SRZD


21/11/2008 01h17

É cômodo ser pedra. Difícil é ser vidraça
Luiz Fernando Reis

Vamos envelhecendo e a vida insiste em nos ensinar algumas coisas. Nesses dias, eu aprendi que sou imbecil, ou idiota, sei lá. Me rotularam de imbecil por ter dado nota nove para o bi-reeditado samba-enredo do Império Serrano. onfesso que me senti aliviado ao perceber que um outro julgador foi chamado de imbecil por ter dado 10 para o mesmo samba, ou seja, eu seria idiota, ou imbecil, da mesma maneira. E cá entre nós, eu já desconfiava que o era, só nunca tinham me colocado dessa forma tão direta (risos).

A grande verdade nisso tudo é que é muito fácil e cômodo ser pedra. O difícil é ser a vidraça, sempre pronta a ser apedrejada. Como bem colocou o Eugênio Leal em sua última coluna, uma análise de sambas-enredo é sempre polêmica, difícil e subjetiva. Eu duvido que duas pessoas tenham exatamente as mesmas opiniões e mesmas notas para os sambas desse ano, do ano passado ou do ano que vem. E que tal se nossos comentaristas colocam suas notas e se transformassem só um pouco em vidraças? 

Nessa análise entra  emoção e paixão em detrimento da razão. A pessoa não consegue, mesmo que se esforce, esquecer de seu amor por uma escola. Se o sambista é portelense e acompanha de perto o samba da Portela, em sua quadra, ele sempre olhará em melhores condições que os sambas das outras escolas. E aí ele vira pedra e esse pobre analista vira vidraça. Ele não tem o direito de discordar da minha opinião? É claro que tem. Afinal, nenhum de nós é dono de verdade alguma. Apenas temos um pouco mais de vivência e experiência, mas nem por isso somos a opinião correta e definitiva. Respeitar a opinião alheia é fundamental e discordar dela é essencial. 

Uma coisa nisso tudo me incomoda. Esse rótulo de formador de opinião que querem dar para às pessoas, que por algum mérito, ou por pura sorte escrevem numa revista, jornal ou mesmo em um site como o nosso, isso não me convence de maneira alguma. Seria muita pretensão da minha parte, se acreditasse, de verdade, nisso. Não quero formar a opinião de ninguém. O que cada um de nós colunistas pode fazer é dar embasamento para que vocês formem as suas próprias opiniões. E essa é a sua opinião, que eu posso ou não aceitar, mas sempre saberei respeitá-la. Uma opinião não merece aplausos, nem vaias, merece reflexão e dela filtrarmos o que nos for conveniente. Uma coisa ela não merece: pedradas e xingamentos desnecessários e provocativos.

E voltando à nossa análise dos sambas e como já nos lembrou o Eugênio. Fomos instruídos a darmos notas de sete a dez com a permissão de aplicarmos o meio ponto. Pessoalmente, eu escolhi fazer um julgamento em escadinha e aplicando as notas 10; 9,5; 9,0; 8,5; 8,0 e 7,5 e para tal classifiquei os sambas nesses seis degraus e foi por isso que os sambas da Imperatriz e Portela ficaram no último degrau e confesso com notas bem aquém do que mereceriam. Se os décimos fossem permitidos os gresilenses e portelenses não me olhariam com tanta mágoa.

E para mostrar que eu não formo nem a minha própria opinião, na minha análise atual, o melhor samba é o samba da Mangueira e o samba da Portela já teria subido alguns degraus. Tijuca e Salgueiro, possivelmente desceriam um ou dois degraus. Reafirmo que a safra é mediana, não temos obras primas e nem sambas medíocres. As obras estão niveladas e acredito que nenhuma delas levem, na avenida, uma nota inferior a 9,4.

Mas, por favor, essa é apenas a minha opinião. Que venham vaias, críticas ou aplausos, mas evitem as pedradas. Muitas vezes elas machucam, especialmente quando assinadas por pseudônimos banais.
 
