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25/04/2013 16h39

Promotor e advogado se xingam no quarto dia de julgamento de Bola
Redação SRZD

Foto: Reprodução de TVO quarto dia de julgamento do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de matar Eliza Samúdio, começou quente na manhã desta quinta-feira. O júri foi marcado por um bate-boca entre o promotor Henry Vagner de Castro e o advogado de Bola, Ércio Quaresma, que também se exaltou com o ex-delegado Edson Moreira.

Logo no início dos depoimentos no Fórum de Contagem, em Belo Horizonte (MG), Moreira - atualmente vereador em Belo Horizonte - se sentiu atacado pelas declarações do advogado de Bola:

"Estou me sentindo provocado. Eu gostaria de respeito comigo", pediu Moreira à juíza Marixa Fabiane Rodrigues.

A magistrada afirmou que Quaresma estava argumentando em suas colocações e ordenou que o advogado se limitasse apenas a perguntar. O promotor Henry Vagner acusou o defensor de Bola de fazer argumentações "indevidas", e pretendia indeferir as colocações do advogado. A confusão começou após uma pergunta de Quaresma ao réu, quando o promotor classificou como canalha a atitude do advogado.

"Você que é o canalha, e eu vou provar", retrucou Quaresma.

Antes dos depoimentos, Quaresma deu a entender que desconfia de uma investigação do Ministério Público sobre a possibilidade de sua participação no crime. O promotor afirmou nunca ter dito que o advogado era alvo de investigações:

"Mas se a carapuça lhe servir, é problema do senhor", disse Henry Vagner.

O advogado de Bola retrucou sobre a possibilidade de estar sendo investigado:

"Vai cair de quatro", disse Quaresma.

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