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Prefeitura de São Gonçalo diz que não é responsável por casa da umbanda

Redação SRZD | Rio+ | 08/10/2011 16h57

Foto: Reprodução de InternetA Prefeitura Municipal de São Gonçalo informou através de uma nota que não há, da parte dela, nenhum procedimento para tombar ou desapropriar o terreiro Zélio de Moraes, na Rua Floriano Peixoto, em Neves. Este é o lugar onde aconteceu o primeiro encontro da umbanda, no início do século passado, e o imóvel estava sendo reivindicado como patrimônio histórico. A casa está em ruínas. A denúncia foi publicada no "Jornal Extra".

A prefeitura disse que não tem qualquer gerência sobre a demolição porque a área é particular e, portanto, o dono do imóvel é o responsável pelas obras no local. A prefeitura informou ainda que não existe nenhum estudo por parte deles quanto à construção do Museu da Umbanda no local. Sobre esta ideia de se construir um museu, a prefeitura afirmou que o interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos, relatou que o pedido foi feito pela CCIR à Secretaria da Presidência da República, e a secretaria teria se comprometido a articular a medida junto ao Ministério da Cultura, segundo Santos.

A propriedade foi vendida em 2010 e representantes da CCIR questionam a prefeitura do município, que não impediu a venda e nem tornou o imóvel patrimônio histórico. A umbanda foi criada há 103 anos e é considerada a única religião 100% brasileira.