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07/01/2013 16h00

E por falar em saudadeâ?¦ Uma década de ouro para Pilares
Claudio Rocha de Jesus

Carnaval é alegria! E o Grêmio Recreativo Escola de Samba Caprichosos de Pilares, fundado em 19 de Fevereiro de 1949 provou que é muito mais que isso! Carnaval também é crítica, é deboche, é irreverência. Na década de 80 à escola esteve no auge com uma série de enredos nessa linha, e em sua grande maioria de autoria do carnavalesco Luiz Fernando Reis, que em alguns anos dividiu essa tarefa com outros carnavalescos. E foram enredos inesquecíveis.

QUEM NÉO SE LEMBRA DE:
"Moça Bonita não Paga" de 1982;
"Um Cardápio à Brasileira" de 1983;
"A Visita da Nobreza do Riso a Chico Rei, num Palco nem Sempre Iluminado" de 1984;
"E por Falar em Saudade" de 1985;
"Brazil, com Z, não Seremos Jamais, ou Seremos?" de 1986;
"Ajoelhou Tem que Rezar... ou Eu Prometo" de 1987.

O enredo de 1985 de autoria do Luiz Fernando Reis e Flávio Tavares, hoje é a síntese da própria agremiação, que viveu seus melhores momentos com enredos e sambas que caíram na boca do povo. O enredo "E por falar em saudades" é de uma irreverência magistral, tudo muito pertinente, muito bem amarrado. O samba enredo é considerado por muito um dos melhores samba - Marchinha - enredo do carnaval carioca, e entrou para história da escola e da Sapucaí. O samba tem passagens muito inteligentes e que são cantadas até hoje nos bailes de carnaval, festas e eventos por ai. 
E por falar em saudades, vamos lembrar esse samba de autoria de Almir Araújo, Marquinhos Lessa, Hércules Corrêa, Balinha e Carlinhos de Pilares.

Oh! Saudade, ô
Meu carnaval é você
Caprichosamente
Vamos reviver, vamos reviver...
"Saudadeando" o que sumiu no dia-a-dia
Na fantasia de um eterno folião
O bonde
O amolador de facas
O leite sem água
A gasolina barata
Aquela Seleção Nacional
E derreteram a taça na maior cara-de-pau
Bota, bota, bota fogo nisso
A virgindade já levou sumiço
(Quero votar!)
Diretamente, o povo escolhia o presidente
Se comia mais feijão
Vovó botava a poupança no colchão
Hoje está tudo mudado
Tem muita gente no lugar errado
Onde andam vocês, ô ô ô
Antigos carnavais?
Os sambistas imortais
Boldados de poesia
Velhos tempos que não voltam mais
E no progresso da folia...
Tem bumbum de fora pra chuchu
Qualquer dia é todo mundo nu...


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