SRZD


18/01/2011 03h44

Fernando Horta sem limites
Rodrigo Coutinho

Foto: DivulgaçãoHá 24 anos presidindo a Unidos Tijuca, Fernando Horta talvez seja o dirigente mais bem-sucedido do Carnaval Carioca atualmente. Campeão pela primeira vez com a escola de Borel em 2010, ele revela, em entrevista exclusiva ao SRZD-Carnavalesco, como transmite para uma escola de samba a capacidade administrativa obtida ainda na juventude, quando era comerciante no bairro da Tijuca. O dirigente tijucano revela também como começou no samba; diz que Laíla está com medo da Tijuca e os planos para a disputa presidencial no Vasco da Gama. Confira:

SRZD-Carnavalesco: Como foi a vida em Portugal? Conte um pouco de que lugar você é de Portugal, como era sua casa e família lá?

Fernando Horta: Minha vida em Portugal foi curta. Sai de lá com apenas 12 anos. Vivíamos numa cidade do interior de Portugal, pertencente à região de Porto.

SRZD-Carnavalesco: Como foi a história da vinda para o Brasil?

Fernando Horta: Meu pai veio para o Brasil como imigrante dois anos antes do que nós. Depois viemos e eu tive uma trajetória tipicamente carioca. Morei no Bairro de Fátima, estudei no Colégio Rivadávia Corrêa, próximo à Central do Brasil. Com 16 anos arrumei um emprego para ajudar já que a situação em casa que não era muito fácil. Com sorte, aos 22 anos eu me estabeleci no ramo de quadros, vidros e cristais.

SRZD-Carnavalesco: Como que frequência visita Portugal e que lugar mais gosta de lá? A Unidos da Tijuca vai muito em Portugal?

Fernando Horta: Ainda mantenho minhas raízes. Vou lá frequentemente e continuo tendo muita ligação com a colônia portuguesa. Toda hora a escola recebe convites para voltar em Portugal. Logicamente que temos que acordar o lado financeiro, ver se é interessante para a escola e para os profissionais que vão pra lá. Estamos preparando um trabalho para voltar no ano que vem.

SRZD-Carnavalesco: Já pensou em convidar o primeiro-ministro de Portugal, José Socrates, para vir ao desfile ou ensaio da Tijuca?

Fernando Horta: O Sócrates nunca visitou a Unidos da Tijuca, mas nós tivemos o prazer de receber o Mario Soares (ex-presidente) na comunidade do Borel. Se não me engano foi o primeiro presidente estrangeiro a visitar uma comunidade. Nós nunca convidamos o José Sócrates, mas quando o fizermos é bem capaz de ele aceitar esse convite.

SRZD-Carnavalesco: Como o Fernando Horta foi parar no samba e na Unidos da Tijuca?

Fernando Horta: Tive um estabelecimento na Rua Conde de Bonfim, onde havia uma aproximação muito grande com a comunidade do Borel, muitos funcionários da minha firma eram da Unidos da Tijuca e me pediam para ajudar a escola, quando vi já era presidente em 1987. Comecei a ajudar a escola com 30 anos de idade. Tinha um terreno na Usina e emprestei para a Unidos da Tijuca fazer as fantasias e esculturas. Desde então estou nessa trajetória de luta.

SRZD-Carnavalesco: Alguma vez foi tratado com preconceito?

Fernando Horta: O preconceito existe até hoje. A Unidos da Tijuca já merecia ter sido campeã há muito tempo, talvez isso seja um preconceito. Já na comunidade não, sempre fui bem acolhido, senão nem estaria na Tijuca, eles continuam tendo um carinho muito grande por mim.

SRZD-Carnavalesco: A Tijuca é uma escola de comunidade que participa. Quando essa união com a comunidade ganhou a força que hoje tem?

Fernando Horta: Desde sempre. O povo enxerga as coisas. Eu sempre mantive um laço de amizade com todo mundo, o tratamento é de igual para igual. A escola nunca usou de violência, sempre tentamos levar os problemas na base da conversa. Por isso falamos que a Unidos da Tijuca é uma família.

SRZD-Carnavalesco: Com a pacificação do Borel é possível que a Tijuca faça ensaios lá algum dia? Existem projetos sociais da Tijuca no Borel? Quais?

