SRZD


05/03/2012 17h49

Os carnavalescos de 2012
Raymondh Junior

É sempre assim: notas apuradas no resultado do carnaval, e o carnavalesco parece ser o responsável por tudo o que aconteceu. Céu e inferno parecem estar bem pertinho, e quem era o melhor pode ter se tornado, ao fim no resultado, o desastre da agremiação. É assim todos os anos... Começa neste momento o troca-troca nas escolas de samba. 

Wagner Gonçalves, o carnavalesco campeão do grupo de acesso A, depois de uma rápida passagem pela Estação Primeira de Mangueira, não muito boa, deu seu tom original em alegorias muito criativas e fantasias de bom gosto na Inocentes de Belford Roxo, fazendo um carnaval muito agradável, empregando muito bem os poucos recursos que tinha. Segue bem a Inocentes se permanecer com Wágner. 

No Salgueiro, mais um ano de talento visível de um dos grandes carnavalescos do Brasil. O talentoso Renato Lage mostrou mais uma vez toda sua precisão e profissionalismo num grande carnaval realizado mais uma vez ao lado de sua parceira e esposa Márcia Lavia. A grandiosidade de suas alegorias, com toda criatividade, faz dessa dupla uma das mais disputadas do grupo especial. Regina Celi, presidente do Salgueiro, é claro, já renovou com os artistas. 

Rosa Magalhães, que no ano passado num enredo complicado passou a ideia de um gosto um pouco quanto duvidoso, neste ano acertou a mão no desenvolvimento, a seu modo, da Vila Isabel. Trouxe alegorias ao seu estilo e num tom muito agradável, o que poderia ter resultado em título, fato que não ocorreu, mas o espetáculo foi apresentado com muito requinte e bom gosto. É muito bom ver Rosa viva outra vez. A grande campeã do Sambódromo com vontade de fazer carnaval e nos deliciando com seus sonhos e talento. Rosa se tornou, por toda sua história, passada e recente, um grande talento de nossa festa. 

Na Beija-Flor de Nilópolis, foi possível sentir a falta de um grande nome entre os carnavalescos. Num enredo confuso sobre um tema que parecia ser de fácil compreensão, a comissão de carnaval passou com uma escola pesada, valorizou as dores e tragédias da linda São Luís. Quis, de certa forma, impressionar, talvez até para dar uma resposta à saída de Alexandre Louzada. Mas parece não ter conseguido muito bem cumprir sua missão. Descontando, é claro, o talento do grande Laíla, acho de bom gosto os trabalhos de Fran-Sérgio e Bira, nada mais me impressiona naquela comissão. E como tudo na vida tem um tempo de existência, pode ser que ela esteja com seu prazo de validade se esgotando. 

Cahê Rodrigues bem que tentou emocionar com uma Grande Rio rica e disposta a fazer tudo para conquistar o campeonato. Não conseguiu, o enredo já era arriscado, e não emplacou. Cahê até é um bom carnavalesco, mas não foi dessa vez... O enredo me pareceu um pouco confuso, as ideias um pouco descoladas, uma mistura de tudo e nada, para mostrar exemplos de superação. Na verdade, para o carnaval de 2013 quem vai ter de se superar é o ex-carnavalesco da Grande Rio. Vamos esperar. 

Paulo Menezes, o carnavalesco da Portela, me pareceu muito mais inspirado, no sentido do bom gosto em 2011 no Porto da Pedra, do que propriamente dito este ano. Esperava bem mais do seu trabalho, num desfile que era muito esperado por todos. A escola até estava bonita, mas nós, por tudo o que era dito na pré temporada, esperávamos um grande show da Portela, o que não aconteceu, ao menos nos quesitos, alegorias e adereços e fantasias, que em alguns setores beiraram o gosto duvidoso. Não sei se faltou recursos financeiros, boa vontade, ou talento. O fato é que o carnavalesco sai desse carnaval com seu "passe" menos valorizado do que quando entrou. 

