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21/11/2013 07h20

Conheça o PET-CT, o mais preciso exame para detecção do câncer
Gustavo Ribeiro

Foto: SRZD - Gustavo Ribeiro

As barreiras que dificultavam, no passado, o diagnóstico e o tratamento adequados do câncer foram reduzidas com o avanço dos estudos e das novas tecnologias. Hoje, a disponibilidade de aparelhos de alta definição oferece aos médicos um leque de possibilidades para se estabelecer com mais precisão a extensão da doença e para planejar métodos mais exatos de tratamento.

Uma dessas tecnologias inovadoras é um aparelho de tomografia que funciona por emissão de pósitrons e permite a realização de um exame não invasivo com maior sensibilidade e precisão no diagnóstico evolutivo do câncer, o PET-CT. Esse equipamento é capaz de avaliar a atividade metabólica dos tumores, colhendo informações completas e bem acuradas sobre a função e as proporções que lesões malignas podem atingir no organismo.

De acordo com Rafael Bacha Berti, médico nuclear do Hospital Mãe de Deus, de Porto Alegre, o PET-CT é um importante método de imagem em oncologia utilizado para avaliar o estadiamento de neoplasias, ou seja, o grau de disseminação do câncer no corpo, acompanhamento da resposta terapêutica, detecção precoce de recidivas (retorno da atividade da doença), exames de controle e planejamento em radioterapia. O estudo em PET-CT não se aplica apenas a casos de câncer e ainda pode ser utilizado para o diagnóstico diferencial da doença de Alzheimer, detecção do tumor residual ou recorrente viável nas lesões cerebrais tratadas cirurgicamente ou com radioterapia, assim como pesquisa de viabilidade miocárdica.

O exame é realizado a partir da injeção de FDG (18F-fluordesoxiglicose), um análogo da glicose, na veia do paciente. Segundo Rafael Berti, as imagens são adquiridas aproximadamente uma hora após a administração do material em equipamento de PET-CT. "Em geral, o protocolo consiste em aquisição das imagens da cabeça até os fêmures proximais. Em algumas neoplasias, como melanoma e osteossarcomas, o estudo é adquirido da cabeça até os pés", explica o médico.

O paciente é exposto à radiação proveniente do estudo da tomografia computadorizada de baixa dose e do PET (tomografia por emissão de pósitrons). Berti ressalta que a exposição à radiação não oferece prejuízo à saúde. Para que os benefícios sejam superiores aos riscos, o médico deve seguir as indicações corretas para a obtenção do estudo.

Não existe um intervalo recomendado para realização do PET-CT. De acordo com Berti, cada caso deve ser analisado individualmente para avaliar a necessidade de repetição do exame, chamado de PET-CT de intervalo, durante o acompanhamento da doença. O aparelho, que custa atualmente cerca de US$ 1,5 milhão, não tem contraindicações. No Hospital Mãe de Deus, que foi o pioneiro do Rio Grande do Sul a adquirir o equipamento, o exame custa cerca de R$ 3.500.

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