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Hélio Ricardo Rainho/Carnaval

Hélio Ricardo Rainho/Carnaval

CARNAVAL. Profissional de Comunicação e Marketing, Hélio Rainho veio do teatro, sendo ator e diretor profissional. Autor da biografia do jogador Mauro Galvão e de várias peças teatrais. Nascido na Praça XI, chegou à Portela como jovem compositor nos anos 80 e passou a pesquisar escolas de samba e Carnaval. Idealizador do projeto "Quem És Tu, Passista?", um manifesto pela preservação do segmento, é padrinho dos passistas do Império Serrano e comentarista dos desfiles na Sapucaí. Twitter/Instagram: @hrainho.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



13/03/2015 13h46

Escolas de Samba: 'É o Juízo Final'
Hélio Ricardo Rainho

Estamos diante de um impasse. Uma real necessidade. O carnaval mudou, a estética dos desfiles mudou, o mundo mudou...e continuamos os mesmos dos anos 30! Julgamos escolas de samba da era da hipermodernidade com a mesma metodologia arcaica dos julgamentos de quase 100 anos atrás: papel, caneta, envelope. Homens de Neanderthal na era de Tony Stark.

Infelizmente, o carnaval é genial mas é também emburrecido: não há dirigentes capazes de refletir sobre isso. Eles se acham tão bons que não conhecem o espelho. E esquecem que, quem não se reflete, não se conhece. Acabam virando burros funcionais: a festa acontece, o evento acontece, tudo acontece, mas o atraso continua. Há até quem bata palminha pra isso. O carnaval perdeu a galhofa, a sátira, o espírito crítico. A mesmice é agraciada com prêmios, as melhores notas são para o "mais do mesmo". Não se entende mais de enredo crítico ou abstrato: os metidos a graduados não passam de incentivadores do beabá.

Estamos andando de carruagem numa pista de F1. E todo mundo se acha competente, talentoso, corajoso, audacioso etc.

Não é. Não é mais nada disso. As escolas de samba estão mais cartesianas do que nunca. Desfilam amarradas, chatas, com seus quatrilhões de diretores de harmonia gritando, falando em radinhos bestas, com metrônomos de Jetsons incapazes de medir sua truculência de Flintstones. É frente das escolas vem uma espécie de "comitê da vergonha" formado por camiseteiros de ocasião; são as pessoas mais corajosas do mundo: se expõem ao ridículo cantando e pulando alucinadamente, desfilando fora da escola como se estivessem dentro. Eles se enganam tão bem que acreditam que as pessoas querem vê-los. Deprimentes sem depressão! São expatriados embriagados, poluindo o que vem atrás. E parecem orgulhosos de seu vexame...

Nosso "primor de organização" deixou várias escolas de samba sem som na avenida, e algumas sem voz para expressarem seu verdadeiro sentimento quando passam. Precisam de enredos que atraiam dinheiro, não que atraiam gente ou vibração das arquibancadas. Não é crítica ao mercantilismo: é crítica ao uso distorcido da verba de patrocínio, embrutecendo a lógica da escola.

Fotos: SRZD

Todo mundo acha que entende de enredo. As redes sociais mostram quanta besteira e opinião pessoal - sem critério, sem análise crítica reflexiva, sem metodologia - são espalhadas na base do "eu sei", "eu vi", "eu acho". Uma estranha assertividade em favor da autoafirmação. Serve pra que essa impáfia toda?

Os enredos estão cada vez mais subordinados, mais medrosos, com escolas acuadas sem discurso próprio, apelando para o que possa agradar os jurados. Em vez do jurado servir à escola, é a escola que serve aos jurados. Assim...numa relação "bonita" tipo "senhor de engenho & escravo". E aí os enredos mergulham em recorrências improdutivas. Querem ver um exemplo? As Áfricas que a avenida mostra. Sob o pretexto servil e utilitário de que "enredo africano ninguém discute", a avenida nunca mostrou uma África que não fosse sofrida, desgraçosa, mística, oprimida etc. Cadê a arte, o teatro, a dança, o artesanato, o legado artístico e cultural desse continente? Não tem?! Não comove jurado?! Nada!!! E tome chibata, misticismo, navio negreiro, violência. Acho muito importante lembrar o fardo de opressão e discriminação que os negros sofreram historicamente. Não sou louco de negar isso. Mas tenho uma consciência de que certos discursos repetidos à exaustão são tão vitimizadores que nos dão a sensação de que nada do que temos no país foi construído por esse povo. Africano na avenida é só lamúria, chororô e feitiçaria. Cadê o legado histórico, artístico e cultural?!

