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24/12/2014 14h45

Lierj poderá assumir gestão dos desfiles do Grupo B da cidade do Rio
Redação*

As escolas de samba do Grupo B, até agora geridas pela Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro (AESCRJ), poderão confirmar até o fim deste ano de 2014 suas filiações à Lierj, liga que realiza a gestão da Série A. Das 15 escolas participantes do Grupo B, apenas duas não teriam dado uma posição acerca do impasse: Tradição e Favo de Acari ainda estariam sendo contatadas para acertarem a mudança.

-SRZD-Carnaval também ouviu Moisés Fernandes, presidente da AESCRJ. Clique e entenda a polêmica

A homologação dessas filiações à Lierj, porém, vai depender da aprovação da Riotur, instituição da Prefeitura do Rio que dá a concessão e fiscaliza as instituições que administram o Carnaval carioca. Déo Pessoa, presidente da Lierj, conversou com o SRZD-Carnaval e ressaltou que a associação está de braços abertos para receber as escolas do Grupo B, mas que espera a análise da Riotur.

"Recebemos algumas escolas aqui na sede da Lierj com várias documentações e pedidos de filiação, mas ainda iremos consultar a entidade (Riotur) acerca dessas filiações. Eles vão nos orientar sobre o que fazer", afirmou.

Acerca das possíveis mudanças nos desfiles das escolas do Grupo B, Déo Pessoa ponderou. "Nada está decidido, mas é bem provável que as escolas, pelo menos neste ano de 2015, continuem desfilando na Intendente Magalhães. Mesmo que haja a migração da responsabilidade dos desfiles para a Lierj, acho improvável modificarmos algumas coisas, pois o Carnaval está bem próximo e tudo tem que ser feito com muito planejamento. Não há como mudarmos as coisas de uma hora para outra", completou o presidente da Lierj ao ser entrevistado pelo SRZD-Carnaval.

Déo Pessoa, presidente da Lierj. Foto: Arquivo SRZD

Unidos da Ponte encabeçou movimento para mudança de gestão do Grupo B

Algumas escolas do Grupo B vêm pleiteando mudanças em seus Carnavais há bastante tempo, inclusive, buscando melhores infraestruturas para desfilar e mais verbas para colocar na Intendente Magalhães um desfile de melhor qualidade.

Um ultimato, por parte da Riotur, teria sido dado às escolas do Grupo B para que algumas irregularidades por parte da AESCRJ fossem sanadas. Pelo menos foi o que revelou Serginho Aguiar, presidente da Unidos da Ponte, que, ao dar entrevista ao SRZD-Carnaval, relatou problemas que as escolas vêm enfrentando. Ele também citou os fatos que levaram as escolas a quererem se desfiliar da AESCRJ.

"A questão toda começou quando o atual presidente da AESCRJ (Moisés Fernandes) começou a pressionar os presidentes a não apoiar quem de fato era o presidente, o Sandro Avelar. Este último sim foi homologado oficialmente pela Riotur a gerir a associação. Foi por isso que começamos um movimento para tentar de alguma forma viabilizar o recebimento de dinheiro da Riotur, pois segundo a instituição, não receberíamos o repasse caso as irregularidades continuassem", disse Serginho ao SRZD-Carnaval.

O dirigente da Unidos da Ponte informou que uma reunião com Gustavo Mostof, diretor de operações da Riotur, foi realizada na última segunda-feira (22) à tarde com a presença dele e mais os presidentes da Rosas de Ouro, Arame de Ricardo e Praça da Bandeira. "Em reunião, a Riotur nos informou que para que fossem repassadas as verbas do Carnaval, Sandro Avelar teria que retornar à gestão da AESCRJ ou, caso contrário, as escolas do Grupo B teriam que se filiar à
Lierj", completou.

No mesmo dia, na sede da Lierj, outra reunião teria sido quase que decisiva. "Foi quando Déo pessoa nos recebeu com todo carinho e nos orientou a aguardar as respostas da Riotur. Mas nós entregamos alguns documentos de filiação à Lierj. Praticamente, todas as escolas devem se filiar", afirmou o presidente da Unidos da Ponte.

Na parte da noite desta mesma segunda-feira houve uma plenária na sede da AESCRJ, quando os dirigentes das escolas do Grupo B e o presidente da associação, Moisés Fernandes, se reuniram para tratar dos assuntos relacionados aos possíveis problemas que as escolas e a associação vêm enfrentando. "O clima ficou quente. Houve até xingamentos e por isso eu me retirei da plenária", concluiu Serginho Aguiar em bate-papo com o SRZD-Carnaval.

-Clique e leia a posição de Moisés Fernandes, presidente da AESCRJ

Serginho Aguiar, presidente da Unidos da Ponte. Foto: Marcelo Gonçalves

O SRZD-Carnaval não conseguiu contato com a Riotur, mas a entidade, que realiza a concessão e fiscalização, dentre outros eventos, do Carnaval Carioca, poderá divulgar, ainda esse mês, as decisões que tomará acerca das filiações das escolas do Grupo B à Lierj. O SRZD-Carnaval seguirá acompanhando.

Escolas do Grupo B desfilam atualmente na Avenida Intendente Magalhães, em Campinho, Zona Norte do Rio. Foto: Arquivo SRZD

*Rodrigo Trindade, colaborador do SRZD.

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