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Hélio Ricardo Rainho/Carnaval

Hélio Ricardo Rainho/Carnaval

CARNAVAL. Profissional de Comunicação e Marketing, Hélio Rainho veio do teatro, sendo ator e diretor profissional. Autor da biografia do jogador Mauro Galvão e de várias peças teatrais. Nascido na Praça XI, chegou à Portela como jovem compositor nos anos 80 e passou a pesquisar escolas de samba e Carnaval. Idealizador do projeto "Quem És Tu, Passista?", um manifesto pela preservação do segmento, é padrinho dos passistas do Império Serrano e comentarista dos desfiles na Sapucaí. Twitter/Instagram: @hrainho.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



16/07/2013 16h34

Pernambucópolis: a cara da Mocidade, a cara de Fernando Pinto!
Hélio Ricardo Rainho

Olha ela aí de novo, gente: a Mocidade! E vem para 2014 resgatando sua identidade de ser Independente, com cara de Padre Miguel!

Refiro-me, é claro, à jóia que foi o enredo desenvolvido por Paulinho Menezes para a escola. Não sei que estrutura ou modelo de desfile sua diretoria conseguirá apresentar, mas que o enredo escolhido foi um achado, isso foi.

Ideia feliz a do carnavalesco. Gosto de Paulo Menezes não só pelo sujeito extraordinariamente afável com quem me comprazo em passar horas a fio conversando sobre coisas do carnaval (acreditem: poucos são simpáticos assim!). Paulo é de raro talento e requinte, exigente em seu trabalho ao ponto de ser considerado por alguns um profissional "genioso". E é mesmo: ele briga, se esforça. Sempre com zelo e prezando pela qualidade de seu trabalho. E esse enredo, que homenageia Fernando Pinto e sua terra natal - Pernambuco - tem a cara e a alma da Mocidade.

Fernando Pinto foi um dos mais extraordinários carnavalescos que a avenida já conheceu. Lá pelo início dos 80, em seu auge, seu trabalho conceitual e arrojado foi um dos apelos que me fez despertar interesse pelos desfiles de escola de samba. Era muito menino, mas lembro claramente dele dividindo a avenida com Joãosinho Trinta (naquela época, "Joãozinho" com Z, pois o S só viria nos anos 90). A Mocidade era absurdamente rica e original. Era o apogeu da estética tropicalista, que Fernando Pinto criou na verdadeira escola de seu coração - o Império Serrano, com "Alô, Alô Carmem Miranda" (1972). Estética, porém, que ele consagrou em Padre Miguel, não resta dúvida.

Desfile

Fernando Pinto tinha o escracho dos Dzi Croquetes, a antropofagia de Oswald de Andrade, o ufanismo cínico de Mário de Andrade, a alma abaporu de Tarsila do Amaral. Tudo o que não fosse brasilidade lhe causaria contragosto. Mas ele fazia releituras estéticas impressionantes da nossa brasilidade. Não era patriota embriagado: antes convertia sua utopia de um país perfeito em exemplos distópicos de uma pátria depreciada. O tom satírico estava sempre presente: havia "sarro" nos enredos e na criação artística de Fernando. Do paraíso ufano de "Como Era Verde o Meu Xingu" (1983), denunciava o desmatamento e o desprezo ao índio primitivo. Da virtuose do comércio da Zona Franca em "Mamãe Eu Quero Manaus" (1984), exalava um escárnio visceral com o contrabando e a falsificação de produtos. Teve a ousadia e a grandeza de conceber o primeiro carnaval nas estrelas com o antológico "Ziriguidum 2001", indubitavelmente na lista dos desfiles mais extraordinários e impactantes da história do carnaval. Foi essa estética futurista de Fernando Pinto que, mais tarde, inspirou a fase vitoriosa e chamada "high-tech" da escola pelas mãos de outro gênio, Renato Lage.

Em seus enredos derradeiros, os dois últimos que desenvolveu antes de partir para a eternidade em um trágico acidente de automóvel que nos privou de sua arte fundamental, Fernando Pinto colocou sua genialidade em favor da recriação/redesenho do modelo social brasileiro. Para sua "Tupinicópolis" (1987), idealizou uma taba-metrópole com ares de subsistência, baseada numa cultura e numa economia totalmente firmadas num modelo indianista. Em "Beijim Beijim, Bye Bye Brasil" (1988) dividiu o país em "sete brasiléias", diluindo os estados da federação em uma nova ordenação que realinharia o país como potência mundial, calcada em valores tropicalistas e apostando em nossas riquezas naturais. Mário Monteiro concluiu o trabalho de barracão que Fernando deixou incompleto com sua morte repentina.