 
Um abraço
Luiz Fernando Reis (esse é o meu nome de batismo. Eu não me escondo em pseudônimos)


Comentários
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    31/01/2009 11:47:42PauloMembro SRZD desde 11/10/2009

    Há que se ter critérios objetivos para se julgar samba. Por exemplo: letra. Se a escola canta, se não canta, se empolga os componentes é problema de outro quesito: harmonia. Mas como achar que "Le mon amour", um erro absurdo em francês, não seja percebido pelo Sr. Luiz Fernando? E dizer que isso é melhor do que outras letras - que, se não empolgam, se não são exatamente criativas, como, à exceção do samba do Império, não são quase todas as letras deste ano - consideradas "menores"? Não é questão de ser vidraça, é questão de capacidade para analisar um quesito que, a rigor, já pode ser julgado antes do dia do desfile, basta ler e ouvir com atenção, rigor e competência - afinal, samba não é junção de letra e música, letra e melodia?

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    03/12/2008 15:05:32PenelopeMembro SRZD desde 07/04/2009

    Ã? Reinaldo, mas gostei tanto do seu comentário , só não concordei em ficar vendo vídeo em troca de ir por exemplo como vc já fez pelo que conta, a defiles de pequenas escolas pois as grandes nos estão estressando muito e você entendeu que eu queria te ofender!!!!! Longe disso meu querido , no final foi uma brincadeira generalizada, que gente sensível !!!! Bora pro samba beber umas geladas que o povo tá nervoso rsrsrs...

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    26/11/2008 13:05:27LUIZINHO DA CUÍCAMembro SRZD desde 07/04/2009

    O Reinaldo, só me resta depois de uma colocação tão sublime dar-lhe os parabens, não só pelo seu saudosismo, mas tambem por colocar certas pessoas em seu devido lugar. Ser SAMBISTA, é fazer algo pelo samba, não importando se bloco, banda ou escola de samba. Agora existem os famosos SAMBEIROS, aqueles que participam, sem dar qualquer contribuição verdadeira para o samba. Dão pitacos em tudo ou quase tudo, sem qualquer conhecimento de causa, e na maoiria das vezes falam até demais. Abraços para voce e tambem ao Frede Borges da FRança.

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    26/11/2008 09:17:18reinaldo_aprendendo_cuícaAnônimo

    Penelope, eu tenho uma teoria, que às vezes é preciso ensinar as pessoas a pensarem, antes de discutir qualquer coisa com elas. Não sei se é o seu caso, pois não a conheço, mas sinceramente, não sei de onde você tirou elementos para dizer que eu não vou a quadra de ES, ou ainda, que eu não sou sambista ?!?!? Pior, quem foi que te disse que quem vai a uma ES tem que ser ou é sambista ? Já ouviu falar em bilheterias ?Vou mais além, o que é ser sambista ? E o que que você tem haver com o fato de eu gostar de curtir um bom desfile no DVD ?!?!? E se você pensa que me atingiu ao dizer que assistir DVD não é cosia de sambista, sinto frustá-la, mas não sou sambista mesmo. Embora toque em baterias desde 1985 na Paraíso do tuiuti, desfilando na Graça Aranha pelo antigo grupo 2b (tem noção ?), e ainda fui formigão (atualmente ala da Força) na escola, empurrando carros e mesmo assim não me considero e não sou sambista. Eu gosto de samba, aprecio e consumo samba, apenas isso. Sambista é quem tem talento diferenciado, na minha conecepção é quem as outras pessoas pagam pra ver ou compram ingressos pra assistir. E se você gosta de um bom samba e tenha possibiliades, te recomendo comprar um bom Home Theater e colocar DVDs da décadas de 80 com verdadeiros shows de baterias e de samba, eu me amarro, vejo e revejo todos os desfiles da Estácio 84,85,86; Ilha 81,86, Portela 80 e 81,82; império 82, Mangueira 84 e 85, Mocidade 81, Salgueiro 84 e 85 e por aí vai... pelo prazer de ouvir uma boa bateria. Sinceramente, pra quem gosta de um bom samba e um bom batuque e com uma cervejinha no final de domingo... Mas isso é pra quem gosta de Samba e de uma boa bateria, o que pode não ser o seu caso, apesar de você se considerar sambista.

