Estranho, mas recompensador. Embora a nova safra de séries não seja tão promissora como as citadas, é bom saber que podemos voltar a torcer para que nossos favoritos saiam das premiações com alguma estatueta nas mãos.


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16/12/2014 14h52

The Voice: mais do mesmo
Ticiana Farinchon

Tenho, por dever, começar o post de hoje com um mea culpa. Faz duas semanas que não comento os episódios do The Voice. Posso listar uma dezena de problemas pessoais pra justificar minha ausência, mas, de fato, dentre todas as justificativas, apenas uma se sustenta: a incômoda sensação de estar vendo mais do mesmo.

Quem me conhece sabe que sou uma fã assídua deste tipo de reality. Raul Gil, Ídolos, Fama... assisti a todos, com o mesmo afã, e desisti deles quase ao mesmo tempo (na mesma fase). Pensando no assunto, sempre me questiono sobre o motivo. De cara, uma resposta imediata me vêm à cabeça: a culpada é a votação popular, que acaba deixando os jurados "entre a cruz e a espada", tendo que escolher entre candidatos de altíssimo nível. E ai uma série de motivos são trazidos à tona, principalmente se analisarmos o atual mercado fonográfico brasileiro.

A escolha popular é coerente com o que se ouve nas rádios, com o que se vê na TV, com os mais visualizados na internet. Por mais que isso doa em meu coração - e principalmente em meus ouvidos - é sim. Hoje vende-se produtos, e não artistas. E ao analisarmos os candidatos que temos na semifinal do programa, que rola essa quinta, percebemos que, com raríssimas exceções, nosso mercado está refletido ali, com todas as suas nuances.

Tá, você diz, então é isso. O público não sabe votar, estamos falando de um programa onde popularidade é mais importante que talento, e ponto, vai ser assim sempre. Não necessariamente, e ai caímos numa análise mais ampla. O papel dos jurados nesse processo é o que deve(ria) dar um norte no sentido de levar para a final um(a) cantor(a), e não um produto. Como? Simples, deixando esses candidatos que podem criar esses ruídos posteriormente de fora desde quando o funil começa a apertar. E, seja pelo perfil do programa, por seu próprio perfil, pelos interesses comerciais por trás da atração, não o fazem.

Nessa edição temos três exemplos claros disso: Joey Mattos, Nono Lelis e Leandro Buenno. Foram passando, foram passando... e deixaram a ver navio candidatos absurdamente superiores a eles, como Paula Marquezine, Maria Alice, Dudu Filetti, Edu Camargo e Nise Palhares.

Pra quem não assistiu aos programas, deixo abaixo um resumo do que rolou, torcendo muito para não me despedir essa semana da única opção que me agrada ainda no programa (leia-se Lui Medeiros).

Equipe Brown

Programa de 04/12

Rose Oliver, Joey Mattos, Paula Marquezine e Romero Ribeiro
Público: Romero Ribeiro
Técnico: Joey Mattos (aff) e Rose Oliver (que nem acho isso tudo que os jurados acham)

Programa de 11/12

Rose Oliver, Romero Ribeiro e Joey Mattos
Público: Romero Ribeiro
Técnico: Rose Oliver (ufa!)

Equipe Claudia Leitte

04/12

Kall Medrado, Leandro Buenno, Nise Palhares e Lui Medeiros
Público: Leandro Buenno
Técnico: Nise Palhares e Lui Medeiros

11/12

Leandro Buenno, Nise Palhares e Lui Medeiros
Público: Leandro Buenno
Técnico: Lui Medeiros

Equipe Daniel

04/12

Carla Casarim, Jesus Henrique, Kim Lirio e Vitor e Vanuti
Público: Kim Lirio
Técnico: Vitor e Vanuti e Jesus Henrique

OBS> Daniel foi vaiado pelo público ao escolher a dupla, ao invés da diva Carla Casarim.

11/12

Jésus Henrique, Kim Lirio e Vitor e Vanuti
Público: Kim Lirio
Técnico: Jésus Henrique

Equipe Lulu

04/12

Danilo Reis e Rafael, Edu Camargo, Maria Alice e Nonô Lelis
Público: Nonô Lelis
Técnico: Danilo Leis e Rafael e Edu Camargo

OBS> Não entendi até agora a eliminação da Maria Alice

11/12

Edu Camargo, Danilo Reis e Rafael e Nonô Lelis
Público: Nonô Lelis
Técnico: Danilo Reis e Rafael.
04/12

Kall Medrado, Leandro Buenno, Nise Palhares e Lui Medeiros
Público: Leandro Buenno
Técnico: Nise Palhares e Lui Medeiros

11/12

Leandro Buenno, Nise Palhares e Lui Medeiros
Público: Leandro Buenno
Técnico: Lui Medeiros

Equipe Daniel

04/12

Carla Casarim, Jesus Henrique, Kim Lirio e Vitor e Vanuti
Público: Kim Lirio
Técnico: Vitor e Vanuti e Jesus Henrique

OBS> Daniel foi vaiado pelo público ao escolher a dupla, ao invés da diva Carla Casarim.

