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25/10/2013 23h02

Fiocruz defende testes feitos em animais
Redação SRZD

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Em meio às polêmicas recentes envolvendo o Instituto Royal, no qual centenas de cãos da raça Beagle eram utilizados em exames com fins científicos, uma das principais instituições na área de saúde do Brasil, se posicionou sobre o assunto.

A fundação divulgou à imprensa uma nota na qual afirma seu "compromisso ético no uso de animais". Segundo o texto, a ciência ainda não conseguiu superar completamente o uso de seres vivos em exames para aprodução de remédios e cosméticos.

"As pesquisas científicas envolvendo animais são pautadas pelos princípios de bem-estar animal", destaca o texto. A Fiocruz ressalta que são utilizados cada vez menos animais nesse tipo de processo.

Confira a nota completa:

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituição que desde 1900 atua a serviço da saúde pública e da população brasileira, frente aos acontecimentos recentes observados no país, vem a público cumprir seu papel de esclarecimento e reafirmar perante a sociedade seu compromisso ético no uso de animais para finalidades científicas.

É fundamental ressaltar que, apesar de muitos esforços em todo o mundo, nas condições atuais, a ciência não pode prescindir do uso de animais em experimentação. Importante pontuar ainda que os medicamentos, vacinas e alternativas terapêuticas disponíveis hoje para uso humano dependeram de fases anteriores de experimentação em animais. As atividades de experimentação animal são necessárias, inclusive, no campo da veterinária.

As pesquisas científicas envolvendo animais são pautadas pelos princípios de bem-estar animal, adotando-se, dentre outros, os critérios de redução, utilizando-se o menor número possível de animais a cada experimento, e de substituição do uso de animais por outra estratégia sempre que tecnicamente viável.

A atividade é regulamentada por dispositivos legais nacionais e internacionais, ao mesmo tempo em que vigoram instâncias regulatórias de diversos níveis, ligadas ao Governo Federal (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal - Concea), aos Conselhos de Veterinária e também no âmbito interno das instituições científicas (os Comitê de Ética no Uso de Animais - CEUAs).

A Fiocruz aproveita a oportunidade para informar à sociedade que a Lei 11.794/2008, que regulamenta a Constituição Federal sobre o uso científico de animais, foi amplamente defendida por sua comunidade, inclusive tendo sido relatada pelo então deputado federal Sergio Arouca, sanitarista e ex-presidente da Fiocruz. Além disso, a Fundação foi uma das primeiras instituições a estabelecer uma CEUA no país. Esta instância é responsável por aprovar todos os projetos científicos que incluem o uso de animais, verificando a ética nos procedimentos, a quantidade de animais, entre outras questões.


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Comentários
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    01/11/2013 00:18:18GREYCE LOUSANAAnônimo

    PESQUISAS CLÍNICAS COM USO DE ANIMAIS â?? POLÃ?MICA INÃ?CUA O grande problema dessa celeuma nacional é a falta de conhecimento, que acaba prestando um desserviço à humanidade. Os estudos científicos devem obedecer rigorosamente as Boas Práticas Clínicas e a Bioética e são absolutamente necessários para o desenvolvimento da biotecnociência e não deveriam ter essa visão tão caricata que só corrobora com o preconceito e aumenta a desinformação de forma exacerbada. Ã? premente salientar, porém que existe um esforço importante por parte de toda a comunidade cientifica para que métodos alternativos sejam utilizados no lugar dos animais, como culturas celulares, modelos computacionais, processos de análise genômica etc. Entretanto, nos dias atuais, ainda é impossível o desenvolvimento de certos produtos, tanto para a saúde humana como animal, sem a fase de experimentação em animais. Infelizmente, há uma desinformação generalizada sobre o que é, para que serve, riscos, benefícios, deveres e direitos dos pesquisados. Outro problema é a incapacidade e imperícia profissional, formação inadequada e inaptidão de muitos pesquisadores, o que compromete sobremaneira o resultado de pesquisas clínicas, sejam em animais ou humanos. Não estamos afirmando que são todos, porém é preciso profissionalizar o segmento. Dra. Greyce Lousana é Presidente Executiva da SBPPC (Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica), Médica Veterinária, Bióloga, Mestre em Neurociências e Professora de Pesquisa Clínica.

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    01/11/2013 00:04:47conceição accetturiAnônimo

    Usando como analogia de um clássico literário podemos indagar: â??Quem és tu que queres julgar, com vista que só alcança um palmo, coisas que estão a mil milhas? â? ( Dante Alighieri). Então, basta raciocinar para entender que a civilização humana desde sempre usou e foi usada para a sobrevivência no Planeta Terra e atualmente, está difícil pensar em algo que consumimos ou utilizamos com o qual os animais não tenham contribuído. Os grandes avanços da biociência e biomedicina não teriam sido possíveis sem as pesquisas clínicas. Só se percebe a importância desses estudos quando nos deparamos com notícias esperançosas como a cura da AIDS, do câncer, do Alzheimer, da dengue, da AIDS, de vacinas preventivas e de tantas outras de igual periculosidade para a os homens. A saúde animal também depende de pesquisa, tanto para remédios, alimentos, vacinas, acessórias como a tudo que destina a seu uso. Existe um grande empenho por parte dos cientistas e pesquisadores no mundo todo, no sentido de seu utilizar métodos alternativos ao invés de animais. Mas nem tudo é possível de imediato e uma substituição definitiva ainda levará algum tempo para se tornar realidade. Dra. Conceição Accetturi é médica Infectologista, doutora pela UNIFESP, Presidente da SBPPC â?? Sociedade Brasileira de Profissionais de Pesquisa Clínica e Diretora Médica da Invitare.

