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17/11/2012 13h47

ENEIDA: amor e fantasia
Claudio Rocha de Jesus

Eneida Vilas Boas Costa de Moraes, apaixonada por carnaval, dedicou-se a um profundo estudo sobre o folclore brasileiro e pela cultura do povo. Foi contista, cronista, memorialista, militante política. Presa em 1935, por defender principalmente a inclusão social, foi mandada para a Casa de Correção do Rio onde conheceu o escritor Graciliano Ramos. Preso, também, por causa de suas idéias políticas e que veio a imortalizar Eneida no livro "Memórias do Cárcere".

Mesmo passando por vários momentos difíceis na sua trajetória de vida, Eneida não perdia seu encantamento pelo carnaval. Dizia ela: "É no carnaval que todas as fronteiras sociais desabam ' pretos, brancos, cafuzos, caboclos, todos em confraternização durante o reinado momesco". Essa festa e suas mudanças estão registradas no livro de sua autoria "História do Carnaval Carioca", que virou leitura obrigatória para quem quer conhecer um pouco mais sobre a folia. É uma obra indispensável sobre a história da nossa maior festa popular.

Eneida criou o "Baile do Pierrot", realizado a cada ano e levado a frente por ela, tornou-se famoso no Rio. Arrebanhava e arrastava os amigos todos os anos para o baile, todos fantasiados, ela à frente do bloco.

A autora já foi homenageada como Enredo duas vezes pelo GRES Acadêmicos Salgueiro. A primeira no ano de 1965 "História do Carnaval Carioca - Eneida" e também em 1973 com "Eneida, Amor e Fantasia". E recebeu uma outra bela homenagem do GRES Paraíso do Tuiuti em 1990 e uma reedição em 2010 com o enredo "Eneida, o Pierrot está de Volta".
A autora faleceu em abril de 1971, na cidade do Rio de Janeiro.


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Comentários
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    25/04/2013 12:44:50Daiv EickhoffMembro SRZD desde 20/11/2009

    Um dos sambas que mais gosto do meu Sal, campeoníssimo do 4º Centenário do Rio de Janeiro, em 1965.

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