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19/11/2010 12h06

Para Rei Momo, sambista não pode mais ser visto como alguém 'que não quer nada'
Angélica Paulo*

A figura mais popular do carnaval carioca já é um velho conhecido dos foliões. Pelo terceiro ano consecutivo, Milton Rodrigues da Silva Júnior conquistou o título de Rei Momo da cidade e vai comandar os dias de festa no Rio. Coincidência ou não, no ano em que foi eleito novamente para o posto, seu númeo de inscrição no concurso era o três, mesmo número de vezes em sagrou-se vencedor.

- O grande motivo de concorrer novamente ao título foi o de mostrar que o sambista não pode mais ser visto como aquele que não quer nada. Eu sou trabalhador, sou bancário e carrego a faixa e a coroa por amor - declarou, acrescentando que, neste ano, quer fazer tudo aquilo que não conseguiu realizar no ano passado.

Gerente de relacionamentos de um banco, Milton não tem muitos problemas em conciliar a rotina de Rei Momo com o dia-a-dia normal de trabalho. Segundo ele, os eventos da Corte Real geralmente acontecem no final de semana e, quando coincidem com o horário bancário, ele faz horas extras para justificar a ausência. O soberano do carnaval afirma que seus colegas sentem orgulho de trabalhar com um "rei".

Mas o posto não traz benefícios apenas status. Com o aumento da premiação, o valor pago ao Rei Momo subiu para R$ 20 mil, que serão pagos após o encerramento do contrato, em 14 de março. O destino da verba já é certo: vai servir como entrada para um novo apartamento, o grande sonho de Milton.

- Como não consegui no ano passado, meu principal objetivo é conseguir financiar meu apartamento. Esta é a grande meta - finalizou.


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