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Hélio Ricardo Rainho/Carnaval

Hélio Ricardo Rainho/Carnaval

CARNAVAL. Profissional de Comunicação e Marketing, Hélio Rainho veio do teatro, sendo ator e diretor profissional. Autor da biografia do jogador Mauro Galvão e de várias peças teatrais. Nascido na Praça XI, chegou à Portela como jovem compositor nos anos 80 e passou a pesquisar escolas de samba e Carnaval. Idealizador do projeto "Quem És Tu, Passista?", um manifesto pela preservação do segmento, é padrinho dos passistas do Império Serrano e comentarista dos desfiles na Sapucaí. Twitter/Instagram: @hrainho.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



20/03/2014 16h05

Descortinando Paulo Barros
Hélio Ricardo Rainho

O ano era 2004. A Unidos da Tijuca lançava-se na avenida com um samba discretamente cantado, um enredo quase desapercebido. Para muitos, o Pavão Azul do Morro do Borel rumava para um provável rebaixamento, até. Desconfiança aumentada sobretudo pela visão de um de seus carros no barracão: uma imensa estrutura de ferro com andares e plataformas, sem qualquer acabamento alegórico visível. Ao desfilar seu singular enredo "O Sonho da Criação e a Criação do Sonho: A Arte da Ciência No Tempo do Impossível", o carnavalesco surpreendeu a audiência com um desfile impecável, fundindo história, ciência, ficção científica, desvario onírico, referências lúdicas...e um extraordinário carro de componentes tingidos de azul representando os filetes de DNA, inserido de imediato na antologia das escolas de samba. A escola surpreendeu a todos e cravou um digníssimo 2° lugar.

Veio 2005 e Paulo Barros já era o carnavalesco mais esperado na avenida. Em um ano, virou coqueluche, esteta, revolucionário, sensação. Repetiu, pois, a dose de genialidade com seu enredo "Entrou Por um Lado, Saiu Pelo Outro... Quem Quiser Que Invente Outro!", propondo uma extraordinária viagem por universos imaginários, civilizações perdidas, "bruxas, vampiros, fantasmas da vida". Na exuberância de seu enredo, ousou trazer de sua abstração temática uma conclusiva reflexão filosófica a todos nós, "humanos dominados pelo mal", acerca do mau uso da inteligência humana na exploração do planeta. Um achado! E novamente um 2° lugar.

Foto: Reprodução de InternetEm 2006, numa proposição mais conceitual e menos filosófica, arrebatou a Sapucaí com o enredo "Ouvindo Tudo Que Vejo, Vou Vendo Tudo Que Ouço", propondo-se a transformar o som - tema de seu enredo - em imagem. Um desafio que só um grande artista ousaria lançar. O público, então já familiarizado com os delírios abstratos do gênio criativo nos anos anteriores, rendeu-se às soluções de fácil leitura e vibrou extasiado com a passagem da Tijuca. Um injusto 6° lugar deixou de conferir ao desfile a grandeza vista na avenida.

Nesses três primeiros anos, Paulo Barros consolidou alguns elementos de sua proposição carnavalesca. Consagrou como autorais as chamadas "alegorias humanas" (notem: não apenas alegorias cheias de gente em cima, criação esta de Fernando Pinto, mas alegorias literalmente formadas por gente, dando-lhe caráter funcional). Reiterou sua predileção pelo uso de referências ao ideário da cultura pop (clones de celebridades, personagens de ficção, super-heróis e muitas citações cinematográficas ilustrando seus enredos). Caracterizou a essência de seus trabalhos numa combinação direta entre recursos de engenharia e efeitos especiais, executados com notória preponderância sobre o requinte plástico e as belas artes - uma contramão da realidade pretendida por todos os carnavalescos desde que o desfile é desfile.

Paulo Barros foi comparado a Joãosinho Trinta. Honra máxima e suscitada polêmica. Para muitos, a genialidade de João estava longe de merecer tal comparação. Este pesquisador que aqui versa acredita caber, sim, alguma comparação. Explico. A "verticalização dos desfiles" - grande revolução estética e conceitual do mago João, fundindo o estilo luxuoso das grandes sociedades ao desfile das escolas de samba - passou a ser padrão adotado por todos. Sob essa ótica, Paulo Barros fez algo ainda mais complexo: reintegrou o componente de chão ao protagonismo dos desfiles ao "fundir" o sambista à alegoria, fazendo com que o elemento alegórico só pudesse funcionar na dependência do elemento humano. Mais que isso: de forma tão autoral que qualquer outra escola que assim o fizesse estaria deslavadamente "imitando" o estilo Paulo Barros de fazer carnaval. Para além de Joãosinho, não só criou o modelo como o tornou irreversivelmente autoral. Reproduzi-lo significaria plágio gritante.

