SRZD


28/05/2014 16h33

Primeira mão: Moacyr Barreto deixa a direção de Carnaval da Lierj
Joice Hurtado*

Após atuar por dois Carnavais à frente da Direção de Carnaval da Lierj, Moacyr Barreto não seguirá na função em 2015. Em conversa com o SRZD-Carnaval, Moacyr falou sobre a decisão do presidente Déo Pessoa em não renovar o contrato.

Foto: Ricardo Almeida

"Assumi o cargo em 2012 para planejar o Carnaval de 2013. Para nós foi um desafio conseguir viabilizar um Carnaval com 19 escolas, onde ninguém acreditava que daria certo. Mas deu. Renovamos por mais um ano, onde levamos também muita seriedade e comprometimento. Se em 2013 o desafio era fazer um desfile com 19 escolas, em 2014, os desafios foram as obras da Perimetral, algumas escolas, inclusive a Viradouro, sem barracão, conseguirem apresentar um carnaval digno. E foi um sucesso. Me empenhei muito porque gosto do Carnaval e, na minha opinião, é a festa mais bonita que pudemos montar até hoje. Carnaval é envolvimento e isto não faltou", relatou Moacyr.

A razão da não renovação do contrato para 2015, ainda é desconhecida pelo profissional. 

"Após o Carnaval, eu e Déo chegamos a começar a traçar um planejamento para 2015. Naquele primeiro momento acertamos que voltaríamos a conversar agora em maio. fui procurado pelo Déo e comunicado de que não iria renovar o contrato. São relações de trabalho que se encerram, ciclos que terminam e temos que respeitar", comentou.

Moacyr fez ainda um balanço de suas atividades dentro da entidade e acredita que LIERJ está no caminho certo para consolidar os desfiles da Série A.

"Se fizermos um balanço desses dois anos acho que o saldo é positivo. Houve erros, mas nada que pudesse comprometer a lisura e a organização do evento. Só na minha equipe são 27 pessoas trabalhando na organização, na movimentação de alegorias enfim, toda a parte operacional. Me reuni com essas pessoas ara comunicar a decisão do presidente Déo Pessoa e a permanência deles independende da minha. Não sou apegado a cargos e uma das coisas que me fizeram ir para a Lierj foi a seriedade do projeto. Torço para que continuem evoluindo a cada ano para que o público seja sempre presenteado com espetáculos", finalizou ele.

Segundo Moacyr, que também é um dos membros da AMI7, que está organizando a primeira feira de negócios de Carnaval, a Carnavália-SAMBACOM(31 de julho a 2 de agosto no Rio de Janeiro), o último compromisso a cumprir como diretor de Carnaval da Lierj, é a entrega do relatório de atividades referentes ao desfile de 2014. 



Comentários
  • Avatar
    30/05/2014 16:07:01Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Foi uma vergonha o órgão carnavalesco privado & espécie de caixa-preta dominada por contraventores penais do jogo do bicho, LIESA, ser fundada em 24/07/1984 e no ano seguinte ganhar de presente no 1º desgoverno-populista de Brizola (PDT) a milionária gestão do Grupo Especial (GE) a elite do Carnaval Carioca. Tudo causado à época pela obsessão por lucro agravada pelo seguinte caô dos contraventores: â??Na gestão do Carnaval, o monopólio do estado é ineficiente e inerente à corrupçãoâ?. Então, embora fosse patrimônio mundial do interesse público, o maior espetáculo da Terra deixou de ter o salutar monopólio estatal â?? apesar, do fato que existisse corrupção - passando para o setor privado, exatamente o maior beneficiário dela agravada pela falta de transparência. Como a História se repete como farsa, tragédia ou ambas, em 2008, inicialmente sob a sigla LESGA dois grupos de acesso, A e B, se juntaram, romperam com o outro órgão carnavalesco privado, a AESCRJ, fundando em 2012 o terceiro - a LIERJ -, obviamente inspirado na LIESA para gerir a 2ª divisão do Carnaval Carioca. Ou seja, para gerir os dois grupos de acesso sob a denominação Série A. Nela, em 2015 quinze agremiações desfilarão 6ª feira e sábado de Carnaval na Sapucaí. A campeã conquistará vaga no GE no ano posterior e as três últimas serão rebaixadas para o chamado Carnaval Popular gerido pela AESCRJ, as Séries B, C e D, realizado no bairro suburbano Campinho. Assim, a notícia em questão mostra que a única diferença de filosofia capitalista e organizacional entre os três citados órgãos carnavalescos está em um dos cargos nababescamente remunerado, o de Diretor de Carnaval da LIERJ, que não é eleito e pode ser demitido pelo presidente. Saudações carnavalescas, Almir de Macaé.

Comentar