Fernando Horta: A escola não saiu da comunidade do Borel por problemas de violência. Aliás não saímos de lá, a sede continua no mesmo lugar. A comunidade sempre respeitou a escola e a mim. Nós saímos de lá por falta de espaço. A quadra começou a ficar pequena. Aquele local foi a primeira quadra própria de uma escola de samba carioca coberta, mas as pessoas que a fizeram não pensaram no futuro. A capacidade é de 1.500 pessoas e não há estacionamento. Por isso procuramos um espaço maior para acompanhar o crescimento da Unidos da Tijuca. Quando a Tijuca saiu de lá foi em 1992, a situação era muito calma do que se transformou depois. Temos tem o seguinte pensamento aqui: vamos buscar o dinheiro de quem pode pagar para aqueles que não podem.

SRZD-Carnavalesco: Existem projetos sociais da Tijuca no Borel? Quais?

Fernando Horta: Hoje mantemos lá os nossos projetos sociais. A Escola Mirim, atendimento odontológico, academia, cursos para a terceira idade, uma biblioteca com cinco mil livros. Isso funciona diariamente

SRZD-Carnavalesco: A Tijuca sempre se caracterizou por ter excelentes sambas. Qual é o segredo?

Fernando Horta: O segredo é que nós sabemos que o público que vê o Carnaval é diferenciado do público mais tradicional, hoje os ingressos são mais caros. A questão do tempo de desfile também influencia. Temos que passar com quatro mil componentes, sete alegorias e três tripés em 82 minutos. Você tem que levar um samba que tenha um certo pique. Temos dado sorte. Os compositores da escola já aprenderam a fazer samba para a Unidos da Tijuca. O samba do ano passado não era apontado como um dos melhores e funcionou na Avenida. Em 2011, isso vai acontecer outra vez.

SRZD-Carnavalesco: Apesar disso, as pessoas reclamam que sempre a mesma parceria vence. Como estimular a ala dos compositores com essa sequência de vitórias da dupla Julio Alves e Totonho?

Fernando Horta: Os próprios compositores é que precisam se motivar, procurar se renovar, mas não são sempre os mesmos. Nos anos 90, tivemos o Vicente das Neves que é lá da comunidade e ganhou sete vezes. A parceria que ganhou esse ano venceu pela terceira vez. Isso não acontece só na Unidos da Tijuca não, mas em todas as escolas. Existem os compositores que se dedicam mais e conhecem mais o que a escola quer, acabam sendo felizes na hora de fazer a obra. A Tijuca não tem preferência por a, b ou c.

SRZD-Carnavalesco: Como surgiu na sua cabeça a ideia de contratar o Paulo Barros em 2004?

Fernando Horta: O meu pensamento quando trouxe o Paulo Barros era que a Tijuca vinha fazendo grandes carnavais, mas muito parecido com as grandes escolas. Eu seria só mais um naquele modelo, não conseguiria ganhar, o peso da bandeira era menor. Quando vi o trabalho dele no Tuiuti percebi que era esse o carnavalesco que poderia fazer algo diferente dos concorrentes.

SRZD-Carnavalesco: Qual foi o seu sentimento quando viu nos barracões os carros de 2004, como o DNA, por exemplo?

Fernando Horta: Nunca tive insegurança. Eu acompanhava o trabalho e acreditava na equipe. Tudo o que foi feito, aconteceu com o meu consentimento. Eu tenho formação artística, não que eu seja carnavalesco, mas sabia que aquilo ia funcionar, dei liberdade ao artista. A imprensa, as pessoas que visitavam o barracão e até em membros da minha diretoria estavam inseguros, mas eu não.

SRZD-Carnavalesco: Depois dos desfiles de 2004, 2005 e 2006, você ainda achava que era possível ser campeão do carnaval?

Fernando Horta: Tinha certeza que venceríamos. Sabia que o tabu estava prestes a cair. Isso vai acontecer mais vezes daqui pra frente. A bandeira da escola pesa um pouco. É assim no samba e no futebol. É a mesma coisa que jogar Vasco e São Cristóvão, na dúvida, o juiz dá para o Vasco. Mas isso vem mudando, os jurados estão se aperfeiçoando, a Liesa vem trabalhado muito em cima disso

SRZD-Carnavalesco: A bateria da Tijuca sempre é bastante elogiada, mas nunca tira todas notas máximas. O que acontece?

