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02/05/2013 19h02

Com apoio do COB, badminton lança programa de desenvolvimento nas escolas
Redação SRZD

Com a presença do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, foi lançado nesta quinta-feira, o Shuttle Time, programa da Federação Internacional de Badminton (BWF), voltado para escolas públicas e privadas, visando transformar o badminton em um dos esportes mais praticados no mundo. A apresentação aconteceu na sede do COB, no Rio de Janeiro, e, além da presença do presidente da Confederação Brasileira de Badminton (CBBd), Francisco Ferraz de Carvalho, contou também com outros dirigentes do COB, da Federação Pan-americana e da Federação Internacional de Badminton.

"Este projeto é muito importante, pois proporciona aos alunos da rede pública e privada o conhecimento e a proximidade com a modalidade. Este é o nosso primeiro passo para descobertas de talentos, gosto e aprimoramento desta modalidade, considerada como nova", disse Francisco Ferraz, presidente da CBBd. "Serão dois cursos: um para tutor e outro para professor. O de tutor formará pessoas para realizar outros cursos nos respectivos estados. Já o de professor formará disseminadores da modalidade dentro das escolas, através da educação física", completou.

Os professores de educação física receberão, gratuitamente, um manual contendo 22 planos de aula, incluindo 10 lições básicas da modalidade e mais de 100 vídeos com demonstração de atividades. Além disso, também será disponibilizado um "kit badminton", com 20 raquetes, três tubos de petecas e uma rede para a prática do esporte.

"É a segunda vez que venho ao Brasil e percebo que o badminton está cada vez maior no país. O programa consiste em dois cursos, e, no final dele, haverá um tutor qualificado em 14 estados do país e seis professores no Rio de Janeiro", declarou Ian Wright, diretor de desenvolvimento da Federação Internacional de Badminton.

Para o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, o projeto Shuttle Time traz lembranças do período em que ele presidiu a Confederação Brasileira de Voleibol, há cerca de 30 anos. Na época, Nuzman deu início ao processo de transformação da modalidade no país, que hoje está entre as maiores potências do esporte.

"Sinto uma satisfação muito grande ao ver esse projeto do badminton, pois me vem à lembrança o período em que assumi a presidência da CBV, e nós não tínhamos praticamente nada. O Brasil era o 13º no ranking mundial, não tinha treinadores e nenhum padrão. Através de uma parceria com a Federação Internacional, semelhante a essa do badminton, conseguimos enviar nossos treinadores para fora do país e capacitá-los para ajudar a desenvolver o voleibol no Brasil. Parabenizo o presidente Ferraz e a Federação Internacional pela iniciativa, e afirmo que é uma satisfação muito grande para o COB poder participar desse projeto", ressaltou Carlos Arthur Nuzman.

O projeto piloto, com objetivo de capacitar tutores e formar treinadores, iniciou-se nesta quarta-feira, dia 1º, no Rio de Janeiro. O evento irá até o dia 5 de maio, no Ginásio Experimental Olímpico, no Caju.


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