Na Mangueira, o confuso Cid Carvalho mostrou mais uma vez um visual que parece só ele entender como de bom gosto. Numa poluição visual de cores e detalhes, a verde e rosa passou um grande sufoco na questão de alegorias e adereços e fantasias. Tudo indicava para um carnaval fácil e bem produzido, o que não ocorreu. A questão de problemas sérios no barracão da Mangueira já se repete pelo menos nos últimos três anos, o que precisa ser seriamente revisto. A emoção salvou o carnaval da verde e rosa, que precisa urgente, pelo tamanho que tem, de um carnavalesco que entenda não só as tradições da agremiação mas como também seus novos anseios. Cid sai do carnaval 2012 bem menor do que quando entrou. 

Não tenho dúvidas que em alguns anos vamos ter o prazer de apreciar o carnaval campeão do carnavalesco Alex de Souza, que vem mostrando sempre muito bom gosto em seu trabalho e um esmero no trato de tudo o que faz. Mais uma vez ele apostou na criatividade e primor de suas obras à frente da União da Ilha, entendendo muito bem o estilo que a escola gosta de carnavalizar seus sonhos e imprimindo, ao mesmo tempo, sua marca e seus detalhes. A insulana fez um belo desfile, bom de ser visto. Parabéns ao carnavalesco Alex de Souza que a cada ano tem vindo sempre melhor e com um vigor de ideias que faz nosso carnaval crescer muito. 

Por razões não conhecidas, a Mocidade Independente de Padre Miguel passou pela Sapucaí muito distante de todo talento e genialidade que são características do carnavalesco Alexandre Louzada. O grande campeão de 2011 não conseguiu imprimir na escola da Zona Oeste sua marca de bom gosto, e seu trabalho pareceu irreconhecível. Escola nova, para o carnavalesco, estrutura bem diferente do que estava acostumado nos últimos anos. Vamos esperar pelo 2013 para ver o que acontece. O fato é que a Mocidade, assim como a Mangueira, precisa de um barracão um pouco mais bem cuidado. 

Eu fico pensando: o que pode ter acontecido com o mago das cores, Max Lopes? Desde sua saída da Mangueira em 2008, o carnavalesco vem se distanciando de tudo de bom gosto que construiu em sua história. E este foi mais um carnaval difícil de acreditar que era assinado por Max na Imperatriz Leopoldinense. Um trabalho confuso, obras beirando o mal gosto, e uma sensação de já ter visto quase tudo o que foi apresentado em seu carnaval. Reciclar as vezes é bom, parar e rever seus conceitos e obras pode ajudar este que é, sem dúvidas, um monstro sagrado entre nossos gênios do carnaval. Precisa urgentemente se reencontrar. Saudades, muitas saudades do Max Lopes que conheci! 

Fábio Ricardo, o carnavalesco da São Clemente, sai deste carnaval certamente com a sensação do dever cumprido. Em seu segundo ano à frente da escola da Zona Sul, mostrou muito bom gosto na concepção de suas obras, implacando suas tendências, construido sua marca, e mostrando estar com uma mente disposta a muitos anos alegres de trabalho. Digo de bom trabalho, a serviço do carnaval deste país. Esta nova geração de carnavalescos tem nos dado muitos bons momentos, e o Fabinho é um desses responsáveis. 

Jaime Cezário, carnavalesco do Porto da Pedra, bem que tentou, mas passou longe de um grande carnaval. Com alegorias até bem trabalhadas, o carnavalesco fez tudo o que tinha para fazer para tentar salvar este desfile, mas não conseguiu. Bom, vamos colocar a culpa apenas no enredo? Pode até ser. 

Edson Pereira, carnavalesco da Renascer de Jacarepaguá, tinha a quase impossível missão de manter a Renascer no grupo especial. Por todas as dificuldades que sabemos que as agremiações que sobem do Acesso tem de permanecer no Grupo Especial, o Edson fez sim um bom carnaval. Era um enredo difícil de ser retratado na Passarela do Samba. Acho que o maior problema foi a escolha do enredo do que propriamente o desfile, que teve momentos de bom gosto. 

Ao campeão, gênio e revolucionário Paulo Barros, toda nossa gratidão por nos brindar com mais um show da Unidos da Tijuca, que veio a seu estilo, muito criativa, e com surpresas que o público esperava. O grande nome de nosso carnaval nos últimos anos, ganhando ou perdendo, tem sido, de fato, o Paulo, por toda disposição em se superar e trazer uma nova temática aos nossos desfiles. E vejam com cuidado, muitos que o criticavam começam a seguir seus passos. Gostem ou não, este carnavalesco é hoje uma das sensações de nosso espetáculo, e está avançando com alguns conceitos de carnaval. Isto é muito bom. 