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    26/11/2008 07:52:56menino de ramosMembro SRZD desde 07/04/2009

    há e outra assinei com nome falso, pois não ia caber aqui o nome de todos que estão revoltados com suas opiniões absurdas, mais pra ajudar vou dizer os segmentos. diretor de carnaval, presidente, cantores, harmonia, baianas, compositores inclusive os derrotados na disputa, principalmente com su pamplona que desrespeitou a ala, bateria, passistas e velha guarda, a imperatriz a muito tempo não tem um samba tão bonito e que fala da nossa historia do nosso bairro e só de citar nossos memoraveis carnavais já seria nota dez, ainda mais embalados por uma linda melodia. bme na festa do site ano que vem depois do carnaval, vamos ficar felizes por receber de vcs os varios premios mesmo sabendo que eles serão de pura falsidade efalta de respeito com uma escola de samba que ultrapassa os limites da cultura, por isso é tão mal compreendida.

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    26/11/2008 07:46:37menino de ramosMembro SRZD desde 07/04/2009

    por isso tanta revolta na avaliação do samba, vcs mal leram sinopse, não são musicos, não são cantores e não frequentam as quadras, pelo menos em ramos não os vejo. como podem julgar, baseados em que, opiniões. hora o carnaval é sério de mais pra ficar dando opiniões sem embasamento. a imperatriz fará o maior desfile de sua históri, não tenham duvidas e vai brigar pelo titulo pode esperar.

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    26/11/2008 07:42:35menino de ramosMembro SRZD desde 07/04/2009

    os bairros ainda formem blocos e até novas bandinhas, como se fazia nos carnavais das décadas de quarenta e cinqüenta. O Bairro da Piedade é o exemplo de realidade deste novo ciclo carnavalesco, pois é o único bairro carioca a congregar quase trinta agremiações no mesmo espaço geográfico, um recorde nacional, que nem mesmo o carnaval baiano é capaz de superar e conjuntar tantas agremiações. Com certeza os blocos de hoje nunca serão como o Cacique de Ramos, o Bafo da Onça ou Boêmios de Irajá, mas com certeza em seus bairros serão sempre uma referência positiva e de resistência e preservação do verdadeiro carnaval de rua. nosso enredo não é 50 anos e sim, uma provocação e reivendicação pelo direito de ramos ser capital do samba, temos praia, bailes a beira mar, poetas, bloco famoso, grupo de pagode famoso, e uma escola de samba de ponta que completa 50 anos. se vc fala de min não sabe o que diz , somos a imperatriz, viva o cacique, o fundo de quintal, viva ramos terra de bambas. Fernando Zappa

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    26/11/2008 07:37:09menino de ramosAnônimo

    Apesar de terem surgido como blocos de embalo, algumas destas agremiações foram gradativamente passando a Blocos de Enredo, uma versão em tamanho menor das Escolas de Samba, que durante os anos sessenta e início dos anos setenta tornaram-se destaque em nosso carnaval, mas o surgimento da LIESA, a Liga Independente das Escolas de Samba, que dividiu os desfiles das Escolas em grupos, acabou por findar com os desfiles dos blocos; alguns tornaram-se Escolas, mas não conseguiram o mesmo sucesso de quando eram blocos e outros simplesmente desapareceram para sempre. Em 1965 um grupo de intelectuais e jornalistas fundaram a Banda de Ipanema e seu sucesso foi tão grande, que nos anos seguintes fez surgir outras bandas na Zona Sul, principalmente em Copacabana, e logo à coisa se espalhou por toda a cidade (durante a década de oitenta não havia um só bairro do Rio de Janeiro que não tivesse uma banda). mas havia um problema, as bandas dependiam do acompanhamento de músicos profissionais e estes, muito justamente cobravam para tocar. Para as bandas da Zona Sul isto não significava um problema contuso, mas para as pequenas bandas, este gasto a mais pesava. Aos poucos, os instrumentos de percussão foram tomando o lugar de saxofones, pistões e trompetes, fazendo renascer os velhos Blocos de Embalo (muitas destas bandas ainda existem em suas comunidades, apesar das dificuldades para mantê-las ativas). Esta nova versão de blocos carnavalesco descartou aquele formato antigo e absorveu o legado contextual e visual das bandas, como o uso de camisetas no lugar de fantasias, um desfile conjunto sem a presença de alas, extinção do abre-alas e das cordas, que na antiga forma dos blocos servia para separar os componentes de outros foliões. Hoje o carnaval de rua no Rio de Janeiro, possui seu contexto maior nos bairros, onde tornou-se comum que turmas de uma determinado local da comunidade, como uma rua ou um bar, 25 nov (23 horas atrás) exc