11/12

Jésus Henrique, Kim Lirio e Vitor e Vanuti
Público: Kim Lirio
Técnico: Jésus Henrique

Equipe Lulu

04/12

Danilo Reis e Rafael, Edu Camargo, Maria Alice e Nonô Lelis
Público: Nonô Lelis
Técnico: Danilo Leis e Rafael e Edu Camargo

OBS> Não entendi até agora a eliminação da Maria Alice

11/12

Edu Camargo, Danilo Reis e Rafael e Nonô Lelis
Público: Nonô Lelis
Técnico: Danilo Reis e Rafael.



28/11/2014 17h24

A voz do povo
Ticiana Farinchon

Está ficando cada vez mais difícil assistir ao The Voice sem ter que se despedir de alguém que você achava que iria ganhar o programa. Se na semana passada Lulu Santos já se viu em maus lençóis em função da escolha popular, o que veio essa semana o deixou numa das decisões mais difíceis de sua carreira de jurado... Mas isso é papo pra daqui a pouco.

The Voice. Foto: Divulgação

O programa começou com a equipe, ao meu ver, mais fraca deste ano, o Team Brown. Isadora Morais (Dança da Solidão), Joey Mattos (Mangueira), Paula Marchesini (Esse tal de Roque Enrow) e Princess La Tremenda (Summertime) lutaram por duas vagas na próxima fase. Era claro que seria Paula + 1, né? E óbvio, o público votou, fez gracinha escolhendo Joey e deixou Brown a milímetros de cometer a maior injustiça desta edição. Na boa, não dá pra entender os motivos que levaram La Tremenda tão longe na competição. Ela é exagerada, canta de maneira displicente, foi ambiciosa demais ao escolher Janis Joplin... Enfim, por um milagre divino o projeto "Quero ser a Jesuton" acabou ontem. Num lampejo de seriedade, Brown escolheu Paula e o universo agradeceu.

Depois do esquenta, o programa engatou. 

Pelo team Daniel, Carla Casarim acabou com todas as dúvidas a seu respeito (eu não tinha nenhuma) e fez, ao meu ver, a melhor apresentação da noite. Seu "Upa Neguinho" foi uma aula de apresentação. Pés descalços, emoção à flor da pele e uma interpretação única. Ponto pra ela. Depois disso foi até difícil se concentrar nas demais apresentações do time. Kynnie Williams veio de "All Of Me", Thiago Costa fez Antonio Marcos se revirar no túmulo com uma versão samba de "Como vai Você" e Vitor e Vanuti mostrara o suficiente pra agradar o público com "A Hora é Agora". Não, não os acho ruins, mas pra mim o mundo já tem dupla sertaneja demais. Enfim, Os moços levaram o voto popular e ficou fácil pro Daniel escolher Carla. Sem mimimi.

Ai então o programa atingiu um patamar superior. Sem dúvidas sendo o técnico da melhor equipe deste ano, Lulu Santos não podia imaginar a decisão que teria pela frente. De cara, um dos nomes mais comentados da edição. Deena Love. Confesso que quando ouvi, ainda nos ensaios, a música escolhida, pensei: "Ferrou. Vai ser histórico." E não foi. Pra minha surpresa, tendo tudo a seu favor pra tomar "Dois pra lá, dois prá cá" para si eternamente, Deena foi correta. Só correta. Vejamos: essa é uma das músicas mais "teatrais", mais dramáticas da MPB. Ela, uma performer. Ou seja, tinha tudo pra dar liga. Mas não deu. Eu não chorei, Lulu não chorou, Brown não chorou. Nem você, leitor, deve ter chorado. A opção por uma versão mais cool, ao meu ver, não foi nem um pouco acertada. Contudo, o fato  é que, dentre os que iam se apresentar, Deena e Mara Alice eram as melhores, disparadas. Então, o correto deveria ser o suficiente pra passar. Em seguida, Gabriel Silva aliviou pro Lulu ao mandar uma horrorosa "Still haven´t found...". Logo depois o nível foi catapultado só de Maria Alice pisar no palco. Digo, e repito, desde o início das audições: essa garota é candidatíssima a ganhar o programa. Ela tem tudo a seu favor: voz, performance, carisma, segurança... Enfim, ela é a cara do The Voice. Amei sua versão de "Memórias", mas já torcia por ela antes mesmo de começar a cantar. Por último, Nonô Lelis, aquela que Lulu salvou da burrice de Claudia Leitte. É irrelevante o fato dela ter só 17 anos. O fato é que a menina canta, sua voz é diferenciada, ela é linda, ou seja: mesmo não estando no nível dos outros, vai dar trabalho. E deu. O público escolheu a loirinha para a surpresa de todos (até dela própria), e deixou para Lulu escolher entre Deena e Maria Alice. E ai? O que você faria? Sinceramente, embora tenha sido uma das entusiastas de Deena desde o início, concordei 110% com a escolha do técnico (que optou por Maria Alice). A performer foi emblemática para o programa sim, mas mercadologicamente não há espaço pra ela, e Lulu sabe disso. Sua participação no The Voice vai ficar marcada para sempre, e isso já é um ganho enorme. Quando as pessoas lembrarem do The Voice 3, vão lembrar de Deena Love, vão lembrar de Edu Camargo. Talvez lembrem do vencedor. Talvez.

