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02/07/2008 13h30

Ministério Público cria banco de dados para armazenar vozes
Redação SRZD

O Ministério Público Estadual criou um catálogo para armazenar as vozes identificadas por escutas telefônicas autorizadas pela justiça - uma equipe formada por quatro fonoaudiólogas e dois policiais militares do Grupo Técnico de Apoio Especializado do Ministério Público Estadual, o Gate, foi responsável pelo registro. Cinco mil conversas telefônicas, cerca de 500 pessoas interceptadas e mais de 50 imagens foram utilizadas no processo.

A Técnica Policial do Gate, Maria do Carmo Gargalhorne, explicou que não há limites no armazenamento do banco de dados. "É algo bastante dinâmico, à medida que os casos vão ocorrendo nós vamos armazenando. Dessa forma, o relatório nunca vai estar completo, até porque algumas pessoas trocam de nome, usam apelidos, e isso facilita a identificação", disse em entrevista a Sidney Rezende, na CBN.

No banco de dados estão operações como a "Tingüi", de 2006, e que foi responsável pela prisão de 75 policiais acusados de vender armas para o tráfico, e a "Duas Caras" - que prendeu 73 militares envolvidos com o tráfico em Duque de Caxias e na Baixada Fluminense.

"O nosso trabalho envolve não somente a voz, mas também a linguagem, a articulação, o perfil comunicativo da pessoa. Cada um de nós tem uma expressão única - a expressão da sua personalidade. A análise que fazemos, então, é a análise de toda a comunicação do sujeito", Maria do Carmo explicou.

"O arquivo alcança a todos, principalmente porque nós temos aqui um glossário para cada tribo social - a depender do grupo em que a pessoa está envolvida, vai existir um vocabulário próprio, um determinado uso de expressões", ela completou.

A técnica afirmou ainda que o Gate trabalha ligado à polícia, e que todos os dados ficam à disposição das autoridades interessadas em determinada investigação.

 


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