Foto: SRZDE quanto vale a comoção? Nada! Não é "quesito"! Os "quesitos" são algo concebido para ter valores frios, matemáticos, cartesianos. O "metrônomo da emoção" não existe. Estamos num filme futurista, entre o "Fahrenheit 451" de Truffaut e a "Alphaville" de Godard: proibidos de construir literatura ou de nos emocionar. Os enredos que ousam discutir, refletir, transpor o mundo real para o irreal, não são entendidos nem respeitados.

Estamos mal amparados dialeticamente. Construímos um espetáculo visual que sofreu inúmeras alterações no decorrer nas décadas, mas não instituímos um modelo coerente de avaliação do espetáculo. Não existe uma norma avaliativa decente, uma crítica formada, especializada. Não temos! Não nos deixarão mentir as justificativas dos jurados, que virão tanto tardias quanto eivadas de surrealismo.

Falta-nos uma criteriosidade. Falta ao brasileiro entender melhor a festa que o brasileiro faz. Falta a coragem de abandonar esse vício de ser "pau mandado" e "ouvido de mercador", com tanta gente repetindo as mesmas besteiradas que escuta na esquina. Quando um carnavalesco é autoral, dizem que ele "se repete". Quando um desfile é mecânico, chamam de "técnico". Tem gente que pouco entende e tudo quer palpitar. Temos poucos carnavalescos com a cara e a coragem de fazerem enredos autorais, com assinatura estética e proposta conceitual. A grande maioria está em busca do apelo fácil, de "temas nobres gratuitos", de homenagens a gente que nunca contribuiu em nada para as escolas de samba. Eu acho uma vergonha a gente homenagear personalidades ou artistas (sic) de gosto duvidoso e apelo comercial em detrimento de baluartes reais de nossa cultura e de nossa gente. Uma perda de tempo dedicar 70 minutos de desfile a gente que nunca sequer levantou uma bandeirinha ou vestiu uma camisa de escola de samba por um minuto.

Infelizmente você não vai ler isso em outras colunas: as pessoas que deveriam exigir e brigar por isso estão fazendo média (ou seria "fazendo mídia?"), brincando de imprensa, lavando as mãos de Pilatos antes de publicar um texto escrito. As faculdades de Jornalismo deveriam ter matérias sobre cobertura e análise de carnaval como têm várias sobre futebol e esportes. Nem a crítica devida aos profissionais sem talento que muitas vezes se perpetuam na avenida os analistas sabem fazer. Valei-me, meu São Pamplona dos inconformados!!!

Pois é. Para o brasileiro desenfreado e desembestado, toda regra é chamada de "censura". Besteira. Acho mesmo que uma comissão especializada deveria se reunir e criar um código de regras para as escolas terem seus enredos aprovados. Vai cortar na carne: muita gente iria espernear, mas teríamos maior propriedade nos desfiles, maior respeito na seleção dos temas e no discurso desses enredos.

O problema é que, se criassem essa comissão, o tiro sairia pela culatra. Porque isto aqui é Brasil: em vez de nortearem s escolhas de enredos com especialistas de verdade, juntariam um punhado de insanos escusos para aprovarem as coisas de uns e reprovarem as de outros.

É difícil consertar o Brasil até quando o assunto é carnaval. E isso daria um bom enredo. Só não sei é se saberiam julgar depois...

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Twitter @hrainho


Comentários
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    20/03/2015 15:42:29EL AFARMembro SRZD desde 09/01/2013

    Sensacional esta crítica! alguém com coragem na mídia pra tratar com verdade e com propriedade este tema, não há muito o que escrever, pois tudo já foi dito, parabéns Rainho, você é uma das exceções que trata o desfile das escolas de samba como desfile de escolas de samba, pena que não tem jeito, não acredito em mudanças, são todos uns vendidos, todos com pires na mão esperando as moedas da subvenção e do patronato, a tendência é que este monstrengo se torne algo pior, e acho que pra piorar tem de melhorar muito, falta critério para entender os critérios que usam para julgar e falta é vergonha na cara de quem julga o desfile e de quem dirige essa LIESA que não coloca gente que entende pra dar notas, enfim, a perspectiva é a mais pessimista e creio que não haverá mudanças, ficaremos no saudosismo dos antigos desfiles ,quando o samba era samba!

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    17/03/2015 16:36:19Hélio Ricardo RainhoMembro SRZD desde 26/01/2010

    Agradeço a todos pelas reflexões acerca do que foi proposto nesse texto, de certa forma contundente, da coluna. Por vezes parece que nós, críticos, estamos sempre indignados ou insatisfeitos. Fui indagado por um dos jurados deste ano acerca das mudanças que foram feitas do ano passado. Respondi para ele que o nosso problema, embora pareça "pessoal" (com quem julga), é de concepção. O molde retrógrado e equivocado do julgamento está induzindo o próprio jurado a errar. Assim como está submetendo a escola a desfilas debaixo de caprichos e determinações que muitas vezes contrariam a liberdade de expressão e a identidade de quem desfila. A avenida virou um lugar onde restam duas opções: render-se às exigências idiossincráticas do julgamento ou virar um "ícone de resistência" e dar murro em ponto de faca. Ã? bem verdade - e assim citou o professor Luis Carlos Magalhães, amigo nato - que outros movimentos já foram feitos no sentido de modificar esse quadro, inclusive com colegas de imprensa e pessoas do próprio carnaval. A recusa sinaliza que há parâmetros desconhecidos forçando a sustentação de todo esse erro que nos parece tão capital.