Fernando Pinto se foi. Mas não passou. Toda vez que se virem carros abarrotados de pessoas em cima, explosões de cores sem vergonha de seu colorido, motivos tropicalistas, uma profusão de indíos e bananas na cabeça, lembrar-se-á do grande artista brasileiro que foi. Um gênio capaz de manter, como poucos, uma estética de brasilidade dentro de um alto padrão de grandeza nas artes plásticas do carnaval.

Suas sinopses repensavam o país, a sociedade, o mundo, a vida.

Este ano (e ele já foi revisitado e homenageado várias vezes na avenida), Fernando Pinto retornará à Sapucaí como um personagem. Seu olhar curioso e irreverente nos fará ver seu Pernambuco com um desenho mágico, lúdico, literalmente arretado.

E o melhor de tudo: de carona na estrela guia de Padre Miguel. Oba!

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Comentários
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    22/07/2013 21:35:35Cláudia BauerMembro SRZD desde 19/01/2013

    Ah, e ao Robenilson, obrigada pela parte que me toca. E Hélio Ricardo Rainho, ainda está me devendo o meu pedido de escrever sobre as sinopses da São Clemente e da Vila Isabel rs.... brincadeira, de qualquer forma, meus pêsames a respeito do seu pai.

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    22/07/2013 21:25:51Cláudia BauerMembro SRZD desde 19/01/2013

    Ã? por essas e por outras que eu digo que a minha Mocidade incomoda. E esse ano muito mais!!! Sabem que a Mocidade têm o melhor enredo, então começam a soltar os venenos diabólicos e mirabolantes para a estrela guia cair. E não vão conseguir mesmo, pois minha Mocidade tem brilho próprio, e não são imbecis como alguns que comentam que vão tirar a aura da minha escola. O que ela precisa é de descarrego, ou melhor, NECESSITA!!!

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    22/07/2013 08:32:01julio_sanMembro SRZD desde 13/04/2009

    Fato é que ele não tinha vergonha e nem medo de ser brasileiro, numa época em que encontrava-se encrudescida a pátria mãe gentil e quase ainda amordaçada, porém paradoxalmente em seus filhos mais pródigos à criatividade extrema inspirava, vivas às cores de Fernando Pinto e aos seus arroubos criativos.

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    22/07/2013 01:44:33Hélio Ricardo RainhoMembro SRZD desde 26/01/2010

    Ã? digno de risos e gargalhadas uma meia dúzia de leitores fantasmas, com perfis invisíveis de internet, quererem se comparar com escritores e cronistas profissionais do passado que usavam alcunhas e pseudônimos. Quá quá quá! Pretensas Suzanas Flag do ostracismo com pose de Nélson Rodrigues...ora ora, essa é boa! Que discordem da opinião dos outros, precisam me mandar "estudar pra dar caldo"??? Quem dá caldo é galinha, que nasceu pra virar canja: quem me mandou estudar foi meu pai, há 15 dias falecido, que graças a Deus me ensinou os caminhos da dignidade, do respeito ao próximo. E estudei...estudei muito, no Brasil e nos lugares do mundo por onde passei. Não devo nada a ninguém, e não me acho perfeito, mas não boto o dedo na cara dos outros pra mandar ninguém estudar. Quem tem o mínimo de conhecimento do carnaval leu meu texto e entendeu que eu não falei com desconhecimento de causa. Quanto aos mal intencionados, divirtam-se com suas caricaturas, pseudônimos e mediocridades, que devem saltitar de despeito quando se deparam com o sucesso e o reconhecimento dos outros. Deus abençoe e ilumine a todos...e como dizia o samba do Império Serrano, "onde houver trevas que se faça a luz"!!!

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    21/07/2013 22:01:03papiza do sambaMembro SRZD desde 28/01/2010

    RAINHO, REVISITAR FERNANDO PINTO DESSA FORMA Ã? DE UMA DESELEGANCIA ARTÍSTICA. SERIA MELHOR FALAR DO CARA E INCLUIR A OBRA DOQUE FALAR DE UMA OBRA DIZENDO QUE SERIA DO CARA, ISSO Ã? TOTAL FALTA DE C ONTATO COM A REALIDADE, FICA ILUSÃ?O DA ILUSÃ?O, FUMAÃ?A DA FUMAÃ?A.E PRA SEU GOVERNO, JÁ QUE VC SE DIZ UM POSTADOR DE OPINIÃ?O A IMPRENSA CARIOCA FOI CONSTRUÍDA COM O GÃ?NERO CRÃ?NICA ONDE VARIOS JORNALISTAS QUE SE REVELARAM NO FUTURO COMEÃ?ARAM COM PSEUDÃ?NIMOS, ISSO Ã? UMA RECORRENCIA DE POLITICA DE PRIVACIDADE , DIREITO DE QUALQUER UM QUE QUEIRA EXPRESSAR SUA OPINIÃ?O, E O QUE IMPORTA Ã? A OPINIÃ?O.VÁ ESTUDAR SOBRE CRONICAS CARIOCAS PARA VER SE VC CRIA MAIS CALDO NAS CUECAS ENVEZ DE FICAR ENALTECENDO PROPOSTA DE ENREDO QUE JÁ NASCE FALIDA E SEM A MENOR CRIATIVIDADE NUM DESESPERO DE ESCOLA E CARNAVALESCO PARA RESSUSCITAR UM MORTO ACREDITANDO SÃ? NUM MILAGRE PARA SALVAR ESSE ENORME BARCO FURADO DO SAMBA. AFUNDA MOCIDADE. E RAINHO ESTUDA MAIS UM POUQUINHO, CRIA MAIS CALDO PARA EXPRIMIR UMA OPINIÃ?O, ANO PASSADO VC FALOU UMAS BOBEIRAS DA PORTELA QUE FALA SÃ?RIO, FALAR POR FALAR NÃ?O COLA MAIS PRECISA DE BASE.