O troca-troca de carnavalescos já começou. Muita coisa vem por aí, e a gente só espera um grande espetáculo para as escolas de samba no carnaval 2013. Que o próximo carnaval venha recheado de bom gosto, de sonhos, de histórias que valem a pena conhecer, e a alegria de realizar o maior espetáculo do planeta: o nosso carnaval. 

Axé! 


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Comentários
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    09/04/2012 18:46:26Thiaguinho FonsecaMembro SRZD desde 05/04/2012

    Rosa Magalhães foi a melhor sem dúvidas Cid Carvalho por todas as condições que teve de estar numa escola como a Mangueira foi o pior na minha opinião, com um enredo que era fácil de se construir ele confundiu tudo

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    03/04/2012 12:02:27Jorginho MocidadeMembro SRZD desde 03/04/2012

    Foi um espetáculo como há muito tempo eu não via, tudo muito bom, os carnavalesco cada um dentro de suas limitações mostraram porque isso aqui é o maior espetáculo da terra. Sugiro ao Raymondh uma matéria sobre o Cid Carvalho, porque esse cara nunca foi carnavalesco, o que ele gosta mesmo é de dar pinta nas quadras de escolas de samba com suas camisas cheias de brilho, agora carnaval mesmo ele nunca soube fazer!!!

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    03/04/2012 11:46:51Fábio DumontMembro SRZD desde 03/04/2012

    Este carnaval teve de tudo mesmo, um Max Lopes quase apagado, um Alexandre Louzada dentro de uma Mocidade perdida, um expoente chamado Fábio Ricardo brilhando, um Edson Pereira estreando no especial e fazendo bonito, mas as grande sensações ficaram mesmo pelo gosto ridículo de Cid Carvalho na Mangueira, e de Jaime Cezário da Porto da Pedra, muito ruins, e o que veio de sensação boa foi ter visto a Rosa Magalhães de sempre, e Paulo Barros nos surpreendendo mais uma vez, e dizendo ao mundo que ele traça o que vier. Quanto a Beija-Flor.... não deu nem para perceber quando ela passou, deixou muito a desejar, aquela comissao precisa acabar urgente, ou se contratar um carnavalesco de verdade e não ficar com os aprendizes de Laíla tentando fazer carnaval, o povo de Nilopolis não merece isso, nem agente.

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    03/04/2012 11:27:56Letícia MaiaMembro SRZD desde 03/04/2012

    Na minha opinião vou enumerar os tres melhores e os piores Melhores: Paulo Barros, Fábio Ricardo e Rosa Magalhães Piores: Jaime Cezário, Paulo Menezes e Cid Carvalho

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    02/04/2012 01:24:53Rosa MaraMembro SRZD desde 02/04/2012

    Para o acesso até que o Wágner Gonçalves dá para o gasto, agora para disputar o grupo especial a Inocentes deveria rever seus conceitos se quiser permanecer no grupo. Gostei muito de tudo de Paulo Barros e Rosa Magalhães. Detestei tudo na Beija-Flor faltou talento, faltou carnavalesco, faltou vida na escola!

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    29/03/2012 19:49:04Sempre TijucaMembro SRZD desde 24/03/2012

    Paulo Barros é nosso Rei! Uma nova geração começou entre os carnavalescos e PB mostrou o caminho a seguir, isso faz bem ao nosso carnaval.

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    25/03/2012 20:39:45RenanMembro SRZD desde 24/03/2012

    10 para Paulo Barros, Renato Lage, Fabinho e Alex de Souza 0 para Cid Carvalho, Jaime Cezário e a Comissão da Beija-Flor

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    24/03/2012 12:08:47VilaMembro SRZD desde 24/03/2012

    Foi muito bom ver Rosa Magalhães viva na Sapucaí outra vez!

