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Aurora Seles

Aurora Seles

CARNAVAL. Jornalista, com especializações no Instituto de Psicologia da USP e em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Bacharelanda em Direito. Professora e profissional de comunicação. Foi assessora de imprensa da Tom Maior, Rosas de Ouro e Vai-Vai. Coautora do livro SOFIA Belas Artes - Encontro de Saberes: Artes, Arquitetura, Saúde, Ciências Sociais e Humanas, lançado em dezembro/2015.

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13/02/2015 00h02

O ritmo da animação pede passagem com tecnologia
Aurora Seles

Concentrar, organizar e manter mais de duas mil pessoas num percurso de 530 metros é uma tarefa peculiar. Somado a isso, muita energia, alegria e claro: comunicação!

Daqui a pouco serão abertos os portões da passarela do samba em São Paulo, o sambódromo do Anhembi , Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo. No Grupo Especial serão 14 escolas de samba e no acesso 8 agremiações. Uma das maiores festas do mundo em que o público, canta, dança, aplaude, sorri e transborda de emoção.

Quando criança ficava fascinada com o agito, a correria e até os gritos nos bastidores do Carnaval. Naquela época o "gogó" ditava as regras. E quando soava o apito, todo mundo ficava em estado de alerta. Fogos de artifício também eram recursos para despertar a atenção dos componentes. E finalmente, o som da sirene para avisar que o desfile começaria.

Parece que foi ontem, mas o tempo voou.

Há duas semanas estive na cabine do SRZD - preparada especialmente à cobertura - e conferi aos ensaios técnicos. Observei o cuidado das escolas de samba com a comunicação.

Cabine SRZD no Anhembi. Foto: SRZD

Os dirigentes usavam fones de ouvido, microfone e rádio. Outro item foi o metrônomo, utilizado para marcar o tempo do compasso (indicado pelo piscar de uma luz LED) e por um som eletrônico. Esse acessório acompanha o ritmo das baterias e deixa o desfile mais homogêneo na questão sonora, onde o tempo médio dessa ala gira em torno de 145 batidas por minuto. Em suma, é um relógio que mede o tempo musical e os compassos.

As escolas também traziam outra tecnologia: um veículo aéreo não tripulado, também chamado UAV (Unmanned Aerial Vehicle) e mais conhecido como drone (zangão, em inglês). Equipamento resistente a trabalhos pesados e ambientes diversos. Essa pequena aeronave, que não necessita de pilotos, fazia imagens panorâmicas dos desfiles técnicos. Sem dúvida, uma alternativa sensacional para registrar o trabalho complexo das escolas de samba.

Sambódromo do Anhembi. Foto: Rafael Neddermeyer - Liga-SP/Fotos públicas

A equipe SRZD, numa estrutura de alguns metros quadrados, abrigava quase vinte profissionais que administravam, ao vivo, a transmissão. Houve também a visita de muitos artistas e entrevistas. Vídeos e fotos publicados em tempo real. O trabalho estava sob a direção do querido Raul Machado.

Vivemos a era digital. Certamente a tecnologia da informação contribui para o crescimento dos comunicadores e, no Carnaval, essa interação está no ranking das prioridades. Mais um ano em que muitos foliões, seja por meio da arquibancada, da web ou de um televisor, conferirão um espetáculo mágico de confetes, serpentinas, tecnologia, brilho, cores, luz e sincronismo dos componentes. Na passarela do samba uma infinidade de pessoas percorrerão um pouco mais de meio quilômetro. Serão 65 minutos de festa para cada escola.

A comunicação estará presente em todos os quesitos.

Confira esse ziriguidum e viva o Carnaval 2015!

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Isso evita spams e mensagens automáticas.