O carnavalesco, já "queridinho da mídia", alavancou os três títulos recentemente conquistados pela Tijuca. Tornou-se, assim, um carnavalesco histórico a reposicionar uma escola de samba, até então vista sempre como mediana e não competitiva. A comissão de frente do enredo "É Segredo!", para muitos, fez a diferença para vencer o campeonato de 2010, fazendo com que , daí pra diante, esperar pelas comissões de frente de Paulo Barros passasse a ser um atrativo a parte no carnaval. Em 2012, fugindo de temas abstratos mais uma vez, Paulo homenageou o rei do baião Luiz Gonzaga e desaguou seus personagens pop figurativos para a coroação do homenageado. Uma impactante alegoria humana feita com homens de barro mais uma vez fez de um de seus carros a vedete do carnaval. Novamente Tijuca campeã!

Neste 2014, foi com a controversa e nada carnavalesca homenagem a Ayrton Senna que Paulo saiu campeão pela Tijuca, surpreendendo outras favoritas.

Das passagens discretas de Paulo Barros fora da Tijuca, pode-se registrar, pela Viradouro, um dos momentos mais emblemáticos dos desfiles na era Sambódromo: uma alegoria virada do avesso representava a "virada de jogo" no enredo "A Viradouro Vira o Jogo" (2007). Seguindo seu conceito de instalação artística, o trabalho surpreendia por conceber, com propriedade e perfeição, o avesso criativo de um dos elementos primordiais da estética dos desfiles. Virar uma alegoria do avesso para que ela pudesse funcionar efetivamente como alegoria foi uma reversão conceitual inusitada e fantástica!

Autêntico, arrojado, ousado. Paulo Barros acaba de ser anunciado pela Mocidade Independente de Padre Miguel para 2015.

O maior feito de todo grande artista é, sem dúvida, saber se reinventar. O incômodo da pulsação artística acaba naturalmente impelindo o artista a isso. O próprio Joãosinho Trinta, bastião dos carnavalescos, soube fazê-lo com muita propriedade. Fernando Pinto adaptou a estética tropicalista a um contexto de crítica política e social. Renato Lage viajou do neón para o rústico com a mesma grandeza. São três de muitos exemplos.

Paulo criou uma proposta de desfile de escola de samba que, ano após ano, saiu de um modelo de carnavalização de temas abstratos para a realização de desfiles no melhor estilo "parada americana". A grande mídia, inadvertidamente, converteu parte da estética desse artista em preâmbulo para apregoar um modelo anticarnavalesco nos desfiles da avenida, privilegiando referências inversamente afeitas às tradições do samba, destacando o descartável em suas coberturas. Correu-se então, pela mídia dominadora e difusora do evento, o risco da escola de samba perder toda a sua proposição e engajamento discursivo originais em prol de uma estética pop, descartável, privilegiando personagens alheios não à tradição conservadora, mas à raiz propagadora das verdades do samba.

A culpa não é de Paulo Barros, é claro, nem tampouco da Unidos da Tijuca. Burrice seria dizer isso. O modelo anticarnaval ameaça, inclusive, o grande artista e a grande escola, sujeitos ao aprisionamento no cárcere da exigência impositiva da mídia e dos jurados alheios ao samba. O próprio carnavalesco parece ter saído da escola tijucana para libertar-se desses estigmas, demonstrando algum desgaste e a necessidade de trabalhar enredos próprios, conceituais, autorais.

Neste momento, acredito eu, precisará se reinventar. Está em uma escola de enorme tradição em inovações artísticas e celeiro de carnavalescos renomados. Deverá levar consigo a essência de sua criatividade e aposta no inusitado, mas certamente encontrará no chão de escola de Padre Miguel a necessidade de revisitar seus temas mais abstratos, mais emblemáticos.

Esperamos, sinceramente, que a arte de Paulo Barros se reencontre consigo mesma e floresça na Mocidade. Afinal de contas, "independente na identidade" é tudo o que ele sempre foi...