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    01/11/2013 00:00:24claudete cotrimAnônimo

    PODEMOS DEIXAR DE FAZER PESQUISAS CLÍNICAS? Não devemos perguntar se é certo ou não o uso de animais (e de seres humanos) nas pesquisas científicas e sim se podemos prescindir dessas pesquisas. Qual o ônus dessa decisão? Em que outras condições devemos realizá-las? As pesquisas foram responsáveis pela mudança de curso da civilização, trazendo curas e inovações nas ciências. Um resultado negativo também é importante nas pesquisas, pois mostra caminhos novos a serem seguidos. Na verdade, os animais não são os melhores modelos para testes clínicos de produtos destinados ao uso do ser humano, mas, infelizmente, o Brasil ainda não tem capacidade de desenvolver biológicos sem testes em animais. As descobertas de vacinas, antibióticos, soros e medicamentos para HIV, câncer, doenças raras e outros, certamente não seriam possíveis sem os ensaios clínicos. Ã? muito improvável que avanços nas áreas de biomedicina, biotecnociência, farmacocinética, engenharia genética, farmacogênese fossem feitos sem os estudos clínicos e científicos. Estamos vivendo um momento que merece respeito, reflexão, mas, acima de tudo, informação e esclarecimentos. Não existe ciência se não houver divulgação. Será que as pessoas â??resgatadorasâ? dos animais ou que aplaudem tal atitude, pensaram nas consequências maléficas que poderão acontecer com eles, sem o devido acompanhamento e tratamento pós-testes necessários e obrigatórios por lei, a mesma lei que pune e proíbe os abusos contra os animais e atos que possam submetê-los ao sofrimento? Os ativistas nunca usaram sapatos, carteiras, jaquetas ou bolsas de couro; agasalhos ou cobertores de lã, blusa ou camisa de seda, travesseiros macios recheados com penas de ganso tudo provenientes de animais? Não fazem uso de sabonetes, cosméticos, alimentos, maquiagem, medicamentos, vacinas ou até mesmo uma anestesia, quando de um procedimento cirúrgico? Usando como analogia de um clás

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    26/10/2013 12:44:56ARMANDO CRUZAnônimo

    Tudo isso ficou bem explicitado no terceiro parágrafo desta nota da Instituição. Ponderar é preciso! Oxalá os doutores, engenheiros químicos, do NOBEL desse ano possam transferir sua inovação para o campo da experimentação com animais!

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    26/10/2013 12:43:35ARMANDO CRUZAnônimo

    Ã? flagrante e óbvia a justiça na reivindicação (sustentável) pela proteção de todos os â??seres com vidaâ? na Natureza, como a conhecemos. Os cientistas muitas vezes fizeram o papel de cobaias nos seus experimentos, voluntária ou involuntariamente, para responderem a questão: â??Como conhecemos?â?, pois, precisam sempre se debruçar sobre o conhecimento acumulado nas coordenadas da evolução humana: no curso do tempo e nas expressões do pensamento. Esse sempre será um exercício continuum de pensar sobre a Natureza e a Vida de â??TODOSâ? na busca de uma reflexão do pensar humanista e transparente nesses tempos de inovação tecnológica que se encadeiam em processo dialético. Verificamos, nesse contexto, um paralelismo como pano de fundo de nossas ações mentais: Parte toma consciência da Natureza na paralela da â??ética pela Vidaâ? que se desenvolve no plano da afetividade consciencial. Parte toma a experiência da ciência na paralela da â??necessidade do conhecerâ? no substrato da razão para fazer frente à necessidade de mitigar a própria extinção ou garantir segurança nos incrementos artificiais de garantia da saúde coletiva, na missão desta Instituição centenária. Sem dúvida é de bom termo respeitar leis e seus segmentos normativos do sigilo industrial, como também, aperfeiçoá-las tendo como foco o que é pela â??Vidaâ? no seu sentido mais evolutivo e impessoal e, também, o que é simplesmente para alimentar na vida diária a ilusão da estética pessoal e subjetiva, como fomento, baseado na sustentação de uma economia de geração e acumulação de capital, em plena decadência, no século XXI; sendo este o século da humanização dos processos tecnológicos e da sustentabilidade, pautados na boa ética, referenciada e acreditada nessa respeitada Instituição de saúde pública que é multiplicadora dos saberes da Conferência Nacional de Saúde no Brasil e no exterior. Tudo isso ficou bem explicitado no terceiro

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