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André Bernardo

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24/01/2012 20h20

Vivian de Oliveira fala sobre a mais nova minissérie bíblica da 'Record', 'Rei Davi'
André Bernardo

Vivian de Oliveira estava no segundo ano da faculdade de Comunicação Social quando pisou, pela primeira vez, na Record. Na época, ela conseguiu um estágio como redatora do programa "Sinal de vida", apresentado por Ronnie Von. Depois de formada, resolveu fazer um curso de roteiro para cinema e TV na Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA). De volta ao Brasil, foi convidada a escrever a sinopse de uma minissérie para a emissora. Foi assim que nasceu "Por amor e ódio", estrelada por Gabriel Braga Nunes, há exatos 15 anos.

De lá para cá, Vivian de Oliveira (na foto, com o diretor Edson Spinello) já se aventurou pelos mais diferentes gêneros: seriado, "A turma do gueto"; humorístico, "Show do Tom", e até novela, como colaboradora de Yves Dumont em "Estrela de fogo", de Luiz Carlos Fusco em "Tiro e queda" e de Tiago Santiago em "Os Mutantes - Caminhos do coração". Sua mais recente produção foi a minissérie "A história de Ester", exibida em 2010, que inaugurou o bem-sucedido formato das minisséries inspiradas em histórias do Antigo Testamento. 

Depois de "A história de Ester" e "Sansão e Dalila", de Gustavo Reiz, a Record estreia hoje, às 23h, a minissérie "Rei Davi". Com orçamento de R$ 25 milhões e locações no Canadá, será exibida às terças e quintas, logo após a novela "Vidas em jogo". Ao longo de 29 capítulos, Vivian de Oliveira vai contar a história do pastor de ovelhas que chegou a rei de Israel. Para fazer a minissérie, o elenco de 42 atores (e cerca de 150 figurantes) teve aulas de luta, equitação, culinária, dança e até hebraico.

André Bernardo - De quem partiu a ideia de adaptar a história do Rei Davi? A ideia foi sua ou da direção da Record?

Vivian de Oliveira - A ideia partiu da direção da Record e eu concordei na mesma hora. Foi uma excelente escolha. Já conhecia a história maravilhosa de Davi e sabia do seu potencial.

AB - "Rei Davi" já é a sua segunda adaptação de um texto bíblico. Qual é a sua maior preocupação na hora de transpor para a TV uma história do Antigo Testamento?

VO - Minha maior preocupação é não deixar que as diferenças culturais de uma história vivida há mais de 1 mil anos antes de Cristo sejam um empecilho para a identificação do público. Tanto é que fiz questão de trabalhar com uma linguagem coloquial para aproximar o telespectador da história. A minissérie fala de conflitos, intrigas, amores, traição, inveja e de tantas outras questões que são inerentes ao ser humano de qualquer época. Os temas presentes em "Rei Davi" são todos muito atuais. Além disso, conto a história num ritmo bastante ágil e uso de liberdade poética sempre que preciso a favor da compreensão da história.

AB - Em "Rei Davi", você chegou a criar novos personagens e incluir tramas paralelas ou procurou ser o mais fiel possível à Bíblia?

VO - Fiz as duas coisas. Fui fiel ao relato bíblico, mas também investi em personagens e tramas que apareciam muito timidamente na história original. Tirsa, por exemplo, é citada em poucas linhas na Bíblia apenas como a "ama" de Mefibosete. Eu lhe dei um nome e criei uma personalidade e uma história de sofrimento e amor para essa mulher. Também criei personagens inteiramente novos, como foi o caso de Selima, mulher de Jonatas.

AB - Você estreou como roteirista na Record em "Por amor e ódio", certo? De lá para cá, o que mais teria mudado na estrutura da emissora na sua opinião?

VO - Sim, é verdade, como roteirista estreei com "Por amor e ódio". O que mais mudou de lá para cá foi o compromisso da Record de se firmar como uma emissora de teledramaturgia. Em poucos anos, a Record já investiu muito em autores, atores, tecnologia, estúdios e em profissionais das mais diversas áreas. A empresa não tem medido esforços para continuar produzindo bons produtos e boas histórias.

AB - Você já teve que mudar alguma cena ou alterar o perfil de personagem, por exemplo, por recomendação da direção da TV Record, que é ligada à Igreja Universal do Reino de Deus? Ou você tem plena liberdade de criação?

VO - Nunca houve uma recomendação nesse sentido. Sempre tive liberdade de criação. O que já chegou a acontecer foram algumas interferências em relação a questões de produção ou certas adequações do produto como ocorre em qualquer emissora.

AB - Na Record, você já teve a oportunidade de escrever de série a novela, de minissérie a humorístico. Tem predileção por algum gênero? Por quê?

VO - Confesso que estou apaixonada pelas minisséries. É uma linguagem mais diferenciada e que dá ao autor uma oportunidade maior para ousar. Gosto muito de escrever dramas humanos e tenho uma predileção também por histórias cheias de ação.

AB - Depois de atuar como colaboradora em diversas novelas, quando pretende estrear como autora-titular?

VO - Não penso nisso agora. Gostaria de continuar escrevendo minisséries por muito tempo, mas gosto de um bom desafio. Quando a Record achar que estou pronta, será um prazer.


Comentários
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    16/04/2012 16:53:03helder fernandes silva de carvalhoAnônimo

    Lhe considero uma mulher ousada por aderir novos personagens a uma historia da bíblia, onde um ponto quer dizer muita coisa. Rogo a Deus por sua vida para que seu trabalho não seja mau aos olhos de Deus. Parabéns pela ousadia.

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