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24/10/2014 20h17

Uso de animais em rituais está chegando ao fim, diz OAB
Redação SRZD

O sacrifício de animais em seitas e religiões é algo normal e muito utilizado ao redor do mundo. Ao longo dos tempos, embora o senso comum acabe por repudiar atos tais quais, as diferentes crenças permanecem utilizando do ato, mas parece que a ocorrência dessa atitude está com os dias contados. Um debate durante a 22ª 22ª Conferência Nacional dos Advogados, promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tratou sobre a possibilidade de dar um fim a atividade.

Uso de animais em rituais está chegando ao fim, diz OAB. Foto: Reprodução

O assunto é comandado pela Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB/RJ. Segundo Reynaldo Velloso, presidente da comissão, a comissão não discute a relação entre o culto ao sacrifício e as demais religiões. "Não há necessariamente conflitos de interesses ao se tratar do tema religião/animal. O que existe é uma perfeita integração na discussão. Não proponho a extinção ou proibição de crenças ou tradições, mas a observância da legislação vigente e seu devido cumprimento", enunciou.

"Não discutimos discriminação racial, até porque não apoiamos a intolerância religiosa ou qualquer outra forma de discriminação, mas lembro que os sacrifícios de animais em rituais religiosos não está adstrito somente às religiões de origem africana, não vamos, portanto, atrelar estes assassinatos a questões raciais", comentou o presidente da comissão.

Reynaldo Velloso atenta ainda para o caso de que apesar de ter um simbolismo, a prática não livra os animais da morte. "Finalizando, sacrificar animais, sob o argumento de "pacificar deuses", ou a título de "agradar entidades", ou "pagar favores", não os livra da dor e da morte. Além de tudo não acredito que uma entidade superior, um ser divino, precise de matança de um ser indefeso para maior elevação e aumento de grandeza", declarou.

Embora a discussão, ainda não há certezas quanto a possibilidade de decreto de uma norma para a proibição ou delimitação do uso de animais em tal atividade.

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Comentários
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    10/03/2015 20:30:03Ailton BolignariAnônimo

    Respeito todo ser vivo!!! No entanto, como muitos já se pronunciaram, antes de questionarem o sacrifício de animais em cultos religiosos, deveriam acompanhar a barbárie nos matadouros. Sou bacharel em direito, recém formado, defendo e acredito na idoneidade da instituição OAB, porém, tais propostas deveriam ser devidamente avaliadas, pois, tal ação será inconstitucional e lutarei para que se respeitem a laicidade do estado.

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    18/12/2014 23:30:12AristidesAnônimo

    Não importa o que disseram que um Deus disse, ou se ele disse... importa é você pensar o que é justo, ou você gostaria que viesse algum outro ser e matasse sua família para oferecer em sacrifício a um deus para ficar em estado de paz de consciência? E sim, os abatedouros, frigoríficos e etc são muito mais prejudiciais à vida animal. Como um outro leitor comentou abaixo, não deveríamos sequer comer carne, pois não somos carnívoros organicamente. Basta estudar um pouco de biologia pra saber disso. Sem contar todo o impacto ambiental da pecuária, o que por si só já seria motivo suficiente para abolirmos o consumo de carne.

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    18/12/2014 23:20:46AristidesAnônimo

    Querem oferecer sacrifício a alguém, sacrifiquem-se a si próprios, ao invés de decidir arbitrariamente pela vida de outro ser, bando de covardes!

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    09/11/2014 20:17:24EDUARDO FREITASAnônimo

    SR IMBECIL, ASSASSINATO DE ANIMAIS????? ESTE TERMO Ã? COMUM NO MUNDO JURIDICO????? OU O SENHOR Ã? DESPROVIDO DE DIPLOMA? COMPROU? MEXER C O CULTO NO BRASIL???? TA DE BRICADEIRA! VA DEFENDER SEUS CLIENTES! VA FAZER NSPEÃ?Ã?ES EM ABATEDOUROS! VA PARA CASA LER UM LIVRO, PLANTAR UMA ARVORE! AO INVÃ?S DE FICAR INVENTANDO PORCARIAS

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    30/10/2014 22:50:17Genario CerqueiraAnônimo

