SRZD


05/03/2012 12h55

Escolas da Prefeitura estão em risco de desabamento, diz sindicato
Hélio Ameida

O Sindicato do Professores do Rio de Janeiro (Sepe) realizou uma reunião na manhã desta segunda-feira na escola Frei Gaspar, em Vargem Grande, Zona Oeste do Rio, após denúncias de desabamento de parte da construção. O sindicato recebeu outras denúncias com o mesmo teor em outras escolas da prefeitura e irá entrar com uma representação no Ministério Público (MP) para apurar a responsabilidade da qualidade da construção.

- Vídeo: as rachaduras na escola

O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil estiveram na escola da Zona Oeste e interditaram o prédio, que atende cerca de mil alunos, do infantil ao nono ano. A diretora do Sepe-RJ Suzana Guterrez ao SRZD.com que a escola está interditada desde o dia 16 de fevereiro por apresentar problemas estruturais e risco de desabamento. "É uma escola nova, construída em 2008. Os pais estão assustados. Agora temos que esperar o laudo".

A escola municipal Noel Rosa, na Zona Norte da cidade, também apresenta rachaduras e deslocamento de pastilhas. A também diretora do Sepe e professora da escola com rachaduras, Edna Felix, disse que as rachaduras na escola em que trabalha são maiores que as de Vargem Grande. "A minha preocupação é que os engenheiros da Prefeitura que vistoriaram a Frei Gaspar e disseram que não havia risco, agora interditaram a mesma escola", levanta.

Prédios têm menos de cinco anos

O Sepe informou que no local onde funcionava a secretaria da escola Frei Gaspar, o metal da janela está entortando e as divisórias apresentaram empeno. "Além disso as pastilhas que revestem as paredes externas e as do refeitório estão se soltando", disse nota do Sepe.

A vistoria se deu início após uma denúncia de professores e funcionários, onde foi constatada que a escola apresentava rachaduras nos andares superiores há algum tempo. Interditada em função do risco de desabamento, a escola Frei Gaspar foi inaugurada em 2008. Após outra denúncia, uma equipe do Sepe também visitou a Escola Noel Rosa, inaugurada em 2006 que, de acordo com a entidade, apresenta muitas rachaduras.

"A escola Noel Rosa, que tem em comum com a unidade de Vargem Grande, é ter sido construída com o mesmo modelo de escola padrão, além de apresentar muitas rachaduras e também ter descolamento de pastilhas na parte exterior", disse o sindicato, informando que já comunicou o caso a 2ª CRE, que prometeu enviar uma equipe de técnicos também.

Sindicato abre representação no MP pedindo vistorias em outras escolas

O Sepe afirmou ainda que irá cobrar da Prefeitura a fiscalização e segurança dos dois prédios, além de entrar com representação no MP exigindo vistoria e laudos técnicos da situação destas e de outras escolas padrão, construídas pela empresa SaneRio Engenharia.

"Em tão pouco tempo se deterioram a ponto de rachar, descolar revestimentos e até apresentar risco de desabamento", comunicou o sindicato, dizendo que vai acompanhar a apuração tanto da responsabilidade quanto da qualidade das construções.

A reportagem do SRZD.com entrou em contato com a Prefeitura do Rio, e até o momento da publicação da matéria a assessoria de imprensa do município não retornou com o posicionamento. A empresa SaneRio, que de acordo com o Sepe foi contratada pela Prefeitura para executar a obras nas escolas padrão, foi procurada, mas não se pronunciou até o momento com relação a interdição do prédio.


Comentários
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    17/05/2013 19:42:26RomuloAnônimo

    poxa essas escolas são tao novas e já estão assim :/

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    07/03/2012 23:06:24Fernando PinheiroAnônimo

    Dou aula na escola municipal Eduardo Rabelo (bairro: Santa Cruz) e está fazendo 40 anos. Ano passado o cano de emergência para incêndio estourou alagando dois andares. As caixas de mangueiras na parede na verdade não tinham mangueiras há muito tempo. Os bombeiros ao visitarem a escola obrigaram a regularizar as coisas. Entretanto, não podem obrigar ao município aplicar verba para consertar as infiltrações e trocar os canos (de ferro) das instalações elétricas. Recentemente foi instalado datashow no teto, mas foi melhor colocar conduítes por fora da parede já que mexer na parte interna ia dar muito trabalho.

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    05/03/2012 21:08:06cristina borges de oliveiraAnônimo

    A escola são João Batista feito no mesmo molde,tb está com rebocos caindo,rachaduras enormes na cozinha ,na residencia,ao lado da direção já caiu pedaço enorme,um caos tb

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    05/03/2012 18:15:36AndersonMembro SRZD desde 14/01/2013

    No Morro da Congonhas, em Madureira, há uma creche que em 2008 foi reformada e ampliada. Hoje se encontra em estado deplorável, com infiltrações e rachaduras (inclusive, no teto e no chão). Em uma das salas, quando as crianças realizam atividades agitadas e com movimentos, sente-se o chão tremer. A RioUrbe empurra a responsabilidade para a empresa que realizou as obras, que, por sua vez, retorna a responsabilidade à primeira. Filho feio não tem pai, né? Quero ver o qual será a justificativa quando os dois prédios de 3 andares desabarem. Sim, porque é isso que vai acontecer. Ninguém quer, nem ao menos, dar-se ao trabalho de subir o morro para constatar o estado em que a unidade se encontra.

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    05/03/2012 15:48:29FátimaAnônimo

    Pois bem, em Guaratiba há uma escola dessas, com quatro anos de uso, onde as paredes estão tomadas de infiltrações. Os quadros de melamina estufaram e estouraram. O fedor de mofo faz com que todos - professores e alunos - passem o dia com coceira no nariz. Gostaria muito de saber quanto custou cada prédio?

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