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Twitter @hrainho

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Comentários
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    27/03/2014 09:03:14Mauricio SantosMembro SRZD desde 01/02/2011

    Ã? Tedy vc tem razão, mas agente vê tanta coisa por ai, que nos permite viajar na imaginação kkkkk.

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    24/03/2014 19:05:54Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Antes do Carnaval 2014 eu disse que a Mocidade Independente na melhor das hipóteses disputaria uma honrosa vaga entre as seis primeiras colocada ----- infelizmente ficou na 9ª colocação. Ã? precipitado afirmar que a Mocidade em 2015 â??disputaráâ? o título. Dentre as tradicionais, campeã oito vezes e a última a sair da 10ª colocação em 2012 para a 4ª em 2013, foi a da zona da Leopoldina. Atenção. Em 2014 â??achandoâ? que disputaria título, tal agremiação apesar de obter imerecida nota 10 unânime em um enredo tradicionalmente não carnavalizável, acabou até caindo para o 5º lugar. Aliás, que o diga a agremiação nilopolitana. Com todo respeito à nação independente, cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Tanto a da zona da Leopoldina quanto a nilopolitana são agremiações com patronos e títulos maiores que a Mocidade. Não deverá ser de uma hora para outra que o engodo de mudanças em curso na agremiação deverá levá-la a saltar da 9ª colocação em 2014 para a disputa de título em 2015. O patrono da Mocidade não tem a experiência, a infiltração e o poder no mundo do samba dos das duas aludidas agremiações. Os quais, sendo dois dos três membros vitalícios do Conselho â??Superiorâ? da LIESA, mandam no órgão cujo presidente, diretoria e Conselhos Deliberativo e Fiscal são regiamente remunerados e burocráticos. Por mais importantes que sejam o novo carnavalesco e o jovem mestre-sala, não são os â??messiasâ? que em 2015 farão tal â??milagreâ?. Haja vista, em 2014 com um carnavalesco identificado com a agremiação o que propiciou apresentar enredo e samba-enredo nota 10 unânimes â?? só os julgadores/julgadoras da LIESA não consideraram assim â?? a Mocidade Independente acabou na 9ª colocação, sem obter nota 10 unânime em quesito algum. Almir de Macaé.

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    24/03/2014 17:28:11RICARDINHO PORTELENSEMembro SRZD desde 28/02/2013

    NÃ?O GOSTO MUITO DO ESTILO PAULO BARROS. PRA QUEM GOSTA, Ã? UM PRATO CHEIO.SOU MAS LOUZADA,ROSA MAGALHÃ?ES,E RENATO LAGE.QUE ELE TIRE A MOCIDADE DO FUNDO DO POSSO. APESAR DESSA AGHATA MALUCA FICAR METENDO O MALHO NA PORTELA,E NAS OUTRAS AGREMIAÃ?Ã?ES, NÃ?O QUERO O MAL DA ESCOLA DELA,POIS O RIO DE JANEIRO PRECISA DE BELOS ESPETÁCULOS, AFINAL DE CONTAS TEMOS A MAIOR FESTA AUDIO VISUAL DO MUNDO. E QUE VENÃ?A A MELHOR SEMPRE.QUEM FALA MAL DA PORTELA, SINCERAMENTE NÃ?O TEM ESTILO DE VIDA OU MELHOR DE NADA.

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    24/03/2014 12:30:39TedyMembro SRZD desde 12/04/2012

    Interessante isso que o Diego Ferreira disse sobre os quesitos. A Tijuca já tem quesitos fortes, tem Ruth e Julinho que geralmente levam nota dez de todos os quatro jurados do quesito Mestre Sala e Porta Bandeira. Se a escola tiver uma carnavalesco de verdade, e não um pseudo-carnavalesco como tinha, a Tijuca vai continuar tirando bons resultados, e fazendo desfiles melhores do que esse ano. Pois aquelas alegorias do pseudo carnavalesco fez na Tijuca esse ano foram ridículas. Com os quesitos que já tem, e mais um bom carnavalesco, e mais a influência do Fernando Horta na Liesa, a Tijuca continua tirando bons resultados tranquilamente. .../ Mas a Tijuca precisa voltar a ser uma escola de samba, pois se fizer como em 2007, e querer ficar no mesmo estilo do ex-carnavalesco, a estética será mais sofrível ainda, e escola vai tirar colocações muito abaixo do esperado. A escola precisa é manter sua equipe, e contratar um bom carnavalesco, e deixar ele trabalhar fazendo carnaval, sem querer transformá-lo em uma cópia do seu ex-pseudo carnavalesco.