    Sr. Reynaldo Velloso e demais membros da 22ª Conferência Nacional dos Advogados. Ã? do conhecimento de todos, que o tráfico de drogas, que corre solto no nosso país, tem sido a causa da destruição da vida dos nossos jovens. Também, é de conhecimento geral, os escândaalos de roubo do dinheiro público, pelos bandidos do colarinho brando, bem como temos escândalos gravíssimos pelos de toga, e pelos de galão. O caso da Operação SATIAGARRA, EFETUADO PELO DELEGADO FEDERAL PROTÃ?GENES QUEIROZ, DESCOBRIU INÃ?MEROS BANDIDOS, QUE ROUBARAM BILHÃ?ES DA NOSSA NAÃ?Ã?O, TODOS IMPUNES. DENTRE CENTENAS DE CASOS SEMELHANTES. ALÃ?M DE QUE O BRASIL, Ã? GRANDE PRODUTOR E EXPORTADOR DE CARNE DE BOVINOS, SUÍNO, E DE FRANDO. INCLUINDO-SE COM O CONSUMO INTERNO, SÃ?O BILHÃ?ES E BILHÃ?ES DE VIDAS DE ANIMAIS QUE SÃ?O TIRADAS. TAMBÃ?M TEMOS AS GRANDES INDÃ?STRIAS PESQUEIRAS, QUE ESTÃ?O MATANDO OS PEIXES DIARIAMENTE. O BANDITISMO EM GERAL, ESTÁ AÍ MATANTO CENTENAS DE PESSOAS POR HORA, EM NOSSO PAÍS. PERGUNTA-SE: 1 - DIANTE DE TANTOS CASOS GRAVISSIMOS DE BANDITISMO. ESPECIALMENTE OS DO COLARINHO BRANCO, OS DE TOGA, E OS DE GALÃ?O, OS SENHORES NÃ?O ACHAM QUE SERIA MUITO MAIS NOBRE, EFETUAR UMA CONFERÃ?NCIA NACIONAL, PARA A RESOLUÃ?Ã?O, DIGO: INVESTIGAR E POR ESSES BANDIDOS NA CADEIA, EM VEZ DE ESTAREM PROCURANDO PREJUDICAR MINORIAS QUE NÃ?O ESTÃ?O FAZENDO MAL A NINGUÃ?M, FINGINDO PREOCUPAÃ?Ã?O COM A VIDA DOS ANIMAIS, PARA "MOSTRAR SERVIÃ?O" ???? ! ! ! ENTÃ?O ESTÃ?O MESMO PROCUPADOS COM A VIDA DOS ANIMAIS? E A VIDA DOS NOSSOS JOVENS E ADOLESCENTES, NÃ?O SERIA MAIS IMPORTANTE, PARA OS SENHORES TENTAREM DEFENDER, DO TRÁFICO E DE TODA FORMA DE BANDITISMO, FAZENDO UMA CONFERÃ?NCIA NACIONAL ??? ! ! ! E OS BILHÃ?ES DE ANIMAIS, PEIXES, ETC, QUE SÃ?O SACRIFICADOS TODOS OS DIAS PARA O CONSUMO INTERNO DA NAÃ?Ã?O, E PARA EXPORTAÃ?Ã?O, NÃ?O MORREM E SENTEM DORES ??? ACASO ESSA 22.ª CONFERÃ?NCIA NACIONAL DOS ADVOGADOS, COLOCOU ESSE ASSUNTO EM SUA PAUTA, PARA PROIBIR

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    30/10/2014 18:07:56Carlos AlbertoAnônimo

    Então, vamos livrar também da dor e da morte os animais que morrem em situações muito mais dolorosas e somente Deus sabe em que situações nos abatedouros pelo nosso Brasil a fora. Vamos parar de comer carne de qualquer espécie porque para isto fazermos um animal precisou morrer. Hoje temos gado, aves e peixe a vontade no planeta e matamos e comemos na maior parte das vezes sem agradecer e pedir desculpas ao Criador pelo animal que foi morto para nos dar alimento. Lembro que todos os animais que são imolados, e não assassinados como mencionou o Sr. Reynaldo Velloso, o são no mais profundo respeito e suas carnes servem de alimento. Srs. da OAB venho aqui colocar o meu mais veemente protesto perante esta barbárie que está para ser cometida com as religiões que imolam animais para continuar cumprindo os fundamentos dentro de seus cultos.

