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01/11/2008 20h34

Falhas na segurança do sistema penitenciário do Rio
Redação SRZD

O secretário de Estado de Administração Penitenciária (Seap), César Rubens Monteiro de Carvalho, afirmou nesta sexta-feira (31) que o diretor do presídio Bangu 3, tenente-coronel José Roberto do Amaral Lourenço, morto no último dia 16, tinha aberto mão de sua segurança e já sabia de ameaças contra sua vida há um ano e meio.

Carvalho comentou também que a fuga do ex-policial militar Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, no último dia 21, do presídio de segurança máxima Bangu 8, ocorreu em um momento no qual as câmeras da unidade prisional estavam desligadas.

O diretor de Bangu 3

Para o deputado Alessandro Molon (PT), presidente da Comissão dos Direitos Humanos, a culpa não pode ser posta no diretor de Bangu 3. "O estado deve obrigatoriamente fornecer segurança para as pessoas, principalmente sabendo que a vítima em questão estava sendo ameaçada", disse.

Titular da Delegacia de Homicídios e responsável pelo inquérito policial sobre a morte do diretor de Bangu 3, Roberto de Souza Cardoso afirmou que três dos quatro traficantes da facção criminosa Comando Vermelho, que teriam executado Lourenço, estão presos no Mato Grosso do Sul. Um dos criminosos ainda está foragido, no entanto, Cardoso assegura que seu paradeiro é conhecido e que falta uma permissão superior para realizar a busca.

A fuga de Batman

Carvalho contou que as câmeras de Bangu 8 foram desligadas no dia 22 de outubro e só voltaram a funcionar no dia 28. "Iremos apurar essa fraude porque temos uma empresa de manutenção das câmeras e ela não foi acionada", revelou o secretário.

Outras irregularidades, como a falta de policiais nas guaritas e o não funcionamento de detectores de metais também contribuíram para a fuga de Batman.

A investigação da Polícia Civil aponta a existência de corrupção de agentes penitenciários no caso da fuga de Batman. Entretanto, para o presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penal, Francisco Rodrigues, a facilitação da fuga pode ter tido interesses políticos.

O Presidente da Comissão de Segurança Pública da Casa, o deputado Wagner Montes (PDT), disse que os parlamentares continuarão trabalhando em conjunto para apurar os dois casos e fiscalizar o sistema penitenciário.


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