Fernando Horta: O caso da bateria é justamente o da bandeira pesar. Meu diretor de bateria (Casagrande) tem 32 anos de Unidos da Tijuca. Eu promovi. Faltava a ele, talvez, peso no nome. Como tem muito jurado que vai julgar achando que só pode dar três, quatro notas dez, acaba escolhendo os nomes de mais fama. A bateria é excelente, vem crescendo bastante, foi outro quesito que a escola arriscou também. Eu gosto disso, a Unidos da Tijuca é uma das escolas que mais lança artistas. Já sabia que tinha um potencial dentro de casa. Este ano, o Casagrande vai conseguir as notas dez, tenho certeza.

SRZD-Carnavalesco: Seu sonho era ter o Odilon no comando? E a volta do Celinho, é possível?

Fernando Horta: O Odilon não. Gosto muito dele, é meu amigo, um grande diretor de bateria, mas a escola está bem servida. Não vejo nele o perfil para comandar a bateria da Tijuca. O Celinho não foi tirado da escola, ele é cria da escola, foi lançado por mim. O Casagrande já fazia parte da equipe dele.

SRZD-Carnavalesco: O que você sentiu quando soube como seria a apresentação da comissão de frente em 2010? E na hora do desfile, você ficou emocionado?

Fernando Horta: É um momento em que a gente fica feliz demais. Tinha certeza que a comissão de frente ia estourar. A preocupação existia. Quem arrisca tem mais chances de errar. Meu medo era que houvesse um erro. E o jurado não perdoar. Acompanhei os ensaios, embora eles fossem desgastantes, pois eram as quatro, cinco horas da manhã. Muitos diretores da escola não sabiam que a comissão iria se apresentar daquela maneira.

SRZD-Carnavalesco: Aliás, o Fernando Horta é durão ou paizão?

Fernando Horta: Eu sou um paizão. Durão na hora que tem que ser. Não tem mistério. Na hora de ser bom é bom, na hora de ser mal também, por isso que as pessoas confiam em mim e gostam de mim.

SRZD-Carnavalesco: O carnaval deu amigos ou apenas colegas?

Fernando Horta: O carnaval me dá muitas pessoas que me olham diferente. Levo muito a sério. Pode ser até da minha família. Se eu achar que não está enquadrado no desfile da escola eu tiro. Levo o desfile muito profissionalmente. Todos sabem que na hora em que você é duro começa a ganhar fama de antipático. Se o cara vem aqui só pedir camisa, por exemplo, eu não dou. A minha escola é limpa. É a que menos sai com camisa de diretoria.

SRZD-Carnavalesco: A Unidos da Tijuca mostrou que é possível fazer carnaval somente com a subvenção? Qual é o segredo?

Fernando Horta: A Tijuca não faz Carnaval só com a subvenção. Quem falar isso está errando. A subvenção ajuda o Carnaval da Tijuca em 50%, os outros nós buscamos com parceria e trabalhos da escola: shows e faturamento na quadra. Seria bom se conseguíssemos, temos que partir para esse lado, mas no momento é impossível.

SRZD-Carnavalesco: É verdade que em 2011, o desfile vai custar R$ 10 milhões? Por que essa mudança nos gastos?

Fernando Horta: Só vou saber quanto vou gastar depois do Carnaval. Se não chegar a dez milhões, vamos ficar muito perto disso. A mudança foi porque todos estão esperando um pouco mais da Tijuca. Então resolvemos carimbar mais uma vez o passaporte. Estamos tentando superar o desfile feito em 2010.

SRZD-Carnavalesco: O Laíla criticou os valores gastos pela Tijuca. Disse que o valor seria melhor empregado se fosse destinado à comunidade. Como recebeu as críticas?

Fernando Horta: O Laíla fala muita bobagem. É bom rapaz, mas de vez em quando fala bobagem. Ele está vendo um concorrente à altura e começou a entrar no desespero. A Tijuca investe mais na comunidade do que a Beija-Flor. Eu visto mais gente que ele. Ele não sabe quanto a Beija-Flor gasta, não é ele que mete a mão no bolso. Ele não conhece bem a escola. A Tijuca só tem cinco alas comerciais. Gostaria de saber quantas alas comerciais tem a Beija-Flor, deve ter bem mais que a Tijuca. Ele está com medo da Tijuca.

SRZD-Carnavalesco: Hoje, a Tijuca possui uma equipe de marketing. Quem trouxe essa ideia e o que o marketing acrescentou para Tijuca?

Fernando Horta: A ideia partiu de mim e ela amadureceu. Ainda não está do jeito que eu quero, mas estamos nos preparando para isso. Estamos contratando mais profissionais. É desta maneira que a escola está conseguindo colocar o carnaval na rua.