Por fim, o Team Claudia. Antes de falar dele, preciso fazer uma sincera pergunta: "Quando vai acabar o projeto quero ser JLo da cantora?". Gente, já deu, né? Bem, decotes e sensualizações  à parte, vamos ao que interessa. Amarildo Fire (Samurai), Kall Medrado (Fallin), Nathalie Alvim (What´s Up) e Nise Palhares (Pra Você) disputaram a última vaga da noite. Barbada, né? Nise + 1. Só que foi difíiiiicil escolher esse mais um..... Os demais candidatos compartilham da ideia de que canta bem quem grita. E isso não me agrada nada, nadinha. Então, só não desliguei a TV porque a Nise era a última a cantar. No final das contas o público escolheu corretamente e coube à Claudia escolher entre os outros três. Acabou caindo no colo da exagerada Kall Medrado, que se não der uma diminuída no agudo vai perder a sua voz antes mesmo do próximo programa.

Pra semana que vem, o bicho vai pegar. Dos quatro candidatos restantes, um será salvo pelo público e dois pelo técnico. Comece a fazer suas contas... Quem vai rodar???

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24/11/2014 16h39

Começa o mata-mata!!
Ticiana Farinchon

Enfim teve início a participação do público no "The Voice Brasil". E como não poderia deixar de ser, logo no primeiro episódio, começaram as distorções. Como em toda edição de reality show musical, as votações populares acabaram por deixar de fora excelentes candidatos, com chance, inclusive de abocanhar o prêmio.

'The Voice Brasil'. Foto: Reprodução

No programa de quinta-feira, 20, houve mais acertos que erros, e continuo ferrenha na ideia que esta tem de tudo para ser a melhor edição do The Voice Brasil até hoje. Pra quem não assistiu ao programa, a regra era clara: quatro candidatos por equipe concorriam entre si. A votação era aberta logo que os nomes eram anunciados, portanto, era irrelevante o fato do candidato se apresentar bem ou mal. O mais votado pelo público automaticamente se classificava para a próxima fase. O técnico escolhia mais um entre os outros três. Os dois restantes, eliminados, sem choro nem vela.

A primeira equipe a duelar entre si foi a do cantor Daniel. Os escolhidos para cantar: Jesus Henrique (Lilás), Kiko e Jeanne (Sapato Velho), Kim Lirio (Dream On) e Ricardo Diniz (Caça e Caçador). Essa foi, ao meu ver, a maior peleja do último programa. Era óbvio que o tempo de Ricardo e da dupla no programa já tinha acabado faz tempo. Ao meu ver, inclusive, ambos não deveriam ter vencido seus duelos na fase anterior. Como esperado, Daniel escolheu Jésus (um dos fortes candidatos à vitória) e o público, sabiamente, pescou o diferenciado Kim Lirio (um dos meus favoritos).

Depois, veio o time de Claudia Leitte. Leandro Buenno (With or Without You), Lui Medeiros (Oceano), Millane Hora (Vapor Barato) e Priscila Brenner (Burn). Bem mais contida que em outras fases (será que ela finalmente ouviu o clamor popular?), Claudia Leitte ao meu ver, pisou na bola na hora de definir seu escolhido. Depois de uma apresentação impecável, Priscila acabou preterida pela cantora, que escolheu Leandro. O publico, por outro lado, fez seu papel direitinho e elegeu Lui Medeiros (a melhor voz da edição, disparado). 

