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14/08/2008 06h19

Os 5+ do Pit Stop - Cinco malandragens de Nelson Piquet
Gustavo Coelho

O inglês Nigel Mansell, companheiro de Piquet entre 1986 e 1987, sempre foi uma das vítimas preferidas do brasileiro... (Foto: Autoracing.com.br/sem crédito divulgado)

O inglês Nigel Mansell, companheiro de Piquet entre 1986 e 1987, sempre foi uma das vítimas preferidas do brasileiro... (Foto: Autoracing.com.br/sem crédito divulgado)

O tricampeão Nelson Piquet completa 56 anos de idade no próximo domingo. Para comemorar a data, a seção "Os 5+ do Pit Stop" faz uma pequena homenagem ao grande Nelsão, contando algumas de suas principais estripulias. Vamos conhecer algumas delas:

5. Tudo para evitar o bisturi

Em 1992, durante os treinos das 500 milhas de Indianapolis, Piquet sofreu o pior acidente da carreira e precisou ser levado ao hospital com graves fraturas nos pés. Os médicos não tiveram dúvidas e prepararam o brasileiro para um procedimento cirúrgico de emergência. Mas na hora marcada, já dentro da sala de cirurgia, um problema inesperado: ninguém achava o bisturi. No fim das contas, a explicação: Piquet não estava querendo enfrentar a cirurgia e, num momento de distração dos médicos, surrupiou o objeto e escondeu dentro do travesseiro...

4. Malandragem na loja de sapatos

O acidente em Indianapolis deixou Piquet com uma leve deformação nos pés, de modo que passou a calçar tamanhos diferentes em cada um deles. A partir daí, o tricampeão começou a aplicar um simples golpe quando ia comprar sapatos novos: pedia para o vendedor trazer calçados de vários tamanhos e, no meio da confusão, misturava tudo e levava apenas os tamanhos que o interessavam. Piquet garante que nenhum vendedor jamais percebeu a leve malandragem.

3. Na volta do Carnaval, o golpe nos frentistas

Em 1970, muito antes da fama, Piquet foi passar o Carnaval em Recife. Foi sozinho, de Brasília a Pernambuco, dirigindo um Fusca. Na volta, uma quebra no pistão fez Piquet gastar nove horas para consertar o carro e perder todo o dinheiro para a gasolina. A solução, como o próprio admite, foi 'partir para a contravenção": de tempos em tempos, enchia o tanque num lugar qualquer, pedia para o frentista pegar "aquela lata de óleo, logo ali, na parede do fundo do posto" e partia em disparada quando a pobre vítima ficava de costas.

Piquet conta que realizou o golpe três vezes. Azar dele que o pai - ninguém menos do que Estácio Gonçalves de Souto Maior, ministro da saúde durante o governo João Goulart - ficou sabendo da história e mandou o filho malandro repetir todo o trajeto, pedindo desculpas e pagando os frentistas que haviam ficado no prejuízo.

2. Super Bonder nos carros de Ron Dennis

Piquet e o chefão da McLaren, Ron Dennis, nunca se deram bem. Tudo teve início na época de Fórmula 3. Certa vez, contrariado por não ter sido cumprimentado pelo sisudo Dennis, Piquet resolveu aplicar um pequeno golpe no inglês. Escondido, pegou um tubo de Super Bonder e encheu de cola a fechadura do carro de Dennis, que ficou horas para desfazer o estrago. Como não poderia deixar de ser, Piquet adorou a brincadeira e repetiu outras três vezes, sem que Dennis descobrisse quem era o responsável.

Anos depois, Dennis chegou num fim de semana da Fórmula 1 acompanhado de vários milionários árabes, num carro esportivo de alguns milhões de dólares. Piquet repetiu o golpe e Dennis pagou um dos maiores micos de sua vida, perdendo horas para conseguir sair dali com seus ricos parceiros da Arábia. A solução foi contratar um segurança para ficar de olho no carro para descobrir quem era o "espertinho". O sujeito pegou Piquet no flagrante e, como primeira reação, pediu um autógrafo. Mas contou tudo para Dennis, que desde então sempre vai ao GP Brasil acompanhado de vigias para seus carros.

Para quem quiser conhecer melhor esta história, basta clicar aqui.

1. O maior de todos os golpes sobre Nigel Mansell


Ferrenhos rivais, Nigel Mansell e Nelson Piquet dividiram a equipe Williams entre 1986 e 1987. Nesse período, o brasileiro nem sempre conseguiu bater o inglês dentro da pista, mas nunca deixou de levar vantagem nos bastidores. Talvez o maior de todos os golpes de Piquet tenha sido aquele que ele aplicou em Mansell durante o GP do México de 1986. A corrida era a penúltima do campeonato daquele ano. Mansell era o líder e poderia fechar a fatura já naquele fim de semana.