SRZD-Carnavalesco: O título em 2010 deu mais visibilidade ou nada mudou? Se mudou, o que aconteceu?

Fernando Horta: Nós já estamos há muitos anos com visibilidade. As pessoas acreditam no nosso trabalho. Tudo o que tratamos nós cumprimos. Não vou dizer pra você que não melhorou. A escola precisa de títulos. Estávamos há muito tempo sem conquistar um título isso vai abrir novas portas. Temos que saber tirar proveito da situação e estamos conseguindo. Durante o ano mantivemos a escola na mídia e faturando. Eu posso te falar que já faturamos mais de R$ 2,5 milhões só com shows. Nas outras escolas não vejo capacidade para fazer isso. Qualidade elas tem.

SRZD-Carnavalesco: E a participação das rainhas de bateria no Carnaval atual? O que pensa sobre o assunto?

Fernando Horta: O povo gosta de tirar fotografia da rainha de bateria, ela é uma atração a mais. O artista é importante para escola, mas no lugar dele. Não esquento a cabeça com isso, ela não dá pontos para a escola, é um componente e faz parte do show. Eu respeito muito a Adriane Galisteu, mas se amanhã tiver que ser oura será outra. Se não se enquadrar eu troco. Não vejo isso como uma peça importante. O que importa é ter um bom diretor de bateria, um bom cantor, um bom conjunto harmônico e etc. O resto é participante.

SRZD-Carnavalesco: Dentro do carnaval qual é sua maior alegria e tristeza?

Fernando Horta: A maior tristeza é fazer um bom trabalho e ver que foi injustiçado na abertura dos envelopes. Não sou movido pela paixão, mas pelo profissionalismo. A alegria maior é você ver um trabalho acontecer na Avenida. Sentir a comunidade feliz por desfilar. O resultado é importante, mas mais importante é saber que você um trabalho correto.

SRZD-Carnavalesco: O português Fernando Horta sempre foi muito respeitado entre os patronos e demais presidentes das escolas de samba e da própria Liesa. Qual foi o segredo para conseguir ser respeitado?

Fernando Horta: Sempre respeitei para ser respeitado. Eles sabem da minha luta e honestidade. Sou o único presidente sobrevivente desses anos todos que não pertencia ao outro lado. Todos os outros quebraram se arrebentaram e eu sempre continuei, nunca gastando aquilo que não posso. Temos crédito. Sempre respeitei o trabalho de todos. Cada um tem a sua maneira de dirigir, mas a Tijuca ainda tem muita coisa para crescer.

SRZD-Carnavalesco: Já temeu enfrentar algum presidente ou patrono?

Fernando Horta: Não. Já bati de frente, no bom sentido, algumas vezes. Se eu discordar de algo mostro minhas idéias, até mesmo ao presidente da Liesa. A Liga é uma casa democrática e cada um tem o direito de se posicionar. Não vou me omitir nunca. Não posso entrar mudo e sair calado das reuniões. Nunca ficou divergência nenhuma com outro presidente.

SRZD-Carnavalesco: Como é o processo eleitoral da Tijuca? O Horta nunca vai sair da escola?

Fernando Horta: Pretendo deixar a Tijuca, mas nas duas últimas eleições não tivemos nenhuma outra chapa. Até gostaria que alguém entrasse para eu medir a minha força, mas acho que ninguém quer, só quando eu largar mesmo. A Tijuca é uma escola democrática.

SRZD-Carnavalesco: Se sair já viu em alguém dentro da escola como provável substituto?

Fernando Horta: Estamos preparando. O que acontece é o seguinte: dentro de uma administração, o processo de substituição é como se fosse de pai pra filho. O pai sempre acha que não existe ninguém com a capacidade dele. Aqui nós sempre achamos que não existe ninguém com a minha capacidade, mas isso é coisa da cabeça do ser humano.

SRZD-Carnavalesco: Agora, o sonho do Horta é ser presidente do Vasco? Qual motivo?

Fernando Horta: Sonho com isso desde jovem. A minha pretensão já foi muito maior. Resolvi tentar por ser um grande vascaíno. Eu ia ficar quieto, mas após quase cairmos este ano novamente não teve jeito. Se eu percebesse que o meu clube estivesse sendo bem dirigido não me candidataria. Quero ver o Vasco retomar o lugar que está perdendo.

