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20/03/2014 09h30

Concurso para diplomata: dicas para se planejar
Redação SRZD

O edital do concurso de admissão à carreira diplomática 2014, publicado no dia 17 de fevereiro, trouxe diversas mudanças no formato das provas. A principal foi a junção dos exames de Geografia e Política Internacional, confirmando a tendência observada nos últimos anos, além da redução do número de fases, de quatro para três. Outra novidade diz respeito às provas de francês e de espanhol, que passam a fazer parte da última etapa. Com a entrada de mais duas disciplinas e a redução do número de fases, é provável que a nota mínima da terceira aumente.

Foto: Divulgação

Para as demais fases, o formato tende a ser parecido com o do último concurso: primeira fase, eliminatória e classificatória, com questões objetivas de todas as disciplinas, exceto Francês e Espanhol - com reserva de vagas para afrodescendentes; segunda fase dissertativa de Português, e terceira fase com seis provas dissertativas, de valor equivalente (História do Brasil, Inglês, Geografia e Política Internacional, Direito, Economia, Francês e Espanhol), com nota mínima estabelecida.

"Nos últimos dois concursos, ao menos, houve questões de terceira fase na prova de Geografia que mais se assemelhavam ao conteúdo exigido em Política Internacional, e vice-versa, como a questão sobre o Acordo Sykes-Picot. Embora possa causar um estranhamento inicial, o aluno é preparado para redigir dissertação com enfoque multidisciplinar, e ele acaba se saindo muito bem nas respostas", comenta a professora de Direito e Diretora Geral do curso preparatório Sapientia.

O Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata de 2014 contará com 18 vagas, uma delas para candidatos com deficiência, e a primeira prova ocorre no dia 06 de abril. Os interessados podem se inscrever pelo site do Cespe/UnB (www.cespe.unb.br), a partir das 10h de 21 de fevereiro até o dia 3 de março. Feito isso, será necessário efetuar o pagamento da taxa, que é de R$180. Os pedidos de isenção poderão ser solicitados, também na página eletrônica da organizadora, durante todo o prazo de inscrição.

É imprescindível se programar desde cedo, devido à grande quantidade de conteúdo. Nas três etapas, o candidato terá provas de Língua Portuguesa, Redação, Inglês, Francês, Espanhol, História Mundial, Direito, Direito Internacional Público, Noções de Economia, História do Brasil, além de Política Internacional e Geografia. Por isso, a dica é elaborar fichamentos, acompanhar jornais e sites de notícias todos os dias.

Priscila Amaral. Foto: DivulgaçãoPara Priscila Amaral, uma vez decidido a tentar o concurso, o primeiro passo é ler atentamente todos os itens do edital, principalmente os tópicos exigidos de cada disciplina. Parece o óbvio, mas não é.

"Muitas vezes, diante da infinidade de assuntos, os candidatos querem logo se voltar aos estudos. Essa ansiedade comum, entretanto, pode ser prejudicial. Depois de uma cuidadosa análise do edital, além do conhecimento das regras formais e prazos importantes, o candidato estará munido de uma verdadeira lista objetiva de assuntos a serem estudados. Assim, ele pode utilizar o próprio edital para mensurar o conteúdo e se organizar, partindo dele, para estudá-lo", alerta Priscila.

Prática - A resolução de exercícios deve serviços incluída na metodologia de estudos elaborada pelo candidato. "É crucial conciliar a teoria com questões. O ideal é, após a análise do edital, partir para o estudo das provas dos concursos anteriores. Assim, o candidato treina o conteúdo aprendido em exercícios e também percebe quais são as disciplinas e os assuntos mais recorrentes nas provas", orienta a gestora do curso Sapientia.

A grande disputa pelo concurso se deve pelo grande prestígio que o Itamaraty apresenta e ao alto salário pago (R$ 14.290,72,19), além do status da possibilidade de morar em vários países. O candidato, que pode ter formação em qualquer área de nível superior, enfrenta três fases com provas objetivas (1ª fase) e dissertativas (2ª e 3ª fases). Se aprovado, ingressa no cargo da classe inicial da carreira de diplomata (Terceiro-Secretário) e deverá se matricular no Curso de Formação, a ser realizado em Brasília.

Um raio-X de cada etapa

- Primeira Fase

A primeira fase constará de 73 questões, cada uma contendo quatro itens do tipo Certo/ Errado, o que significa que o candidato deverá julgar 292 itens ao todo, em 6 horas de prova, divididos em 2h30 de duração, na parte da manhã, e 3h30 à tarde. Em média, cada item, que vale 0,25 pontos, deverá ser respondido em 1 minuto e 23 segundos, sem mencionar o tempo necessário para o preenchimento do cartão-resposta. Vale lembrar que as provas do estilo Cespe contêm uma particularidade: caso o candidato erre alguma alternativa, será penalizado em 0,25 pontos negativos, o que desencoraja o famoso "chute".

A maior mudança crucial em relação ao ano anterior é o fato de que houve aumento no número de questões e manutenção do tempo de prova. "O candidato com chances reais de aprovação deverá ter grande habilidade no controle do tempo, daí a importância de treinar exercícios no modelo da primeira etapa", ressalta Priscila.