No time de Carlinhos Brown, Hellen Lyu (Marcas de Ayer), Romero Ribeiro (Depois do Prazer), Rose Oliver (Força Estranha) e Vanessa Borges (Amantes Cinzas). Pois é. Se assim como eu você, caro leitor, nunca havia ouvido falar nas músicas de Hellen e Vanessa, já conseguiu uma pista de quem ganhou a disputa. Não sei, na verdade, o quanto o artista pode interferir numa escolha de repertório, mas não deu pra entender a discrepância do repertório dos quatro. Enquanto Romero deslizava totalmente à vontade num Alexandre Pires feito milimetricamente pra ele e Rose ganhava pra si uma das músicas mais fortes da MPB (na qual, ao meu ver, derrapou horrores), Hellen e Vanessa tiveram a sua disposição músicas desconhecidas (a de Vanessa, por acaso, parceria do próprio Brown com Arnaldo Antunes), o que, numa votação popular, é uma grande desvantagem. A decisão, claro, foi óbvia, embora controversa. Romero (que eu adoro, por sinal), eleito pelo público, e Rose por Brown. De verdade, essa foi a escolha que mais me pareceu injusta durante o programa inteiro. Desde o início não consigo ver nela o que os jurados vêem. Acho seu reverbe over demais, acho que ela foge da métrica da canção, perde o tempo da música toda hora, enfim, não consigo entender. Ao meu ver, o grave da Hellen Lyu é diferencial, gostoso de se ouvir e merecia estar na próxima fase. Mas.... é só minha opinião.

A última equipe da noite foi a única, ao meu ver, que deixou o técnico com um problema nas mãos. No palco, Danilo Reis e Rafael (Planeta Água), Dudu Fileti (Every Breath You Take), Edu Camargo (Lábios de Mel) e Twyla (Unchain My Heart). Eu consegui entender perfeitamente a lógica de Lulu. Só que ele não contava com o ruído do voto popular. Acredito eu que para a surpresa de todo mundo o público escolheu os sertanejos, deixando o técnico entre a cruz e a espada, tendo que decidir entre Dudu Filetti e Edu Camargo. Depois de ponderar um pouco acabou escolhendo Edu, sem, no entanto, esconder todo o seu descontentamento em desclassificar uma de suas melhores vozes. 

Depois dessa, a única coisa que penso é na possibilidade da emissora criar uma repescagem pros eliminados (nem que seja pra garantir uma vaga só na fase final) de maneira a reparar essa injustiça.

Agora resta a nós, espectadores, esperar que na próxima semana a escolha do público não propicie mais momentos como esse, e que os melhores possam estar na fase final. E você, o que achou do último programa??

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21/10/2014 11h50

O denso retorno de 'Scandal'
Ticiana Farinchon

Normalmente eu deixo para escrever sobre o retorno de uma série após assistir dois episódios da nova temporada, de maneira a tentar entender um pouco o rumo dos novos acontecimentos. Pois é, com Scandal foram necessários quatro.
Não restava dúvida aos fãs da série que, após os devastadores eventos do final da season 3, as coisas iam mudar bastante no universo de Olivia Pope e cia. Mas eu acredito que nem os mais fanáticos (me incluo nessa lista) achavam que as cicatrizes seriam tão profundas.

Foto: Divulgação

Se de um lado era óbvio que a brincadeirinha "Onde está Olivia Pope?" teria fim logo no primeiro episódio, as marcas do ocorrido na Casa Branca abriram uma brecha para que Bellamy Young brilhasse como nunca e tomasse para si os episódios iniciais da temporada. Acho sinceramente beeem difícil que os prêmios lhe fujam esse ano. As cenas iam se sucedendo, e a excelência dessa grande atriz suplantava, segundo após segundo, a sua também enorme exuberância. Difícil tirar a imagem da despedaçada Mellanie Grant estirada no chão após o belíssimo discurso de Fitz sobre a proibição da venda de armas da cabeça. Difícil não. Para os fãs da série acredito que esta tenha sido a definitiva imagem da temporada até então.

Ali, quase sem palavras, foi definida a tônica do que podemos esperar para este ano da série: uma Mel totalmente perturbada, sendo consolada por um Fitz em luta interna (mais que nunca) entre um casamento desgastado e uma paixão avassaladora.
Outro ponto alto do retorno de Scandal é o embate entre Abby e Olivia. Sem dúvida a ruiva despejou em cima da protagonista tudo aquilo que grande parte da audiência da série gostaria, mostrando a ela o quão egoísta foi sua decisão de abandonar tudo quando as coisas ficaram feias. É, Liv, o "White Hat" tão característico das primeiras temporadas parece mesmo ter ido pro espaço né?? Falando em White Hat, outro que promete brilhar esse ano é o David Rosen. O contraponto de Olivia mostrou, logo de cara, não ser mais tão contraponto assim.

Bem.... você deve estar pensando que, diante de tantos conflitos densos que assolaram os personagens a série tenha perdido seu ritmo. Enganados, caros leitores... Shonda Rhimes nunca nos deixa na mão. E os episódios 3 e 4 estão ai pra isso. De novo, a autora nos enredou no emaranhado de conspirações e reviravoltas tão característico da série. Isso tudo em 4 episódios. Só 4.
A mim, como entusiasta fã das histórias de Pope, Grant e cia, só tenho a agradecer por mais um ano com pé em cima, e rezar para que meu marcapasso dê conta de tudo que ainda está por vir.


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