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    12/03/2012 11:29:40Allex MagalhãesMembro SRZD desde 12/03/2012

    Bom eu acho que há um unanimidade, mesmo que com uma certa inveja de que o Paulo Barros é o melhor né!! O Max deveria voltar para a Mangueira para tentar se reencontrar...Fico triste com o talento de um cara como ele, tá passando por essa fácil notadamente difícil de trabalho e criatividade. E o Cid vai se encontrar certamente quando der uma chance ao grupo de acesso, é a cara dele, ele tem o tamanho do acesso... Bom, mas para o acesso.... Alexandre Louzada é o máximooooo

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    09/03/2012 22:02:01Marcus CristianoMembro SRZD desde 20/09/2011

    Eu não entendo, hora ele (Raymondh Junior) critica o carnavalesco Cid Carvalho(como neste texto) hora ele o exalta...Meu caro você viu a 2 desfiles da Mangueira? Eis o trecho em que o carnavalesco e o trabalho feito pelo mesmo é bastante elogiado: "Ã? claro que precisamos dar valor a plasticidade e beleza da escola, e neste quesito a Velha Manga não deixou a desejar em nada, há muito tempo que eu não via a escola tão bela, tão bem produzida, tão bem cuidada, fora todos aqueles boatos que os maldosos soltam antes do carnaval de que o barracão está atrasado, que os carros estão no ferro, que a Mangueira não vai conseguir terminar seu carnaval (todo ano é essa mesma ladainha), o carnavalesco Cid Carvalho ao lado do Presidente Ivo Meirelles provaram que dá sim para se fazer um carnaval sem dinheiro, um carnaval sem patrocício e extremamente cultural."

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    09/03/2012 15:37:00Leandro AssisMembro SRZD desde 23/11/2011

    Sei amigo, isso realmente foi verdade, mas sinceramente, diferentemente de outros "comentaristas" só comento do que sei ou pesquisei, não fico "jogando confetes", e acho que vc sabe quem são (rsrsrs), mas este episódio realmente aconteceu com o Sr. Ricardo Fernandes(que inclusive todos se questionam na Tijuca: "Pô esse cara pensa que é o Laíla", como vc bem disse genérico, tanto que este mesmo Sr. neste ano vivia a bradar ao microfone, tanto nos ensaios técnicos, quanto no desfile a seguinte pérola: " Vamos brincar carnaval", ué nós não estávamos ali para isso? rsrsrs!!! Quanto aos seus posts admiro pelo embasamento...Um forte abraço!!!

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    09/03/2012 14:34:03Andrey Beija-FlorMembro SRZD desde 08/12/2011

    Oi, Leandro. Você está certo quando cita o Laíla. Sim, este senhor (que eu também detesto, embora reconheça sua competência e dedicação), muitas vezes, faz uso de uma arrogância impar. No entanto, há de se dizer, ele valoriza ao carnaval que eu defendo. Da sua forma prepotente, ele tenta, a todo custo, manter acessa essa chama. Veja bem que não culpo somente ao Paulo Barros por essa descaracterização carnavalesca. Acho ele o mago dentre os demais. Mas, verdade seja dita, essa tendência â?? em menos escala â?? virou febre de uns tempo pra Ca. Acho que a Beija, da sua forma, também contribui para isso. Excesso de alas coreografadas, excesso de teatralização. Esse ano, então, adorei (acredite se quiser!) à colocação que a Beija tirou. Acho mesmo que tanto ela quanto a Grande Rio bem poderiam ceder suas posições para São Clemente e Ilha do Governador. Minha escola precisa levar uma rasteira grande pra se tocar. Falo isso do fundo da alma. Por amar muito a essa escola que quero vê-la levar um belo tombo pra ver se algumas manias são postas de lado. Isso, muito antes de lhe prejudicar, lhe fará bem. Com relação ao Paulo Barros, desculpe, mas á consenso entre a maioria que ele é, sim, tratante e prepotente e que em muitas vezes destratou a componentes por conta de suas ideias. Em 2011 ele praticamente saiu no tapa, em plena concentração, com o diretor de carnaval da Tijuca (outro genérico do Laíla) e chegou a pedir a cabeça do cara numa bandeja (rsrsrsrsrs). Mas, ok, vou lá ver o que você escreveu e te dou um retorno. Forte abraço.

