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30/07/2014 16h58

Universidade é denunciada por maus tratos em aula de veterinária
Redação SRZD

Uma denúncia de maus tratos a animais está causando polêmica nas redes sociais. A ONG Projeto Esperança Animal (PEA) divulgou fotos e um vídeo com um cachorro sendo usado durante uma aula prática na Universidade Federal do Piauí (UFPI). A mesma denúncia chegou à Ordem dos Advogados (OAB) do estado, que encaminhou ofícios para diferentes órgãos pedindo uma investigação do caso.

A ONG afirma que o cachorro estava bem de saúde e foi usado apenas para demonstração na aula. Além disso, o animal não estava entubado e nem cateterizado, e os medicamentos usados estariam vencidos. Nas imagens, os alunos estão sem equipamentos adequados em uma sala de aula. No Youtube, um vídeo (assista abaixo) mostra um cachorro sendo aberto. "A prática desse professor levou o cão a uma morte lenta e dolorosa", diz o texto.

Em nota ao SRZD, a UFPI informou que "a aula prática foi realizada obedecendo às medidas de segurança e de bem estar animal aprovadas previamente pelo Comitê de Ética em Experimentação Animal". O texto afirma que os medicamentos "estavam todos dentro do prazo de validade" e os equipamentos do laboratório "atendem de forma satisfatória às práticas". "A prática é conduzida tendo-se o máximo de cuidado no processo de contenção e com a aplicação de todas as manobras invasivas com o animal".

"A Administração Superior da UFPI e a Coordenação do Curso de Medicina Veterinária reiteram o compromisso com a formação profissional e ética dos seus alunos, com respeito às normas científicas e legais, e, principalmente, respeito à vida", diz a nota.

De acordo com a UFPI, as fotos divulgadas no Facebook são de uma aula prática realizada no dia 15 de maio de 2014, no Laboratório de Ciências Fisiológicas. O vídeo, porém, "não condiz com a realidade da prática". Segundo a universidade, as imagens mostram um processo de traqueostomia, o que não é feito na disciplina de Fisiologia Animal. "E as características físicas dos animais não correspondem aos utilizados na prática em questão".

Ministério Público Federal investiga caso

Ao receber a denúncia há cerca de um mês, a OAB-PI encaminhou ofícios para que diferentes órgãos tomem as medidas cabíveis. O Conselho Regional de Medicina Veterinária, a Agência de Vigilância Sanitária, o Ministério Público Federal (MPF) e o Conselho de Ética da UFPI foram acionados. O MPF já instaurou um procedimento administrativo para apurar as denúncias.

Ao SRZD, a vice-presidente da OAB-PI, Eduarda Mourão, afirmou que o órgão faz o acompanhamento do caso após constatar que era "relevante e merecedor de atenção". Segundo ela, a UFPI é "um patrimônio para o estado". "A torcida é para que tudo seja um mal entendido", disse.

Assista ao vídeo divulgado pela ONG PEA. AS IMAGENS SÉO FORTES:

 

 

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