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03/06/2014 19h19

Sob nova direção: conheça o perfil dos diretores de bateria da Mangueira
Joice Hurtado

A saída de Aílton do comando da bateria "Tem que Respeitar meu Tamborim" causou surpresa no mundo do samba. Sem perder a essência que é marca do segmento, o presidente Chiquinho da Mangueira manteve a tradição de apostar nas pratas da casa reveladas dentro do quesito e convocou um time de "filhos" da verde e rosa para comandar a bateria. Vitor Art, novo responsável pela orquestra da Mangueira, assume o comando com a responsabilidade de manter a tradição da escola aliada às inovações que os jurados pedem. Com 21 anos de Mangueira, Vitor, ritmista desde os 6 anos, falou ao SRZD-Carnaval sobre essa nova etapa de sua carreira.

Foto: Divulgação

"Sou cria da Mangueira do Amanhã e a música sempre teve um papel determinante na minha vida. Comecei tocando tamborim, mas já fui mestre-sala na mirim e intérprete também. Em 1995, passei a integrar o time de ritmistas da escola Mãe e sempre tive essas atribuições. Atuei como diretor de bateria, coordenei carro de som, enfim, sempre algo ligado à música", comenta ele, que é formado em Engenharia de Produção e Música pela Escola Villa Lobos.

Vitor conta que, assim como muitos dentro da escola, recebeu a notícia da saída de Aílton com surpresa.

"Eu e Aílton crescemos juntos e ele sempre foi um espelho de vida para mim. Aprendi muito com ele, como pessoa e como profissional e ocupar o cargo de alguém em quem eu sempre me espelhei e que é importante na minha vida, é indescritível. A Mangueira é o meu maior amor e vamos trabalhar para manter a qualidade e todas inovações que vinham acontecendo desde a última gestão. Sonhamos muito juntos, pensamos cada passo juntos e isso não mudará", afirma ele.

Vivendo um momento de plena realização pessoal e profissional, Vítor está prestes a ser pai e vê seu projeto musical "Funk in Samba", crescer e dar frutos. Com tantas atribuições, o músico e novo mestre de bateria da Mangueira garante que nada vai atrapalhar a rotina de ensaios.

"Embora a apresentação oficial seja somente no dia 14 (data da próxima feijoada), já estamos pensando no show. Nossa ideia é preparar algo onde haja interação entre público e bateria. Nosso primeiro encontro acontecerá nesta terça-feira, já para amadurecer novas ideias e ver o que é funcional ou não", adianta.

Acompanhando Vitor na missão de alcançar os 40 pontos estão alguns diretores que já estiveram no comando da bateria, como mestre Marrom. Somados a ele, herdeiros do ritmo de grandes nomes da escola também vão compor o time.

Conheça os novos diretores da bateria da Mangueira:

Vitor também é músico. Foto: Júnior Guedes

Vitor Art: mestre de bateria (à esquerda)

Neto de Dona Cici e nascido no berço do samba foi iniciado na música aos 06 anos de idade. músico, cantor e ritmista, sua especialidade é o tamborim. Entre 2009 e 2011 foi diretor de bateria e acumulou a função de diretor artístico/musical, fazendo também a harmonia entre o carro de som e o coração da escola, conquistando assim, todas as notas máximas do quesito. Escrevendo assim, parte de sua história na escola.

 

Rodrigo Explosão: 2º diretor (à direita)

Foto: Reprodução de internet

Filho de Alcyr Explosão, estreou na bateria em 1998 e foi um dos diretores da bateria no ano em que a ousadia marcou a apresentação do segmento fazendo a mais longa paradinha de todos os tempos. Observador e sempre mais calado, Rodrigo fará parte mais uma vez da equipe de diretores, mantendo na escola toda tradição misturada com um pouco de ousadia.

Foto: Divulgação

 

Alex Explosão (à esquerda):

Em seu primeiro ano como diretor de bateria, o talentoso "Repique Show" da Mangueira se junta à equipe com o objetivo de ter as notas máximas com a Bateria da Mangueira. O músico é vocalista do Grupo Art Jr. e filho de Mestre Alcir Explosão.

Foto: Divulgação

 

Hudson (à direita):

Seguindo os passos do avô, Hudson é o mais novo entre os diretores da Bateria da Mangueira. Com apenas 10 anos de idade iniciou no segmento. Acompanhado pelo Surdo Mor, foi traçando seu caminho dentro da escola. Teve passagem pela bateria da Mangueira do Amanhã, sendo mestre e liderando os jovens ritmistas de 2010 até hoje. Neto de Mestre Taranta, chegou ao posto de diretor da Bateria da Mangueira em 2010.

Foto: Divulgação

Nielson (à esquerda):

Começou na Mangueira do Amanhã aos 11 anos, Nielson (mais conhecido como Rei do Tamborim), foi levado ao mundo do samba pelo irmão Aroldinho.Seu inseparável tamborim é sua marca registrada. Seu primeiro desfile foi em 1990. Nielson foi diretor pela primeira vez em 2001, seguindo até 2014.