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    24/03/2014 12:26:42Bruninho VasconcellosMembro SRZD desde 22/08/2012

    CARNAVAL Ã? IGUAL FUTEBOL TUDO ACONTECE NA HORA. PORTANTO, VAMOS ESPERAR AS COISAS ACONTECEREM. Ã? FATO QUE PAULO AMERICANIZADO OU ABRASILEIRADO COM OU SEM TRADIÃ?Ã?ES Ã? CRIATIVO, OUSADO E INCOMODA A MUITOS. SEUS TÍTULOS PROVAM ISSO. A MINHA MOCIDADE MERECIA ALGUÃ?M PARA DAR UM NOVO GÁS DE ESPERANÃ?A DE QUE TEMPOS OU TEMPO MELHOR VOLTE PARA PADRE MIGUEL. EM RELAÃ?Ã?O AO PATRONO E SOBRE SUA CONDUTA COMO DISSERAM NADA TRANSPARENTE NÃ?O Ã? NADA DIFERENTE DE OUTRAS ESCOLAS DO RIO DE JANEIRO, INCLUSIVE GRANDES CAMPEÃ?S. FATO QUE ACONTECE AGORA COM ESSA CHEGADA DE ROGÃ?RIO ANDRADE E PAULO ENTRE OUTROS BONS CONTRATADOS Ã? QUE MAIS UMA ESCOLA VAI INCOMODAR AS ELITES QUE A ANOS VEM TROCANDO SEMPRE OS MESMO SEIS LUGARES DAS CAMPEÃ?S E LÃ?GICO VÃ?O COM TUDO DESDE JÁ TENTAR DETONAR A MOCIDADE A QUALQUER CUSTO, POIS SABE DA FORÃ?A QUE A MESMA ESTÁ PREPARANDO E VOLTAR REALMENTE COM TUDO. SERÁ QUE VAI ACABAR COM AS NOTAS CANETADAS? SERÁ QUE VAI TIRAR AS RENDAS FIXAS DESSES SEIS ESCOLAS SEMPRE NA FRENTE NAS CAMPEÃ?S? Ã? CERTEZA A MOCIDADE Ã? O NOVO CALO NOS PÃ?S DELAS. ENTÃ?O COMO DIZ VALESCA POPOZUADA: BEIJINHO NO OMBRO PRO RECALQUE PASSAR LONGE.

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    23/03/2014 23:42:45Diego FerreiraMembro SRZD desde 23/03/2014

    Boa noite a todos!! Este modelo hollywoodiano que Paulo Barros criou vem sendo a sensação da mídia. Também não gosto deste modelo apresentado por ele, porém vemos que em seu histórico não foi muito feliz em outras escolas em questão de resultados, pois não conseguiram trazer os outros quesitos que são alheios ao carnavalesco. Os títulos que ganhou foi apenas na Tijuca... O que não podemos esquecer que algumas escolas se especializaram em ganhar como Tijuca e Beija no Rio e Mocidade em sampa porque desfilam com o regulamento debaixo do braço e entendem melhor os quesitos que outras escolas... Lógico que temos que tirar o jurados que infelizmente são fracos e/ou alheios ao Carnaval, onde infelizmente a caneta pesa mais para algumas escolas que outras... Em resumo só o carnavalesco não ganha título...

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    23/03/2014 19:56:54Noel de AlmeidaMembro SRZD desde 25/07/2012

    Aghata! Acredito que a Mocidade voltou para vencer, nem que seja um 2º ou 3º lugar, mas tem que estar lá, perto do título. Acredito também que estamos perdendo uma grande chance de voltar com os grandes valores da escola e para isto cito o Paulinho Mocidade. Lembrem da Portela deste ano, que trouxe a sua verdadeira turma de volta e por pouco não conquista o título de 2014.

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    23/03/2014 10:59:01AghataMembro SRZD desde 20/05/2013

    Vira, Virou a MocidadeVoltou

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    23/03/2014 10:57:14AghataMembro SRZD desde 20/05/2013

    Sofram!!!! Odeiem!!! Se matem!!!! A Mocidade, voltou e o Paulo Barros é dela.