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    30/10/2014 10:36:29Tata Ngunz'talaAnônimo

    Se chegar um projeto de lei como este a tramitar, nossas organizações vão entrar com uma pedido de declaração de institucionalidade no Supremo. Ã? SÃ? mexer pra ver.

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    30/10/2014 02:12:28Carlos SalesAnônimo

    Por que a OAB não vai arrumar o que fazer? Tanto advogado roubando clientes, dando golpes na praça e tanto desmantelo no mundo e eles se preocupando com algo que não entendem. E os frigoríficos? Como matam seus Animais?

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    29/10/2014 22:45:07jouceliAnônimo

    Será que a OAB não tem outro assunto que agregue mais valores para a sociedade,para que seja aproveitado este precioso tempo,ao invés de pautar contra a constituição brasileira que difícilmente será alterada por eles??????? Este tempo precioso pode ser gasto em uma reforma do nosso código penal.Talvez não consiga status para alguns,mas com certeza beneficiára o povo brasileiro. tradução:VÃ?O ARRUMAR ALGUMA COISA Ã?TIL PARA FAZER PELO POVO BRASILEIRO!

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    29/10/2014 16:58:33Amanda DakeAnônimo

    Ignorancia demasiada... O sacrificio de animais no candomble eh garantido pela constituicao pela liberdade religiosa. Nao acreditar que um ser divino necessite de sacrificio de animais seria dar porrada na cara de Deus com a propria Biblia, ou estao esquecendo dos sacrificios oferecidos pelos Hebreus nos altares, e no Templo de Jerusalem? Se isso acontecer todos os que sao da religiao de origem africana deveriam entrar com uma acao na justica pois isso eh perseguicao religiosa.

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    29/10/2014 16:51:24Tata Ngunz'talaAnônimo

    O texto abaixo, por ser longo, tive que dividi-lo. Deve ser lido do primeiro (embaixo ) ao ultimo (aqui em cima).

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    29/10/2014 16:49:23Tata Ngunz'talaAnônimo

    Neste contexto, até mesmo um vegetariano pode sim ser iniciado no candomblé, passar pelos ritos sacralizadores com a menga/èjè, sem se sentir violado ou violando seu princípio pessoal, pois entendeu que a vida voltou a fluir da fonte, embora a forma tenha se doado para que ele se tornasse um membro legítimo de uma religião legítima que guarda a memória dos seus ancestrais e onde toda a vida é respeitada, por isso todas as formas de vida são a Deus oferecidas e se realizam juntamente com ele/ela naquele ato sagrado e de profundo amor e respeito. Mba kukunda ngana Nzambi Mpungu!!!!! (Louvado seja Deus Todo Poderoso).

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    29/10/2014 16:48:09Tata Ngunz'talaAnônimo

    A folha, a semente, o fruto, os grãos, também não são vivos? Só a vida alimenta o vivo. Não tem como fugir dessa realidade da existência. O que passa disso é convencimento interno que para cada um se justifica. Ã? engano avocar para si a posse do sagrado, baseado em qualquer que seja o motivo externo (incluindo-se aqui os ritos e as liturgias) nos fazendo donos de Deus, e consequentemente O limitarmos ao nome pelo qual é conhecido e cultuado por nós. Para nós do candomblé todos os nomes pelos quais Deus Ã? conhecido são sagrados e não podem ser vilipendiados. Porque Deus está além de qualquer nome pelo qual possa ter se revelado aos ancestrais da humanidade. Por isso reafirmo que nossa religião é autêntica, verdadeira e legítima como qualquer outra, independente dos ritos e liturgias que desenvolvemos, já que todos eles se justificam teologicamente e internamente nos fiéis. Que o fato de oferecermos menga/èjè não significa crueldade com nossos irmãos que nasceram em outras classes animais, nem, tão pouco, desrespeito à vida (já que concebemos que a vida é eterna, só a forma que é passageira), nem nos faz inferiores a outras religiões que não mantém o mesmo rito, embora esteja na base do culto dos seus ancestrais. Somo próximos e realizados em Deus, independente da religião que temos, quando manifestamos amor, caridade, elevação espiritual e mantemos o equilíbrio do nosso planeta na preservação dos ecossistemas e respeitando a todas as formas de vida. Mas isso não nos exclui de pensarmos e repensarmos nossos mitos, ritos, tradições e cultos, mesmo que a prática não seja alterada, com certeza o sentido e o entendimento serão muito mais apurados e muito mais espiritualizados. Seremos e faremos gerações melhores como seres humanos, divinos e divinizados dentro da nossa religião. Neste contexto, até mesmo um vegetariano pode sim ser iniciado no candomblé, passar pelos ritos sacralizadores com a menga/Ã