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    26/11/2008 07:32:19menino de ramosAnônimo

    um pouco da história do cacique e das musicas. Duas décadas depois surgiriam as primeiras Escolas de Samba e com elas um novo formato urbano do carnaval, que deu ao Rio de Janeiro um atrativo a mais que os Ranchos e as Sociedades. Este processo mudancista, acabou por inspirar e servi de modelo para que nas décadas de quarenta e cinqüenta uma nova forma de bloco carnavalesco surgisse, os chamados Blocos de Embalo Diferentes dos tradicionais Blocos de Sujos, estes grupamentos apresentavam-se com abre-alas, componentes fantasiados, bandeira, alas e outras pertinências próprias das Escolas. Os sambas eram curtos e geralmente falavam de amor ou exaltavam a agremiação e apesar de 90% desses grupos serem do subúrbio, foi o Bafo da Onça nascido em 1956 no Catumbi, o primeiro a tornar-se famoso graças ao samba de Oswaldo Nunes intitulado "OBA" " OLHA A ONDA QUE EU VOU... OLHA A ONDA IAIA... Ã? O BAFO DA ONÃ?A QUE ACABOU DE CHEGAR" Logo outro bloco, o Cacique de Ramos fundado em 1961 se tornaria tão famoso quanto o Bafo da Onça e curiosamente como ocorrera com o bloco do Catumbi, também ascenderia através de um samba, a obra "ÁGUA NA BOCA", composta por Agildo Mendes. NESTE CARNAVAL SÃ? VOU QUERER SABER ( Ã? Ã? )... DE BRINCAR COM VOCÃ?... VAMOS BRINCAR JUNTINHOS... AGUA NA BOCA PRA QUEM FICAR SOZINHO..." Tanto o Cacique como o Bafo da Onça cresceram e tornaram-se parte da história do carnaval do Rio de Janeiro e com eles outros blocos surgiram como os Boêmios de Irajá, Fala Meu Louro e outros, mas o fim dos desfiles na Presidente Vargas, a desorganização, a violência e a falta de incentivo por parte dos órgãos oficiais foram aos poucos apagando o brilho destes alegres blocos. Na década de noventa, os gigantes Bafo da Onça, Boêmios de Irajá e Cacique de Ramos, que nos anos sessenta e setenta chegaram a desfilar com mais de cinco mil componentes, já não conseguiam juntar em seus desfiles nem trezentos integrantes, precipitando

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    25/11/2008 23:20:05Marcelo BorgesAnônimo

    KKKKKK ESSE ALMEIDA DEVE TA DE BRINCADEIRA !! O CARA NAO ENTENDE NADA DE SAMBA. FALA SÃ?RIO !!

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    25/11/2008 15:34:09PenelopeMembro SRZD desde 07/04/2009

    Ã? Reinaldo adorei seu comentário , bem legal. Porém "é resistência" , mas já sugeri que as pessoas frequentem um pouco mais as escolas de grupo B e C por exemplo , ainda se vê um pouco de raiz, e da pra perceber bem a diferença do especial e A. Ficar sentado vendo vídeo meu camarada não é coisa de sambista..... Abraços!!!!!!!!

