SRZD


12/07/2012 16h53

A Empresa Carnaval
Redação SRZD*

Em 1952, o carnaval carioca arma um tablado de 1 (um) metro de altura e cerca de 60 (sessenta) metros de extensão, na Av. Presidente Vargas, entre as ruas Uruguaiana e a Av. Rio Branco, em frente à Escola Rivadávia Correa, para os blocos carnavalescos desfilarem.

Os blocos carnavalescos, que desfilavam uniformizados, passam a vir obrigatoriamente fantasiados, com samba de enredo e alegorias.
Neste momento, os Blocos carnavalescos, influenciados pela cultura negra, e perseguidos como marginais, completam suas espinhas dorsais e se transformam definitivamente em Escolas de Samba.

O governo então chama as Escolas de Samba, registrando-as e tornando-as reconhecidas oficialmente com direitos adquiridos: estatutos sociais, quadras de ensaios, etc.

Em 1957, as Escolas de Samba saem do Tablado e vão se apresentar no palco nobre do carnaval carioca, nos lugares das decadentes Grandes sociedades, Cordões e Ranchos Carnavalescos, desfilando em meio ao povo, separadas por cordas.

Em 1963, as Escolas de Samba saem da Avenida Rio Branco e vão desfilar na Avenida Presidente Vargas para o povo sentado em arquibancadas móveis, formando-se a maior indústria subsidiária do carnaval que, predatoriamente desviava o dinheiro do mercado do carnaval para as empreiteiras do monta e desmonta.

Neste momento, o desfile das Escolas de Samba ganha suas características próprias. O olhar dos espectadores, de cima para baixo, valoriza as artes plásticas, aperfeiçoando o show business.

Em 1966, Amaury Jório troca a relação poder público com a Associação das Escolas de Samba, transformando-a em Contrato de Prestação de Serviços e conferindo poder profissional aos sambistas.

Em 1964, o governo Brizola pressionado pelo Contrato de Prestação de Serviços, constrói o Sambódromo.

Nos tempos contemporâneos, o carnaval deixou de ser uma grande festa em que as principais ruas e praças se convertiam em palcos e a cidade se tornava um teatro imenso, sem paredes, nas quais os habitantes eram ao mesmo tempo atores e espectadores (modelo clássico) para se enquadrar na velocidade do mundo moderno.

O modelo de carnaval atualmente é o desfile das Escolas de Samba.
As Escolas de Samba na cidade do Rio de Janeiro, ao tempo da Associação das Escolas crescerem de tal maneira que, entraram em choque as que despertavam interesses do mercado, com as que não despertavam interesses do mercado.
Amaury Jório, então na presidência da entidade, substituiu a relação poder público - AESEG com a subvenção para Contrato de Prestações de serviços, mas não corrigiu o peso de votos das filiadas, igualando as escolas de Samba, diferenciadas, entre si.

Castor de Andrade percebeu o fato e chamou as Escolas de Samba mercadológicas em número de 10 para se juntarem, e no dia 23 de Julho de 1984 fundou a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de janeiro.
Agora diz um político, inteiramente equivocado, não levando em consideração o mercado e fez um projeto piloto propondo uma série de mudanças na administração do carnaval.

* Texto de Hiram Araújo

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Comentários
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    13/07/2012 19:59:08Nidia Jussara FdasilvaMembro SRZD desde 25/06/2012

    O sambódromo nãofoi construido em 1964.E muita boa a proposta do Marcelo Freixo.Pena que essas eleições já tem cartas marcadas.

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    13/07/2012 18:29:19André AlbuquerqueMembro SRZD desde 30/05/2009

    O texto do dr. Hiram, pelo que pude depreender, objetiva apenas atacar as propostas apresentadas pelo movimento "Nossa avenida vai além do carnaval". No entanto, equivoca-se completamente ao atribuir as propostas unicamente ao candidato Marcelo Freixo. O documento apresentado, que será levado ao debate pelo Freixo, surgiu da reunião e do trabalho de cerca de 15 pessoas, jornalistas, historiadores, artistas e pesquisadores, todos militantes no carnaval carioca. Além de Marcelo Freixo, assinam o manifesto do movimento cerca de 60 pessoas, todas também ligadas às escolas de samba e ao carnaval, entre elas, o pai de todos os carnavalescos, Fernando Pamplona.. Muito mais do que uma proposta política, é a tentativa de resgatar valores culturais de nosso desfile, há muito esquecidos. Infelizmente, a pessoa que ostenta o título de DIRETOR CULTURAL da LIESA, e que deveria prezar pela manutenção e valorização cultural do carnaval e das escolas de samba, perde-se em divagações sobre a importância do MERCADO e dos INTERESSES DO MERCADO. Não deverias falar de CULTURA, dr. Hiram?