 

 

Jaguara Filho. Foto: DivulgaçãoJaguara Filho (à direita):

"Caí de paraquedas ali..." Assim começa o discurso de Mestre Jaguara Filho, o Guiney, que já foi o primeiro diretor da Bateria da Mangueira. Guiney liderou os ritmistas em 2009, levando para a Sapucaí ousadas paradinhas que ficaram pra história. O diretor sempre desfilou como ritmista, e é fiho de Mestre Jaguara, Guiney conquistou o carinho e respeito de todos seus ritmistas. Se tornando assim, reconhecido e admirado por todo mundo do samba

Reinaldo Silva. Foto: DivulgaçãoReinaldo Neném (à equerda):

Os primeiros passos de Reinaldo, foram no projeto " Orquestra Afro Brasileira" que acontecia na Vila Olímpica da Mangueira. Chegou à Mangueira do Amanhã em 1998, e se tornou diretor em 2004. Na bateria adulta, seguiu os passos de mestre Russo e tornou-se direotr em 2008 Até se tornar um dos diretores pela primeira vez em 2008 na bateria adulta. Hoje está de volta à direção da bateria, trazendo todo aprendizado e idéias inovadoras.

Alexandre Marrom (à direita):

Foto: Divulgação

É o mais "experiente" entre os atuais diretores. Mestre Marrom está de volta à direção da bateria da Mangueira, onde começou, influenciado pelo tio "Zezé" e reconhecido por Alcyr Explosão num ensaio de rua. Marrom sempre se espelhou em nomes como Mestre Russo, Taranta, Odilon e Alcyr. Sua trajetória na escola conta com passagens marcantes e como o primeiro desfile em 2004. Quando era mestre da bateria e o mestre mais jovem do carnaval naquele ano.


Foto: DivulgaçãoBiraney (à esquerda):

Essa é a primeira vez de Biraney como diretor de Bateria. Sua raiz está na ala dos compositores, que já foi presidida por seu avô. O pai, Birashow, é personagem reconhecido pelo mundo do samba.

 

 



Comentários
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    04/06/2014 20:24:18Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Eu não entro no mérito dos â??novosâ?? diretores da bateria â??Tem Que Respeitar Meu Tamborimâ?. Assim, no final mencionarei a obra musical na qual o injustamente demitido mestre Ailton comandou um show de acompanhamento rítmico. Antes, eu explico mais uma vez, é subjetivo agrado pessoal eu considerar a histórica marcação instrumental-rítmica-sonora sem resposta entre os surdos de 1ª, 2ª e 3ª que é executada pela bateria â??Tem Que Respeitar meu Tamborimâ? sem a excelência na qualidade que a caracterize como bateria-orquestra. Independentemente disto faço jus ao seu desempenho no acompanhamento rítmico do samba concorrente nota 10 concernente ao enredo 2014 â??A festança brasileira cai no Samba da Mangueiraâ? desenvolvido pela carnavalesca-mestre Rosa Magalhães. Tal obra musical é parceria dos compositores Partidinho, Gustavo Louzada, Junior Bicalho e Vanderson Franco. A íntegra de sua letra é: â??Vai começar/O grande show da festa brasileira/E pra comandar, chegou Mangueira/Chegou Mangueira (REFRÃ?O). Foi o som de um tamboril/Que iniciou a História da festança no Brasil/O índio com Cabral, dançou/Logo depois a procissão reinou/Mas, Chico Rei foi, no congado, livre outra vez/No sincretismo que então se fez/A mesma fé no santo e orixá/Que reza lançando oferendas à Mãe Iemanjá... no mar/Que reza lançando oferendas à Mãe Iemanjá. Com muito orgulho, sou brasileiro/Sou o País que faz feliz o mundo inteiro/Vou, com amor, o arco-íris colorir/De verde-rosa na Sapucaí (REFRÃ?O). Folia de norte a sul, de lado a lado/Festejo da Uva, Boi Venerado/Rival Majestoso, Garantido e Caprichoso/Para louvar São João vou dançando quadrilha/Soltando balão, olha que maravilha/Achei o meu par, pulando fogueira a noite inteira/E quando o ano termina/Mais um Carnaval se aproxima/Pode jogar serpentina no ar/Brincando atrás do Cordão/Desperta mais um Folião/O Samba faz a multidão sonharâ?. Saudações carnavalescas, Almir de Macaé.

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    03/06/2014 22:47:58ARLEQUIM DO CARNAVALMembro SRZD desde 12/05/2009

    Pensei q haveriam mudanças significativas; e na verdade houve sim, e para pior. Os ritimistas ficarão com + marra e arrogância, visto q esses "caras" só ambicionam cifra$ e podem apostar a Mangueira vai continuar na #@%^& e vai se #(*&^%. CUIDADO Q A MANGUEIRA VAI TE ILUDIR...

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