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    25/11/2008 09:21:29reinaldo_aprendendo_cuícaAnônimo

    Essa coisa de reedição é complicada, porque remete-se a uma outra época, onde o carnaval era mais poético, emocionante e subjetivo. Coisas que hoje não tem mais o menor espaço no carnaval. Hoje o desfile é linear, pragmático e frio. Os sambas praticamente viraram snopses musicadas e precisam ser uma espécie de roteiro cantado do desfile. Esse samba do Império é belíssimo, tanto que já vai pra sua 2a. reedição e já foi regravado por divresos nomes da MPB, isso por si só, já fala mais do que qualquer coisa. Infelizmente o carnaval está reduzido a isso: regulamento do júri, e no momento, não tem muito espaço pra emoções e poesias. Se tá certo ou errado, quem somos nós pra dizer, só o tempo vai poder mostrar. Por mais que critiquemos e não gostemos desse modelo de carnaval, isso não é suficiente. Talvez o carnaval só voltaria a ter uma melhor qualidade cultural, caso os ingressos encalhassem, a Tv perdesse audiência. Ai sim, quem sabe, toda essa discursão de mais emoção, mais poesia, mais cadência nas bateria voltassem a pauta. Mas enquanto nada disso acontece, as escolas continuarão montando carnavais com regulamento embaixo do braço e ponto final. Quem quiser ver um desfile emocionante, com uma bateria levantando uma avenida por exemplo, que recorra ao DVD, é o que eu tenho feito e é muito bom. Assisti no domingo a Ilha com Assombrações em 1986 e recomendo, melhor do que ficar se estressando na NET por algo que dificilemente isso vai mudar.

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    24/11/2008 15:14:12COMPOSIFILHO JUIZ DE FORA-MGMembro SRZD desde 09/04/2009

    ME PARECE NO MÍNIMO ESTRANHO QUE O COLUNISTA AFIRME QUE O SAMBA DA MANGUEIRA Ã? MELHOR QUE O DO IMPERIO, QUE NÃ?O GOSTA DA LETRA DO SAMBA, POIS DIZ NÃ?O TER DESCOBERTO A LENDA DAS SEREIAS NA LETRA DO SAMBA , E MESMO ASSIM TENHA DADO NOTA 9, DEMONSTRA CLARAMENTE QUE NÃ?O ESTAVA PREPARADO PARA PARTICIPAR DO JURI NEM DE SAMBA DE BLOCO DE RUA , QUANTO MAIS DE ESCOLAS DO GRUPO ESPECIAL.

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    24/11/2008 15:13:41COMPOSIFILHO JUIZ DE FORA-MGMembro SRZD desde 09/04/2009

    ME PARECE NO MÍNIMO ESTRANHO QUE O COLUNISTA AFIRME QUE O SAMBA DA MANGUEIRA Ã? MELHOR QUE O DO IMPERIO, QUE NÃ?O GOSTA DA LETRA DO SAMBA, POIS DIZ NÃ?O TER DESCOBERTO A LENDA DAS SEREIAS NA LETRA DO SAMBA , E MESMO ASSIM TENHA DADO NOTA 9, DEMONSTRA CLARAMENTE QUE NÃ?O ESTAVA PREPARADO PARA PARTICIPAR DO JURI NEM DE SAMBA DE BLOCO DE RUA , QUANTO MAIS DE ESCOLAS DO GRUPO ESPECIAL.

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    24/11/2008 10:59:33foliãoMembro SRZD desde 22/02/2012

    Estou trazendo essa recordação só para reafirmar. Ao contrário do que o Sr. LFR pensa, não há nenhuma lenda das sereias a ser contada, a não ser aquela, conhecida de todos, de que as sereias, misto de mulher e peixe, encantam as pessoas com o seu cantar, o Fernando Pinto não quis contar nenhuma outra lenda, a não ser partir de tal ponto para discorrer sobre os encantos e mistérios do mar. Se a Márcia vai dar o mesmo tratamento ao enredo é outra história. Mas o fato é que, ao contrário do que pensa o colunista, não há lenda nenhuma a ser contada, a não ser trazer de novo a história do canto da sereia no samba. E nisso, que me perdoem a discordância, o samba do Império é lindo, poético mesmo ao falar quem, ao final, fica enamorado pela sereia, no caso, o própria escola de samba. Pra mim é antológico sim, nota 10, um dos melhores de todos os tempos, e, tenho o direito de emitir minha opinião, discordando da nota 9 dada pelo colunista. Sem maiores complicações ou disse-me-disse.

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