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    13/07/2012 18:05:19Quinha da portelaMembro SRZD desde 28/01/2012

    "Olha eu aqui,cheguei agora/cheguei prá levantar o seu astral/Posso perder,posso ganhar isso é normal/ 21 vezes campeã do carnaval."Político é tudo igual,já quer assumir o que dá lucro.Assumi o grupo de acesso,levanta a moral de escolas que já fizeram parte do grupo especial e estão nos grupos que desfilam na Intendente Magalhães.Filho feio ninguem quer."Portela querida,Ã?s tudo na vida,prá mim,prá mim."

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    13/07/2012 16:59:18FelipeMembro SRZD desde 04/02/2011

    chega a ser engraçado o seu tom prolixo que não diz nada! Parece até a personagem do deputado que fica enrolando o povo com meia dúzia de palavras fora do contexto comum em um embólio de sofismo... Não há o que se retirar da semântica do seu texto, afinal é preciso coesão para dar significado aos períodos!! Saudações tricolores, meu caro paradoxo portelense de Macaé!!!

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    13/07/2012 09:03:35Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    A Comunicação Social conforme a deste prestigioso site, não significa confundir licenciosidade - e não liberdade - de expressão com manto protetor de injustificável acovardamento de esconder nome próprio completo em plena democracia, ainda que seja a democracia burguesa. Conforme foi enfatizado, graças a Deus foi derrotada - oxalá nunca mais volte - a ditadura militar-fascista cujos anos de chumbo não devem ser ignorados, mesmo pelas pessoas mais jovens. Até pelo fato de que algumas de tais pessoas mais jovens, só o são em termos cronológicos. Haja vista, arrostam falar em moralismo & contradição, porém defendem o privatismo do Carnaval igualzinho aos infiltrados no mundo do samba que são os empresários zootécnicos e demais acusados judicialmente de práticas criminosas. E ainda por cima, como "censuradores" fazem ameaças de deixar de votar (sic) em um candidato a prefeito carioca que é proletário, lutador e de 'esquerda', porém, pequeno-aburguesado. Não creio ser preciso dizer mais nada. Saudações carnavalescas, Almir portelense de Macaé.

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    12/07/2012 22:24:53FelipeMembro SRZD desde 04/02/2011

    ACOVARDADO vc disse! E quem garante que seu nome seja esse mesmo? E qual o problema de se usar um pseudônimo, ou o nome incompleto nesse tipo de meio de comunicação? Esse tipo de comentário que é resquício, ou melhor, ranço de um período morto, como o que foi o militar, na história do Brasil! Vivo, Graças a Deus em um País livre e tenho liberdade de expressão! Não é um pseudo moralista quem vai mudar isso! Cuidado com as contradições, pois pior do quem expressa uma ideologia esquerdista, ou seja lá como vc queira chamar é aquele que tenta transparecer uma ideia que no intimo não coaduna! Não sou comunista, mas respeito que abertamente defende a sua ideologia, outrossim rechaço os pseudos moralistas e, principalmente, contraditórios! Não levante a bandeira da liberdade de expressão se vc tole a liberdade alheia!

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    12/07/2012 22:15:31FelipeMembro SRZD desde 04/02/2011

    Nasci na década de 80 e não vivi o período ditatorial militar q

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    12/07/2012 17:58:00Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Felipe, já lhe respondi em relação à enquete deste prestigioso site acerca da rainha de bateria Surdo Um, cuja volta à agremiação ocorrerá neste sábado, 14 de julho. Agora, Felipe, além de acovardado que não usa nome próprio completo, mesmo voce dizendo que vota em Freixo, dá uma dos autoritários censuradores da nada saudosa ditadura militar-fascista (1964-1985). Quanto a este texto, respeito este dirigente da carcomida LIESA, que talvez até seja portelense. O fato é que ele premido pelo cargo no citado órgão, dá uma de causídico do maior espetáculo da terra otimizando apenas o seu aspecto de show business. Ocorre, o apoetótico show business é do interesse público carioca, fluminense, nacional e mundial. Em outra palavras, é democrática a opinião do respeitável dirigente da carcomida LIESA, nem é surpresa alguma. O fato é que o carnaval foi indevidamente privatizado a partir de 1985. O maior espetáculo da Terra precisa voltar a ser estatizado (estado democrático, transparente e sem corrupção). O começo desta revolução de valores deve ser o afastamento com as consequentes punições exemplares dos infiltrados no mundo do samba que são os empresários zootécnicos e demais pessoas acusadas judicialmente de práticas criminosas. Saudações carnavalescas, Almir portelense de Macaé.

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    12/07/2012 17:20:00FelipeMembro SRZD desde 04/02/2011

    Isso mesmo, Hiram!! Freixo, fique restrito às políticas de segurança pública e desenvolvimento social do estado que vc ganha mais!!! Não se INTROMETA onde não tem Know how.... Por enquanto tens meu voto, mas se começar a invadir território desconhecido, no afã de conquistar eleitorado vai se igualar aos outros. CUIDADO!

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