SRZD


14/01/2015 09h41

Passistas comemoram seu dia desfilando na Sapucaí
Hélio Ricardo Rainho

Domingo é dia de samba no pé! Literalmente. Antecedendo os ensaios técnicos de Mocidade e Mangueira, um evento celebrará o Dia do Passista, instituído pela lei municipal nº 4.462 como o dia 19 de janeiro. A comemoração será no próximo dia 18, reunindo passistas de várias escolas de samba, num desfile de abertura para a grande noite. A LIESA autorizou a realização do manifesto, que promete unir mais de 500 passistas.

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Foto: Acervo pessoal

Foto: Acervo pessoalO mentor do evento é ninguém menos que Valci Pelé, espécie de paladino da militância do samba na luta pela preservação do segmento. Um dos mais renomados e premiados passistas de ofício da avenida, Valci é referência absoluta - ao lado de sua parceira de Portela há 20 anos, Nilce Fran - na formação de novas gerações de passistas e na defesa do segmento. Juntos, Valci e Nilce desenvolveram princípios técnicos para fundamentar a dança dos passistas de forma pedagógica, garantindo o aprendizado e o desenvolvimento dessa arte dentro do samba.

A "lei Valci pelé", que promulgou o dia do passista, foi criada pelo então vereador José Carlos Rego, saudoso jornalista e pesquisador de carnaval, em 2007, tendo Valci como principal homenageado.

O evento ocorrerá pela segunda vez na avenida, e promete reunir várias escolas, representadas por seus diretores e suas alas de passistas. A convocação é geral, e reuniu diversos líderes do segmento para os acertos finais do desfile, em reunião ocorrida no Sambódromo na última segunda-feira.

"Não se trata apenas de uma comemoração. Gostaríamos de ver todos os passistas de todas as escolas engajadas nessa causa, porque ela trata da afirmação do segmento, da luta dos passistas por seu espaço dentro das escolas de samba", afirma mestre Valci.



Comentários
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    14/01/2015 13:03:02carlosMembro SRZD desde 14/01/2015

    Este deveria ser um item obrigatório nas escolas de samba...homens e mulheres na ala de passistas, assim como baiana.Vemos muitas escolas tradicionais esquecendo dos passistas, em São Paulo, escolas tradicionais só possuem mulheres em sua ala de passista...uma pena.

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