Mas exagerou na comida mexicana e se deu mal. Piquet, percebendo as constantes visitas de Mansell ao banheiro do autódromo, bolou um plano impiedoso. Sem que ninguém notasse, sumiu com todos os rolos de papel higiênico. E o "Leão", coitado, não teve o que fazer. Conta-se que os mecânicos da Williams não entenderam nada quando ouviram urros de fúria vindos do banheiro e deram de cara com Piquet rindo de se acabar no fundo dos boxes. Dizem que Mansell não gostou nada da brincadeira...

Para encerrar o "5+" de hoje, ficamos com um vídeo com algumas das frases mais clássicas de Nelsão:


*A seção "Os 5+ do Pit Stop" é publicada todas as terças e quintas no Pit Stop


Veja mais sobre:Pit Stop 5+

Comentários
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    17/08/2008 13:53:48marcos AntônioAnônimo

    esse vídeo do piquet é d+!nunca canso de ver e rir!E Essa história do Ron Dennis foi hilária,como sempre digo,o Piquet é F*da!!!

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    14/08/2008 08:44:56Fernando LopesAnônimo

    Tantos anos depois e ainda isso. Pelo visto o inglês era um péssimo detetive e Nelson colou tudo de novo na corrida seguinte do calendário. Desta vez o gringo chamou a polícia, jurou que ia matar, esfolar, o escambau. A história corria à boca pequena e Nelson, adorando viver perigosamente. Mais uma corrida e lá está o carrão brilhando, polido que nem sapato novo. "Vai tomar de novo", imagina o meliante. Super Bonder no bolso, Piquet se ajoelha, começa o trabalho e... "O que você quer aí?". Pertinho, de pé e olho arregalado, um negão de uns 2 metros de altura contratado a peso de ouro para cada músculo apenas para ficar de olho no carango.Dava o dobro do porte físico do Lewis Hamilton e do pai, somados. Gozado, parece que o Ron Dennis sempre teve uma certa queda por crioulos... Safo, Nelson Piquet deu um pulo e ia começar a desfilar uma desculpa quando o negão parrudo reconheceu- o. "Nossa, você é o Nelson Piquet? Meu filho te adora, me dá um autógrafo com dedicatória? Ele não vai acreditar". Já transpirando, Nelson responde na lata: "Claro, claro. Tem caneta e papel? Eu não tenho aqui". O pai do fã saiu correndo em busca de papel e caneta e sumiu no burburinho. Nelson, finesse pura, coça as virilhas, olha em volta e mandou outra dose de Super Bonder, desta vez em esguichos caprichosos. Deu merda....o negão foi muito bem pago. Desde então Ron Dennis só vai ao autódromo com motorista a tiracolo e aqui no Brasil, único GP que Nelson Pai participa e transita em qualquer parte do circuito, seu carro de passeio é cercado de seguranças. Ã?, pelo visto, dificilmente Nelsinho irá guiar para a McLaren...

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    14/08/2008 08:42:31Fernando LopesAnônimo

    (...) Tantos anos depois e ainda isso. Pelo visto o inglês era um péssimo detetive e Nelson colou tudo de novo na corrida seguinte do calendário. Desta vez o gringo chamou a polícia, jurou que ia matar, esfolar, o escambau. A história corria à boca pequena e Nelson, adorando viver perigosamente. Mais uma corrida e lá está o carrão brilhando, polido que nem sapato novo. "Vai tomar de novo", imagina o meliante. Super Bonder no bolso, Piquet se ajoelha, começa o trabalho e... "O que você quer aí?". Pertinho, de pé e olho arregalado, um negão de uns 2 metros de altura contratado a peso de ouro para cada músculo apenas para ficar de olho no carango.Dava o dobro do porte físico do Lewis Hamilton e do pai, somados. Gozado, parece que o Ron Dennis sempre teve uma certa queda por crioulos... Safo, Nelson Piquet deu um pulo e ia começar a desfilar uma desculpa quando o negão parrudo reconheceu- o. "Nossa, você é o Nelson Piquet? Meu filho te adora, me dá um autógrafo com dedicatória? Ele não vai acreditar". Já transpirando, Nelson responde na lata: "Claro, claro. Tem caneta e papel? Eu não tenho aqui". O pai do fã saiu correndo em busca de papel e caneta e sumiu no burburinho. Nelson, finesse pura, coça as virilhas, olha em volta e mandou outra dose de Super Bonder, desta vez em esguichos caprichosos. Deu merda....o negão foi muito bem pago. Desde então Ron Dennis só vai ao autódromo com motorista a tiracolo e aqui no Brasil, único GP que Nelson Pai participa e transita em qualquer parte do circuito, seu carro de passeio é cercado de seguranças. Ã?, pelo visto, dificilmente Nelsinho irá guiar para a McLaren...