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    17/03/2015 14:30:18Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Está associado aos interesses em jogo, o resultado dos desfiles das Escolas de Samba do Carnaval Carioca grupo especial. Os quais devem ser sempre um show artístico, cultural, musical e de dança complementados por beleza plástica e visual. Tudo, para não haver contestações e protestos ao título devido a campeã ter-se apresentado de forma meramente técnica, monótona e sem o imprescindível caráter de emocionar o público. Ao quadro de julgadores (QJ) aferidas suas capacitações nos treinamentos, cabe dar notas aos quesitos pelos quais são responsáveis e regiamente remunerados. Porém, desde o atípico Carnaval de 2011, excetuando-se em 2013, a campeã tem se caracterizado pela filosofia de desfile já aludida e devidamente criticada. Em meio a isso constata-se o seguinte agravante. O sistema utilizado pelo QJ é manual não sendo digitalizado simultaneamente. O que leva a sofrer â??discrepânciasâ? nas notas conforme confessou à imprensa o próprio presidente da LIESA, a ponto de no Carnaval 2015 ter sido mudados 25 integrantes do QJ. Ante a existência do injustificável, vitalício e clandestino Conselho â??Superiorâ? (CS) integrado por três ex-presidentes do órgão os quais não são sambistas, mas, contraventores penais do jogo de bicho e de outras criminalidades que comandam agremiações ultimamente campeãs. A solução em termos de mudança é a seguinte. Na eleição da LIESA a realizar-se até meado do ano, a discriminada e relegada a dois mandatos consecutivos suplente do Conselho Fiscal do órgão a presidente salgueirense e o presidente portelense devem encabeçar uma chapa concorrente independente tendo como questão de honra do programa de gestão a extinção do CS da LIESA. Por fim, postei texto intitulado â??Sobre o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Ã?tnico-racialâ? em almirptmacae.blogspot.com. Saudações carnavalescas, Almir de Macaé.

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    17/03/2015 12:29:33capoeira=Aluísio MachadoMembro SRZD desde 21/09/2011

    As nossas cozinheiras não tinham no meu tempo , ao alcance das mãos , temperos prontos ,

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    16/03/2015 16:55:27Mauro Lúcio de OliveiraMembro SRZD desde 30/09/2012

    Muita injustiça com a Mocidade! Indignação! Mauro Lúcio de Oliveira - Professor - São Mateus ES

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    16/03/2015 12:35:21Luis Carlos Magalhães de Souza RibeiroMembro SRZD desde 26/06/2009

    Rainho, querido. Tal como o SRZD, nós lá do CARNAVALESCO lideramos, há 3 ou 4 ou 5 anos, um seminário discutindo quesito a quesito com mesas integradas por sambistas-top em cada um deles.: Laíla, Wagner, Maria Augusta, Misailides, Julinho, Lucinha, Odilon, Andre Diniz, Luzardo, Cunha, só para citar alguns de cada quesito. Tava todo mundo lá. Depois mandamos um relatório para a LIESA. E você sabe muito bem o que aconteceu: NADA ! Vocês devem ter feito o mesmo, e deve ter acontecido a mesma coisa. A regra do jogo é essa. Nosso papel é através de nossos textos tentar influenciar de alguma forma. Esse o nosso papel. Por isso te parabenizo pela firmeza das posições assumidas.Parabéns pelo trabalho.

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    15/03/2015 21:43:23DANIELMembro SRZD desde 21/07/2009

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK, só dando gargalhadas mesmo! _ melhor ficar mudo do que debater esse texto. Mas de uma coisa temos certeza: o samba não vai morrer e portanto, o carnaval não vai acabar.

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    15/03/2015 13:55:32Beija SempreMembro SRZD desde 20/01/2013

    Muito dificilmente essa realidade irá mudar, já que as escolas de samba há muito que se tornaram moeda de troca, máquinas de camuflar grana, processo mais conhecido como lavagem de dinheiro. E, de mais a mais, as grandes empresas por trás dessa "festa momesca" não têm qualquer interesse cultural, mas, sim, o de lucrar, lucrar e lucrar e, cá entre nós, o carnaval da lucros homéricos. Portanto, aqueles que ainda sonham com uma manifestação o minimamente cultural ao pé da letra, desistam. O carnaval há décadas virou business e é certo que isso não mudará.

