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12/10/2008 21h32

Desmatamento na Amazônia burla satélites
Redação SRZD


Mesmo com o controle via satélite imposto pelo Governo Lula, o desmatamento na Amazônia continua se alastrando por hectares e mais hectares da floresta. O professor da Universidade de São Paulo Ariovaldo Umbelino de Oliveira e sua equipe estudam os impactos ambientais de estruturas agrárias na selva, e determinaram que, a cada ano, 15.000 quilômetros de vegetação por metro quadrado é devastada. Os motivos já são conhecidos: exploração madeireira, agropecuária e soja.

Desde 2007, segundo Umbelino de Oliveira, empresas exploradoras encontraram uma maneira de evitar a vigilância. A estratégia se baseia na retirada de árvores durante épocas de chuva, nas quais as nuvens tapam a imagem dos satélites. 

A maioria das terras devastadas são aquelas de títulos públicos. O professor explica que os empresários pressionam deputados e senadores a deixá-los explorar o território, em troca de apoio para mantê-los no poder. A conseqüência é letal para a Amazônia: 30% do território da floresta estão em mãos privadas, mas apenas 5% têm títulos legais, especialmente nos estados do Mato Grosso e Pará.

Os negócios agrários também acarretam a construção de estradas para escoamento dos produtos, o que contribui ainda mais para o desmatamento na região. "O Governo não tem uma política de controle. A solução é que o mercado internacional pare de pressionar o consumo de matérias primas da Amazônia. E também que se entregue terras aos indígenas para que eles as preservem", defende o professor Umbelino de Oliveira.
 


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