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    14/08/2008 08:41:12Fernando LopesAnônimo

    ....(continuando) Claro, o brasileiro achou demais tal desfeita e, num momento de mente maligna, voltou ao estacionamento com um tubo de Super Bonder - que já existia na época - devidamente afanado de uma caixa de ferramentas. Olhou para um lado, olhou para o outro, encheu todas as fechaduras do carrão de Ron Dennis daquela cola-tudo miraculosa. Voltou à equipe e, em posição estratégica, ficou regulando o tal carrão. Já escurecendo, chega Dennis e putíssimo constata que não conseguia enfiar nenhuma chave. Coça a cabeça e sem alternativa manda desmontarem o miolo da traquitana. E foi embora, no mínimo injuriado. Pior para ele, o Nelson viu e adorou a gracinha de péssimo gosto. Ã?, o tricampeão sempre foi assim. Corrida seguinte, toma mais uma dose de Super Bonder. E outra de desgraça. Ron Dennis queria matar todo mundo, quem seria o tal babaca capaz de tamanha sacanagem? Enfim, em pelo menos outras quatro ocasiões Piquet infernizou Ron Dennis sem nunca ter sido descoberto. O tempo passou, a F-1 chegou e Nelson já estava na Williams e Ron Dennis, poderoso, era o marajá da McLaren. Os dois mal se olhando. Outro belo dia e Nelson, infernal, vê o desafeto estacionar uma maravilha qualquer, um Laborghini talvez. Com a cabeça cheia de minhocas aguarda o momento e... toma Super Bonder! Pouco depois lá vem Ron Dennis, cheio de grana e de pose, para pagar o maior mico em frente a seus novos amigos árabes. O mundo desabou, maior vergonha, o Lambo só saiu depois de desmontadas as fechaduras. Nelson riu e Dennis chorou de ódio ao lembrar-se de anos atrás. Mas cacilda, quem seria?

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    14/08/2008 08:37:59Fernando LopesAnônimo

    Caro colega, acompanho seu site - o qual vim a conhecer através do excelente 'blogf1grandprix' - e desde então não fico um dia sequer sem visitar e, conequentemente, me atualizar no mundo da F1 através deste espaço. Sobre Nelsão, vou postar um texto com o qual m colega de outro blog esbarrou no site Autosport portuga, que fala da 'amizade' antiga entre Ron Dennis e Nelson Piquet. Ã? demais, vale a pena ler----------------PORQUE NELSINHO NUNCA VAI CORRER DE MCLAREN---(créditos para Marcus Zamponi)---Bronca antiga. Nelson Piquet, pai, comemorando em casa, cercado de amigos lá em Brasília. Para quem não sabe, na fase atual Nelson e Ron Dennis se esbarram eventualmente nas pistas de GP, mas o papo sempre se limita ao óbvio. Tá na cara, de parte a parte apenas se suportam."Tudo bem? Como vai indo"e pára por aí. A saia-justa é antiga e justificável, coisa de uns quase 30 anos. Em 1978, depois de uma temporada na F-3 européia, Nelson decidiu transferir-se de armas e bagagens para a Inglaterra em busca, segundo esclareceu mais tarde, "do mesmo retorno na mídia brasileira que o Chico Serra já tinha". Montou equipe própria e foi correr de Ralt. Então tocou fogo no picadeiro porque Chico vinha de bons resultados e sua equipe era a Project Three, que investia nos March e era propriedade de um mecânico promissor e cheio de ambição, quem diria exatamente um cara chamado Ron Dennis. Ainda havia para emperrar uma parada dura, o Derek Warwick. Foram dois belos campeonatos, disputadíssimos. Um, o principal, o Nelson faturou, e o outro, menorzinho, foi para o Chico. De um lado o esculhambado e boquirroto Piquet perambulando pelo paddock e do outro Ron Dennis transpirando esnobismo, um inglês legítimo. Não podia dar outra coisa. Não se bicaram desde o primeiro aperto de mãos. Em uma corrida qualquer Nelson viu o gringo parar no estacionamento a bordo de um belo carro. Dennis fingiu não ver-lhe e não o cumprimentou e foi trabalhar. Claro, o brasileiro ach

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