SRZD-Carnavalesco: É possível derrotar o Roberto Dinamite?

Fernando Horta: O esquema de eleição do Vasco é complicado. Dizem que o clube tem 20 milhões de torcedores, mas quem elege o presidente são duas mil pessoas. Se fosse uma eleição feita de forma aberta, se todo vascaíno tivesse direito a votar, eu ganharia com o triplo de votos, com toda a certeza. Com a idade que eu tenho não pretendo entrar numa disputa para perder. Pra fazer aventura eu não entraria, tenho grandes chances de ganhar. Os vascaínos me conhecem, sabem como funciona o meu tipo de administração, sou um cara arrojado.

SRZD-Carnavalesco: O Eurico Miranda é seu amigo? Ele apoiaria o Horta em uma eleição do Vasco?

Fernando Horta: Venho com o apoio de todos os grandes vascaínos. Se o Eurico Miranda quiser me apoiar vou aceitar. Até porque ele é presidente do Conselho de Beneméritos do clube, tem força no Vasco. Na eleição, venceu o Antônio Soares Calçada com o triplo de votos. O fato de eu ser amigo do Eurico, ou ele votar em mim, não quer dizer que eu compartilho de suas opiniões e atitudes. Se eu vencer quem vai administrar o Vasco serei eu.

SRZD-Carnavalesco: Por que o desfile de 98 sobre o Vasco não deu certo?

Fernando Horta: Não deu certo porque 90% dos jurados eram flamenguistas e os outros dez não gostava do Eurico Miranda, por isso derrubaram a escola. Além disso, o presidente da Liga também era flamenguista doente, o falecido Djalma Arruda. O desfile foi um dos melhores que a Unidos da Tijuca fez em sua história.

SRZD-Carnavalesco: É possível enfrentar o Roberto Carlos na Beija-Flor?

Fernando Horta: É um enredo apelativo, de grande apelo popular. Mas acho que o enredo da Tijuca tem mais conteúdo. Vai depender do trabalho que cada um apresentar. Os jurados já estão mais bem preparados para julgar. Respeito a Beija-Flor até se vier com um enredo sobre Fernando Horta, mas acho que eu daria melhor enredo que o Roberto Carlos, tenho mais história no samba do que ele. Não é só a Beija-Flor, tem outras escolas que precisam ser respeitadas.

SRZD-Carnavalesco: A Tijuca pode ser considerada uma das favoritas para o título de 2011?

Fernando Horta: Favoritos não. Somos um das candidatas ao título. Favoritismo no samba é muito perigoso. O Carnaval é um campeonato de uma partida só. Se você errar no tempo em que está na Avenida perdeu um ano de trabalho.

SRZD-Carnavalesco: Qual a importância de ter o Paulo Barros como carnavalesco da Tijuca?

Fernando Horta: A importância da Tijuca para o Paulo Barros é maior do que o contrário. A Unidos da Tijuca nasceu em 1931 e já passaram aqui grandes carnavalescos: Renato Lage, Fernando Pinto. Muitos cantores, mas a escola é mais importante que o artista. Logicamente, o Paulo Barros é uma novidade no Carnaval, assim como outros já foram. Aqui ele encontrou um presidente que o deixa trabalhar à vontade, que viaja nas maluquices dele. As pessoas passam. Vai passar Paulo Barros, Fernando Horta, Bruno Ribas, mas a escola permanece.

SRZD-Carnavalesco: O que o Horta ainda daria para o carnaval carioca e o que o Horta gostaria que não estivesse presente no carnaval carioca?

Fernando Horta: Acho que eu já estou dando tudo. O poder público é quem que pensar em dar mais alguma coisa. A Prefeitura do Rio tem que valorizar mais o Carnaval. Montar mais estrutura para as escolas, arrumar mais verba. Se eu tivesse como dar mais, compraria uns carros com motor pra poder voar até a Avenida. Tudo isso pra não ter que ver carro quebrar embaixo de árvore e no asfalto esburacado. Os órgãos públicos é que tem que dar mais para essa festa que é única no mundo.

SRZD-Carnavalesco: Para fechar: Aproveitando o samba de 2011, o Fernando Horta possui medo de alguma coisa?

Fernando Horta: Não tenho medo de nada, cara. Não tive medo nem no dia que tacaram fogo nos ônibus. Sou um homem que respeito tudo, não temo nada.


