SRZD


05/10/2010 18h47

Clarissa Garotinho diz que irá fiscalizar ações do governo do estado
Hélio Almeida

A atual vereadora e deputada estadual eleita pelo Rio para 2011, Clarissa Garotinho (PR), disse nesta terça-feira, em entrevista exclusiva ao SRZD, que irá fiscalizar as ações do governo do estado, mas sem fazer uma oposição sistemática a Cabral.

Clarissa, a quinta candidata mais votada no Rio, com 118.863 votos, disse que a vitória foi uma surpresa, e que não esperava ser uma das mais votadas. Ela contou que a estratégia do partido foi direcionar a campanha no município do Rio, mas que ela se estendeu para o interior, devido à TV, que ajudou a chegar nesse público.

"Eu passei de 42 mil para 70 mil votos só no município. Foi um reconhecimento. Na Baixada Fluminense, eu tive bastante votação. No interior, a votação foi muito espontânea. Ainda mais com a bandeira do primeiro emprego, pois é difícil para o jovem conseguir iniciar uma profissão", disse Clarissa.

Incentivos fiscais

A deputada eleita disse que não será fácil trabalhar na Alerj, devido aos interesses políticos. Ela pretende fazer com que as empresas que receberem incentivos fiscais do Estado contratem jovens para o primeiro emprego.

"Eu pretendo passar nas escolas para divulgar essa proposta para ela se popularizar e poder ser aprovada. Ninguém pode impedir um parlamentar de entrar em uma escola do estado.

Metrô Rio e SuperVia

Clarissa disse que é preciso fiscalizar tudo. Ela criticou a concessão feita pelo governo do Rio, do Metrô Rio e SuperVia, e o escritório que defende as concessionárias, que segundo ela, a mulher do governador Sérgio Cabral é advogada.

"Não é possível um escritório de advocacia, que é o da mulher do governador, crescer 1000% defendendo o Metrô Rio e a SuperVia. As concessionárias fazem um serviço ruim e ganham de presente mais 20 anos de concessão. As UPAs são caras. Cada uma custa R$ 700 mil, sem nada dentro. Precisamos fiscalizar isso", apontou Clarissa.

Políticas sociais para jovens

"Não vou fazer oposição sistemática ao governo, mas eu não vou deixar de me opor a questões que vão contra o povo, diferente dos que não falam para ganhar um cargo".

Ela disse que a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) é boa, mas não resolve, e sugere que é preciso de políticas sociais para os jovens.


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Comentários
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    06/10/2010 00:00:17JohnyAnônimo

    Gostei da proposta da reserva de vagas para o primeiro emprego. Acho que se ela realmente conseguir trabalhar com essa disposição, será uma das lideranças na Assembléia Legislativa dentro de pouco tempo.

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