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29/03/2011 15h41

José Alencar: de um vilarejo em Muriaé ao topo do poder no Brasil
Redação SRZD

Foto: Divulgação

O ex-vice-presidente José Alencar Gomes da Silva nasceu no vilarejo de Itamuri, no município de Muriaé, na Zona da Mata de Minas Gerais, em 17 de outubro de 1931. Era o 11º filho de um total de 15 do comerciante Antônio Gomes da Silva e da dona de casa Dolores Peres Gomes da Silva.

Em 2003, Alencar foi eleito vice-presidente na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O empresário mineiro teve papel fundamental para que Lula ganhasse a confiança do empresariado durante a campanha eleitoral. Em 2006, foi reeleito para o cargo.

No governo, Alencar acumulou a vice-presidência com o cargo de ministro da Defesa, de 2004 até março de 2006, quando se licenciou do ministério para concorrer novamente às eleições presidenciais.

Filiado ao Partido Republicano Brasileiro (PRB), Alencar fez inúmeras críticas à política econômica adotada pelo Conselho de Política Monetária (Copom) e virou símbolo dos que pediam a redução da Taxa Básica de Juros (Selic).

Alencar saiu muito cedo de casa para começar a trabalhar

Alencar deixou a casa dos pais aos 14 anos para ser balconista da loja de tecidos A Sedutora, em Muriaé. Dois anos depois, mudou-se para Caratinga (MG), onde continuou a trabalhar como vendedor.

Quando completou 18 anos, Alencar foi emancipado pelo pai, pegou dinheiro emprestado com o irmão mais velho, Geraldo Gomes da Silva, e abriu o próprio negócio. Em 31 de março de 1950, abriu a primeira empresa A Queimadeira, onde vendia tecidos, calçados, chapéus, guarda-chuvas e sombrinhas. Para economizar, morava na própria loja.

Com o apoio dos irmãos, o ex-vice presidente manteve a loja até 1953, quando decidiu vendê-la e mudar de ramo. Tornou-se representante comercial de um fabricante de tecidos do Rio de Janeiro, trabalhou na área de cereais e foi sócio de uma fábrica de macarrão. Em 1959, o irmão mais velho de Alencar morreu em Ubá, também em Minas, e ele assumiu os seus negócios.

No fim da década de 60, Alencar começava a montar seu império

Em 1967, em parceria com o empresário de beneficiamento de algodão e deputado Luiz de Paula Ferreira, Alencar fundou, em Montes Claros, a Companhia de Tecidos Norte de Minas, a Coteminas, que se tornaria um dos maiores grupos têxteis do Brasil. Em 1975, ele inaugurou a mais moderna fábrica de fiação e tecidos do país. A Coteminas tem fábricas de fios, tecidos, malhas, camisetas, meias, toalhas de banho e de rosto, roupões e lençóis para o mercado interno. O grupo ainda tem cinco unidades nos Estados Unidos, uma na Argentina e uma no México.

O ex-vice-presidente atuou em entidades representativas do empresariado. Foi presidente da Associação Comercial de Ubá e da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), além de vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na vida política, em 1994, candidatou-se ao governo de Minas e, em 1998, elegeu-se senador pelo PMDB, com quase 3 milhões de votos.

No Senado, foi presidente da Comissão Permanente de Serviço de Infraestrutura e membro da Comissão Permanente de Assuntos Econômicos e da Comissão Permanente de Assuntos Sociais.

Desde 1997, o vice-presidente lutava contra o câncer. Fez tratamento no Brasil e nos Estados Unidos. Ao todo, ele passou por 17 cirurgias. Alencar era casado com Mariza Campos Gomes da Silva, com quem teve três filhos: Josué Christiano, Maria da Graça e Patrícia.

* Com informações da Agência Brasil


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Comentários
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    10/04/2011 12:23:39Joaquim Costa de Oliveira NetoAnônimo

    GRANDE HOMEM,temos que estudar sua biografia para motivação de vida.

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    30/03/2011 10:28:24Dora CoutoAnônimo

    Estou sencibilisada ; como no dia da morte do Tancredo. Aprendi muito com o ALENCAR; NÃ?O TENHO MEDO DA MORTE. TENHO MEDO DA INVEJA.

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    30/03/2011 09:05:02PauloAnônimo

    Um "homem" que não quer reconhecer a própria filha, homenagiado? Os advogados de José Alencar, usaram recursos jurídicos para tentar extinguir o processo de paternidade. Em seu depoimento, José Alencar, como relata o juiz, negou ter mantido qualquer relacionamento com enfermeira, tentando denegrir sua moral, ao afirmar que ela frequentava a zona de meretrício, em Caratinga, e que se relacionava sexualmente com vários homens. â??...mantinha relacionamento com todos os homens, e como profissional oferecia-se a quem a pagasse por seus préstimos. ...mantinha relação com todos que a procurassem e remunerassemâ?. Os advogados do vice-presidente chegaram a conseguir efeito suspensivo do pedido para que José de Alencar se submetesse ao exame de DNA! Mas a Justiça foi determinou, por duas vezes, hora, data e o laboratório onde seria feita a coleta do material para o exame de DNA, no entanto, José de Alencar não compareceu. Depois de reconhecida a paternidade, ele queria NEGAR a filha o direito de usar o mesmo sobrenome!! NUNCA falou com ela como filha. Homem InÃ?tIl.

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    29/03/2011 18:28:49Evandro WahidAnônimo

    Grande Estadista de verdade. Um dos poucos, por sinal. Coisa rara no Brasil. José Alencar foi se juntar no céu a JK, João Goulart (Jango), Petrônio Portella, Tancredo, Ulysses, Covas, Jefferson Perez, dentre outros. Ficamos mais pobres com seu desaparecimento, mas convictos de que na mente dos brasileiros, será o exemplo de luta pela sobrevivência. Lutou bravamente, como um guerreiro. Sua simplicidade é a marca registrada de poucos políticos nessa Pátria-Brasil. Aprendi muito com suas lições de amor ao próximo e respeito com a coisa pública. Siga em Paz ao encontro com Jesus na Pátria-Espiritual. Força e Luz!!!!

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