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Comentários
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    31/01/2011 03:11:08eduardoMembro SRZD desde 31/01/2011

    tods metem a lingua na beija-flor mas em minha opnião ela deve ser respeitada como qualquer outra ,pois faz um belissimo trabalho tods os anos. e na entrevista do presidente da U.T eu so vou comenta um coisa q ele disse, pois isso e mentira o proprio falou q veste mas gente da camunidade do q a beija-flor mentira e so ver a quantidade de pessoas q desfilam na u.t e na b.f q vc vao ver q e mentira. Alem do mas o gasto nos adereços com as roupas da comunidade da bf e incrivel da pra vim de destaque em qualquer outra escola.

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    25/01/2011 11:23:50IgorMembro SRZD desde 14/12/2010

    Se alguem não sabe,ou finge não saber Akhetaton é a cidade que em sua visão aerea tem a mesma forma de Brasília,de um passaro.... difícil né para pessoas ignorantes entenderem do assunto...só entendem mesmo de firulas e mais firulas..rsrs

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    25/01/2011 10:56:24Julio PortelaMembro SRZD desde 11/02/2010

    LIxeira, vc sim deve ter sido defecado, vide o monte de merda que vc fala, vc não me conhece pra ter opinião formada sobre mim e no meu conceito vc não é nada, apenas uma titia velha necessitada mal amada e mal comida que vive de falar merda, realmente vc não tem que falar da Portela não e a BF só perder com pessoas do seu nível na escola, vai se tratar ou arrume um macho pra apagar esse seu fogo de velha ensandecida !!!!!!!!!!

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    24/01/2011 23:18:45celia antonieta santos defrancoMembro SRZD desde 24/01/2011

    Interesse ter lido esta matéria, e assim ter como conhecer a trajetória do Pesidente Fernando Horta. Dá para perceber que é um home de atitude e acima de tudo, um dirigente de visão. O carnaval tomou rumos que certamente não pensariamos que um teríamos alguém comentando de carnaval com tanta convicção. Ã? importante, as entrevistas precisas, pois desta forma permite que todos conheçam um pouco mais do coração de uma escola. Certamente, a minha opinão talvez, não tenha sentido, pois embora seja neta do Bide do Etácio e ter todo sempre vivido no mundo samba, como destaque e como graduada em gestão de carnaval. A minha voz na dá eco, não sou colunável e nem amiga de nehuma pessoa que tenha fluencia neste segmento. Mas, a quem conduziu esta entrevista assim como o entrevistado fortalece o respeito por aqueles que sabem dirigir o carnaval. Parabéns Presidente Fernando Horta, é bom saber que tem pessoas que se dedicam de corpo e alma, para fazer com que a maior festa do mundo tenha um brilho especial. Que 2011, vcs consigam levar alegria a todos que estejam asistindo ao carnaval, e que Deus possa lhe iluminar de forma que faça com que a sua comunidade seja participativa e assim tenham melhores dias. Abraços, Professora Celia Defranco

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    24/01/2011 18:13:12Amaury LimeiraMembro SRZD desde 28/04/2009

    Ã? Julio, humilde, você? rsrsrsrsrsrsrsrsrsr! Essa é boa. Vive a querer dar lição de moral nos outros. Se toca, ba.ba.qui.nha. E lixo é a senhora que te de.fe.cou, seu ba.ba.ca! Quanto à sua escola, a Portela não merece que eu a coloque no meio dessa discussão. Ã? pena que no seio da torcida dessa agremiação tenham ver.mes feito você, otá.rio!

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    24/01/2011 09:56:42Julio PortelaMembro SRZD desde 11/02/2010

    Julio Portela, humildezinho tem de ficar tu que é torcedor de uma escola que de grandiosa, estrela mor, virou figurante, seu otá/rio. Não vem com esse teu papinho de menino educado e humilde pra cima de mim que não cola. Não existia torcida mais arrogante que a da Portela quando a mesma estava no auge. Agora que a escola ta mal das pernas os torcedores resolveram ficar mansinhos. Vai procurar uma trolha pra sentar, rapá! -------------------------------- ---------------------------------------- ------------------------------- Amaury Lixeira , não estou precisando de trolha não pode ficar tranquilo ao contrário de vc que deve ser uma tia velha e necessitada, eu não preciso me fazer de humilde eu sou, ao contrário de vc que não deve ser merda nenhuma e se acha muita coisa, a Portela nunca teve esse histórico de arrogância como vc diz, não confunda a minha escola, amada por muitos com a sua odiada por todos e minha escola não é figurante, ela é essencial ao carnaval carioca, mas será que a sua com esses desfiles pedantes dos últimos anos faria falta, pense bem !!!!!!

