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Mônica Bernardes

Mônica Bernardes

SUPERAÃ?Ã?O. Formada em Jornalismo pela UFRJ, fez estágio no Jornal dos Sports e trabalhou na Rádio Tupi antes de ingressar, em 1986, nas Organizações Globo. Depois de 9 anos como repórter de "O Globo", foi para a "TV Globo", na qual permanece até hoje. Ã? uma das editoras do projeto "Parceiro do RJ", do "RJ TV Primeira Edição". Também é autora do livro "Sou Feliz, Acredite!", em parceria com Mauro Tertuliano. Livro conta histórias de superação e foi finalista do Prêmio Jabuti 2011 na categoria Reportagem.

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20/01/2013 17h54

Walmor Chagas e a dor intensa de enfrentar o suicídio de uma pessoa querida

A cremação do corpo do ator Walmor Chagas indica que a investigação sobre as circunstâncias de sua morte representam apenas uma formalidade, já que, em caso de constatação de um crime, não haveria possibilidade de exumação - como muitas vezes ocorre em processos sobre assassinatos. Conforme mostram reportagens sobre o assunto, os próprios parentes e amigos reconhecem que o suicídio foi a solução encontrada pelo ator para não enfrentar os problemas de saúde que tanto o incomodavam. Walmor não admitiria a hipótese de depender de terceiros para cuidar de sua vida. O que surpreende, além da decisão do suicídio, é a falta de uma carta de despedida.Pessoas que optam pelo fim da própria vida poderiam deixar algumas palavras de conforto para aquelas que vão sofrer com a perda. Quem sabe essa manifestação seria atenuante da dor provocada por uma ruptura tão repentina? Há casos em que, diante do suicídio de alguém, pessoas se sentem até culpadas por não terem tomado alguma providência que evitasse essa medida extrema. Creio que não temos o direito de julgar os suicidas - cada um conhece as próprias dores e os próprios limites. Mas nunca deixo de considerar que o suicídio contém uma dose de egoísmo, pois expõe outras pessoas a um sofrimento intenso - e, muitas vezes, a uma culpa que pode durar uma vida inteira.


Comentários
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    21/01/2013 12:04:31Fabio Monterio de BarrosAnônimo

    O suicídio é um desfecho da própria neurose antiga instalada no suicida - quem se suicida, a rigor não culpa ninguém , nem divulga essa decisão.O suicídio é uma doença , só que realmente quando a pessoa se suicida, está invariavelmente diante de uma situação que não tem saida, ou por outra, ele acha que não tem saída - e as vezes não tem mesmo.Os não suicidas muitas vezes encontram saídas para situações que o portador dessa neurose ignorou, e mesmo que passem por tremendas contrariedades e mudanças de vida, contornam, e vão levando seu fardo

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