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    15/03/2015 01:54:32jonasMembro SRZD desde 10/02/2015

    POW!ATÃ? QUE ENFIM FALARAM ALGO, SOBRE O ASSUNTO, ATÃ? QUE ENFIM TOCARAM NO ASSUNTO. Foi perfeito. é isso mesmo os desfiles estão chatos, porque nós vemos passar na nossa cara, aquilo que eles querem! sem criterio nenhum. esses enredos pagos , midiados , vendidos. Falta coragem de alguns pra começar a mexer os pauzinhos e fazer enredos autorais, mesmo que isso lhe custe a cabeça. pelo menos a gente aprende um pouco de cultura, e não essa mesmiçe de enredos tipo encheção de linguiça. Voltemos aos enredos autorais e ae quem se arrisca...................se precisar de alguns eu tenho . Tenho um enredo que é autoral, cultural e educacional rsrsrs. Nesse mundo de destruição.Bom e antes que fale alguma coisa , não sou expert mais entendo um pouco, fiz um curso (pós)de carnaval.........pelo menos um pouquinho aprendi. MAIS ESSE TEXTO FOI IMPACTANTE, PERFEITO, MANDOU BEM HÃ?LIO.

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    15/03/2015 01:50:11jonasMembro SRZD desde 10/02/2015

    POW!ATÃ? QUE ENFIM FALARAM ALGO, SOBRE O ASSUNTO, ATÃ? QUE ENFIM TOCARAM NO ASSUNTO. Foi perfeito. é isso mesmo os desfiles estão chatos, porque nós vemos passar na nossa cara, aquilo que eles querem! sem criterio nenhum. esses enredos pagos , midiados , vendidos. Falta coragem de alguns pra começar a mexer os pauzinhos e fazer enredos autorais, mesmo que isso lhe custe a cabeça. pelo menos a gente aprende um pouco de cultura, e não essa mesmiçe de enredos tipo encheção de linguiça. Voltemos aos enredos autorais e ae quem se arrisca...................se precisar de alguns eu tenho . Tenho um enredo que é autoral, cultural e educacional rsrsrs. Nesse mundo de destruição.Bom e antes que fale alguma coisa , não sou expert mais entendo um pouco, fiz um curso (pós)de carnaval.........pelo menos um pouquinho aprendi. MAIS ESSE TEXTO FOI IMPACTANTE, PERFEITO, MANDOU BEM HÃ?LIO.

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    13/03/2015 23:58:03Claudio RochaMembro SRZD desde 07/04/2009

    PERFEITO!!!

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    13/03/2015 16:05:49tucaMembro SRZD desde 11/08/2014

    Concordo muito ,excelente texto! Acho que muita coisa tem que mudar sim,e já que estamos falando tb da forma como ela é julgada,acho que o julgador teria que justificar o 10 ... 10 é uma coisa perfeita , então que tenha culhão e diga,foi perfeito...muitas notas 10 iam começar a sumir... as vezes tiram 0,1 por uma coisa ridícula,sem nexo mas muitos 10 tb são dados sem nexo algum... Outra eu colocaria como quesito entrosamento ,interação da escola com o publico ,a reação do publico em si....não sei como seria feito esse tipo de avaliação,mas uma escola que faz desfile para esses tipos de jurados julgarem e esquece das arquibancadas,do público,uma escola campeã que não causa impacto ,que passa friamente como se na av só tivesse jurados , na boa,não merece ganhar assim tão facilmente....

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    13/03/2015 15:30:42Cláudia BauerMembro SRZD desde 19/01/2013

    Como eu disse anteriormente, tudo isso vai mudar quando os investidores começarem a sumir. Até porque uma empresa só patrocina algo se o público estiver satisfeito. E olha, esse dia está cada vez mais perto.

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    13/03/2015 14:23:03Oswaldo Fernandes FilhoMembro SRZD desde 09/04/2009

    Texto Brilhante, principalmente na parte sobre Ousadia, e dos Ridículos que abrem os desfiles de quase 100% das Escolas do Grupo Especial. Será que já não seria o tempo das notas serem atribuidas aos Desfiles logo após o seu Término.Será que não seria tempo de se informatizar as Justificativas e Notas, e caso no final da Avaliação o Jurado se omitisse em dar a Nota(caso da Tijuca este Ano), como no Imposto de Renda teria uma tecla de Pendências e ele teria que saber se fez seu serviço direito ou não. Se as justificativas fossem digitadas ficariam mais compreensíveis, pois tem umas que ficam difícil de entender, e impediria do Julgador dar notas comparativas entre as escolas num Todo, que acho que é o que acontece hoje em dia.Enfim Parabéns pelo Belo Texto.

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