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    20/07/2013 10:47:39Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Em homenagem à Mocidade Independente dois sambas Nota 10 entre seus cinco títulos conquistados: â??Desse mundo louco/De tudo um pouco/Eu vou levar pra 2001/Avançar no tempo/E nas estrelas fazer meu Ziriguidum (meu Ziriguidum)/Nos meus devaneios/Quero viajar. Sou a Mocidade/Sou Independente/Vou a qualquer lugar (BIS). Vou à lua, vou ao sol/Vai a nave ao som do samba/Em busca de outros bambas (BIS). Quero ver no céu minha estrela brilhar/Escrever meus versos à luz do luar/Vou fazer todo o universo sambar!/Até os astros irradiam mais fulgor/A própria vida de alegria se enfeitou/Está em festa o espaço sideral/Vibra o universo, oi, é Carnaval/Quero ser a pioneira. A erguer minha bandeira/E plantar minha raiz (BIS)â?. Enredo 1985 â??Ziriguidum 2001 um Carnaval nas estrelasâ? do genial carnavalesco Fernando Pinto. Parceria dos compositores Gibi, Tiãozinho da Mocidade e Arsênio. â??Naveguei no afã de encontrar/Um jeito novo de fazer meu povo delirar/Uma overdose de alegria/num dilúvio de felicidade/Iluminado mergulhei/No verde-branco mar da Mocidade. Ai iê iê, mamãe Oxum/Yemanjá mamãe sereia/Salve as água de Oxalá/Uma estrela me clareia (REFRÃ?O). Ã? chuê, chuê/Ã? chuê chuá/Não quero nem saber/As águas vão rolar/Ã? no chuê chuá/Pois a tristeza já deixei pra lá/Da vida sou a fonte de energia/ Sou chuva, cachoeira, rio e mar/sou gota de orvalho, sou encanto/E qualquer sede posso saciar/Quem dera!/Um mar de rosas esta vida/Lavando as mentes poluídas/Taí o nosso Carnaval/Eu tô em todas, tô no ar, eu tô aí/eu tô até na liquidez do abacaxiâ?. Enredo 1991 â??Chuê, chuá... As águas vão rolarâ? dos carnavalescos Renato Lage e Lilian Rabello. Parceria dos compositores Tôco, Jorginho Medeiros e Tiãozinho da Mocidade.

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    20/07/2013 10:06:39Fabiano de Vila-ForteMembro SRZD desde 15/10/2009

    Sou portelense. Ã? fato! Mas como amo carnaval e samba, também amo as coirmãs. Gotaria muitíssimo de ver o desfile da Mocidade ao estilo Fernando Pinto. Estou torcendo para o desfile 2014 da escola da zona oeste. Por favor, gente! TRAGAM A MOCIDADE DE VOLTA!!! Mandem o Paulo Viana para a PQP! Todos nós que gostamos de samba e carnaval queremos ver AQUELA Mocidade vibrante, inovadora, crítica e debochada. Estou torcendo por vocês! Esse enredo vai arrebentar!

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    18/07/2013 23:40:18Larissa AlvesMembro SRZD desde 18/07/2013

    Acho que ninguém vence um jogo sem seus jogadores em campo então vamos julgar a Mocidade depois do seu desfile pelo o que parece vai ser bem divertido e interessante vai fazer relembrar os bons tempos de carnaval nas estrelas e tudo mais, com relação a ser uma copia:penso assim que copia o que e bom e valido pois fazer a gente viver belos momentos na avenida ou sera que tudo que apresentado ali e inédito? de já desejo boa sorte a mocidade...Vou a lua vou ao sol num sei só sei que ta tudo so começando.