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    23/01/2011 20:32:09soniaMembro SRZD desde 23/01/2011

    o fernando horta so esqueceu de falar que ele cobra as fantasia dadas por ele

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    22/01/2011 22:50:56DaltonMembro SRZD desde 04/07/2010

    Olha Mary, apesar de gostar do estilo Paulo Barros, eu tenho também meus contras a esse estilo, as vezes o Paulo viaja na maionese,como quando fez o enredo desse ano, enredo sobre o Medo?..Ele podia criar algo melhor, porém na hora do desfile a escola pode me conquistar quem sabe né?!...Agora numa coisa o Paulo Barros acertou, ele se lembrou do povo, se lembrou que tem gente na arquibancada. Quem vê uma fantasia do PB entende de cara a fantasia, pode até não gostar mas entende...Já da BF é preciso um manual ou enciclopédia pra entender o que uma ala chamada Akhetaton tem em comum com Brasília, sabe lá Deus o quê?!..... O povo quer luxo??? Sim ,é verdade mas quando o luxo não tem significado, deixa de ser luxo a passa a ser futilidade!..... Carnaval tem que ter fantasias e alegorias dentro do enredo, com significado e com bom gosto...Isso é leveza, isso é carnaval de verdade, olha uma fantasia e entender, escutar um samba e se entreter. Viva o povo!........Um abraço Mary!

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    22/01/2011 18:56:35DaltonMembro SRZD desde 04/07/2010

    A briga já acabou e o amaury Lixeira ainda fica aí puxando briga, rsrsr Parece aquele tipo que a gente conta uma piada e ele só ri 3 dias depois..kkkkkkk ...Ã? verdade, ele é neurótico mesmo rsrs Quanta amargura na vida, Pobre limeira!

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    22/01/2011 18:35:46Amaury LimeiraMembro SRZD desde 28/04/2009

    Cara, Mary. Acho-te uma graça. Ages sempre assim... basta ver ataques à sua Imperatriz para aparecer por aqui com seu discurso cheio de verborragia (como se isso me impressionasse) e esse seu estilo professoral de quinta. O mais interessante é observar que quando são os torcedores da Imperatriz que partem pra enxovalhar à Beija, a linda senhora fica quietinha, caladinha. Nunca te vi entrar aqui e vir com esse seu sermãozinho fajuto repreender aos torcedores da sua escola quando os mesmos estão a enxovalhar às demais. Cinismo pouco é bobagem, não é mesmo? Outra coisa, acorda... não existiu supremacia da Imperatriz nos anos 90, minha filha! Essa supremacia só existiu na sua cabeça e nas dos demais torcedores da Imperatriz. Fora a estes, todo mundo sabe de que forma a sua escola conquistou o tri. Pode dizer o que quiser a esse respeito que isso é fato e ta registrado nos anais da historia do carnaval. Se você realmente leu atentamente às postagens desde o início verás que quando eu entrei no circuito o seu amiguinho Dalton e mais alguns pulhas já estavam há muito enxovalhando à Beija e antes que eu esqueça, pulha é o babaca que te fez. Vai procurar macho.

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    22/01/2011 18:31:15DaltonMembro SRZD desde 04/07/2010

    Mary Lepoldinense, obrigado pela defesa!....Não sou gresilense(se fosse não teria o menor problema em me assumir), aliás não sei que obsessão é essa que esse doente do amaury tem com a Imperatriz, deve ser mais algum dos surtos psicóticos desse neurótico....Mary, eu não torço por uma determinada escola, torço pela que me conquistar na hora do desfile, as escolas tem que me conquistar, pago ingresso e tenho todo o direito de ver uma escola bonita e alegre, torço pra que me encantar, quem brilhar mais.....Como você bem disse num outro comentário, tudo passa...o que era sucesso a 10 anos atrás, hoje já não é mais. A BF viajou na surto psicótico de que seria a eterna campeã todos os anos, ilusão. Aí deixa de ser carnaval e vira ditadura de titio Laila, o carnaval não é da BF, carnaval é do povo! O carnaval é de quem fizer o melhor, de quem conquistar o povão, seja a Mangueira, o Salgueiro, Imperatriz, Vila, Porto da Pedra, Tijuca. Viva a alegria!.... Ditadura? Disso eu tô fora, nosso país já venceu isso, hoje já temos até mulher na presidência? quem diria né?! Pois é o país melhorou e hoje não somos mais o país dos ditadores. Como diria o samba tijucano: Entraram pelo cano rsrs Tipos como amaury, titio Laila se dariam muito bem se vivessemos numa ditadura, mas o azar deles é que vivemos numa DEMOCRACIA e quem não entende isso, "Entra pelo cano" rssr ...Amaury é só um doente, neurótico, infeliz, um amargurado, nem merece atenção....Um abraço Mary, e abaixo ao doente do Lixeira, ah é Limeira rrss

