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Alemão do Cavaco

Alemão do Cavaco

CARNAVAL/RJ. Formado pela Faculdade de Música Carlos Gomes em São Paulo, é compositor, arranjador, produtor musical e multi-instrumentista (cavaquinho, bandolim e violão). Como compositor, é autor de diversas obras em escolas de samba, sendo 8 na Gaviões da Fiel, uma na X-9 Paulistana, duas na Estação Primeira de Mangueira, agremiação em que foi diretor de harmonia e musical no Carnaval de 2013.

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01/11/2013 12h03

Vem aí o CD do Carnaval 2014!
Redação SRZD

Mesa de som e mixagem. Foto: RW StudiosMuita gente não imagina como se dá o processo de gravação do CD com os hinos das escolas de samba.

É verdade que ao longo dos anos, muita coisa mudou, e há quem diga que como no passado, jamais teremos um registro de "LP", "CD" ou qualquer outro tipo de mídia, como aqueles.

Os sambistas mais apaixonados e  nostálgicos trazem na memória até o ano do "melhor" disco de todos os tempos. Há muitas divisões de opiniões, principalmente quando falamos de um produto que no Rio de Janeiro já ultrapassou a marca de mais de  1,5 milhão de cópias
vendidas, número difícil se ser alcançado nos dias atuais.

Em São Paulo, chegamos a ter disco duplo com sambas do grupo especial e acesso, modelo feito na cidade maravilhosa na década de 80. Foram bons tempos em que os discos não eram vendidos em bancas de jornal e o público em geram tinha acesso mais fácil para adquirir um produto feito com bastante cuidado e qualidade.

Não que hoje esteja ruim, afinal temos profissionais digníssimos e competentes trabalhando neste segmento. O que fere a parte final do produto, são os prazos, as formas de trabalho de distribuição e divulgação, incompetência de quem dirige o processo que nos passa a impressão de que uma escola pode escolher um samba a tarde e tenha que gravar no dia seguinte.

Não preciso nem dizer o resultado disso não é?

Mas vamos as partes boas de nosso tema. Cada agremiação define seu samba e imediatamente é passado aos coordenadores do CD, onde arranjadores, engenheiros de som e músicos, executam o melhor para que aquela obra possa "crescer", se tornar compreensível em seu máximo de melodia, enriquecendo a harmonia e o canto da escola na avenida, combinando com o ritmo da bateria.

Todos os participantes vão para o estúdio, e depois deste processo, grava-se o coro, a voz do intérprete oficial, muitas vezes melhorando e muito a obra, e algumas vezes piorando, dependendo da qualidade do mesmo, e enfim a mixagem final, onde o engenheiro de som tem muita influência, junto aos equipamentos de ultima geração de estúdio, para finalizar a faixa.

Gravação em estúdio. Foto: RW Studios

Não podemos esquecer de mencionar que quando gravado em estúdio, há muita influência de acústica, sala de gravação e instrumentos usados.

Quando feito ao vivo, é praticamente o mesmo processo, mas com a diferença de usarmos as baterias das escolas e sendo reproduzidos em auditórios, teatros ou lugares preparados especialmente para dar aquela impressão de quadra de escola de samba.

Os profissionais envolvidos dedicam horas de seu dia até de seu mês, dependendo do grau de envolvimento com o produto, para que se chegue a um resultado satisfatório para as escolas e sambistas.

E nos aqui, ouvintes e amantes do samba, aguardamos ansiosamente o produto final das gravações para "saborearmos" mais uma ano de obras inéditas que embalarão por mais um ano a festa mais popular do planeta.

Salve o nosso Carnaval!


Comentários
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    04/11/2013 00:29:12Regis RibeiroMembro SRZD desde 19/10/2013

    Reforço o pedido de socorro que conclui esta matéria: "SALVE" o nosso carnaval! Já está visivelmente tarde demais...

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