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02/12/2012 18h50

Arlindo Rodrigues pede passagem - O carnavalesco do requinte, do barroco e da história
Claudio Rocha de Jesus

Arlindo Rodrigues foi considerado um dos grandes carnavalesco da história, por seu talento e bagagem cultural e também por ser um especialista em enredos com temática africana.
Vamos lembrar essa estrela e de suas passagens pelas escolas que ele esteve à frente nessa sua curta, porém marcante presença no carnaval carioca.



GRES Acadêmicos Do Salgueiro: Arlindo começou no carnaval na equipe salgueirense comandada por Fernando Pamplona, em 1960, com o enredo "Quilombo dos Palmares". Arlindo ficou na vermelho e branco até 1972, onde participou de carnavais inesquecíveis, como "Chica da Silva" (1962), "História do Carnaval Carioca" com Fernando Pamplona (1965), "Bahia de todos os deuses" (1969) e "Festa para um Rei Negro" (1971). Fez um retorno a agremiação com o enredo "Skindô, Skindô" (1984) obtendo a 4ª colocação.

GRES Mocidade Independente de Padre Miguel: Em 1974, deslumbrou o público com a "Festa do Divino". A grande consagração veio em 1979, com "O Descobrimento do Brasil". Ele ficou na escola de 1973 até a 1976 e retorna em 1978 e finaliza sua passagem pela agremiação em 1979.

GRES Imperatriz Leopoldinense: Ele estreia no ano de 1980 com o belíssimo e saudoso desfile campeão "O que que a Bahia tem?" e seguiu no mesmo ritmo em 1981 com mais um trabalho impecável no enredo "O teu cabelo não nega (só dá Lalá)". Foi responsável também pelos desfiles de 1982, 1983 e 1987 que foi seu ultimo trabalho na escola de Ramos com o enredo "Estrela Dalva".

GRES Vila Isabel: Arlindo foi responsável pelo carnaval "Ai que saudade que eu tenho" em 1977 Obtendo o 5º lugar. Trabalho feito em dupla com Luiz da Silva Ferreira.

GRES União da Ilha do Governador: Já em 1986, na União da Ilha, Arlindo se reinventou e elaborou um carnaval alegre e colorido, bem ao estilo da escola insulana. Foi o ano das "Assombrações", que trouxe também muito requinte, bom gosto e bom humor para a Sapucaí.

Arlindo Rodrigues, considerado por muitos como o melhor carnavalesco de todos os tempos, partiu muito sedo, mas deixou seu legado registrado na história do Carnaval. Ate hoje sua estrela ainda brilha.


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Comentários
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    06/01/2013 14:46:58Daiv EickhoffMembro SRZD desde 20/11/2009

    O texto precisa apenas de uma revisões ortográficas e históricas. "Xica da Silva" foi em 1963 (e não em 1962). E no último parágrafo, a palavra "cedo" está grafada com "s".

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    06/01/2013 14:45:56Daiv EickhoffMembro SRZD desde 20/11/2009

    Arlindo e seu legado eterno. Se o Salgueiro ganhou o campeonato de 1963 com "Xica da Silva", muito se deve à percepção visual desse artista. Afinal, era o primeiro ano que os desfiles aconteciam na Av. Presidente Vargas, um espaço bem maior. O impacto visual causado pelo minueto de Mercedes Baptista e o luxo das fantasias e adereços, aliados ao grande samba, fizeram a diferença pra Vermelho e Branco. Se antes as escolas se preocupavam apenas com um bom samba e a cadência da bateria, foi a partir do vitorioso Salgueiro-63 que perceberam que seria preciso olhar com mais carinho para a parte estética dos desfiles. E foi nesse desfile que nasceu o uso da dramaticidade, recurso tão usado por Paulo Barros em seus carnavais na Unidos da Tijuca. Apensas Ã?PICO!!!

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    24/12/2012 21:54:17Claudio RochaMembro SRZD desde 07/04/2009

    Sem dúvidas André Machado! Tenho uma forte admiração por ele.

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    22/12/2012 17:05:34Andre MachadoMembro SRZD desde 22/12/2012

    SIMPLESMENTE O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS...O BOM GOSTO EM PESSOA!

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