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    18/07/2013 23:40:18Larissa AlvesMembro SRZD desde 18/07/2013

    Acho que ninguém vence um jogo sem seus jogadores em campo então vamos julgar a Mocidade depois do seu desfile pelo o que parece vai ser bem divertido e interessante vai fazer relembrar os bons tempos de carnaval nas estrelas e tudo mais, com relação a ser uma copia:penso assim que copia o que e bom e valido pois fazer a gente viver belos momentos na avenida ou sera que tudo que apresentado ali e inédito? de já desejo boa sorte a mocidade...Vou a lua vou ao sol num sei só sei que ta tudo so começando.

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    18/07/2013 20:59:36TedyMembro SRZD desde 12/04/2012

    Enredo belissimo, escola incrível, presidente oportunista e mau caráter. ... O enredo da Mocidade tem que ser: "Vai embora Paulo Viana, já levou demais $$$, deixe a escola livre agora"!

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    18/07/2013 20:57:14TedyMembro SRZD desde 12/04/2012

    A Mocidade não precisa resgatar a sua identidade, pois ela nunca perdeu essa identidade. A identidade da Mocidade esta lá, agora esta lá OPRIMIDA por um presidente corrupto de uma cara de pau ímpar. ......Nossa Portela, a Mangueira se livrou do Nilo, e do Ivo. Porque a Mocidade não pode se livrar do Paulo Viana?! ........ Não é o Paulo Menezes que esta "pegando carona" no trabalho do Fernando Pinto; e sim o o presidente atual da escola esta pegando carona na Era de Sucesso, do Fernando Pinto, e do Castor de Andrade. .... Colocou o antigo casal de M.Sala e P. Bandeira da Mocidade dos tempos de sucesso, botou um enredo dos tempos de sucesso, dos tempos do Castor,e o presidente da Mocidade vai querer enganar a escola e o público fingindo que isso é a Mocidade dos grandes tempos. .... Realmente, é muita cara de pau!... Ã? por isso, que a justiça deveriam investigar essas pessoas que se apossam de uma escola de samba, e pintam e bordam, fazendo das suas$$$!

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    18/07/2013 12:11:16Hélio Ricardo RainhoMembro SRZD desde 26/01/2010

    A pessoa cria um perfil fake, entra num site sem nome próprio, sem referência pessoal sem identidade. Sob essa máscara toda, chama os outros de "falsos" e apregoa: "vá trabalhar, vagabundo". Ou seja, é educada, gentil, polida e lúcida. Ã? isso mesmo? Ou, em nome do que essa gente julga ser "democracia", somos obrigados a receber com flores as pedras dos desequilibrados?! Estou rindo. Apenas rindo disso tudo. Ã? carnaval...cada um que viaje nas suas próprias ilusões...rsrsrs

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    18/07/2013 10:51:14JORGE FREITASMembro SRZD desde 10/08/2010

    Ã? lamentável o que se ouve hoje quando se fala de Mocidade,um enredo apelativo,sem imaginação em que no final ninguém vai entender nada,Mocidade infelizmente está em estado terminal,acabaram com a Mocidade principalmente depois que Paulo Viana assumiu a escola, uma escola que não faz medo a ninguém,uma bateria descaracterizada com péssimos ritmistas e uma direção horrivel a começar po Bereco que não tem historia nemhuma dentro do samba muito menos na Mocidade em que foi um péssimo ritimista, emfim agora só nos resta rezar e muito pois já estamos a beira do abismo. Ã? esperar e ver, salve a nossa Mocidade!

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    18/07/2013 10:23:03Duquesa Dholores: a nobreza da favela em pessoa!Membro SRZD desde 18/10/2010

    Felipe Moreno... faço o que posso, né?! Abracinhos

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    18/07/2013 10:18:16Duquesa Dholores: a nobreza da favela em pessoa!Membro SRZD desde 18/10/2010

    Olha eu não gosto de raparigage... principalmente quando essa raparigage não se sustenta por falta de argumentos prausíveis. Rainho colocou muito bem a verdade sobre esse excelente enredo da Mocidade Independente. Quem entente e acompanha, mermo que pouco ou distante, o carnaval carioca, sabe que Paulo Menezes tem estilo próprio. Ele não precisa gozar com o pau dos outros para ser notado. Paulo apenas terá como base para realizar seu desfile um estilo marcante deixado pelo saudoso carvalesco Fernando, que aliás, era pernambucano da gema. Fernando nunca abandonou suas raízes. Foi fiel a sua escola de arte baseada na cultura pop nordestina, até o fim da sua vida. Pernambucópolis será uma homenagem ao estado natal desse memorável artista. Menezes deseja unir o útil ao agradável. Em outras palavras, falar dessa terra riquíssima em cultura popular e um dos seus maiores divulgadores. Ferando fez história na Mocidade. Mocidade pode e tem respaldo para revisitá-lo a qualquer momento. Poderia até reeditar a própria Tupinicópolis, não tinha pobrema nenhum nesse fato.

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