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28/01/2011 14h19

ElBaradei participa de protestos e é posto sob prisão domiciliar no Egito
Redação SRZD

Foto: Reprodução de TVO ex-chefe da Agência Internacional de Energia Atômica e ganhador do Nobel da Paz Mohamed ElBaradei foi posto sob prisão domiciliar após participar dos protestos desta sexta-feira no Cairo, que foram violentamente reprimidos pela forças de segurança do Egito. Policiais posicionados em frente à casa do ex-diplomata informaram que ela não deveria deixar o local. ElBaradei voltou ao Cairo na última quinta-feira para se juntar às manifestações desta tarde, as maiores desde o início dos protestos, há quatro dias, No início da tarde, tropas do Exército se juntaram à repressão aos manifestantes.

O governo bloqueou a internet e cortou, parcialmente, o funcionamento de telefones celulares no país, com intuito de enfrentar os milhares de manifestantes que voltaram as ruas. Na capital, policiais dispararam balas de borracha, bombas de gás e jatos d'água contra manifestantes que se concentravam, depois da rezas da tarde, em frente à mesquita al-Azhar. Muitas pessoas acabaram feridas.

Durante quase um hora, ElBaradei foi impedido pela polícia de deixar uma mesquita no Cairo, e manifestantes que tentaram protegê-lo foram agredidos. Além da capital, manifestações ocorrem em nove cidades com choques violentos. A Irmandade Muçulmana convocou seus partidários para as manifestações, previstas para serem as maiores contra o regime do presidente Hosni Mubarak, há 30 anos no poder. Momentos antes dos protestos, cinco líderes e vários membros da Irmandade Muçulmana foram presos. Desde o início das ações cerca de cinco pessoas já morreram, e outras centenas foram presas.

A Irmandade Muçulmana é vista pelo governo como a principal responsável pelos protestos, mas até agora negava qualquer envolvimento. O Ocidente teme que a organização, que está fora do Parlamento desde que boicotou as eleições de 2010, chegue ao poder e radicalize o Egito. Nesta sexta-feira, a conexão com a internet parou de funcionar repentinamente. Os provedores do país - Link Egypt, Vodafone/Raya, Telecom Egypt, Etislat Misr - pararam de transferir dados dentro do país e para o exterior. Desde cedo, já havia reclamações de que redes socias como Twitter e Facebook voltaram a ficar inacessíveis e o envio de SMS estava restrito.

Na noite da última quinta-feira, o governo posicionou tropas de uma força especial de elite nas ruas do Cairo, cidade com 18 milhões de habitantes, temendo os protestos. Mubarak não é visto em público desde o início das manifestações.  O Estados Unidos, principal aliado do Egito, têm pedido o fim da violência contra os manifestantes. Barack obama, presidente americano, disse que os protestos mostram a frustração do povo egípcio. "É muito importante que as pessoas tenham mecanismos para expressar seus descontentamentos", afirmou.


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