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Sidney Rezende

Sidney Rezende

ATUALIDADE. Jornalista, diretor do SRZD e um dos profissionais mais inovadores do país.

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01/06/2008 00h00

CBN
Sidney Rezende

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"O projeto inicial de uma rádio de notícias foi concebido antes mesmo de se imaginar que um dia ganharia o nome 'CBN, Central Brasileira de Notícias'. Curiosamente, ninguém sabe, exatamente, quem deu esse nome. José Roberto Marinho imaginava uma rádio semelhante aquelas que conhecera nos Estados Unidos.

Nos 80 a emissora mais forte do grupo era a 'Rádio Globo' - popular e com uma robusta audiência. A ideia de uma rádio de notícias era algo impensável naquele momento. Para realizar esse sonho pioneiro - chamado inicialmente de 'Globo Notícias' - foi convocado o jornalista Jorge Guilherme, que já pertencia ao quadro de funcionários do grupo.

Eu fui o segundo contratado desse projeto, como editor-executivo. Anteriormente integrava uma iniciativa vitoriosa chamada 'Panorama Brasil', na rádio Panorama.

Em 1990, realizamos a primeira programação jornalística em FM da história do rádio. Hoje, jornalismo em FM é algo comum. Até 1990, não.

Jorge Guilherme e eu começamos a construir o projeto que estava só iniciando... Instado por ele a criar a grade da programação, convidei os amigos Marco Antonio Monteiro e Ramiro Alves para a missão. O nosso primeiro desafio foi o 'Jornal da Manhã'. Na casa de Ramiro, na rua Benjamin Constant, na Glória, desenhamos a estrutura do jornal da 'Eldorado', rádio que mais tarde se transformaria na 'CBN'. O jornal matutino foi ao ar por um mês, e depois, transferido para a 'CBN' com o nome 'Jornal da CBN'.

A nova emissora foi inaugurada, oficialmente, em outubro de 1991, no Rio de Janeiro, com a minha apresentação e a de Arildes Cardoso, locutor da 'Eldorado' e que permaneceu conosco na nova empreitada. No jornal da 'CBN', criei os módulos e nomes de cada quadro: estrutura de blocos; dizeres de vinhetas; e bordões como 'Além da Notícia', 'Além da Primeira Página' e todas as editoriais.

O locutor Arildes Cardoso lia as notícias do dia e o âncora as comentava. Com o passar do tempo, a rádio 'CBN' ganhou notoriedade pelas transmissões que realizava, principalmente de grandes eventos públicos. Um dos mais significativos foi o 'impeachment' do então presidente Fernando Collor.

Outro momento marcante foi a cobertura da atuação dos chamados 'anões' do Parlamento, na crise do Orçamento. Tão-logo a 'CBN' paulista entra em operação, Rio e São Paulo começam a interagir. Eu me recordo que durante entrevistas, quando a produção se dava no Rio, a primeira e terceira perguntas eram feitas por mim e, a segunda, pelo âncora de São Paulo. Quando a entrevista iniciava em São Paulo, seguíamos esse roteiro pingue e pongue.

Esse sistema era uma novidade, e funcionou muito bem. Em 1994, fui convidado para montar a programação da parte da tarde em Brasília e orientado no sentido de que, a partir daquele momento, a cabeça de rede, por razões financeiras e econômicas, passaria a ser São Paulo. Fui para Brasília e montei o 'Show da Notícia', que existe até hoje.

Voltei para o Rio e comandei o 'CBN Rio' até o dia 24 de outubro de 2008, quando fui demitido."


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