SRZD


25/09/2011 10h33

Gravidez precoce é uma barra. Previna-se!
Cristiana Veronez

Foto: Reprodução de internetSer mamãe não é fácil. Quando esse papel precisa ser exercido na adolescência, a partir de uma gravidez não planejada, torna as coisas mais complicadas ainda. Nesta segunda-feira comemora-se o Dia Mundial de Prevenção da Gravidez na Adolescência, no qual diversas ações de conscientização sobre a gravidez precoce são colocadas em prática.

De acordo com a diretora do Instituto Kaplan, Maria Helena Vilela, em entrevista ao SRZD, cerca de 25% das meninas que engravidam cedo abandonam a escola. "Normalmente elas também não permanecem junto com o pai da criança, mas agora eles não fogem muito da responsabilidade de criar o bebê, mesmo porque existe o teste de DNA", conta.

O Sistema Énico de Saúde (SUS) considera que a menina que engravida com idade entre 10 a 19 anos entra para as estatísticas de gestação adolescente. A verdade é que, em geral, a partir dos 15 anos a garota já tem o sistema reprodutivo maduro o suficiente para gerar uma criança com saúde para ambas as partes. Porém, a vida de uma mamãe adolescente muda completamente a partir do momento em que ela carrega a responsabilidade da maternidade.

As consequências de uma gravidez na adolescência vão muito além do abandono escolar e tudo o que isso pode influenciar na vida profissional dos pais do bebê. Além desses aspectos, existem os impactos causados na vida da própria criança. "Não é raro que os pais culpem a criança pelas suas incapacidades e frustrações. Fora que, como eles ainda não imaturos, não têm muita paciência para lidar com o bebê. As suas experiências de vida não permitem lidar com a maternidade e paternidade de forma tranquila. Se quando a gravidez é planejada e os pais são adultos já é difícil, imagine quando o casal é adolescente", conta a diretora.  

Foto: Reprodução de internetO Insituto Kaplan  vai promover nesta segunda uma ação inédita com o Habbo Hotel (comunidade virtual voltada para adolescentes) e vai aplicar uma enquete para que as pessoas repondam qual a eficácia que atribuem a cada método contraceptivo. Além disso, a sala "Vale Sonhar", na qual será feita a aplicação das perguntas, também contará com um tira dúvidas sobre sexo. O chat terá início nesta segunda, às 15h. 

Vilela explica que "a gravidez na adolescência parte, muitas vezes, da falta de aprendizagem sobre como o corpo reprodutivo funciona, quais as práticas sexuais que são sucetíveis de culminar na gravidez e da insuficiência de informação sobre como os métodos contraceptivos agem". "As pessoas estariam menos vulneráveis se fossem mais informadas. A pílula é o método eficaz mais antigo que existe, mas ainda há muitas dúvidas sobre ela. Muitas meninas tomam errado".

Apesar disso, a diretora destacou que a situação melhorou muito de dez anos pra cá. "Se pudéssemos dizer que a Aids teve um lado bom, poderíamos considerar que foi o impulsionamento que deu nos trabalhos de educação sexual e prevenção que surgiram a partir daí". Segundo Vilela, a incidência de casos de gravidez precoce dimimuem cerca de 50% de um ano para  outro.


Comentários
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    26/09/2011 11:21:05libercesarMembro SRZD desde 17/12/2011

    entra ano e sai ano e essas meninas não aprendem ,a causa maior é porque não á dialogo familiar ,e os jovens na sua maior parte não quer nem saber conversar com seus pais ,acham que sabem de tudo e na realidade não sabem de nada ,jovens um conselho escutem mais seus familiares porque nesses momentos somente os familiares estão em seu lado ,porque amigos só incentivam fazer a 'burrada' depois todos te abandonam só fica mesmo a familia por isso valorize o que á de melhor ,o DIALOGO COM OS PAIS .valeu !!!!

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