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    22/01/2011 15:07:59DaltonMembro SRZD desde 04/07/2010

    Vamos falar de quem interessa: a entrevista do Fernando Horta ...Em muitas coisas eu concordo com ele, mas ele errou muito nesse entrevista por um motivo:ele se elogia demais, tornando a entrevista entediante ...Em todas as respostas ele diz :..."Eu tenho isso, eu sou isso, eu sou aquilo, eu sou assim , eu tenho formação tal" ....Isso tudo torna a entrevista chata, previsível. Sr. Fernando Horta o senhor tem uma excelente escola de samba em suas mãos, uma comunidade de gente super humilde (pois o povo da Tijuca não se deixou levar pela arrogância, e mesmo depois da vitória se mantém humilde, muito diferente de uma outra escola que tem por aí.....) Uma Bateria maravilhosa que mantém uma boa cadência, uma comunidade nota 10 , um carnavalesco que não tem medo de ousar doa a quem doer....Então o sr. Fernando Horta seja mais humilde, em alguns momentos o senhor se elogia mais a si mesmo, do que a própria Unidos da Tijuca. Sei que o sr. deve ter ficado indignado com as declarações de Laila, mas Laila é assim mesmo, um arrogante, então não dê atenção a ele, deixe ele pra lá. A resposta se dá é na hora do desfile, e não numa entrevista. Lembre-se o primeiro passo pra derrota é a arrogância e o salto alto, Seu Fernando o senhor é um grande presidente, todos da sua escola sabem disso, não precisa se elogiar tanto.

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    22/01/2011 11:18:36JoãoMembro SRZD desde 18/01/2011

    Resfrescando a memória do Fernando Horta, vamos ver a listas das campeãs do carnaval do Rio de Janeiro. Numero de títulos de cada escola: 21-Portela, 17-Mangueira, 11-Beija-Flor, 9-Salgueiro, 9 -Império Serrano, 8-Imperatriz, 5- Mocidade, 2-Unidos da Tijuca, 2 -Vila Isabel.......... Fernando Horta a tijuca está bem atrás......

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    22/01/2011 11:10:43JoãoMembro SRZD desde 18/01/2011

    A impresa não é neutra, sempre tem seus favoritos, nesse ano é a Tijuca, por que no ano passado copiou uns americanos com aquele truque de mágica, a partir daquele momento a impresa começou a babar ovo da tijuca. Quando a impresa começar a babar ovo de qualquer pessoa ela pensa que é o rei da cocada preta. Esse tal do Fernando Horta ganhou uma vez só e já está arrotando grosso, provando que não sabe ganhar. O desfile da tijuca parace parada da disney, o pior é que a impressa apóia esse tipo de desfile com o simples argumento de que o povo na sapucaí se empolga com esse tipo de desfile, mas a parada da disney, o cirque du soleil, levantão a multidão mas não é carnava. Ao meu ver a tijuca só faz mau ao carnaval, americanizando o carnaval com o apoio total da mídia, uma pena para o carnaval carioca.

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    22/01/2011 11:05:42Marcos Roberto LuparelliMembro SRZD desde 10/11/2009

    Só falo uma coisa pro cidadão que falou que o Roberto está ultrapassado. Os melhores cantores do BRASIL quando participam do show do cara , vai ao delirio pq sabe que ta chegando no top de sua carreira. E qual é o cantor brasileiro que bota 1 milhão de pessoas na praia??? Quem responder apaga a luz. Roberto Carlos e a Beija Flor realmente é um casamento lindo!!! Beija Flor que mudou a história do carnaval carioca, fazendo dele o MAIOR espetaculo da terra e Roberto Carlos revolucionou a MPB com a Jovem Guarda . Uma virou a Deusa Da Passarela e o outro virou o Rei da MPB!

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