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    23/03/2014 09:34:48papiza do sambaMembro SRZD desde 28/01/2010

    Paulo é Vedete sem rebolado, ele amputa o pé do sambista e valoriza as aulas de movimento sincronizado das academias.Seu verdadeiro metiê é ginástica aeróbica não tem nada a ver com nosso samba de raiz.Aliás ele detesta sambista e samba, todos sabem que o negocio dele é Estados Unidos, cinema e broadway.Saradinho pronto pra mídia.Suas alegorias são horrorosas ele fez pista de gelo, carro ao contrário,vestiu pessoas com árvores que desmaiaram na avenida, o que era aquilo gente , que ponto chegou a loucura dele. No carro de odim, os homens foram literalmente proibidos de sambar!!!!!Se ele não sabe é o nosso rebolado que faz a diferença etinica, gera turismo. Não precisamos copiar os Americanos somos ricos em arte para tal, ele sim tem muito pra copiar pois não cria nada só chupa e chupa de quem está entorno também, aquela comissão de frente se deve aos coreógrafos e não à ele!!!!!Ele é pura mídia.

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    22/03/2014 19:40:14Hélio Ricardo RainhoMembro SRZD desde 26/01/2010

    Agradeço a generosidade do leitor El Afar quanto ao meu trabalho como comentarista, do qual me julgo tão somente um eterno aprendiz. Agradeço ao prezado Ricardo Batalha, correção 2011 pra 2012 (erro de digitação, acredito) já feita, e reitero a estrutura de carnaval montada pelo presidente Horta, inegavelmente o homem que mudou a história da Unidos da Tijuca. E ao prezado Almir de Macaé, esclareço: meu coração não é dividido, é portelense por completo, sendo a Majestade do Samba a escola da minha paixão. O Império Serrano, no entanto, tem relevância inequívoca em meu coração por eu ter vivido boa parte de minha juventude também na quadra dessa escola, degustando a glória de seus lindos sambas-enredo, e por ser a escola de meu pai, recentemente falecido. Obrigado a todos! Que bom que o Teddy, que brigava muito comigo, ficou amigo também! Eheheheh..."eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar!!!

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    22/03/2014 17:07:10TedyMembro SRZD desde 12/04/2012

    Maurício, eu acho que uma outra escola pra se prestar a ter o mesmo carnavalesco da outra por debaixo dos panos tem que ser muito boba mesmo. Isso porque se os jurados quiserem ver a influência do tal "carnavalesco", eles irão optar pela escola que ele é "carnavalesco" assumidamente. E a outra escola irá apenas jogar seu dinheiro fora, e sem poder usar o nome "carnavalesco" famoso.

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    22/03/2014 15:46:45Mauricio SantosMembro SRZD desde 01/02/2011

    Quem garante que: com tanto dinheiro em jogo, e a influência que o Paulo Barros conquistou na Unidos da Tijuca, ele não vai fazer por debaixo dos panos, as duas escolas, é possível, desde que alguém da confiança dele assine o de uma escola, no caso Tijuca, e ele assine somente o da Mocidade, haaaa olha a boca de Matilde kkkkk.

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    21/03/2014 23:10:26niltonMembro SRZD desde 25/10/2009

    pra quem ainda não fez o link entre o Paulo barros de antes da Viradouro e o depois da Viradouro, a diferença e o luis carlos bruno, seu companheiro de trabalho q continuou na tijuca e conseguiu mantes a escola em boas posições, a frente de Paulo barros. pensem......

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    21/03/2014 19:55:35EL AFARMembro SRZD desde 09/01/2013

    Este blog é de alto nível, começando pelo texto de Helio, e concordo que ele é o melhor critico sobre os desfiles das escolas de samba, independente de gostarem ou não de Paulo Barros o texto faz uma análise contundente e sensata sobre o carnavalesco, que na minha opinião não faz desfile de escola de samba, faz brodway, ele está no evento errado, e concordo também que este ano foi a pior comissão de frente que ele criou em sua carreira. Também não sou fã do estilo dele, pois pra mim, escola de samba tem que fazer samba, mas a M... é que ele está vencendo com esse estilo chato e repetitivo e estão acreditando que a fórmula dele dá certo, tomara que sim pra quem o contratou, pois senão vai ser a maior mancada de 2015. E sinto saudade da velha guarda na comissão de frente, e de uma Rainha que saiba sambar, e de um bom e belo samba de enredo.

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