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31/07/2008 00h00

Qual será o futuro da Fiat?
Motor Haus

Modelo 2008 do Fiat Palio, carro-chefe da montadora de Turim (Fonte: Divulgação)

Desde que assumiu o posto mais alto na briga pela ponta no setor automotivo brasileiro, a Fiat se mantém firme no primeiro lugar. Alguns modelos da marca, como Strada e Palio Weekend, são lideres em seus respectivos segmentos, e contribuem para os bons números da marca.

Entretanto, como diz o velho ditado, "o difícil é se manter no topo". E é justamente esse desafio que a Fiat terá de superar nos próximos anos. Eleita como melhor empresa pela revista "Exame", os italianos riem à toa com os lucros obtidos pela subsidiária brasileira, no passado uma das responsáveis por salvar o grupo da falência.

Mas a concorrência prepara sua ofensiva. Uma das principais ameaças ao império ítalo-brasileiro responde pelo nome de Volkswagen. Apesar dos confortáveis 25,10% conquistados pela Fiat até junho, os alemães já contam com 21,68% do mercado. É evidente que a liderança não trocará de mãos em 2008 - e talvez nem nos próximos anos - mas de qualquer modo é bom abrir a Fiat os olhos.

Um dos melhores exemplos é justamente o carro-chefe da marca, o Palio. Goste-se ou não do compacto, é preciso admitir que a reestilização promovida em 2007 não agradou tanto quanto o visual anterior. A maior queixa vai para a traseira de linhas tímidas e, na visão de alguns, antiquadas. A julgar pelas fotos publicadas pelo site Webmotors, a Nova Strada também deve trilhar o mesmo caminho com suas lanternas de gosto duvidoso.

Ao tentar inovar, a Fiat abriu mão de um carro de personalidade forte, além de deixar alguns proprietários insatisfeitos com as freqüentes reestilizações promovidas pela marca. Prova disso é que, apesar de manter as boas vendas, o Palio viu a vantagem para seu principal rival - o Gol - crescer ainda mais.

De acordo com dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), eram 28.021 carros de diferença até junho. Isso sem considerar o lançamento do Novo Gol, que ocorreu efetivamente em julho. Portanto, arriscar em uma margem ainda maior entre os dois veículos não é nenhum absurdo, dado o apelo de novidade e principalmente a série de elogios ao compacto da VW.

O outro desafio encontra-se dentro da própria empresa. Com um projeto de doze anos de vida, o Palio começa a dar sinais de envelhecimento. Apesar da qualidade na construção e da falta de novidades significativas na concorrência, o lançamento de um forte rival pode acelerar a defasagem do hatchback.

Além disso, como bem destacou o redator-chefe da Quatro Rodas Zeca Chaves em seu blog, a versão Fire (de carroceria antiga) vende mais do que todas as versões do Novo Palio juntas. Segundo levantamento realizado pela publicação de janeiro a maio deste ano, 31% das vendas do carro foram dos modelos "novos", enquanto que a versão Fire totalizou 69% dos veículos comercializados.

O desfecho do caso envolvendo a soltura do aro da roda do Stilo pode ser vital para as pretensões da empresa. A imprensa diz que existem pelo menos 15 casos semelhantes, mas a Fiat nega tratar-se de um defeito de fábrica. Seja como for, tanto o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) quanto o Procon do Distrito Federal instauraram processos contra a montadora. Acidentes de tais proporções podem manchar a imagem de uma empresa.

Estes são apenas alguns dos dilemas que a Fiat poderá ter de encarar nos próximos anos. Será uma verdadeira prova de fogo para a fabricante mais nova entre as quatro primeiras colocadas no Brasil.

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Comentários
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    05/11/2008 20:43:51Jefferson PolegárioAnônimo

    E o problema com a numeração do chassis no assoalho que oxida precocemente. Tenho uma strada 2002 que não estou conseguindo vistoriar e nem vender por conta desse problema. Como posso obter informações sobre esse problema ? Aguardo retorno, obrigado.

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    02/08/2008 08:47:21RobsonAnônimo

    convem lembrar que a maoria dos carros da italiana Fiat são imitados em sua tecnologia e design a exemplo do velhissimo gol que sofreu maquiagem parecida com a do estilo e o motor passou a ser transversal, portanto isso depende muito do mercado e do poder de compra dos consumidores a exemplo dos que continuam comprando o vovô Uno.

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