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    09/03/2012 13:27:35Leandro AssisMembro SRZD desde 23/11/2011

    Meu caro Andrey, como já disse em outro post concordo com a maioria das suas convicções, mas vou ser discordante em um ponto de seus posts, até pq leio todos, quando vc descreve que PB acha o componente apenas uma peça da sua engrenagem, pois o Laíla, o qual possuo total aversão pela sua arrogância e prepotência, dizer que não precisa de componente assim ou assado, também tem a mesma concepção, a única diferença é que o PB nunca destratou nenhum componente da Tijuca, isso eu tenho certeza por lá estar com freqüencia em virtude de suas convicções, como debatemos em outro post eu tb condeno este excesso de Paulo Barrização da mídia e do carnaval, acho que este ano, inclusive, nós viemos apenas com 03 alas coreografadas, diferentemente de 2011 que quase 85% da escola era robotizada (coreografada) por isso acho que ele ainda que não admitindo, botou a viola no saco e acatou a idéia de que os componentes precisam brincar, apesar das fantasias bem pesadas, em tempo não sei se viste o outro post no "o que vi e gostei no carnaval 2012" fiz um texto bem bacana sobre aquele nosso papo sadio sobre nossas escolas (as mais aguardadas, né?) rsrsrs...dê uma olhada lá amigo tenho certeza que irás gostar!!!! UM forte abraço!!!!!

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    09/03/2012 12:45:37Andrey Beija-FlorMembro SRZD desde 08/12/2011

    cultura. Já se chegou mesmo a cogitar a troca das baianas (senhoras) por baianas jovens. O Paulo Barros já declarou em alto e bom som que pra ele o folião é somente uma peça das suas engrenagens e que se necessário for, ele os faz sangrar e sofrer sem qualquer pudor, já que o que lhe importa é a perfeita execução das suas criações. Se isso é válido pra você, pra mim é, no mínimo, um absurdo. No mais, volto a te dizer que não há qualquer necessidade de se exercer a uma profissão para que se possa dizer-se o que se pensa dela. Principalmente uma profissão totalmente ligada a arte. Creio que você tenha suas convicções sobre diversas artes e jamais, se quer, ensaiou praticá-las em algum momento. Não tem porque. Mas, caso eu tivesse exercendo a função de carnavalesco, ainda que em uma escola de 10º grupo, as minhas referências certamente seriam os carnavalescos já citados por mim, jamais Paulo Barros.

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    09/03/2012 12:44:35Andrey Beija-FlorMembro SRZD desde 08/12/2011

    Vais continuar aguardando, infelizmente â?? pra você e pra mim -, pois não terei como, por mais que fosse isso que eu desejasse pra minha vida. Atuo no que amo, graças a Deus e, não tenho porque - e nem pretendo - deixar minha profissão, já que me sinto plenamente realizado nela. Foi pra isso que estudei, que me dediquei. O carnaval é só mais uma das muitas paixões que possuo e tenho o hábito de pelear por tudo o que amo. Como já te disse algumas vezes, temos visões opostas dessa coisa chamada carnaval. Não significa que eu esteja certo e você errado. Em absoluto! Você citou com propriedade que uma parte significativa do público gosta desse carnaval paulobarriano. Ã? verdade! Infelizmente é verdade. Eu não suporto e deixei isso claro logo após o primeiro desfile desse profissional no grupo especial. Mesmo quando ele se deu muito mal, mesmo aí eu o critiquei. Logo, esse meu posicionamento nada tem a ver com inveja, com rancor. Em absoluto! Esse ano queria muito que a Vila, ou, o Salgueiro levassem o título. E olha, sou Beija-Flor doente! O Paulo Barros não me convence em nada! A Unidos da Tijuca, antes desse carnavalesco, era uma escola considerada â??medianaâ? â?? dentro dessas especificações babacas que o carnaval possui -, mas, era uma senhora escola de samba. Enredos magníficos. Sambas, na maioria das vezes, maravilhosos. Carnavalização do início ao fim dos seus desfiles. O que aconteceu após o advento Paulo Barros? Enredos (o correto é temas) toscos. Sambas medíocres. Somente 20% de carnavalização (entenda por carnavalização a espontaneidade e liberdade de expressão que cada componente dispõe dentro de um desfile, embora eu saiba que outras escolas â?? inclusive a minha â?? engessem aos seus componentes em muitos momentos de uma forma disfarçada) ao longo dos seus desfiles. Em nome dessa dita â??renovaçãoâ?, dessa tal â??modernidadeâ?, vai-se, aos poucos, massacrando ao pouquinho que ainda resta de original dessa cultur

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