A nota mínima será de 29,25. Apenas os classificados até a 100ª posição serão convocados para a segunda fase. Para os afrodescendentes, além da concorrência ampla, haverá mais 10 vagas disponíveis, mesmo número de vagas sobressalentes designadas para portadores de necessidades especiais.

Em termos de conteúdo, serão 14 questões de Português, 13 de Língua Inglesa, 12 de Política Internacional, 11 de História Mundial, 6 de Noções de Economia, 6 de Direito e Direito Internacional Público, 6 de História do Brasil e 5 de Geografia. A prova objetiva ocorrerá dia 6 de abril.

- Segunda Fase

A segunda fase, que será realizada dia 3 de maio, é composta por prova dissertativa de Português - redação. Os convocados farão uma dissertação sobre tema geral, com extensão de 600 a 650 palavras, que vale 60 pontos. Além disso, haverá mais dois exercícios de interpretação, análise ou comentário, com 120 a 150 palavras, valendo 20 pontos cada. Aqueles que atingirem a nota mínima de 60 pontos terão as provas da 3ª fase corrigidas.

- Terceira Fase

A terceira fase terá cinco provas dissertativas, das seguintes disciplinas: História do Brasil, Inglês, Geografia e Política Internacional, Noções de Economia, Direito e Direito Internacional Público, além de prova objetiva de Francês e Espanhol. Nas provas escritas, haverá 4 questões a serem respondidas em quatro horas, perfazendo um total de 100 pontos. As provas objetivas de línguas serão compostas por 25 questões cada, subdivididas em 4 itens, com valor de 0,50 para cada item.

A nota mínima da terceira fase equivale a 360 pontos. A maior mudança em relação ao ano anterior é que as provas de Francês e Espanhol deixaram de ser escritas, mas não menos importantes. "Em termos relativos, o valor dos itens é maior que os da prova objetiva de Inglês", analisa Priscila. São pontos que fazem grande diferença na nota final, sobremaneira, por haver tão somente 18 vagas.

Todas as provas são eliminatórias e classificatórias e, embora formalmente haja 3 fases, as provas ocorrerão em dois blocos, pois a terceira fase se inicia um dia após a prova de segunda fase. O candidato fará a última etapa sem saber se foi aprovado na anterior. "É o que sempre dizemos a nossos alunos: o estudo deve ser focado no concurso como um todo, em todas as suas especificidades; não se pode descuidar nem do conteúdo, nem do formato das provas", salienta Priscila.


Comentários
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    23/03/2014 22:25:45carlos camposAnônimo

    vou requerer minha "cota" para tratar dos cisnes negros desta ilha da fantasia(Itamaraty). O filho do Lula começo como limpador de [email protected] de elefante no zoológico, hoje é bilionário., dono do fazendas, frigorífico. Dá futuro.

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    23/03/2014 22:15:07carlos camposAnônimo

    volto a dizer.....só individuos da elite conseguem este cabedal de conhecimento, linguas, vivência, expertise, boa educação, nivel, BERÃ?O , SOBRENOME , QI , EDUCAÃ?Ã?O , VIAGENS , olhos azuis (Lula diz que eles são os culpados do atrazo da Banânia), pele branca , bons modos, boa aparência(xiiii, isto é antigo ), dentes impecáveis, sem TATUAGENS, PIERCINGS , roupas de marca, morar no circuito dos globais....Leblon, Gávea, Barra, Recreio,............Copacabana , Ipanema ,nem pensar, já era, é dos tais "saudosistas!, bregas , bebados , ralé, ........MORAL: Ã? SIM para "As zelites" como costuma dizer o boçal analfabeto que não sabe uma lingua estrangeira, fala mal, não lê,não gosta de livros, jornais, e não largou o osso.

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    21/03/2014 12:33:21PatriotaAnônimo

    O "saudosista" aí está bem por fora da realidade atual do concurso. A prova realmente não é facil, mas não deixa de ser impessoal. Os cursinhos são caros por questões mercadológicas de demanda, mas não exclui pessoas não elitizadas. Além disso, há a Bolsa Prêmio do Itamaraty para afrodescendentes e a própria política de cotas.

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    20/03/2014 13:38:46carlos camposAnônimo

    Trate primeiro de arranjar um sobrenome de elite, de familia tradicional, isso conta e muito, ter estudado em colégios desta mesma elite branca, bem cuidada, bonita, sarada, VIAJADA , pois convenhamos, saber Inglês, Francês, Economia, Direito, Português, Geografia, Politica Internacional, Redação, ufaaaaaaaa!!!!!, parei por aki. Houve tempo, em que bastava ser escritor famoso, amigo do presidente, interventor, coronel da politica do café com leite, barão, intendente, indicado por politico, politico fora do Congresso, então a vaga tava garantida, prova coisa nenhuma.......era o tal QI- Quem indicou, e estava tudo resolvido. Era assim, quem discordar que coloque aki no SRZD. O Brasil era + cheirosos quando era Colônia.

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