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    29/10/2014 16:46:03Tata Ngunz'talaAnônimo

    A discussão aqui é outra. Ã? uma questão de sermos legalistas. Como, por exemplo, o cristão quando diz que só Jesus é o filho e manifestação de Deus e com isto exclui todas as outras manifestações de Deus e todas as outras possibilidades, só porque é assim que ele lê nos livros sagrados que chegaram até ele. Assim também somos legalistas quando dizemos que quem não passou por isso ou aquilo não pode manifestar a divindade. Claro que quando falamos em religião institucionalizada, para ser autêntico dentro de uma tradição é necessário que passemos pelos ritos e liturgias daquela tradição. Isto nos dá autoridade dentro de uma determinada linhagem religiosa, mas não nos faz donos de Deus e de suas manifestações (divindades), para estabelecermos quem pode ou não manifestá-los. Sabemos dos mitos e lendas (que neste contexto sagrado deve ser encarado com verdade universal), onde as divindades ensinam os humanos a oferecer animais no culto, para que assim permanecessem vivas entre nós, mas nem mesmos os mitos e lendas podem nos limitar literalmente. Ao pé da letra nem sempre conseguimos ver a verdade velada e ensinada nos mitos. Temos que ir além. Deixar cair o véu e usufruir de todas as possibilidades de plenitude que Deus e suas manifestações (Nzambi/Olorum e Nkisi/Mukisi, Orixá e Vodun e Encantados) podem nos proporcionar. Mais uma vez relembro que não é o simples fato de oferecemos animais nos nossos cultos que vai nos fazer autênticos ou verdadeiros ou legítimos diante de Deus. Embora às vezes nos faça diante dos humanos. Mas o que nos legitima é nossa experiência, nossa fé, nossa transcendência e nosso respeito a diversidade das manifestações divinas. Também não é o simples fato de sermos vegetarianos ou praticarmos uma religião que não tem culto com oferendas animais que nos fará superiores ou melhores do que nossos irmãos e irmãs humanas. A folha, a semente, o fruto, os grãos, também não são v

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    29/10/2014 16:45:02Tata Ngunz'talaAnônimo

    As reformas religiosas acontecem em todas as grandes tradições. O que não significa que o que vem depois é melhor do que a tradição sucedida. No Brasil temos um caso que muito se aproxima, que é a Umbanda, que em muitas casas é praticada como uma reforma e atualização dos cultos africanos, claro que com as influencias inevitáveis e muitas vezes saudáveis espiritualmente e outras nem tanto, de outras tradições religiosas. A Umbanda (quase a totalidade das casas) não pratica oferenda animal, o que não significa, por si só, superioridade. O candomblé, também, já pode ser encarado como uma reforma religiosa, que, embora forçada, aconteceu como forma de resistência, pois, com toda a sua diversidade étnica, cultual, lingüística e religiosa, já é uma (re)construção dos cultos primários praticados na diversidade do continente africano. Esta reforma não significa, como no caso da Umbanda, que nós os crentes do candomblé somos melhores, mais evoluídos ou mais próximos de Deus, embora hoje estejamos em uma situação privilegiada, pois podemos ter contato com vários cultos de origem africana, como também com várias outras concepções religiosas presentes em nossa sociedade. Com isto, influenciamos e somos influenciados. Voltando a questão da carne, é importante frisar que o que é vegetariano, por si só, ou só por isso, não é superior ao carnívoro, ou o que pratica uma religião, seja de salvação, seja natural, seja sapiencial, ou as que se permitem transitar por estes vários conceitos, seja superior ao outro, pelo simples fato de oferecer ou não vida animal

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