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20/07/2011 16h15

Filme sobre poeta Solano Trindade estreia no final de julho em Caxias
Redação SRZD

A poética e a vida de Solano Trindade, o "Poeta do povo", vai invadir a grande tela na próxima quarta-feira. Com lançamento previsto para as 20h, no teatro Raul Cortez, em Duque de Caxias, o filme "O Vento Forte do Levante" é mais uma contribuição do circuito alternativo de cinema para a difusão da cultura brasileira. A estreia acontece na próxima quarta, às 20h, no Teatro Raul Cortez, que fica na Praça Pacificador, no Centro de Duque de Caxias. A entrada é gratuita.

Tendo como locações diversos lugares na cidade de Embu das Artes, no município do Rio de Janeiro e em Duque de Caxias, em especial a igreja Nossa Senhora do Pilar, o documentário é resultado de um trabalho de três anos do cineasta, historiador e poeta Rodrigo Dutra e sua equipe.

O filme conta com a participação especial do bisneto de Solano, Zinho Trindade, que brinda o telespectador com intervenções poéticas. Para os mais ansiosos, Rodrigo adianta que a obra é bastante crítica quanto ao período histórico em que o poeta viveu, suas prisões, sua arte e sua relação familiar.

A estreia será durante sessão especial do premiado cineclube caxiense Mate com Angu. O filme conta com o apoio do Arquivo Nacional, do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, do Centro de Referência Patrimonial e Histórico de Duque de Caxias, do Núcleo de Identidade Brasileira e História Contemporânea/Uerj e do portal Baixada Fácil.

Sobre Solano Trindade

Poeta, folclorista, pintor, ator, teatrólogo, cineasta e militante, Francisco Solano Trindade completaria 103 no dia 24 de julho deste ano, se estivesse vivo. Nascido em Pernambuco, o "Poeta do Povo" morou em vários estados brasileiros, entre eles o Rio de Janeiro. Em Duque de Caxias, entre as décadas de 40 e 50, o poeta negro sentiu na pele as dificuldades da classe proletária.

Para chegar ao Centro do Rio, ele utilizava o Trem da Leopoldina, que imortalizou em seu poema "Tem gente com fome". Em São Paulo, Solano fundou a feira de Embu das Artes, onde desenvolveu intensa atividade cultural voltada para o folclore e para a denúncia do racismo. Ainda em Embu, sua filha Raquel criou o Teatro Popular Solano Trindade e, juntamente com ela, netos e bisnetos do artista cuidam para que sua memória continue viva.

No Recife, uma estátua de Solano em tamanho natural, feita pelo escultor Demétrio, encontra-se no Pátio de São Pedro. Em Caxias, uma biblioteca comunitária no bairro Cangulo leva o seu nome. Solano está presente em nomes de escolas, movimentos sociais e ruas brasileiras. Mas, apesar de todas essas homenagens, o escritor ainda é pouco lembrado pela imprensa e historiadores oficiais.


Comentários
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    27/07/2011 10:01:22Antonio Carlos de OliveiraAnônimo

    Valeu SR pela divulgação! Visite o blog da Biblioteca Comunitária Solano Trindade, também em Duque de Caxias. www.bibliotecasolanotrindade.bl ogspot.com

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