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08/12/2011 17h37

Rio de Janeiro pode servir como exemplo positivo na internação pelo crack
Redação SRZD

Governo Federal lançou um programa de enfrentamento ao crack nesta quarta-feira com participação direta da presidente Dilma Rousseff. O documento prevê a internação involuntária dos usuários, uma medida não unânime. Ainda assim, há seis meses o governo do Rio de Janeiro adota o modelo de abrigamento compulsório para crianças e adolescentes encontrados nas chamas cracolândias da cidade. Segundo dados do governo, o projeto tem dado certo.

Foto: DivulgaçãoAtualmente, 104 meninos e meninas estão involuntariamente abrigados em centros de reeducação do Crack, distribuídos em quatro unidades do município. De acordo com a prefeitura, os resultados positivos já estão sendo observados.

Depois de algum tempo vivendo nas unidades de atendimento especializado, algumas das crianças e adolescentes já foram liveradas para retornar à suas famílias e escolas, segundo informou a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) do Rio de Janeiro.

Nas unidades, além de receberem tratamento psicossocial e cínico, os pacientes passam por programas não obrigatórios de alfabetização, aulas de teatro, música, artesanato e esportes. Entre os jovens que participam do programa, está um grupo de meninos entre 10 e 15 anos que já participou de competições externas de judô, chegando a conquistar algumas medalhas.

De acordo com nota da SMAS do Rio de Janeiro, só em 2011 o grupo realizou 2.944 acolhimentos de pessoas em situação de rua e usuários de drogas. Nas operações desenvolvidas em parceria com as polícias Militar e Civil, as equipes vasculham as cracolândias e principais pontos de consumo de drogas na cidade em busca de usuários, principalmente crianças e adolescentes. Com o abrigamento compulsório, o número de meninos e meninas encontrados nesses locais teria diminuído consideravelmente. Também houve queda no registro de pequenos delitos nas áreas onde acontecem os acolhimentos, informou a Secretaria.


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